Monthly Archives: Maio 2014

«A Rainha Ginga», de José Eduardo Agualusa, chega a 6 de junho

PrintJosé Eduardo Agualusa tem novo romance quase pronto a sair. A 6 de junho é posto à venda, numa edição Quetzal, A Rainha Ginga – E de como os africanos inventaram o mundo. Nesse mesmo dia 6 de junho haverá, pelas 21h30, no Clube Ferroviário, em Lisboa, uma festa de lançamento com a presença de Mia Couto e Kalaf Ângelo. O primeiro vai apresentar o livro e o segundo lerá fragmentos acompanhado pelo contrabaixo de Ricardo Cruz.

Sinopse: «Personalidade originalíssima da história de África e do Mundo, ao mesmo tempo arcaica e de uma assombrosa modernidade, a rainha Ginga tem fascinado gerações, desde o Marquês de Sade (que via nela um exemplo de luxúria selvagem) até às feministas afro-americanas dos nossos dias.
Neste romance, José Eduardo Agualusa dá-nos a ver, através dos olhos de um dos secretários da rainha, um padre pernambucano em plena crise de fé, o agitado século em que esta viveu.
Misturam-se nestas páginas personagens reais – ainda que fantásticas –, como o almirante Jol, o pirata com uma perna de pau que conquistou Luanda para a Companhia das Índias Ocidentais, com outras fictícias, ainda que mais verosímeis do que as primeiras, como Cipriano Gaivoto, o Mouro, um mercenário português ao serviço da rainha Ginga.
Se é verdade que Angola tem ainda muito passado pela frente – no sentido de que há tanto passado angolano por descobrir e ficcionar –, também é verdade que este romance nos devolve um dos fragmentos mais interessantes, senão o mais interessante, deste mesmo passado.»

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As novas capas e as novas edições de Saramago

pe-JSAmanhã, 29 de maio, quando passar por uma livraria, já pode apreciar, muito provavelmente nas montras, as novas edições das obras de José Saramago, que recentemente passou a ser editado pela Porto Editora.
Ao todo serão nove títulos «retocados», com novas capas e edições revistas. Aqui está a lista: A Caverna, A Noite, A Viagem do Elefante, As Intermitências da Morte, As Pequenas Memórias, Ensaio sobre a Lucidez, História do Cerco de Lisboa, Manual de Pintura e Caligrafia e O Homem Duplicado.
As novas capas, elaboradas pelo atelier silvadesigners contam com o contributo especial de grandes figuras da literatura e da cultura portuguesa: Álvaro Siza Vieira, Armando Baptista-Bastos, Eduardo Lourenço, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Júlio Pomar, Lídia Jorge, Mário de Carvalho e Valter Hugo Mãe. E qual foi o seu contributo? Todos caligrafaram o título para a capa de um dos nove livros.
Na sessão de apresentação à imprensa, que teve lugar hoje de manhã, e segundo um comunicado distribuído à comunicação social, o administrador da Porto Editora, Vasco Teixeira, anunciou que o grupo vai «apoiar diretamente a Fundação José Saramago para que esta instituição possa continuar a cumprir, nas melhores condições, a sua missão de promover o estudo e a divulgação da obra de José Saramago».
Já Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago, disse: «São livros de José Saramago, esses que, como todos, levam o autor dentro. Neste caso, aproximam-nos dos amigos do autor e de outros leitores que antes passaram por estas páginas. Apetece dizer, “cuidado, estes livros contêm muita vida, tratemo-los com a paixão e o esmero que merecem todos os seres”. Todos os seres vivos.»
Entretanto, para os amantes de Saramago (e de Lanzarote) é de lembrar que amanhã (30 de maio, às 18h30, na sede do Camões-IP (Av. Liberdade, 270, Lisboa), será apresentado o livro Lanzarote – A Janela de Saramago, de João Francisco Vilhena e José Saramago, e inaugurada a exposição de fotografia com o mesmo nome.
A sessão conta com a presença de Pedro San Ginés Gutiérrez, presidente do Cabildo de Lanzarote, Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Ana Paula Laborinho, presidente do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, e de Pilar del Río.

pe-CA Caverna (Caligrafia da capa: Eduardo Lourenço)
«Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização.»

pe-NA Noite (Caligrafia da capa: Armando Baptista-Bastos)
«“A Noite, a primeira obra dramática de Saramago que o escritor dedica a Luzia Maria Martins, a pessoa que o ‘achou capaz de escrever uma peça’. Seria mesmo. A noite de que se fala nesta peça ficou para a história: de 24 para 25 de abril de 1974. A ação passa-se na redação de um jornal em Lisboa e o autor avisa: ‘Qualquer semelhança com personagens da vida real e seus ditos e feitos é pura coincidência. Evidentemente.’” (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)»

pe-VEA Viagem do Elefante
(Caligrafia da capa: Mário de Carvalho)

«Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca nas mãos dos leitores esta obra excecional que é A Viagem do Elefante.»

pe-IMAs Intermitências da Morte (Caligrafia da capa: Valter Hugo Mãe)
«“No dia seguinte ninguém morreu.”
Assim começa este romance de José Saramago.
Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

pe-PMAs Pequenas Memórias (Caligrafia da capa: Gonçalo M. Tavares)
«As Pequenas Memórias é um livro de recordações que abrange o período entre os quatro e os quinze anos da vida de José Saramago: “Queria que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou”.»


pe-eslEnsaio Sobre a Lucidez
(Caligrafia da capa: Dulce Maria Cardoso)
«Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.»

pe-hclHistória do Cerco de Lisboa (Álvaro Siza Vieira)
«“Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra ‘não’ num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.” (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)»

pe-mpcManual de Pintura e Caligrafia (Caligrafia da capa: Júlio Pomar)
«“O Manual de Pintura e Caligrafia é uma obra ímpar no género da literatura autobiográfica entre nós e oferece-nos, no seu conjunto, um semental de ideias e uma carta de rumos da ficção de José Saramago até à data.
Nele se fundem as escritas de uma complexa e rica tradição literária e a experiência de um tempo vivido nos logros do quotidiano e das vicissitudes da história, que será a substância da própria arte.” Luís de Sousa Rebelo»

pe-HDO Homem Duplicado (Caligrafia da capa: Lídia Jorge)
«Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, “vive só e aborrece-se”, “esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou”, à cadeira de História “vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim”. Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, “levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo”.
Depois desta inesperada descoberta, de um homem exatamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem.»

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Dom Quixote edita em junho os «Diários» de George Orwell

DiáriosA Dom Quixote edita a 24 de junho os Diários, de George Orwell, que poderão, de certa forma, colmatar a autobiografia que o autor de 1984 nunca chegou a escrever.

Sinopse: «Os diários de George Orwell (1931-1949) dão a conhecer a vida do escritor que marcou o pensamento político do século XX.
Escritos ao longo da sua carreira, os onze diários que sobreviveram – sabe-se que haverá outros dois da sua permanência em Espanha guardados nos arquivos da NKVD em Moscovo – registam as suas viagens de juventude entre os mineiros e os trabalhadores migrantes, a ascensão dos regimes totalitários, o horrível drama da Segunda Guerra Mundial, bem como os acontecimentos que inspiraram as suas obras-primas: O Triunfo dos Porcos e 1984.
As entradas de carácter pessoal reportam um dia-a-dia muitas vezes precário, a trágica morte da sua primeira mulher, e o declínio de Orwell, vítima de tuberculose.»

«O Marciano», de Andy Weir, já chamou a atenção de Ridley Scott

Capa O MarcianoO Marciano, de Andy Weir, chamou a atenção do realizador Ridley Scott e, felizmente, também chamou a atenção da Topseller. Scott está a tratar de levar este livro de ficção científica para o cinema e negoceia a participação de Matt Damon para protagonista, enquanto a Topseller resolveu trazer obra até Portugal, onde já está à venda.

Sinopse: «Uma Missão a Marte. Um acidente aparatoso. A luta de um homem pela sobrevivência.
Há exatamente seis dias, o astronauta Mark Watney tornou-se uma das primeiras pessoas a caminhar em Marte. Agora, ele tem a certeza de que vai ser a primeira pessoa a morrer ali.
Depois de uma tempestade de areia ter obrigado a sua tripulação a evacuar o planeta, e de esta o ter deixado para trás por julgá-lo morto, Mark encontra-se preso em Marte, completamente sozinho, sem perspetivas de conseguir comunicar com a Terra para dizer que está vivo.
E mesmo que o conseguisse fazer, os seus mantimentos esgotar-se-iam muito antes de uma equipa de salvamento o encontrar.
De qualquer modo, Mark não terá tempo para morrer de fome. A maquinaria danificada, o meio ambiente implacável e o simples “erro humano” irão, muito provavelmente, matá-lo primeiro.
Apoiando-se nas suas enormes capacidades técnicas, no domínio da engenharia e na determinada recusa em desistir — e num surpreendente sentido de humor a que vai buscar a força para sobreviver —, ele embarca numa missão obstinada para se manter vivo. Será que a sua mestria vai ser suficiente para superar todas as adversidades impossíveis que se erguem contra si?
Fundamentado com referências científicas atualizadas e impulsionado por uma trama engenhosa e brilhante que agarra o leitor desde a primeira à última página, O Marciano é um romance verdadeiramente notável, que se lê como uma história de sobrevivência da vida real.»

Novidades Editoriais de Maio (V)

?????????????????????Angola – As Ricas Donas – Isabel Valadão (Bertrand)
«Entre os séculos XVIII e XIX, a cidade de Loanda alternou períodos de grande desenvolvimento com outros de pura estagnação, consoante os governos vigentes no Reino e suas diferentes políticas ultramarinas. Tal como vinha acontecendo já desde o século XVII, três constantes marcaram a história de Loanda: o tráfico atlântico da escravatura, a deportação ou degredo de criminosos para Angola e a superioridade das famílias crioulas, ou luso-descendentes, às quais pertenciam as Ricas-Donas. As estórias destas mulheres acabariam por se fundir com a história da cidade de Loanda e não será possível dizer com propriedade como teriam sido as suas vidas. Embora ficcionadas, estas poderão ter sido as estórias das Ricas-Donas de Loanda.
Neste novo livro, Isabel Valadão procura “a partilha com os leitores de pedaços do passado da História de Angola e, desse passado, as estórias das inúmeras personagens que neles ganharam vida, sobretudo daqueles em que fixei a minha investigação – as Donas [Loanda, Donas e Senhoras] e a marca que de si deixaram até aos nossos dias e de quem tão pouco se fala. E também a gente anónima que sofreu a ignomínia da escravidão humana.
Neste livro, chegam-nos as palavras de uma Eufrosina ressuscitada, saída desse tempo ancestral para estas páginas.”»

pe-malA Hipótese do Mal – Donato Carrisi (Porto Editora)
«Todos nós já sentimos, em algum momento, o desejo de desaparecer. De deixar tudo para trás. Para alguns, isso transforma-se numa obsessão que os consome e engole, até que acabam por desaparecer na escuridão. Todos se esquecem deles. Todos, menos Mila Vasquez, investigadora no Gabinete das Pessoas Desaparecidas.
Sem que ninguém o conseguisse prever, indivíduos que se esfumaram no vazio há vários anos regressam com intenções obscuras. Uma série de crimes, sem relação aparente entre si, traz consigo uma descoberta surpreendente: os seus autores são pessoas que se pensava desaparecidas para sempre. Onde estiveram durante tanto tempo? E porque regressaram? Qual o plano maléfico a que obedecem?
Mila percebe que para travar este exército das trevas não lhe bastam os indícios. Tem de dar à escuridão uma forma, um sentido, precisa de formular uma hipótese sólida, convincente, racional… A Hipótese do Mal.»

pe-tempestadeCoração da Tempestade – Jesmyn Ward (Porto Editora)
«Observando Esch, ninguém poderia adivinhar que um grande furacão, o Katrina, ameaçava seriamente a sua vida…
Ela tem apenas 14 anos e maravilha-se com tudo o que lhe acontece: descobrir o amor e ficar grávida, por exemplo, ao mesmo tempo que a cadela Pit Bull China tem uma ninhada de cães que traz uma grande alegria aos seus três irmãos: Júnior, o mais novo e curioso de todos, Skeetah, que admira aqueles cães como forças da natureza, e Randall, que espera obter com a venda da ninhada os meios para seguir uma carreira no basquetebol.
Os avisos de um furacão cada vez mais poderoso a formar-se ao largo do Golfo do México e em rota de colisão com a região pobre de Bois Sauvage, onde Esch vive, só lhe chegam como rumores vagos, principalmente do pai ausente e frequentemente bêbedo, em constante alvoroço entre alguns biscates e o recolher de materiais para fortificar a casa contra o cataclismo que se avizinha.
Pode esta família de crianças sem mãe, e de pai distante, continuar a viver os seus sonhos e fantasias no meio da pobreza e sob a ameaça de um desastre natural?
O amor que os une é praticamente o único recurso que possuem e a força da sua inocência terá de vencer a força do furacão.»

ts-A Minha Outra MetadeA Minha Outra Metade – Marianne Kavanaugh (Topseller)
«Conheça a Tess. Uma rapariga jovem, obcecada por roupas vintage, presa a um trabalho que detesta. Desde a faculdade que namora com o maravilhoso, escultural e bem-sucedido Dominic, e tem um apartamento fantástico que partilha com a sua melhor amiga, Kirsty. Mas se a sua vida pessoal corre assim tão bem, porque é que se sente destroçada sempre que lhe perguntam pelo futuro?
Conheça o George. Um músico de jazz brilhante, que passa quase tanto tempo a resolver as discussões entre os membros da sua banda, como passa com o seu pai enfermo. Pelo caminho, tenta corresponder às altas expetativas da sua mulher corretora, com quem nunca deveria ter casado. Para um tipo que sempre acreditou no romance, o lado prático e deprimente da vida dos vinte e tais é para ele um choque. George procura algo mais… e alguém especial. Se ao menos os seus caminhos se cruzassem…
Siga Tess e George ao longo de uma década de maus namoros, jantares e festas caóticas, aniversários mágicos, empregos sem saída, relações desiguais, e muitos recomeços.»

asa-quandoQuando Aqui Estavas – Daisy Whitney (ASA)
«A mãe de Danny perdeu a batalha de cinco anos contra o cancro, três semanas antes de ele acabar o secundário – o dia porque ela mais esperara.
Agora Danny fica sozinho, apenas com as suas memórias, o seu cão, e a ex-namorada que lhe destroçou o coração. Não sabe o que fazer com a casa, o que dizer no discurso da formatura, e muito menos como viver ou ser feliz.
Então uma carta de uma amiga da mãe em Tóquio fá-lo largar tudo e viajar até ao outro lado do mundo para descobrir os segredos da mãe – e perceber por que motivo os seus últimos meses foram tão cheios de alegria. Porém, não é capaz de encontrar as respostas ou de fugir às complexidades da sua relação com Holland apenas por atravessar o oceano. Porém, entre as flores de cerejeira, os templos e as multidões da cidade de néon, e com a ajuda de uma jovem japonesa amiga da mãe, começa a ver que talvez não tenha sido a magia antiga ou os tratamentos místicos que faziam a mãe regressar ao Japão. Talvez o segredo de como viver resida na forma como ela morreu. E como amou. Repleto de humor, emoção crua, uma voz forte e uma fantástica cadela chamada Sandy Koufax, Quando Aqui estavas explora as duas forças mais poderosas conhecidas pelo homem – morte e amor.»

k_como_viver_777_frases_finalComo Viver (ou não) em 777 Frases de Fernando Pessoa – Fernando Pessoa/Richard Zenith (organização) (Quetzal)
«Não ensines nada, pois ainda tens tudo que aprender.
Quando puderes dizer o teu grande amor, deixa o teu grande amor de ser grande.
O coração, se pudesse pensar, pararia.

Um livro de autoajuda de um dos maiores autores de Língua Portuguesa de todos os tempos. Disposto em 7 secções temáticas, precedidas por 7 frases preparatórias e sucedidas por uma conclusão em 7 frases, este é um extraordinário conjunto de reflexões e conselhos úteis para lidarmos com o misterioso e nem sempre cómodo facto de existirmos.
A Vida Vivida / A Vida Eterna / A Vida da Imaginação / A Vida Afectiva / A Vida Pensada / A Vida do Eu Inúmero / A Vida não Vivida. Todos os grandes temas tratados em pequenos trechos de uma imensa genialidade. Para ler de rajada, ou como um oráculo ou um Livro de Horas.»

pe-lobosLobos Cinzentos –Robert Muchamore (Porto Editora)
«Primavera de 1941.
Os submarinos alemães patrulham o Atlântico Norte, afundando os navios carregados com a comida, o combustível e as armas de que a Grã-Bretanha necessita para sobreviver.
E, enquanto a Marinha Real perde a guerra no mar, seis jovens agentes terão de se infiltrar na Europa ocupada e sabotar uma base de submarinos na costa ocidental francesa.
Se os submarinos não forem travados, o povo britânico morrerá à fome.
Para efeitos oficiais, estas crianças não existem…»

ca-contagioContágio – Jonah Berger (Clube do Autor)
«Contágio, de Jonah Berger, professor de Marketing na Wharton School, é um livro baseado em pesquisas inovadoras na área das ciências sociais e revela histórias poderosas sobre os nossos hábitos de vida e de consumo. Se alguma vez se interrogou porque são partilhadas certas histórias, porque são reencaminhados alguns e-mails, ou porque há vídeos que se tornam virais, este é o livro certo para si.
Das pulseiras Livestrong ao iogurte grego, passando pela música “Gangnam Style” à moda das dietas, este livro refere alguns dos mais conhecidos exemplos de fenómenos virais. Ou seja, são casos em que certos produtos, ideias ou modos de vida se difundiram pela sociedade em larga escala. Jonah Berger explica quais os passos a seguir para transformar um produto num fenómeno viral.»

ver-ezraT. S. Eliot e Ezar Pound – Uma tentativa de aproximação às suas vidas e às suas obras – Fernando Guedes (Verbo)
«Este volume é constituído por quatro textos sobre dois dos mais significativos poetas da literatura inglesa do século XX.
– T. S. Eliot
The Waste Land — oitenta anos depois
T. S. Eliot — The Waste Land e depois

– Ezra Pound
Uma aproximação a Ezra Pound e ao seu processo de criação poética
Uma tentativa de leitura de Os Cantos de Ezra Pound

Entre 1908 e 1910 partiram dos Estados Unidos para a Europa dois jovens intelectuais que se haviam de tornar, cada um à sua maneira, nos dois mais notáveis poetas anglo-americanos do século XX. O mais velho, nascido em 1885, utilizou sempre o escândalo social como forma de estar na vida. Chamava-se Ezra Pound. O segundo, Thomas Stern Eliot, era já a imagem que ainda podemos ter do gentleman inglês, apesar de nascido no Missuri (em 1888), educado na Nova Inglaterra e aluno de Harvard.»

Capa Jogo de Vida ou MorteJogo de Vida ou Morte – Luís Aguilar (Vogais)
«“Se perderem por quatro golos contra o Brasil, não voltam a ver as vossas famílias.”
Mobutu, ex-presidente do Zaire, dirige-se aos jogadores da selecção do seu país desta forma, no Mundial de 1974, realizado na Alemanha. O Brasil enfrenta o Zaire e precisa de ganhar pelo maior número de golos para se apurar para a fase seguinte. Minuto 79: o marcador está 3-0 a favor dos brasileiros. Livre directo para o Brasil à entrada da área. Rivelino prepara-se para bater a bola. Ilunga está na barreira do Zaire. O seu colega olha para ele e diz: “Vê se não há qualquer buraco nesta barreira ou vamos todos ter problemas.”
Ao olhar para Rivelino e ouvir estas palavras, Ilunga entrou num estado de desespero, medo e ansiedade. Nessa altura acontece um dos momentos mais insólitos da história dos mundiais de futebol. Ilunga sai da barreira e pontapeia a bola antes que o jogador brasileiro o faça. Levou um cartão amarelo e foi alvo de chacota generalizada. O que ninguém imaginava era que aquele acto ridículo se devia a um jogo de vida ou morte. Literalmente.
Esta história, passada há 40 anos, é uma das muitas que ilustram o lado sombrio do futebol. É desse lado negro, mas também do contraponto heróico, que este livro nos fala, passando em retrospectiva quase um século de Mundiais de futebol. De Sindelar a Hitler, de Eusébio a Salazar, de Sócrates a João Havelange, de Maradona a Margaret Thatcher, passando por Romário, Drogba e pelo caso “Saltillo”.»

el-coelhoJorge Coelho. O Todo Poderoso – Fernando Esteves (Esfera dos Livros)
«“Jorge, ou é internado ou morre.” O aviso chegou através de um fax manuscrito. Era a derradeira tentativa de Helena Boquinhas, médica de Jorge Coelho, para o resgatar da escuridão do quarto de sua casa, o seu refúgio enquanto tratava um cancro que o devastou física e psicologicamente. Estava com uma depressão profunda. A violência das sessões de quimioterapia e radioterapia a que se submetia era avassaladora. E só com a ajuda da sua mulher Cecília e da filha Maria João conseguiu atravessar o calvário do cancro. Quando soube que estava curado, chorou. Mas até hoje permanece em alerta. A luta do ex-dirigente socialista contra a doença súbita que quase o matou é um dos capítulos mais surpreendentes desta biografia, que resulta de cinco anos de investigação, durante os quais o jornalista Fernando Esteves entrevistou mais de 70 pessoas que contaram episódios que nunca partilharam publicamente.
Ao longo destas páginas ficamos a conhecer pormenores sobre a morte de Sousa Franco em plena campanha eleitoral para as eleições europeias de 2004, os bastidores de todas as polémicas que minaram o guterrismo por dentro, como o Totonegócio e os “jobs for the boys”, ou a “cilada” que foi montada a António José Seguro em 2004 para impedir que o atual líder socialista se candidatasse contra José Sócrates à chefia do PS. Também a polémica contratação de Jorge Coelho para a liderança executiva do grupo Mota-Engil, a quem adjudicara contratos milionários enquanto ministro, é abordada em detalhe, assim como as suas ligações ao universo discreto da maçonaria, com a revelação da loja maçónica em que foi iniciado e dos respetivos membros.»

A PEPPA VAI AO DENTISTA KA VISITA DE ESTUDO DA ESCOLA KA Peppa vai ao Dentista e A visita de Estudo da Escola (Bertrand)
«A Peppa tem de ir ao dentista, e desta vez o Jorge e o Senhor Dinossauro também vão. Como é a primeira vez que o Jorge vai, sente-se um bocadinho nervoso. Como será que ele e o Senhor Dinossauro se vão portar?
Em A vista de estudo da Escola a Peppa e os amigos vão fazer uma visita de estudo à montanha e estão muito contentes. Viajar no autocarro é sempre divertido! Quando chegarem lá acima, o que será que eles vão descobrir?»

«Catástrofe – 1914: A Europa Vai à Guerra», de Max Hastings, editado pela Vogais

Capa CatástrofeConsiderada uma das obras de referência sobre a I Guerra Mundial, Catástrofe 1914: A Europa Vai à Guerra, do jornalista e historiador Max Hastings, foi editada entre nós pela Vogais.
Max Hastings, que enquanto jornalista marcou presença em onze conflitos militares, entre os quais a Guerra Israelo-Árabe de 1973, a Guerra do Vietname e a Guerra das Malvinas, tem publicados em Portugal os livros Operação Overlord, Os Melhores Anos: Churchill 1940–1945 e Inferno.

Sinopse: «Em 1914, a Europa mergulhava no primeiro ato de autossacrifício do século XX — a Grande Guerra, como ficou conhecida na altura. No seu centenário, Max Hastings explica simultaneamente como se desencadeou o conflito e o que aconteceu a milhões de homens e mulheres durante os primeiros meses da contenda. Desvenda ainda provas esmagadoras de que a Áustria e a Alemanha devem assumir as culpas principais pelo deflagrar da guerra. O que se seguiu foi uma tragédia de grandes proporções, com o autor a argumentar que era vital para a liberdade da Europa que a Alemanha do Kaiser fosse derrotada.
A narração das primeiras batalhas irá surpreender aqueles que têm desta guerra uma simples imagem de lama, trincheiras e arame farpado. Max Hastings descreve em pormenor o dia mais sangrento de toda a guerra ocidental, 22 de agosto de 1914, quando pereceram 27 mil franceses, e relata as lutas brutais na Sérvia e na Prússia Oriental, onde, até ao Natal, alemães, austríacos, russos e sérvios infligiram entre si 3 milhões de baixas.
O livro mostra o que aconteceu à Europa em 1914, através da abordagem detalhada mas acessível do historiador, que cruza testemunhos de generais e estadistas, camponeses, donas de casa e soldados de sete nações. A sua narrativa desfaz mitos e fornece algumas opiniões surpreendentes e controversas.»

Novidades Editoriais de Maio (IV)

O Pecado de Porto NegroO Pecado de Porto Negro – Norberto Morais (Casa das Letras)
«Em Porto Negro, capital da ilha de São Cristóvão, toda a gente conhece Santiago Cardamomo, o bom malandro que trabalha na estiva, tem meio mundo de amigos e adora mulheres, de preferência feias, raramente passando uma noite sozinho. O seu sucesso junto do sexo oposto enche, aliás, de inveja aqueles a quem a sorte nunca bateu à porta, sobretudo o enfezado Rolindo Face, que há muito alimenta esperanças no amor de Ducélia Trajero – a filha que o patrão açougueiro guarda como um tesouro. Mas eis que, no dia em que ensaiava pedir a sua mão, assiste sem querer a um pecado impossível de perdoar que acabará por alterar a vida de um sem-número de porto-negrinos, entre os quais a da própria mãe; a de um foragido da justiça que vive um amor escondido para se esquecer do passado; a de Cuménia Salles, a dona do Chalé l’Amour, a mais afamada casa de meninas da cidade; ou a de Chalila Boé, um mulato adamado que, nas desertas horas da madrugada, se perde pelo porto à procura do amor.»
20 de maio

pe-contosContos Vagabundos – Mário de Carvalho (Porto Editora)
«Estes contos são vagabundos porque não param de caminhar, percorrem as estradas do arco-da-velha, deambulam pelos recantos mais sombrios, mas também surgem à claridade do dia, marcham alegremente e intrometem-se, com ironia, nas tramas do nosso quotidiano. Pelo caminho, vão deixando o mundo às avessas, interpelando o leitor e desafiando-o para a aventura e para as perplexidades da vida e da literatura. O demónio também faz por aqui as suas andanças. Insiste em pôr-nos um espelho na frente.»

aa-cercasAs Leis da Fronteira – Javier Cercas (Assírio & Alvim)
«As Leis da Fronteira é uma impetuosahistória de amor e desamor, de enganos e violência, de lealdades e traições, de enigmas por resolver e de vinganças inesperadas.
No verão de 1978, com Espanha a sair ainda do franquismo e sem ter entrado definitivamente na democracia, quando as fronteiras sociais e morais parecem mais porosas do que nunca, um adolescente chamado Ignacio Cañas conhece por acaso Zarco e Tere, dois delinquentes da sua idade, e esse encontro mudará para sempre a sua vida. Trinta anos mais tarde, um escritor recebe o encargo de escrever um livro sobre Zarco, transformado nessa altura num mito da delinquência juvenil da Transição. O que acaba por encontrar não é a verdade concreta de Zarco, mas uma verdade imprevista e universal, que nos diz respeito a todos. Assim, através de um relato que não dá um instante de trégua, escondendo a sua extraordinária complexidade sob uma superfície transparente, o romance transforma-se numa pesquisa apaixonada sobre os limites da nossa liberdade, sobre as motivações impenetráveis dos nossos atos e sobre a natureza inapreensível da verdade.»
23 de maio

CApaPEQ_o_ultimo_olimpianoPercy Jackson e o Último Olimpiano – Rick Riordan (Planeta)
«Os mestiços passaram o ano inteiro a preparar para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço que é recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais.
Enquanto os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo.
Neste muito aguardado quinto e último livro da série best-seller Percy Jackson e os Heróis do Olimpo, a profecia envolve o dia do 16.º aniversário de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino.»

PrintA Imperatriz Viúva – Cixi, a Concubina Que Mudou a China – Jung Chand (Quetzal)
«Cixi, a imperatriz viúva (1835-1908), é a mulher mais importante da História da China. Governou a China durante décadas e trouxe um império medieval até aos tempos modernos. Durante uma seleção para consortes reais levada a cabo em todo o reino, Cixi foi escolhida, com dezasseis anos, para ser uma das inúmeras concubinas do imperador. Ascendendo de uma das mais baixas categorias de concubinato, após a morte do imperador, Cixi tomou o trono aos regentes que haviam sido nomeados por ele, chamando a si a governação da China.
Cixi reinou através de tempos historicamente conturbados e de grandes crises internas e externas, e transformou profundamente o país, desenvolvendo todos os setores e infraestruturas necessários a um Estado moderno: indústria, caminhos de ferro, eletricidade e comunicações. Mas desempenhou também um papel importante em reformas sociais que aboliram, por exemplo, práticas de extrema crueldade, como a morte através dos mil golpes ou a tradição de ligar os pés das mulheres.»

A Maçonaria e a Participação de Portugal na I Guerra MundialA Maçonaria e a Participação de Portugal na I Guerra Mundial – Pedro Ramos Brandão e António Chaves Fidalgo (Casa das Letras)
«No ano em que se comemora o centenário do início da Primeira Guerra Mundial justifica-se uma reflexão sobre um conflito que contou com a participação dos portugueses e mudou para sempre a vida da humanidade.
No período compreendido entre Julho de 1914 e Novembro de 1918, os portugueses participaram em três frentes de combate: Angola, Moçambique e Flandres. Portugal tinha recentemente implantado a república e a vida social, económica e política do país evidenciava uma forte e natural instabilidade que foi acelerada pela cisão do velho Partido Republicano Português e pelas diferentes tentativas de restauração da monarquia.
Por detrás da participação neste conflito encontram-se algumas relações causais entre a maçonaria, organizada no Grande Oriente Lusitano Unido, e as decisões de diferentes governos republicanos que originaram o envolvimento de Portugal na Grande Guerra.»
27 de maio

Os Alegres Dias do País TristeOs Alegres Dias do País Triste Dez Anos se Passaram Sobre o Europeu Português – Afonso de Melo (Livros d’Hoje)
«O Euro-2004 foi, para todos os portugueses, um turbilhão de emoções. Dez anos passados, os protagonistas são chamados a depor. Que passou pela cabeça de Postiga no momento de marcar aquele “penalty” contra a Inglaterra? E o que levou Ricardo a tirar as luvas? Como explica Luiz Felipe Scolari o facto de Portugal não ter sido capaz de vencer a Grécia? E Costinha, sentiu-se culpado no golo da final? Cristiano Ronaldo recorda a sinceridade das suas lágrimas. Rui Costa um dos grandes golos da sua carreira e a despedida da selecção. Maniche conta como se decidiu por aquele pontapé fundamental frente à Holanda. Nuno Gomes descreve o remate fatal que eliminou a Espanha. Pauleta lamenta a sua seca de golos. Miguel a lesão que o tirou a meio do jogo decisivo. E todos, todos eles estão de acordo numa coisa: foi algo de absolutamente inesquecível!»
27 de Maio