Assim começa… «Morte nas Trevas», de Pedro Garcia Rosado

«Há duas luzes acesas, uma no seu próprio escritório, que fica no último andar da casa, e a outra no segundo andar, na suíte da ama da sua filha.
Claudia, a mulher que trouxe há dez anos da Roménia para tomar conta da filha, pode estar acordada às quatro horas da madrugada desde que pelo menos às sete e meia esteja pronta a desempenhar as suas funções. Mas a única pessoa que pode acender as luzes no seu escritório é ele, Mircea Drekke. E Mircea Drekke encontra‑se no lado de fora, na estrada que atravessa a sua propriedade e que conduz à sua própria casa, ao lado do seu motorista, no carro que os trouxe de um negócio insatisfatório em Lisboa.
Portanto, há um intruso no escritório, e o facto de a única janela com outra luz acesa ser a da suíte de Claudia sugere que a ama da filha pode ser essa pessoa.»
(Topseller, 2014)ts-trevas

Assim começa… «Guerra Mundial Z», de Max Brooks

«A Guerra teve muitos nomes: “A Crise!, “A Era  das Trevas” e “A Peste Ambulante”. Mais recentemente chamaram-lhe, o que também parece ter-se tornado moda, “Guerra Mundial Z” ou, mesmo, “Primeira Guerra Z”. Pessoalmente, não gosto desta última designação porque ela acaba sempre por sugerir que haverá uma inevitável “Segunda Guerra Z”. Para mim, o que aconteceu será sempre “A Guerra dos Zombies” e, apesar de muitos poderem contestar a exactidão científica da palavra zombie, o que o fizerem terão sempre dificuldade em descobrir um nome que seja mais globalmente aceite para designar as criaturas que quase nos levaram à extinção.»
(1001 Mundos, 2010. Tradução de Pedro Garcia Rosado)1001-Z


Novidades Editoriais de Maio (II)

O Mundo ArdenteO Mundo Ardente – Siri Histvedt (Dom Quixote)
«
Harriet Burden é uma artista plástica consumida pela fúria. “Todo o trabalho intelectual e artístico”, escreve, “tem mais sucesso na mente da multidão, quando a multidão sabe que, algures por detrás da grande obra, ou do grande embuste, se encontra uma pila e um par de tomates.”
Sistematicamente menosprezada pelo meio intelectual nova-iorquino, Harriet decide levar a cabo uma experiência extrema a que chama Máscaras. Escondida por detrás de três identidades masculinas – três artistas que assumem a autoria do seu trabalho e o expõem –, ela tenciona revelar os preconceitos que imperam no mundo das artes. Pretende também desvendar os mecanismos da percepção humana e provar que ideias sobre sexo, raça e celebridade influenciam a maneira como olhamos para uma obra de arte. Mas a experiência vai longe de mais e o envolvimento da artista com a última das suas “máscaras” transforma-se num perigoso jogo psicológico de sedução e violência.
20 de Maio

PrintFelizes os Felizes – Yasmina Reza (Quetzal)
«Os “felizes” do romance de Yasmina Reza (o título é inspirado no Sermão da Montanha do Evangelho segundo São Mateus) são personagens de uma comédia humana que todos conhecemos: elas são atormentadas, cheias de raiva, histéricas, coladas a um quotidiano que já não controlam; eles, obcecados por um futuro que não conseguem imaginar, um futuro de desejos gorados, doenças e crises.
Yasmina Reza retrata momentos fugidios do dia a dia das personagens, também elas narradoras da sua história, e da dos outros, em capítulo próprio: a amizade, a filiação, o amor, a realização, a dependência. Tudo numa escrita seca, divertida e lúcida – em que “as emoções são assassinas”.»

asa-draculaDrácula – Bram Stoker (1001 Mundos)
«Uma verdadeira obra-prima, Drácula transcendeu gerações, linguagem e cultura para tornar-se um dos romances mais populares alguma vez escritos. É por excelência uma história de suspense e horror, que ostenta um dos personagens mais terríveis que já nasceram na literatura: o conde Drácula, um espectro trágico e noturno que se alimenta do sangue dos vivos, e cujas paixões diabólicas depredam os inocentes, os desamparados, e os belos. Mas Drácula também se destaca como uma saga alegórica de um ser eternamente amaldiçoado cujas atrocidades noturnas refletem o lado sombrio da era extremamente moralista em que foi originalmente escrito – e os desejos corruptos que continuam a atormentar a condição humana moderna.»
13 de maio

qe-meiaNove Semanas e Meia – Elizabeth McNeill (Quinta Essência)
«Esta é uma história de amor tão pouco frequente, tão apaixonada, tão extrema e tão real que o leitor não pode deixar de seguir, fascinado, o seu desenvolvimento ritual. Duas pessoas cultas, civilizadas e independentes conhecem-se um dia por acaso numa rua de Nova Iorque, um domingo de maio nos anos setenta, e iniciam uma relação que em breve se tornará uma experiência sadomasoquista de rara intensidade.
Desde o início, estabelecem espontaneamente entre eles estímulos sexuais que obedecem a um ritual instintivo de dominação e humilhação, ritual que é aceite primeiro com surpresa e depois com prazer genuíno, pela autora desta história chocante. Naturalmente, à medida que a relação progride, o casal embarca em jogos cada vez mais elaborados e sofisticados que, após nove semanas e meia, conduzem a mulher a uma absoluta falta de controlo do seu corpo e mente.»

Através da ChuvaAtravés da Chuva – Miguel Gullander (Dom Quixote)
«
Tendo perdido a maior parte do seu tempo de vida encarcerado num estranho coma, o senhor Svart desperta em Estocolmo com um único objectivo: ver uma palanca negra gigante no coração de Angola. Por coincidência, uma ONG contrata-o como consultor de um projecto de desenvolvimento rural. Encontrar a palanca negra gigante é uma das propostas. Partindo para África, o criptozoólogo sueco confronta-se com o seu passado não resolvido e a suspeita de que as coordenadas da realidade estão alteradas. Amores abandonados, convicções traídas e um arqui-inimigo dos tempos revolucionários reaparecem-lhe durante a viagem. Na sufocante circularidade da sua busca e fuga, o senhor Svart descobre que talvez ainda não tenha despertado do pesadelo.»
13 de Maio

pre-silenciosaA Mulher Silenciosa – A.S.A Harrison (Presença)
«Jodi Brett e Todd Gilbert vivem juntos há 22 anos, num confortável apartamento em Chicago com vista para o lago. Os dias decorrem numa tranquilidade aparente, à medida que a sua relação se vai lentamente consumindo. Até ao dia em que Jodi fica a saber que Todd tem um relacionamento sério com a filha de um dos seus melhores amigos, Natasha Kovacs. Em estado de negação, Jodi não reage quando Todd lhe diz que vai casar com Natasha ou quando a avisa de que ela terá de abandonar o apartamento onde vivem. Mas este será, para Jodi, um ponto de viragem sem regresso possível.
A Mulher Silenciosa é um romance avassalador, misto de comédia de costumes e thriller psicológico, que nos revela o lado negro do casamento e até onde uma mulher é capaz de ir quando já nada mais tem a perder.»

asa-NMN ou M? – Agatha Christhie (Asa)
«Em plena II Guerra Mundial, a Grã-Bretanha enfrenta não só a ameaça alemã mas também um arrepiante perigo interno: nazis que se fazem passar por cidadãos normais. Com o escalar da violência, os Serviços Secretos britânicos recorrem ao apoio de dois inesperados espiões: Tommy e Tuppence. A sua missão: identificar um casal de traidores, oculto entre os veraneantes de Sans Souci, uma respeitável estância balnear. Parece ser a ocasião perfeita para juntar trabalho e lazer. Não tivesse o sinistro casal acabado de matar o mais emblemático agente secreto de Sua Majestade…»
27 de maio

v-temA Europa na Tempestade – Herman Van Rompuy (Vogais)
«Com as eleições europeias à porta, e o tema da crise em cima da mesa, várias têm sido as figuras nacionais e estrangeiras que têm explanado as suas opiniões sobre as razões que deram origem à grave situação financeira que ameaçou a estabilidade da Zona Euro e a moeda comum.
Mas nenhuma destas personalidades terá tanta autoridade e conhecimento de causa para abordar o tema como Herman Van Rompuy, Presidente do Conselho Europeu, cujas funções cessarão este ano.
Afinal, durante o seu mandato enquanto “presidente da Europa” Van Rompuy investiu grande parte do seu tempo em lidar com os efeitos da crise financeira. E são exatamente as lições e os desafios que viveu ao longo deste tempo que o Presidente do Conselho Europeu aborda no livro A Europa na Tempestade.
Lançado no dia 29 abril, em Bruxelas, A Europa na Tempestade […] conta com o prefácio do Primeiro-Ministro  Pedro Passos Coelho.
Neste livro, o autor explica como os líderes europeus mantiveram a coesão da União Europeia no momento da verdade — e, nas suas palavras, salvaram o euro e as economias dos países mais afetados, como Portugal, evitando o colapso e a desintegração do projeto europeu. O livro analisa ainda o papel da Europa num mundo em mudança constante, examinando as expetativas, experiências e desilusões dos cidadãos.
A Europa na Tempestade é uma descrição única e notável dos corredores do poder político na Europa, essencial para compreender o impacto das decisões políticas tomadas a nível europeu nas vidas e na economia dos portugueses.»

Europa Beira AbismoA Europa à Beira do Abismo – Tony Phillips (coordenação) Roberto Lavagna, Christina Laskaridis, Tony Phillips, Mariana Mortágua, Anzhela Knyazeva, Diana Knyazeva, Joseph Stiglitz (Bertrand)
«A Europa está a sofrer uma desordem económica bipolar, um sinal de que se está a passar realmente por uma crise da dívida soberana. Os meios de comunicação têm dividido o continente em dois grupos de nações – o centro e a periferia –, não geograficamente mas através de classificações de crédito da dívida nacional.
A Europa à Beira do Abismo é uma investigação fundamental sobre a raiz da crise das dívidas públicas europeias e as escolhas políticas tomadas para «resolver» a crise. Aqui, os autores examinam as falhas estruturais e institucionais ao longo de cinco capítulos sobre a corrupção, o contágio, o fim dos mitos e os custos sociais e políticos do pensamento económico ortodoxo e dogmático para os cidadãos europeus, oferecendo ainda uma crítica construtiva sobre a UE e a política económica nacional que falhou na Europa.
Simultaneamente global e local, este livro fornece uma análise profunda sobre os casos de Portugal, Irlanda, Grécia e Argentina, assim como as perspetivas globais do Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz e da sua equipa, em conjunto com a experiência, resultado de muitos anos de árduas negociações com o FMI, do ex-ministro da Economia argentino Roberto Lavagna.»

«Maus», de Art Spiegelman, editado num único volume pela Bertrand

capa_MausMaus, de Art Spiegelman, considerado pela The New Yorker «a primeira obra de arte da história da BD», vai ser reeditado pela Bertrand a 16 de maio e desta vez num único volume. Maus, além do prestigiado Prémio Pulitzer, conquistou o prémio Eisner, o prémio Harvey e o prémio do Festival Internacional de Comics de Angoulême. Quanto a Art Spiegelman. foi um dos editores da revista The New Yorker e é cofundador e editor da Raw, revista de BD e artes gráficas de vanguarda.

Sobre o livro: «Maus – A História de um Sobrevivente é um romance gráfico escrito e desenhado pelo norte-americano Art Spiegelman que narra a luta do pai, um judeu polaco, para sobreviver ao Holocausto. O livro foi publicado “originalmente” em duas partes, e mais tarde reeditado num só volume. Nas tiras, os judeus são ratos (maus em alemão), os alemães, gatos; os polacos porcos e os americanos cães. O uso de antropomorfismo reflete espírito do livro: um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.»

Novidades Editoriais de Maio (I)

Os FactosOs Factos – Philip Roth (Dom Quixote)
«Em Os Factos, Philip Roth concentra-se em cinco episódios da sua vida: a infância urbana e protegida, nos anos trinta e quarenta; a preparação para a vida americana numa universidade conservadora, nos anos cinquenta; o envolvimento tumultuoso, quando era jovem e ambicioso, com a pessoa mais colérica que conheceu em toda a sua vida (“a rapariga dos meus sonhos”, como Roth lhe chama); o choque frontal com um influente grupo de judeus indignados com o seu Goodbye, Columbus; e a descoberta, nos excessos dos anos sessenta, de um lado inexplorado do seu talento, que o levou a escrever O Complexo de Portnoy.
O livro termina surpreendentemente – à boa maneira de Roth – com um ataque feroz do romancista às suas competências como autobiógrafo.»
13 de Maio

pe-fryA improvável viagem de Harold Fry – Rachel Joyce (Porto Editora)
«Para Harold Fry os dias são todos iguais. Nada acontece na pequena aldeia onde vive com a mulher Maureen, que se irrita com quase tudo o que ele faz. Até que uma carta vem mudar tudo: Queenie Hennessy, uma amiga de longa data que não vê há vinte anos, e que está agora doente numa casa de saúde, decide dar notícias. Harold responde-lhe rapidamente e sai para colocar a carta no marco do correio. No entanto, está longe de imaginar que este curto percurso terminará mil quilómetros e 87 dias depois.
E assim começa esta viagem improvável de Harold Fry. Uma viagem que vai alterar a sua vida, que o leva ao encontro de si mesmo, a descobrir os seus verdadeiros anseios há tanto adormecidos e sobretudo vai ajudá-lo a exorcizar os seus fantasmas. Com este primeiro romance sobre o amor, a amizade e o arrependimento, A improvável viagem de Harold Fry, que recebeu o National Book Ward, para primeira obra, Rachel Joyce revela-se uma irresistível contadora de histórias.»
9 de maio

A Neve e as GoiabasA Neve e as Goiabas – NoViolet Bulawayo (Teorema)
«
Querida tem dez anos e vive no Paraíso, o bairro de lata pelo qual vagueia alegremente com um grupo de amigos exuberantes. Quer estejam a roubar goiabas nos bairros ricos da cidade ou a imitar o pouco que conhecem de Lady Gaga, Querida, SabeDeus, Bastardo, Chipo, Sbho e Stina encaram a vida com a leveza típica das crianças. Quando brincam ao Jogo dos Países, nenhum deles pensa em países africanos como o seu mas sim nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, ondem vivem Madonna, Barack Obama e David Beckham.
Para Querida, a fantasia vai tornar-se realidade. Ela é uma sortuda. E a sua sorte tem um nome e uma morada: tia Fostalina, Detroit. Querida viu o Sonho Americano na televisão e parte determinada a conquistá-lo. Mas a Terra Prometida revela ser um desafio.»
13 de Maio

asa-amesterdaoRomance em Amesterdão – Tiago Rebelo (Asa)
«Passaram quinze anos desde a última vez em que Mariana e Zé Pedro estiveram juntos – tempo que poderia ter sido suficiente para fazer desmaiar os tons da paixão se os amantes fossem outros, se o sentimento não tivesse calado tão fundo nas suas almas. Mariana imaginara, milhares de vezes, o reencontro; Zé Pedro desesperara por voltar a vê-la. E, sem que nada o fizesse prever, um brevíssimo encontro, numa estação de metro apinhada de gente, vem tornar aqueles quinze anos quase irreais. Quando tudo parecia ter sido aplacado pelo tempo, quando tudo o que acontecera em Amesterdão parecia confinado ao universo das fantasias românticas e do sonho, eis que o passado ressurge e se impõe, com um ímpeto que os esmaga, que lhes revolve o coração.
Mas peças no tabuleiro do jogo da vida são múltiplas e, não raras vezes, dotadas de vontade própria. A felicidade, alada e colorida, é tão apetecível quanto caprichosa – e sempre imprevisível.»
 13 de maio

A Beleza Dor GuerraA Beleza e a Dor da Guerra – História Íntima da Primeira Guerra Mundial – Peter Englund (Bertrand)
«Há muitos livros sobre a Primeira Guerra Mundial, mas o premiado historiador Peter Englund, Secretário Permanente da Academia Sueca, que atribui o Prémio Nobel da Literatura, aborda-a de uma forma inédita e espantosa: através da experiência de homens e mulheres comuns oriundos de várias partes do globo, explorando os aspetos quotidianos da guerra, não só a tragédia e o horror, mas também o absurdo, a monotonia e até a beleza.
Entre as muitas histórias, há um jovem na infantaria do exército britânico, que considerara a hipótese de emigrar até a guerra lhe ter oferecido “a sua grande promessa de mudança”, um funcionário francês de meia-idade, socialista e escritor, cuja “fé simplesmente ruiu” com o início da guerra. Há uma menina alemã de doze anos que está entusiasmada com as notícias das vitórias do exército porque isso significa que ela e as suas colegas de sala poderão gritar na escola. Há uma americana casada com um aristocrata polaco, que vivia uma vida recatada e de luxo quando a guerra começou e que, em última instância, será levada a declarar: “Ao olhar a Morte nos olhos, perde-se-lhe o medo.”
A Beleza e a Dor da Guerra é um brilhante mosaico de perspetivas que reconstrói sentimentos, impressões, experiências e flutuações de humor de vinte pessoas específicas, deixando-as falar não apenas por si próprias, mas também por todos aqueles que foram de alguma forma moldados pela guerra, mas cujas vozes foram esquecidas e ignoradas, ou simplesmente não foram ouvidas.»

asa-graceGrace de Mónaco – Jeffrey Robinson (Asa)
«Em 1955, Grace Kelly tinha a América a seus pés. Já ganhara um Óscar, era a atriz preferida do grande mestre Hitchcock e uma estrela de Hollywood. Na Europa, o príncipe Rainier, soberano do Principado do Mónaco, era o solteirão mais cobiçado. Conheceram-se rodeados por uma comitiva e expostos aos flashes das câmaras fotográficas. Pouco sabiam um sobre o outro.
O que se seguiu foi um dos romances mais badalados do século XX e um casamento que emocionou o mundo. O nascimento dos filhos – os príncipes Alberto, Carolina e Stéphanie – teve um impacto mediático sem precedentes. O Mónaco transformou-se no destino de sonho de milhões de pessoas. Foram tempos mágicos, nos quais tudo parecia possível. Mas o conto de fadas teria um fim abrupto. No fatídico dia 13 de setembro de 1982, Grace saiu de casa ao volante de um Rover e sofreu um acidente fatal. Nas colinas de Monte Carlo, morreu uma estrela e nasceu uma lenda.
Numa iniciativa inédita, o príncipe Rainier e os filhos – o príncipe Alberto e as princesas Carolina e Stéphanie – colaboraram na escrita desta biografia. A história de amor entre Rainier e Grace; os anos rebeldes de Carolina e a morte trágica do seu marido, Stefano Casiraghi; o peso da responsabilidade do príncipe Alberto enquanto futuro monarca e a solidão de Stephanie após o acidente que vitimou a mãe, todos os momentos marcantes da Casa Grimaldi são pela primeira vez revelados pela família. Esta é a sua fascinante história.»
20 de maio

Livro DestinoO Livro do Destino – Parinoush Saniee (Bertrand)
«Uma adolescente iraniana descobre o amor a caminho da escola, mas família obriga-a a casar-se com um homem que ela nunca viu. O seu casamento está fortemente ligado às mudanças no país, até porque o marido é um dissidente político durante os últimos tempos do regime do Xá e acaba por ser executado às mãos do novo regime. Quando, ao fim de 32 anos, o seu primeiro amor reaparece, ela é vista com indignação pelos três filhos, incluindo os dois que vivem no estrangeiro. Deverá ela colocar os seus sentimentos em primeiro lugar, ou curvar-se aos preconceitos dos filhos?
Uma história pungente acerca da vida das mulheres no Irão, que começa antes da revolução de 1979 e atravessa a República Islâmica até aos nossos dias, narrada por uma voz autêntica e isenta de interpretações ocidentais. Trata-se de uma história de mulheres fortes que lutam com grande dificuldade por aquilo que querem, uma história de amizade e paixão, de opressão religiosa, mas também de amor a um país.»

el-seresSeres Mágicos em Portugal – Vanessa Fidalgo (Esfera dos Livros)
Dona Adelina conta-nos a história do lobisomem que na freguesia da Bemposta corria ruas pela noite fora estragando o pão que cozia de madrugada nos fornos e assustando os mais novos e indefesos. Na ilha do Pico, Açores, o dia 2 de fevereiro de cada ano era dia para ficar em casa. Homens, mulheres e crianças trancavam-se a sete chaves e protegiam-se comendo alhos. Lá fora os labregos, uma espécie de duendes, saíam das águas salgadas do mar para nos próximos meses viverem escondidos nos matos verdejantes da ilha. Nas serras de Arruda dos Vinhos é bem conhecida a história de um gigante terrível, que, de tão grande e violento, aterrorizava as povoações da região. Em Santa Maria, nos Açores, o povo garante que as jovens de cabelo vermelho que ainda hoje por lá moram são descendentes de uma jovem e bela sereia que caiu de amores nos braços do filho de um pescador. Fadas, duendes, gigantes, olharapos, lobisomens, trasgos, sereias entre outras, são algumas das criaturas mágicas que habitam o nosso país, o nosso imaginário e que vai conhecer ao longo das páginas deste livro.  Depois dos seus anteriores livros Histórias de um Portugal Assombrado e 101 Lugares para Ter Medo em Portugal, a jornalista Vanessa Fidalgo percorreu o país, de lés-a-lés, visitou bibliotecas locais à descoberta de histórias, ouviu relatos e entrevistou dezenas de pessoas para resgatar a nossa rica tradição oral. O resultado é este original livro onde a imaginação e o fantástico ganham protagonismo, numa história que não consta nos manuais escolares, mas que faz parte do nosso país e das nossas tradições.
9 de maio

«Lanzarote – A Janela de Saramago», com fotos de João Francisco Vilhena, apresentado a 10 de maio em Matosinhos

pe-lanza1Lanzarote – A Janela de Saramago, livro com fotografias de João Francisco Vilhena e textos do próprio escritor, será editado a 9 de maio pela Porto Editora. A obra será apresentado a 10 de maio, às 12h00, no festival LeV –Literatura em Viagem, na Galeria Municipal de Matosinhos, numa sessão com a presença de João Francisco Vilhena e Pilar del Río.

Sinopse: «Livro concebido pelo fotógrafo João Francisco Vilhena, com textos dos Cadernos de Lanzarote, de José Saramago, a partir do seu encontro com o escritor na ilha onde este fincará as raízes que darão lugar à segunda parte da sua vida literária, numa profunda ligação com a natureza – qual regresso às origens, narradas n’As Pequenas Memórias – e face à aproximação da velhice e da morte. Um livro belíssimo sobre o sentido da vida e da escrita, uma homenagem a Saramago no momento em que se comemoram os quinze anos da atribuição do Prémio Nobel.»

Bruno de Carvalho, «O Presidente Sem Medo», segundo Bruno Roseiro

k_mandoeuA Matéria-Prima edita hoje, 7 de maio, um livro do jornalista Bruno Roseiro sobre o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho. A obra, intitulada O Presidente Sem Medo, resulta de uma investigação de Bruno Roseiro e de uma série de entrevistas ao presidente do clube leonino, onde este aborda «as situações limite do primeiro ano de mandato, nomeadamente a restruturação financeira e a reorganização do futebol».

Sobre o livro: «Quando terminou a época 2012/2013, os sportinguistas estavam entre o desânimo e a resignação. A equipa ficou em sétimo lugar, o pior de sempre. O passado de clube grande tinha um presente pequeno.
Poucos se atreviam a prever que, menos de um anos depois, o Sporting tivesse competido pelo primeiro lugar e chegado à Champions. Com frescura, atitude, garra, golos e o apoio crescente dos adeptos que voltaram a rever-se nos seus.
Tem jogadores jovens, motivados e com espírito de compromisso. Um treinador competente e metódico. Acima de tudo, tem um presidente que contraria o perfil de liderança das últimas décadas em Alvalade. Um homem de excepção para um momento de excepção, que enfrentou situações limite no balneário e no clube.
Bruno de Carvalho, que aos seis anos decidiu ser presidente do Sporting, é mais do que um líder voluntarioso, apaixonado pelo clube: comanda com estratégia, coragem e é capaz de tomar decisões difíceis para alcançar um bem maior. É um presidente sem medo, inspirado pelos valores familiares. É controlador e exigente… Principalmente consigo mesmo porque “vive” com o adepto mais fervoroso e ambicioso – ele próprio.»

«As Melhores Histórias do Futebol Mundial» – Sérgio Pereira

As Melhores Histórias do Futebol MundialAqui está, fresquinho, um livro que vai servir para entreter os amantes do futebol durante os dias que vão entre o final da temporada e o início do Mundial do Brasil. Para quem não quiser passar os dias a ler na imprensa desportiva os nomes dos 50 reforços que vão chegar para o clube A, B ou C, pode divertir-se com As Melhores Histórias do Futebol Mundial, do jornalista Sérgio Pereira, que acaba de ser editado pela Livros d’Hoje.
Desde as histórias já conhecidas de todos (com protagonistas como João Pinto, Jardel, Jesus, Gabriel Alves, George Best ou Maradona), a outras «inéditas» entre nós, há de tudo um pouco neste livro. Jogadores arrogantes, jogadores geograficamente desorientados, treinadores irascíveis, filósofos, árbitros desbocados, etc.)
O livro serve, nomeadamente, para repor a verdade, no papel, sobre a autoria da famosa tirada: «faca de dois legumes». É verdade, apesar de correr por aí que foi Jaime Pacheco que se saiu com esta, dê-se o mérito a quem merece. Quem o disse foi Litos, defesa central do Boavista. (Eu confirmo, porque estava lá na altura e a assisti a esse momento histórico). Jaime Pacheco limitou-se a reproduzir a tirada, na brincadeira, uns tempos mais tarde.
Mas está é só uma das muitas histórias e curiosidades, nacionais e internacionais, recentes e antigas, que enchem as páginas deste descontraído livro. É pena não estar melhor ordenado, pois acho que teria a ganhar se estivesse arrumado por temas, mas, por outro lado, tem uma vantagem preciosa: está melhor escrito do que é habitual neste tipo de obras.    

Novidades Editoriais de Abril (VIII)

gra-sereiaaA Sereia Muçulmana – João Céu e Silva (Gradiva)
«O que resta a um homem que ao acordar percebe que já não compreende o mundo em que vive? Um homem que não quer fazer parte de uma família sem presente; a quem custa viver numa sociedade em crise e não se revê nas suas memórias…
Só lhe resta procurar o seu destino e apostar na solidão e na imaginação que todos os homens ainda têm dentro de si, mesmo quando tudo parece sem sentido. Esta é a história de um homem que quer viver num país diferente e que é obrigado a partir para o encontrar.»

pre-TBTea-Bag – O Sorriso da Esperança – Henning Mankell (Presença)
«Jesper Humlin é um conceituado poeta sueco que está a passar por uma fase algo caótica da sua vida pessoal e, para cúmulo, o seu editor, intima-o a escrever um policial, género que o poeta despreza. Um dia, Jesper vai dar uma série de palestras na zona de Gotemburgo e entra em contacto com uma comunidade de imigrantes ilegais. Mas são três jovens, em particular, que o irão marcar profundamente e inspirá-lo para uma nova aventura literária – Tea-Bag, uma refugiada nigeriana, Leila, oriunda do Irão, e Tania, uma jovem da Europa de Leste. Cada uma delas traz consigo uma história de vida, a fuga à opressão e o anseio pela liberdade, uma voz que deseja ser ouvida e que faz nascer em Jesper a vontade de a dar a conhecer ao mundo.»

Capa O Primeiro MaridoO Primeiro Marido – Laura Dave (Topseller)
«Annie Adams está a alguns dias de celebrar o seu 32.º aniversário e pensa que encontrou, finalmente, a felicidade. Jornalista, escreve uma coluna semanal sobre viagens e passa a vida a explorar os lugares mais exóticos e interessantes do mundo. Vive em Los Angeles com Nick, o namorado com quem já pensa casar, numa relação aparentemente feliz que já conta com cinco anos. Quando Nick chega um dia a casa e a informa de que, “segundo a terapeuta”, talvez precisem de “um tempo”, Annie fica destroçada.
Perdida num turbilhão de sentimentos, Annie acaba por conhecer Griffin, um charmoso chef, que de imediato a conquista. E em apenas três meses, Annie dá por si casada e a reconstruir a sua vida numa zona rural do Massachusetts. Mas quando Nick lhe pede uma segunda oportunidade, Annie fica dividida entre o seu marido e o homem com quem ela sente que deveria ter casado.»

ver-matildeOs Irmãos de Matilde – Maria Teresa Maia Gonzalez (ilustrações de Catarina Correia Marques) (Verbo)
«Os Irmãos de Matilde conta a história de uma menina em cuidados paliativos, da sua família e dos seus cuidadores. Um livro comovente e extremamente ternurento. Um livro com pássaro dentro. Recomendado a partir dos 6 anos.
“Gostei de conhecer a Matilde, sobretudo por causa das suas gargalhadas (…) Quero agradecer à Matilde (e por ela a Deus) pelo que aprendi com ela, ou seja: é possível viver intensamente, com muita qualidade, de uma forma saudável, até ao fim. (…) A vida aqui na Terra é um tempo e uma força de gratidão.”Do prefácio de Frei Hermínio Araújo, Presidente da Fundação DOMUS FRATERNITAS.»

Capa Ever After High 2Ever After High: Quem é Mais Rebelde do que Eu? (Booksmile)
«Espelho meu, espelho meu… Quem é mais rebelde do que eu? O Dia da Sucessão, o dia em que os alunos de Ever After High juram seguir as pisadas dos seus pais, já terminou, e todos andam numa azáfama! Raven Queen, a filha da Bruxa Má, pôs em risco todas as histórias.
Para Apple White, a filha da Branca de Neve, as escolhas de Raven podem querer dizer que ela nunca virá a comer a maçã envenenada ou que nunca irá governar um reino. Apple White é apoiada pela Realeza, constituída por aqueles que juraram ser fiéis à sua história e cumprir o destino que lhes foi traçado. Com Raven estão os Rebeldes, que querem libertar-se das amarras do destino e traçar o seu próprio caminho.
O que ninguém esperava era que Realeza e Rebeldes tivessem de pôr de lado as suas diferenças e juntar forças para conseguirem salvar Maddie, que no meio de todo o caos e rivalidades se viu num sarilho que pode acabar com todos os Felizes para Sempre.»

CapaSenna.PEQA Paixão de Sena – Rui Pelejão (Oficina do Livro)
«Repleto de episódios de bastidores divertidos e polémicos, A Paixão de Senna é, simultaneamente, uma viagem à história do desporto mais perigoso do mundo e um retrato de um ícone do século XX.
No dia 1 de maio de 1994, antes da partida para o Grande Prémio de São Marino, em Imola, o piloto brasileiro Ayrton Senna, referindo-se à perigosíssima curva de Tamburello, dizia: “Ali, se houver um problema, só me resta fazer o sinal da cruz.”
Estas terríveis palavras soariam como uma premonição. Poucos minutos depois, o seu Williams-Renault despistava-se a quase 300 km/h naquela mesma curva. A morte em directo de Ayrton Senna, vista por mais de 700 milhões de telespectadores, marcou para sempre a F1 e uma geração inteira de adeptos.
Este livro relata pormenorizadamente a carreira do piloto, desde os tempos do karting até aos duelos com o rival Alain Prost, e revela o seu lado profundamente humano, com as suas contradições, a sua espiritualidade, os seus amores, as suas aventuras e, também, a sua relação com Portugal.»

el-poderJogos de Poder – Paulo Pena (Esfera dos Livros)
«“Hoje, enquanto escrevo, em fevereiro de 2014, é sem surpresa que se continuam a anunciar prejuízos na banca. O BCP lidera a lista, com 740 milhões, perdidos em 2013. Atrás vêm a Caixa Geral de Depósitos (-575,8 milhões de euros), o BES (-517,6 milhões de euros) e o Banif (-470,3 milhões). A LUSA fez as contas: a banca portuguesa perdeu 4,56 milhões de euros por dia, todos os dias, em 2013. Apenas o BPI e o luso-espanhol Santander-Totta registaram lucros. Os bancos portugueses tornaram-se zombies. Incapazes de cumprir o seu papel – fornecer crédito à economia – são um peso para o Estado, que os suporta, direta ou indiretamente, com o dinheiro dos contribuintes, ou com recursos que deixaram de ser canalizados para a atividade produtiva.”
Baseado numa investigação inédita, Jogos de Poder conta a verdadeira história da crise bancária portuguesa. Ao longo dos últimos anos, a banca portuguesa apostou tudo no setor da construção e no imobiliário, e viveu dos negócios garantidos pelo Estado. Com o crash de Wall Street em 2009 e os seus efeitos devastadores numa Europa sem poder de reação, o sistema financeiro nacional foi incapaz de enfrentar a crise anunciada. Quando o crédito se tornou escasso e a confiança caiu a pique, no limiar da falência, os bancos não tiveram outra solução senão serem resgatados.
O número é impressionante: o financiamento do Banco Central Europeu aos bancos portugueses, no valor de 50 mil milhões de euros, em 2013 é a fonte mais significativa da sua liquidez. Sem a ajuda do Estado o que aconteceria aos bancos? Como chegámos até aqui? O jornalista Paulo Pena conta-nos os bastidores desta guerra de poder e como alguns dos banqueiros que marcaram a última década, aos comandos do sistema bancário nacional, estão agora acusados pela Justiça. Alguns caíram em desgraça, outros lutam pela sobrevivência. Da luta pelo controlo do Banco Comercial Português aos off-shores do Banco Privado Português, das fintas do Banco Português de Negócios aos reguladores, à promiscuidade entre política e negócios. Dos empréstimos ruinosos da Caixa Geral de Depósitos a acionistas de outros bancos, aos negócios do Banco Espírito Santo. De Lisboa a Reiquiavique, Islândia, passando por Bruxelas e Frankfurt, este é o relato de uma crise sem fim à vista. A nossa.»

el-jessicaDo Primeiro Quilómetro à Maratona – Jéssica Augusto (Esfera dos Livros)
«“As provas, para profissionais e abertas ao público em geral, multiplicaram-se, e os paredões, estradas, matas e parques encheram-se de pessoas de sapatilhas que correm pelo prazer de correr. Para alguém como eu, que há anos dedica a sua vida à corrida, nada me enche mais de orgulho, porque sei que isso não será apenas positivo para a modalidade, traduzir-se-á também numa melhoria a vários níveis da saúde física e psíquica dos portugueses.”
Neste completo e prático manual do corredor, a atleta medalhada Jéssica Augusto explica-lhe tudo o que precisa de saber sobre corridas, quer esteja a dar os primeiros passos no paredão ou a preparar-se para correr a maratona:
– Escolha as sapatilhas certas de acordo com as características da sua passada
– Conheça os exercícios para aprender a controlar a respiração durante a corrida
– Equipamento ideal e os gadgets essenciais para potencializar a sua corrida
– O que comer antes e depois dos treinos e das corridas
– Erros que não deve cometer durante as provas
– Como manter a motivação: tenha uma cabeça de campeão.
– Truques para combater as dores e incómodos comuns durante as provas
– Conheça os exercícios de aquecimento e alongamento mais adequados
– Planos de treino para passar da caminhada às corridas, para corridas de 5, 10, 15 quilómetros, para se preparar para a meia-maratona ou para a grande prova: a maratona.
Um livro essencial, onde Jéssica Augusto partilha não só episódios da sua vida de atleta profissional, como também o seu conhecimento e saber para que sejam cada vez mais os corredores em Portugal. Boas corridas!»

Assim começa… «Divergente», de Veronica Roth

«Em minha casa temos um espelho. Está numa parede do patamar do andar de cima por detrás de um painel que desliza. A nossa fação deixa-me estar diante dele de três em três meses, no segundo dia do mês, que é quando a minha mãe me corta o cabelo.
Sento-me no banco e a minha mãe fica de pé atrás de mim com as tesouras, a dar ao dedo. Os cabelos vão caindo no chão, onde formam anéis de um louro pálido.
Quando acaba, a minha mãe afasta-me os cabelos do rosto e apanha-os num nó. Está muito calma e concentrada no que está a fazer. Tem praticado assiduamente a arte de se abstrair. Mas de mim já não posso dizer o mesmo.»
(Porto Editora, 2012. Tradução de Pedro Garcia Rosado)Divergente_Veronica_Roth