Monthly Archives: Julho 2011

Jennifer Love Hewitt escreve sobre o amor em «O Dia em que Matei o Cupido»

Jennifer Love Wewitt,  actriz, produtora executiva e realizadora da série Entre Vidas, também se dedica à escrita e a 5 de Agosto vai ver lançado em Portugal O Dia em Que Matei o Cupido, numa edição Contraponto.

Sobre o livro: «Jennifer Love Hewitt é uma viciada no amor e uma romântica irremediável (ou não fosse Love um dos seus apelidos!). Tem tido sorte e azar no amor, porém, o mais importante é que sobreviveu para contar. Além do mais, conseguiu fazê-lo na ribalta. Muito se escreveu sobre a sua vida amorosa (grande parte apenas para vender revistas), mas, agora, a actriz partilha a verdadeira história do que aprendeu ao percorrer os sinuosos caminhos do amor.^
Em O Dia em Que Matei o Cupido, Jennifer apresenta a sabedoria que conquistou com algum custo e mostra-nos como viver o amor com os pés bem assentes na terra. Para isso, temos de começar por matar o Cupido. Temos de acreditar que “e viveram felizes para sempre” exige trabalho árduo e que nem tudo é um mar de rosas, serenatas e corações pelo ar.
Sagaz, sarcástica e honesta, a actriz explica como escolher o homem certo e como saber quando deixar partir aqueles que não interessam, revelando ainda umas quantas verdades sobre o sexo oposto.
Desde 20 coisas a fazer após uma separação a 10 coisas a fazer antes de um encontro, aos perigos do namoriscar através de mensagens de telemóvel, Jennifer revela histórias e segredos sobre saídas românticas para ilustrar os momentos embaraçosos, loucos, hilariantes e gloriosos dos relacionamentos.
Divertido, original e encorajador, O Dia em Que Matei o Cupido merece um lugar na mesa-de-cabeceira, estante ou mesa de café de todas as mulheres, ou até enfiado na sua carteira XL.»

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«Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia», de J. Rentes de Carvalho, sai a 5 de Agosto

A Quetzal cotinua a publicar a obra de J. Rentes de Cravalho e a 5 de Agosto sai Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, um conjuto de narrativas onde há “paixões fugazes, vícios indiscretos, adultérios de província, videntes brasileiras, vidas de bordel”, histórias que vão desde o Norte de Portugal até Sevilha.

Sobre o livro: «“A história começou então a ser contada aos serões, cada vez mais horrível, a ponto que ao fim de um mês havia quem fosse capaz de jurar em tribunal ter visto o senhor Nunes levantar-se da campa vestido de preto e, com a bengala, acertar no Teodoro uma bordoada fatal. Aos que duvidavam, dizendo que ninguém visto sinal de bordoada nenhuma, as testemunhas respondiam que era sabido, pancadas de fantasma matavam sem deixar rasto. Na versão de minha avó a participação do sobrenatural era mais modesta e os detalhes ouvira-os ela à cunhada do irmão do taberneiro.”»

«Vieram Como as Andorinhas» marca o regresso de William Maxwell

A Sextante lançou recentemente Vieram como andorinhas, do norte-americano William Maxwell, autor de Adeus, Até Amanhã, que através do olhar do jovem Bunny “retrata com mestria a sociedade americana burguesa do século XX, nomeadamente durante a pandemia de gripe de 1918-1919”.

Sinopse
«Inteligente, subtil e soberbamente escrito, Vieram como andorinhas é um breve romance sobre um rapaz extremamente sensível crescendo numa cidade pacata no estado de Illinois. Contado do ponto de vista do jovem Bunny, a narrativa convida-nos a explorar as suas relações com o pai, a mãe, a tia, o irmão e, sobretudo, a sua maravilhosa e adorada mãe. É um retrato poético e perspicaz de uma família burguesa americana enfrentando os problemas diários da vida durante a pandemia de gripe que matou milhões de pessoas no mundo em 1918-1919.
O génio de Maxwell prende-se com a sua capacidade de exprimir emoções profundas e complexas através de observações simples e magnificamente descritas.
Este é o meu romance preferido do autor.»
Richard Zimler

«O Grande Gatsby» e «O Vale dos Cinco Leões» em formato de bolso na 11/17

Goste-se ou não, é inegável que os livros de bolso são de extrema utilidade, nomeadamente em tempo de férias, que se associa a viagens e ao desejo de andar com pouco peso às costas. O formato parece estar definitivamente implantado em Portugal (muito por caso dos preços acessíveis, por certo) e uma das responsáveis será com certeza a Bertrand com a sua colecção 11/17, que já tem mais de 125 títulos publicados.
Para Agosto (altura em que a 11/17 comemora três anos) foram seleccionados O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, O Vale dos Cinco Leões, de Ken Follett, e Três Metros do Céu, de Federico Moccia.

O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald
«Justamente considerada uma das mais importantes obras de ficção do século XX, O Grande Gatsby é um retrato notável da era dourada do jazz em toda a sua decadência e excessos. Pelos olhos do provinciano Nick Carraway, conhecemos a história do misterioso Jay Gatsby, um milionário que subiu na vida a pulso, movido pela paixão quixotesca que nutre pela jovem Daisy, uma rica herdeira bela e frívola. A sua obsessão por ela fá-lo reinventar-se para por fim poder reclamar a sua amada, numa autêntica encarnação do sonho americano. Porém, o reencontro de ambos acaba por desencadear uma série de acontecimentos trágicos, com Gatsby a ser vítima não apenas da sua ambição, mas da insensibilidade e falta de valores que imperam na sociedade americana da época.»

O Vale dos Cinco Leões – Ken Follett
«Num mundo dividido ao meio onde todos são forçados a tomar partido, Jane, uma corajosa jovem inglesa, vê-se envolvida num perigoso triângulo de amor, intriga e enganos. Depois de ter sido traída pelo homem que amava, rende-se ao atraente Jean-Pierre e juntos partem para o Afeganistão para ali ajudarem os resistentes na guerra contra o invasor russo. É ali, no vale dos Cinco Leões, num ambiente selvagem e inóspito onde grassam a violência e a morte, que Jane descobre uma nova teia de mentiras. Encurralada e desesperada por escapar dali, a sua única esperança é Ellis, o seu grande amor e o maior inimigo de Jean-Pierre, que aparece inesperadamente no vale em missão ao serviço da CIA. Dá-se então início a uma perseguição alucinante e sem tréguas, uma luta vertiginosa pela sobrevivência da qual só poderá haver um vencedor.»

Três Metros Acima do Céu – Federico Moccia.
«Três Metros Acima do Céu é um romance apaixonante acerca da descoberta do amor por dois jovens vindos de mundos completamente distintos. Babi é uma rapariga certinha, de boas famílias, bonita e endinheirada, que está prestes a concluir os estudos num liceu fino de Roma. Step é um rapaz problemático e de carácter irascível e violento, amante do risco e da velocidade e com um comportamento muitas vezes reprovável. Um encontro casual faz com que se sintam irremediavelmente atraídos um pelo outro e nasce entre eles uma linda história de amor. Porém, será que as diferenças entre Babi e Step poderão ser superadas? Poderão eles permanecer para sempre três metros acima do céu, o sítio onde vivem os apaixonados?
Uma comédia romântica sobre o fim da adolescência, Três Metros Acima do Céu tornou-se um estrondoso sucesso de vendas a nível mundial e transformou Federico Moccia em autor de culto entre os jovens.»

Bertrand edita «O Intruso», de Faulkner, e «Quando os Lobos Uivam», de Aquilino Ribeiro

A Bertrand lança a 22 de Julho dois “clássicos”, um americano, William Faulkner (Nobel da Literatura em 1949), e outro nacional, Aquilino Ribeiro. Do primeiro chega-nos O Intruso e do segundo Quando os Lobos Uivam.

O Intruso – William Faulkner
Passado numa cidade sulista da América, O Intruso aborda os preconceitos raciais, partindo de uma situação em que um negro que se recusa a adoptar uma atitude tipicamente servil é acusado de matar um branco. Ajudado pelo seu advogado Gavin Stevens, personagem recorrente nas obras do autor, vai travar uma longa batalha pela justiça.»

Quando os Lobos Uivam – Aquilino Ribeiro
«Serra dos Milhafres, finais dos anos 40, o Estado Novo resolve impor aos beirões uma nova lei: Os terrenos baldios que sempre tinham sido utilizados para bem comunitário e onde essa comunidade retirava parte vital do seu sustento, seriam agora “expropriados” e utilizados para plantar pinheiros. Emerge um clima de medo nas pessoas e é esse clima que Manuel Louvadeus, que havia emigrado para o Brasil anos antes, vem encontrar quando regressa à aldeia.
Agora um homem vivido e culto, Manuel tem uma visão e um sentido de justiça que rapidamente o fazem cair nas boas graças do povo. Toma então parte da sua gente, homens honestos e humildes que trabalham de sol a sol mas que não deixam de viver em condições miseráveis. A revolta acaba por suceder e tudo acaba numa caçada aos homens por parte da polícia que leva muitos deles à prisão acusados de serem instigadores e cérebros da revolta. O Estado mostra então todo o seu esplendoroso poder. Aqui representada está a saga dos beirões na defesa dos terrenos baldios perante a ditadura do Estado Novo.»

«A Minha Viagem pela Europa» – Charlie Chaplin

Ora, esta sim, foi uma excelente surpresa. Um livro de viagens escrito por Charles Chaplin, actor de quem não sou sequer grande fã. Mas, ao ler as primeiras páginas deste A minha viagem pela Europa, editado pela Matéria-Prima, logo me deu vontade de seguir “viagem” como ele, para ver onde me levava, já que me obrigara a levantar voo (ou a navegar, para ser mais preciso) quase à força.
Charlie Chaplin, actor e realizador britânico, tinha passado uma época intensa de trabalho em Hollywood (sete anos) e sentiu necessidade de parar e recarregar baterias. Assim, em 1920 decidiu regressar à Europa, pois não se limitou a regressar à sua Inglaterra, tendo também viajado até França (Paris) e Alemanha (Berlim). Mas não é assim tão facilmente que Chaplin se livra da pressão, pois na viagem de barco para o Velho Continente são muitas as solicitações sociais a que tem de aceder. Afinal, aquilo de que fugia em Hollywood também o perseguia em alto mar – é curioso verificar que os “dramas” de uma estrela de Hollywood de há quase cem anos eram já muito parecidos com os da actualidade. É um interessante retrato este o traçado aqui por Chaplin neste seu livro na primeira pessoa, onde parece ser suficientemente honesto quanto ao que sente, mostrando-se dividido entre sentir-se mimado pelas bajulações constantes de que era alvo ou aproveitar uma espécie de recato demonstrado pelas classes mais baixas, que viajavam longe da primeira classe mas as quais gostava de visitar.
Chaplin procura o anonimato (e o sossego), mas quando o consegue chega a sentir-se irritado por ninguém o reconhecer, e assume isso mesmo. Esta duplicidade de comportamentos e sentimentos é mesmo um dos pontos fortes desta obra, que serve assim para mostrar (como se fosse preciso) que as estrelas não passam de seres humanos.
Escrito de uma forma simples e objectiva (e honesta e sensível) A minha viagem pela Europa cumpre também o que é prometido no título: é um livro de viagens. Londres, Paris e Berlim são aqui retratadas, não até à exaustão, mas em algumas das suas peculiaridades, visíveis principalmente através de quem as habita. Londres, naturalmente, é a mais dissecada, pois Chaplin aqui escapule-se à sua entourage e, sozinho, aventura-se pelas ruas mais pobres, onde se reencontra com o seu passado modesto.
Esse passado modesto reflecte-se, de igual modo, no modo como se comporta quando se encontra com grandes vultos da cultura e espectáculo (tal como ele, afinal) e a quem presta uma admiração e veneração como se ele próprio não fosse “ninguém” naquele meio.
Portanto, insisto: A minha viagem pela Europa é uma agradável surpresa que pode muito bem ser lida mesmo por quem não é fã do criador de Charlot – mas, esses, na verdade são (somos) poucos, certo?

Corto Maltese reaparece em dose dupla com «A Lagoa dos Mistérios» e «As Etiópicas»

Dois álbuns do herói Corto Maltese, A Lagoa dos Mistérios e As Etiópicas (assinados naturalmente por Hugo Pratt), chegam às livrarias a 27 de Julho, sendo assim os mais recentes lançamentos do departamento de banda desenhada da ASA

Corto Maltese – A Lagoa dos Mistérios
«As lagoas de Hugo Pratt formam a ponte sonhada entre as águas do delta do Orinoco, as florestas húmidas da Guiana e as brumas de Veneza. É daí que partem os mistérios. Tudo começa com os manuscritos antigos e um mapa de 1750 traçado na pele de um franciscano esfolado pelos índios Jivaros da Amazónia, um mapa que indicava, segundo dizem, o caminho para as míticas cidades de ouro de Cibola. Missionários, monges, aventureiros, homens de negócios sem escrúpulos, soldados e conquistadores, enfrentaram as flechas envenenadas, as serpentes-coral e as mais violentas febres para lhes arrancarem os seus tesouros.
Corto Maltese fez a mesma viagem, mas em vez do ouro escolheu o sonho…

Corto Maltese – As Etiópicas
«Paredes brancas calcinadas pelo sol, moitas de figos de piteira, minaretes e escorpiões, camelos imóveis ao sol e metralhadoras prontas a rasgar o silêncio. E uma cidade com igrejas ocultas. A Etiópia.
Neste país, há coisas misteriosas… diz Corto Maltese a Cush.
Corto é irónico; Cush é integralista. Corto encarna o Ocidente; Cush, o guerreiro danakil, encarna a África; mas a diferença não é clara. Pratt confronta-os, mas, no fundo, mistura e confunde os seus carácteres. Viajam juntos no deserto, sem se incomodarem com o calor e os escorpiões. Conversam sobre o melhor momento para tomar chá, e combatem lado a lado.
Em As Etiópicas, cultura, natureza e aventura formam o tríptico de pedra no qual se baseiam as aventuras de Corto. Tudo o resto é apenas magia.»