Monthly Archives: Janeiro 2015

«Jovens e Culturas Cívicas», de Maria José Brites, editado por Livros LabCom

capa-jovensJovens e culturas cívicas: Por entre formas de consumo noticioso, obra de Maria José Brites, acaba de ser editada pela Livros LabCom, na Coleção Pesquisas em comunicação, em formato PDF. A obra, gratuita, pode ser descarregada aqui.

Sinopse: «Para melhor compreender as dinâmicas que os jovens, muito em particular os portugueses, evidenciam em relação à participação e ao jornalismo – tentando escapar às visões reducionistas que meramente apontam para um afastamento –, lançámo-nos no desafio de melhor perceber os contextos de ação, os seus moldes e os seus propósitos. Estas matérias foram alvo de reflexão através de um estudo de caso longitudinal (2010-2012), realizado com 35 jovens com formas de participação diferenciadas, na intensidade e na diversidade, e com distintas proveniências sociais, culturais e económicas.
O corpus permitiu melhor apreender e compreender contextos específicos e chegar a perfis quanto ao consumo de notícias (inclusive de política) e quanto à participação.
As tipologias apontam para uma realidade complexa, em que são marcantes os fatores familiares, os contextos sociais mais vastos e a vontade individual.
O Prefácio é assinado por Peter Dahlgren, professor emérito da Universidade de Lund, na Suécia, e um dos mais conceituados estudiosos das dinâmicas do jornalismo e das culturas cívicas, muito em especial entre os jovens.»

Bruno de Carvalho – O Presidente Sem Medo

k_mandoeuNão leio por norma este tipo de livros sobre protagonistas do mundo de desporto, e, se o faço, prefiro que sejam relativos aos próprios atletas ou treinadores, os verdadeiros artistas, ao contrário de dirigentes, que deveriam ficar na sombra – o que é diferente de atuar na sombra.
Mas, confesso, que a personalidade de Bruno de Carvalho me cativa, quanto mais não seja pela mudança de atitude e de plano entre a primeira candidatura à presidência do Sporting (falhada) e a segunda (acertada). E, claro, sendo eu sportinguista gosto sempre de conhecer quem manda no meu clube. Até porque através deste tipo de livros, quando bem feitos, conhece-se sempre melhor as personagens do que através de entrevistas, onde surge um discurso mais formatado, mais contido (no caso do atletas), devido às amarras dos respetivos clubes – basta ver os casos dos treinadores Vítor Pereira e Paulo Fonseca, que, quando ao serviço do FC Porto, se apresentavam sempre tensos ao falar com a comunicação social e desde que saíram se transformaram em pessoas descontraídas e, até, divertidas.
Mas regressando a Bruno de Carvalho – O Presidente Sem Medo, de Bruno Roseiro (editado pela Matéria-Prima), é um livro que permite conhecer o lado pessoal e o profissional do presidente leonino, e como ambos se misturam e se influenciam. O livro tem por base uma série de entrevistas feitas por Bruno Roseiro ao seu homónimo, assim com algum trabalho de investigação. A obra, para ser mais completo, e imparcial, deveria, em meu entender, estar enquadrada com opiniões e histórias de terceiros, «verdes» ou, principalmente, de outras cores.
O livro apresenta episódios curiosos e percebe-se, por aqui, como funcionam algumas coisas no nosso futebol, coisas essas que não agradam a Bruno de Carvalho e que ele tenta mudar, tantas vezes num estilo «quixotesco», mas nem por isso menos legítimo.
Mostra, também, um Bruno de Carvalho mais coerente e determinado e realista que pouco tem que ver com a imagem mais espalhafatosa deixada aquando das primeiras eleições, que perdeu por escassa margem – seria curioso perceber que Bruno de Carvalho (e Sporting) teríamos se tivesse ganhado à primeira.
O livro está bem estruturado, com uma escrita clara, e poderá apelar, mais do que aos adeptos dos leões, a quem se interessar por futebol em geral, pois apresenta uma perspetiva desde o interior do dirigismo e de como funciona um clube desportivo para lá do que se vê nos relvados, recintos, pistas, etc.
É uma verdadeira viagem aos bastidores do Sporting, onde se fica a saber como foram cortadas despesas – em tudo, desde luz e fotocópias a grandes vencimentos, de jogadores e não só. Fica-se igualmente a saber como Bruno de Carvalho conseguiu calar os famosos «papagaios» internos do clube e, mais importante do que isso, como se relaciona com jogadores, técnicos e principalmente empresários, sempre com um objetivo em mente, fazer respeitar o Sporting.
Entretanto, já se justificava um novo capítulo inteiramente dedicado ao insólito caso que opôs Bruno de Carvalho ao seu treinador Marco Silva. Talvez para uma próxima edição… Aliás, esse caso daria até para encher um livro.

Autor: Bruno Roseiro
Título: Bruno de Carvalho – O Presidente Sem Medo
Editora: Matéria-Prima
Ano de Edição: 2014
Páginas: 240

Sinopse: «Quando terminou a época 2012/2013, os sportinguistas estavam entre o desânimo e a resignação. A equipa ficou em sétimo lugar, o pior de sempre. O passado de clube grande tinha um presente pequeno.
Poucos se atreviam a prever que, menos de um anos depois, o Sporting tivesse competido pelo primeiro lugar e chegado à Champions. Com frescura, atitude, garra, golos e o apoio crescente dos adeptos que voltaram a rever-se nos seus.
Tem jogadores jovens, motivados e com espírito de compromisso. Um treinador competente e metódico. Acima de tudo, tem um presidente que contraria o perfil de liderança das últimas décadas em Alvalade. Um homem de excepção para um momento de excepção, que enfrentou situações limite no balneário e no clube.
Bruno de Carvalho, que aos seis anos decidiu ser presidente do Sporting, é mais do que um líder voluntarioso, apaixonado pelo clube: comanda com estratégia, coragem e é capaz de tomar decisões difíceis para alcançar um bem maior. É um presidente sem medo, inspirado pelos valores familiares. É controlador e exigente… Principalmente consigo mesmo porque “vive” com o adepto mais fervoroso e ambicioso – ele próprio.»

Clube do Autor lança biografia de Robin Williams

Robin WilliamsRobin Williams é, como o nome deixa logo perceber, a biografia do conhecido ator e comediante que no ano passado se suicidou. A obra, assinada pela jornalista Emily Herbert, será posta à venda a 22 de janeiro, numa edição Clube do Autor.

Sinopse: «Robin Williams fez rir milhões de pessoas em todo o mundo com a sua energia sem limites e uma sagacidade ímpar. Através de papéis marcantes em filmes que se tornaram clássicos, o ator tornou-se no rosto genial da comédia familiar. O talento, no entanto, não se esgotava na comédia. Robin era capaz de desempenhar com naturalidade papéis sérios com profundidade, empatia e credibilidade. Incontornável era, também, o seu carácter. A sua generosidade era bem conhecida e admirada. Mas por trás do riso escondia-se um homem perturbado. Afinal, o que teria levado um homem gentil e talentoso a um fim tão trágico?»

Algumas curiosidade sobre Robin Williams
– Nasceu a 21 de Julho de 1951
– Estudou na Julliard School, umas das mais prestigiadas escolas teatrais do mundo
– Em 1997 integrou a lista das «100 Estrelas de Cinema de Todos os Tempos» da revista Empire
– Tem uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood
– Em 2003 a revista Entertainment Weekly elegeu-o uma das «50 Maiores Estrelas de Cinema de Todos os Tempos»
– Ajudou a pagar as despesas de saúde de Christopher Reeve, de quem era muito amigo, durante os seus últimos anos de vida
– Esteve 4 vezes nomeado para os óscares e ganhou um por Um Bom Rebelde
– Ganhou 2 Emmy, 6 Globos de Ouro, 5 Grammy e 2 Screen Actors Guild

A nova «face» da coleção Dois Mundos (Livros do Brasil)

As vinhas da iraEis algumas das capas da renovada coleção Dois Mundos, da Livros do Brasil, que agora está nas mãos do grupo Porto Editora.
As novas capas foram idealizadas pelo ateliê de Jorge Silva e em março começam a surgir nas livrarias os primeiros exemplares desta coleção inesquecível, como, por exemplo, As Vinhas da Ira, A Pérola e O Inverno do Nosso Descontentamento, de John Steinbeck, O Adeus às Armas e Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway, A Condição Humana, de André Malraux, Música para Camaleões, de Truman Capote, e Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.
O inverno do nosso descontentamento Paris é uma festa A Pérola Mrs Dalloway Música para camaleões A condição humana O adeus às armas





Livros do Brasil renasce nas mãos da Porto Editora – Nova vida para autores como Camus, Malraux, Hemingway e Steinbeck

lb1A Porto Editora chegou a acordo para comprar a Livros do Brasil e já nas primeiras semanas de 2015 vão começar a ser lançados livros desta histórica editora (fundada em 1944) com «renovado trabalho editorial» e apresentando novo tratamento gráfico.
Este acordo, segundo um comunicado de imprensa da Porto Editora, vai permitir a preservação da chancela e de grande parte do seu vasto catálogo, onde constam autores como Albert Camus, André Malraux, Ernest Hemingway e John Steinbeck e que inclui coleções de referência como a Dois Mundos, a Vampiro e as Obras de Eça de Queiroz. A Livros do Brasil vai ser trabalhada pelo editor Manuel Alberto Valente, com a colaboração de Vasco David (Assírio & Alvim) e João Duarte Rodrigues (Sextante).
No mesmo comunicado, Vasco Teixeira, administrador do Grupo Porto Editora, afirma que «o objetivo é assegurar que um conjunto importante de obras literárias esteja facilmente disponível para os leitores».

Versão original de «O Principezinho», de Saint-Exupéry, com prefácio de Valter Hugo Mãe

pe-prinChega às livrarias nos próximos dias, mas precisamente na quinta-feira 8 de janeiro, a edição original de O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry. O livro, editado pela Porto Editora, respeita a edição de 1943, com o bónus de contar com um prefácio de Valter Hugo Mãe. Haverá duas edições, a primeira inserida na Coleção Educação Literária, a sair então no dia 8 (9,90 €), e a segunda, cartonada e num formato maior, a editar no final de janeiro, custando 12,90 €.
Segundo a editora divulgou em nota de imprensa, este livro teve por base «um trabalho de investigação que fixa texto e ilustrações conforme a edição de 1943, a que se seguiu uma cuidada tradução e revisão linguística desta obra». A primeira edição de O Principezinho, cujas ilustrações são também Antoine de Saint-Exupéry, saiu nos EUA, onde esteve se encontrava exilado. Em 1946, já depois de ou autor e aviador ter desaparecido numa missão aérea na II Guerra Mundial, o livro foi editado em França, com base na edição americana. Não contando a Gallimard com os textos e ilustrações originais, perderam-se alguns pormenores e surgiram algumas gralhas, que se refletiram em edições posteriores. Essas lacunas são agora corrigidas nesta nova edição.