Monthly Archives: Junho 2012

Bertrand edita «Cama de Gato», de Kurt Vonnegut

Cama de Gato é mais uma obra de Kurt Vonnegut, autor de Matadouro Cinco e Cruzada das Crianças, a ser editada em Portugal pela Bertrand.

Sinopse: «O doutor Felix Hoenikker, um dos “pais” da bomba atómica, deixou à humanidade um legado fatídico. Foi ele o inventor do gelo-nove, um químico letal capaz de congelar o mundo inteiro.
As investigações de John, o escritor que está a preparar uma biografia de Felix, conduzem-no aos três excêntricos filhos do cientista, a uma ilha nas Caraíbas onde se pratica a religião bokononista e, mais tarde, ao amor e à loucura.
Narrado com um humor desarmante e uma ironia amarga, este livro de culto acerca da destruição global é uma sátira hilariante e assustadora sobre o fim do mundo e a loucura dos homens.
“alguém ou alguma coisa me impeliu a estar em certos lugares em determinados momentos, sem falha. Foram providenciados meios e motivos, tanto convencionais como bizarros. E segundo o plano, a cada dado instante, em cada dado lugar, lá estava este Jonah aqui:
Escutem:
Quando eu era mais novo – duas mulheres, 250 000 cigarros e 750 litros de cerveja atrás…
Quando eu era muito mais novo, comecei a reunir material para um livro a ser intitulado O Dia Em Que o Mundo Acabou.”»

«Neighbours», de Lília Momplé, na colecção Literatura Plural

A Porto Editora lança a 5 de Julho, na colecção Literatura Plural, Neighbours, da moçambicana Lília Momplé, obra que tem por mote «quem não sabe de onde vem não sabe onde está nem para onde vai».
Segundo a editora, este livro aborda a «permanente e trágica ingerência da minoria racista da África do Sul» em Moçambique. Assim, a partir de factos reais, Lília Momplé descreve «o que se passa em Maputo, em três casas diferentes, desde as 19 horas de um dia de maio de 1985 até às 8 horas da manhã seguinte».

Sinopse: «No decurso de uma longa noite de maio, ténues laços se estabelecem e quebram entre os habitantes de três apartamentos: uma jovem família, uma mulher que espera o seu marido infiel e um grupo de homens reunido para prepararem o golpe que estão prestes a cometer… Qual o móbil por detrás desta conspiração assassina? Ódio ao povo negro, vingança pessoal ou busca de ganho fácil?
O relato dos acontecimentos, baseado em factos verídicos, é pretexto de múltiplas digressões, oferecendo-nos um quadro complexo que evoca habilmente a História moçambicana, desde a colonização portuguesa às intrusões perniciosas da África do Sul racista, passando pela insegurança e pela corrupção reinantes em Moçambique no período pós-independência.»

«A Conquista do Sertão», de Guilherme de Ayala Monteiro, sai a 10 de Julho numa edição Casa das Letras

A Casa das Letras lança a 10 de Julho o romance A Conquista do Sertão, de Guilherme de Ayala Monteiro.

Sinopse: «Trilhando um caminho irregular e agreste como o sertão africano, que se vai dividindo, ao longo dos anos, entre conquistas e derrotas, entre os perigos desmedidos e os encantos invencíveis de Angola, Pedro Costa persiste na busca de um único destino. Nada o detém ou faz esmorecer a sua perseverança.
A concretização do seu sonho e do seu destino cumpre-se, já no final da vida, através da aquisição da Quilemba, uma fazenda de cultivo de algodão e café, projeto que ganha força e prospera após a sua morte, cumprindo o desígnio do seu dono, quando partiu de Lisboa, décadas antes.»

«Safira», de Kerstein Gier, dá seguimento às aventuras de Gwen inciadas em «Rubi»

A Contraponto lança a 29 de Junho Safira, de Kerstin Gier, que assim dá seguimento às aventuras iniciadas em Rubi.

Sobre o livro: «No primeiro volume desta série – Rubi – Gwen descobre que herdou da família um invulgar gene que lhe permite viajar no tempo. Como é a mais jovem portadora deste gene, Gwen é a escolhida para uma missão: viajar por várias épocas para impedir alguns erros e, basicamente, pôr o passado em ordem! Com o arrogante (mas muito giro!) Gideon como companheiro de viagem, daqui em diante as surpresas não param…
Neste segundo volume – Safira – Gwen sente-se confusa. Gideon está a dar com ela em doida: primeiro beija-a apaixonadamente e depois ignora-a. Mas ninguém disse que o amor nas viagens era fácil! Felizmente, Gwen tem Leslie, a sua melhor amiga; James, o fantasma; e Xemenius, uma gárgula muito irreverente, para a ajudarem com os altos e baixos amorosos, e também para a ensinarem a comportar-se como uma verdadeira dama do século XVIII.
Desde que Gwen se tornou a última viajante no tempo, os seus objetivos passaram a ser: ir a uma soirée no ano 1782, salvar o mundo e, mais do que tudo, não dar nas vistas. Desta forma, por agora só tem de aprender a dançar o minueto (o que não é nada fácil), enquanto decide o que sente pelo rapaz dos seus sonhos (o que também não é nada fácil).»

«Macau» marca a estreia de Antoine Volodine

A Sextante edita a 28 de Junho Macau, de Antoine Volodine, autor de culto francês inédito em Portugal. Ilustrado com fotos de Olivier Aubert, Macau é uma novela que nos leva até região tão ligada a Portugal. Antoine Volodine é o pseudónimo mais conhecido de um destacado escritor francês, cujo romance Des anges mineurs foi galardoado em 2000 com o Prémio Inter.

Sobre o livro: «É através da memória do narrador que fazemos uma viagem onírica por Macau: um homem condenado à morte encontra-se preso dentro de um junco, drogado e amarrado com fita adesiva, à espera de ser assassinado por um enviado da máfia local. Enquanto aguarda, relembra as ruas, as pessoas e a vida da cidade, uma viagem poética e sonhadora que contrasta com a situação violenta em que o narrador se encontra.
“Agradava-me a ideia de ser morto na China dentro de um junco ancorado, diante de um velho fotogénico, no meio de uma atmosfera chinesa saturada de maus cheiros, fumo e peixe frito, de tabaco, petróleo e água suja. Afinal fora para isso que eu viera, para acabar com tudo, para estar algures fora de tudo e a tudo pôr termo. Os médicos tinham‑me concedido pouco tempo antes do começo dos sofrimentos a sério. Eu tinha previsto abreviá‑los por mim mesmo, abreviar essas irreversíveis degradações do corpo. Não é que ser assassinado por engano me fosse de todo indiferente. Claro que havia uma certa dose de injustiça nesta história toda, algo que à última hora me poderia ter deixado uma certa amargura.”»

Assírio & Alvim edita policiais de Fernando Pessoa em Junho

A Assírio & Alvim agendou para Junho o lançamento de duas obras que, diz, contribuem «para uma maior compreensão da sua obra e da sua vida». São elas Histórias de um Raciocinador e o ensaio «História Policial», que reúne o primeiro conjunto de histórias policiais de Fernando Pessoa, escritas em inglês entre 1906 e 1907, e Cartas de Amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, publicadas pela primeira vez no mesmo volume.

Histórias de um Raciocinador e o ensaio «História Policial»
«Este volume reúne o primeiro conjunto de histórias policiais de Fernando Pessoa, escritas entre 1906 e 1907 e em língua inglesa. Começa aqui o policial pessoano, conceito em que irá trabalhar até morrer. Se, nalguns aspetos, estes textos estão ainda ligados à juventude do autor e às experiências e leituras desses tempos, outros revelam uma surpreendente coerência em relação à escrita policial da sua maturidade. A visão que Pessoa tinha do género começou aqui a formar-se e ele manteve-se-lhe fiel até ao fim. O ex-sargento William Byng é o detetive criado, misto de genialidade e fraqueza, personificação dos poderes dedutivos, com um raciocínio abstrato que se assemelha a um número de circo de elaborados volteios. Tal como mais tarde Abílio Quaresma, das novelas policiárias, Byng é um decifrador dos mistérios do mundo e da mente humana, aparentemente transcendentes, mas possíveis de reduzir a simples charadas da vida real.
O ensaio «História Policial», também ele iniciado na juventude, mas continuado e acrescentado ao longo das décadas seguintes, revela o profundo conhecimento do autor acerca de um género ao tempo pouco valorizado entre nós, mas que ele apreciava o suficiente para o desejar transformar em coisa sua. Neste ensaio é definido o princípio fundador: o policial de qualidade, produto da imaginação, deve ser sobretudo um divertimento intelectual e um exercício de raciocínio.»

Cartas de Amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz
«Pela primeira vez, as cartas de amor de Fernando Pessoa e de Ofélia Queiroz são apresentadas em edição conjunta, a forma mais adequada para dar a ler uma correspondência, que pressupõe sempre um diálogo, uma interação, a existência concreta de dois interlocutores. Cada carta é, em si mesma, ou a resposta a outra carta ou pretexto para ela. Até quando o destinatário opta por não responder, de algum modo, o seu silêncio se inscreve na carta seguinte. Assim, uma relação amorosa, sustentada epistolarmente, como a de Pessoa e Ofélia, só é, na verdade, entendível quando os dois discursos se cruzam e mutuamente se refletem.
Neste livro a ideia comum de que estaríamos perante um namoro platónico, sem réstia de erotismo, desfaz-se por inteiro. Vemos, enfim, surgir um Pessoa diferente do outro lado do espelho. Um Pessoa não só sujeito e manipulador da escrita, mas um Pessoa indefeso, objeto do discurso (e do afeto) de outrem, personagem de uma história real.»

Sofia Martinez leva-nos à Idade do Bronze em «O Último Alquimista»

A Esfera dos Livros vai editar O Primeiro Alquimista, romance de autora portuguesa Sofia Martinez que mostra como era a Idade do Bronze em Portugal. A acção decorre no início da Idade do Bronze (1750 a. C.) na aldeia da Fraga, situada no actual concelho de Macedo de Cavaleiros.
Sofia Martinez, residente em Bruxelas, estará em Lisboa nos dias 29 de Junho, para falar do seu livro, que será apresentado por Raquel Henriques, presidente da Associação dos Professores de História na Bertrand do Chiado. A 30 de Junho o romance será apresentado em Macedo de Cavaleiros.

Sinopse: «Quando a jovem Breia recupera a consciência depara-se com Bran, o grande mestre fundidor da aldeia da Fraga, e Tor, o seu corajoso aprendiz. Estes calcorreavam o vale em busca do precioso minério, para forjar machados de bronze. Breia assusta-se ante os dois estranhos. Sentia ainda o cansaço e o medo de ter sido perseguida durante dias por dois homens que a ameaçavam com os seus machados. Sentia as dores no corpo de ter caído naquele abismo, de onde nunca imaginara poder sair. Mas, ao cruzar os seus olhos com os de Tor, Breia vê nele o seu porto de abrigo, o seu salvador. O mestre fundidor decide adotar a jovem, que se recusa a dizer o seu nome e a revelar as suas origens, e leva-a para a sua pequena aldeia. Decide chamar-lhe Nan-tai e é com este novo nome que a jovem se adapta à sua nova vida. No entanto, tudo se complica quando o povo do Norte vem à aldeia da Fraga para entregar Raina, a noiva de Binan, o filho do chefe da aldeia. O segredo de Breia seria finalmente descoberto.»