Monthly Archives: Setembro 2012

Viton Araújo e Gustavo Nardini sugerem «100 Coisas Para Fazer Depois de Morrer»

A Arteplural lança a 4 de Outubro o livro de sátira 100 coisas para fazer depois de morrer, dos brasileiros Viton Araújo e Gustavo Nardini, obra que é apresentada como um «guia completo do Além. Uma introdução breve, como a vida».

Sobre o livro: «“Apesar de ter colocado oportunamente o meu nome na capa, não sou o autor deste utilitário indispensável a todos os que planeiam morrer um dia. O conteúdo foi-me inteiramente ditado pelo espírito de Mauro Camargo e é fruto da sua insatisfação com a mesmice da vida após a morte. Se não nos tivéssemos encontrado há dois anos no centro espírita, tais anotações nunca teriam saído do seu Moleskine. Para ser absolutamente sincero, o Gustavo também não ilustrou porra nenhuma, teve apenas a sua mão guiada por este talentosíssimo amigo espiritual. Após inúmeras sessões de psicografia, psicoilustração e psicodiscussões editoriais, as 100 Coisas para Fazer Depois de Morrer (o nome é ideia minha) estão aqui organizadas passo a passo, desde os primeiros segundos sem respirar até aos últimos preparativos para a reencarnação. Esperamos que faça bom uso, transformando o dito descanso eterno numa curtição sem fim.” Viton Araújo»

«A Ilha», de Sándor Márai, chega a 15 de Outubro

A Dom Quixote lança a 15 de Outubro, A Ilha, de Sándor Márai (1900-1989), autor de As Velas Ardem até ao Fim.

Sobre o livro: «Publicado em 1934, A Ilha é um dos romances emblemáticos do autor de As Velas Ardem até ao Fim, um texto curto e vibrante que narra uma viagem às profundezas da alma humana. Márai mantém com firmeza a tensão de uma história sobre a ambiguidade do amor, a angústia da incerteza e o abismo da solidão. A inesquecível personagem central deste romance, Viktor Askenasi, é um homem em busca de respostas, um espírito insatisfeito para quem o que chamamos amor apenas conduz a uma felicidade temporária, prelúdio de uma inevitável destruição.»

Quetzal recupera «Austerlitz», de W. G. Sebald

Austerlitz, obra de W. G. Sebald (1944-2001), será alvo de uma nova edição a 4 de Outubro, por iniciativa da Quetzal.

Sobre o livro: «Austerlitz é uma narrativa notável, um monólogo melancólico e uma poderosa reflexão sobre o ponto em que as memórias pessoais de um homem se cruzam com a História.
Em 1939, o pequeno Jacques Austerlitz é enviado para Inglaterra ao cuidado de uma família adotiva. Austerlitz cresce sem conhecer as suas verdadeiras origens, mas, cinquenta anos depois, esse passado nebuloso e desconhecido regressa ao longo de um passeio pela costa de East Anglia. Desenvolvida na fina costura entre a ficção e a verdade – e abordando questões fundamentais como o tempo, a memória e a identidade –, a obra de Sebald procede à reconstrução do indivíduo que saiu da Segunda Guerra Mundial. A reconstrução física e económica da Europa foi mais rápida; a reconstrução espiritual dos seres isolados que a compunham foi mais lenta, mais contemplativa. Exigiu tempo, tempo passado a caminhar pelos destroços físicos e geográficos, para sarar as feridas gravadas na memória individual.»

«Não é Meia Noite Quem Quer», de António Lobo Antunes, sai a 8 de Outubro

Não é Meia Noite Quem Quer, novo romance de António Lobo Antunes, será posto à venda pela Dom Quixote a 8 de Outubro. O livro será apresentado em Penafiel, no âmbito da 5.ª Edição da Escritaria (26 a 28 de Outubro), dedicada precisamente a Lobo Antunes.

Sobre o livro: «O enredo do livro desenvolve-se em três dias, sexta-feira, sábado e domingo.
Uma mulher com perto de cinquenta anos vai passar um fim-de-semana na casa de férias da família, numa praia não identificada. A casa, modesta, foi vendida e ela quer despedir-se dela, mas também relembrar tudo o que ali se passou – a sua infância com os pais e os irmãos, o suicídio do irmão mais velho, o irmão surdo-mudo, o complexo e dramático relacionamento dos pais, a menina da casa em frente, sua amiga do tempo de férias.»

Cavalo de Ferro edita «O Sino da Islândia», do Nobel Halldór Laxness

A Cavalo de Ferro acaba de lançar mais uma obra de Halldór Laxness, O Sino da Islândia. A mesma editora já antes editara duas obras deste islandês – Gente Independente e Os Peixes Também Sabem Cantar – que ganhou Nobel da Literatura em 1955.

Sinopse: «Pela primeira vez traduzido para português, este livro foi aclamado como uma das obras maiores de Hálldór Laxness. A história de Arnas Arnæus, um bibliotecário islandês que percorre o seu país para encontrar os fragmentos desaparecidos da Edda em verso – os poemas épicos fixados no século XIII, cruza-se com a história de Jón Hreggviðsson, um agricultor pobre e rude, acusado do homicídio do carrasco do rei da Dinamarca, e com a de Snæfríður, a filha do magistrado que viria a condenar Jón.
Uma impressionante saga e uma homenagem de Laxness à tradição heróica islandesa, usando como cenário conflitos reais ocorridos de 1650 a 1790 entre a potência dinamarquesa e a oprimida colónia islandesa.»

Tom Perrotta «explica» como é «O Mundo Depois do Fim»

A Contraponto acabou de lançar O Mundo Depois do Fim, do norte-americano Tom Perrota, autor, por exemplo, de Joe College e Abstinência.

Sobre o livro: «O que se faz quando se sobrevive ao fim do mundo?
E se o apocalipse não fosse como pensamos mas algo mais estranho, mais inexplicável, com o desaparecimento de milhões de pessoas em todo o mundo? Velhos, jovens, homens, mulheres, santos, pecadores, todo o tipo de pessoas… simplesmente desaparecidas, de um momento para o outro. Como poderão aqueles que ficaram reconstruir as suas vidas?
Esta é a questão que têm de enfrentar os cidadãos de Mapleton, uma comunidade suburbana outrora tranquila que perdeu mais de uma centena de pessoas no dia que ficou conhecido como a Partida Súbita.
Kevin Garvey, o presidente da câmara, tenta renovar a esperança e dar algum alento aos habitantes da cidade, mas a sua família está a desintegrar-se. A mulher, Laurie, deixou o marido e os filhos para se juntar a uma seita chamada Os Remanescentes Culpados, cujos membros fazem um voto de silêncio mas deixam pelas ruas mensagens sobre o juízo divino. O filho, Tom, desistiu da universidade para se juntar a uma outra seita, liderada pelo “Santo Wayne”, um suposto profeta que afirma ser capaz de curar a dor dos que perderam aqueles que amavam. Jill, a filha adolescente, é a única família que resta a Kevin, mas o peso da tragédia comunitária fez com que ela se afastasse cada vez mais.
Perrotta oferece em O Mundo Depois do Fim uma alegoria da sociedade contemporânea, marcada pela perda sem sentido e pelo medo de um futuro cada vez mais imprevisível. Uma distopia inteligente, perspicaz e memorável.»

Ken Follet prossegue trilogia O Século com «O Inverno do Mundo»

A Editorial Presença lançou O Inverno do Mundo, segundo livro da trilogia O Século, do prolífico Ken Follet.

Sinopse: «Este volume vem dar continuação à extraordinária trilogia de Ken Follet, O Século, depois do êxito internacional alcançado pelo volume inaugural, A Queda dos Gigantes. A história recente do conturbado século XX continua a desenrolar-se como se diante dos nossos olhos, as figuras históricas e os acontecimentos reais evoluindo e decorrendo em simultâneo com as vidas da segunda geração das cinco famílias que já protagonizaram o primeiro volume, misturando-se num grandioso e colorido fresco em amplas pinceladas que, graças a uma rigorosa fundamentação e a um talento narrativo raro, se encaixam numa totalidade cheia de vida realismo. O Inverno do Mundo decorre entre a ascensão do nazismo e as suas dramáticas consequências até ao início da Guerra Fria.»