Monthly Archives: Maio 2011

Pré-Publicação de «Vai Dando Notícias», de Catherine O’Flynn, a lançar a 3 de Junho pela Bertrand

Vai Dando Notícias é título do romance de Catherine O’Flynn que será lançado a 3 de Junho pela Bertand e do qual o Porta-Livros revela já, em pré-publicação, um pouco do seu conteúdo. É verdade, basta olhar um pouco mais ali para baixo para aquele excerto de texto que vem entre aspas. Destas: « ».  Mas não salte já para lá, primeiro percorra o caminho normal de um texto, linha a linha, e fique a saber mais sobre a autora e o próprio romance.
Sobre a autora, que já venceu o Costa Award, diz Jonathan Coe (que escreveu, por exemplo….. ) que é “uma escritora com um talento extraordinário”, e, quanto ao livro, diz o The Independent que é um romance “divertido e tocante”, que “reflecte o nosso eu de todos os dias”.
Catherine O’Flynn fala sobre o seu livro aqui, mas pode sempre ver o que diz a sinopse:
Vai Dando Notícias conta a história divertida e emocionante de Frank, o apresentador do noticiário de uma televisão local.
Com uma personalidade desajeitada e pouco original, Frank é assombrado por desaparecimentos: a misteriosa morte do seu predecessor, provocada por um condutor que fugiu; a demolição da arquitetura pós-guerra do seu pai e a passagem incógnita dos que morrem sozinhos na cidade.
Frank esforça-se por entender estas ausências enquanto tem de transmitir intermináveis notícias locais sobre buracos que se abrem nos jardins das pessoas e tenta lidar com a sua mãe irredutivelmente infeliz.
O resultado é uma coisa rara: um romance cujas páginas se voltam incansavelmente, que faz as perguntas importantes de uma forma acessível, que nos faz rir em voz alta e que é genuinamente tocante e inevitavelmente animador.”

Excerto – do Capítulo 34
«Tinha visto as nuvens da crise económica a aproximarem-se. A imprensa e os boletins noticiosos nacionais tinham referido a crise global cada vez mais frequente e com mais alarmismo. Em breve as histórias começaram a cair suavemente nas notícias locais até se transformarem numa torrente. Aparentemente, havia sinais de recuperação na economia em geral, mas não, ao que parecia, na região de Frank. A recessão conseguiu, pelo menos, conferir uma certa coesão ao programa. Em vez da normal sucessão de notícias inconsequentes e fait-divers, as ondas de causa e efeito era discerníveis através dos boletins diários.
Na segunda feira relatou mais uma queda no mercado imobiliário local. Os preços das casas tinham caído em relação ao trimestre anterior. Na terça-feira disse aos espectadores que quatrocentos trabalhadores iam ser despedidos por um fabricante de maquinaria de construção e escavação. Nesta noite iam falar sobre uma das mais importantes empresas imobiliárias da região que ia parar todos os projectos em curso. A empresa tinha um grande portfólio de terrenos por toda a região, entre os quais se destacava um antigo campo de futebol e uma antiga fábrica de automóveis.
Frank lembra-se de ter anunciado os planos para a fábrica vazia apenas há uns meses. Lembrava-se dos esboços: apartamentos envidraçados, uma praça central com uma fonte e árvores jovens, a inevitável forma humana sem rosto a passear um cão sem rosto. Fê-lo recordar o medo que sentia daquelas figuras sem rosto, na infância.
O vereador local da Câmara tinha expressado a sua satisfação em relação aos empregos que o projecto criaria e ao início do processo de recuperação da zona.
Enquanto lia a notícia, Frank descobriu algo em relação à paragem no desenvolvimento que lhe chamou a atenção. O constante tremeluzir de mudança e renovação da cidade era, normalmente, gradual e invisível. Ali, contudo, o novo e a transição entre eles, por norma invisível, era revelada, como se o projector tivesse parado abruptamente, deixando as duas imagens no ecrã. Pensou no enorme esqueleto da fábrica a coexistir, durante um período de tempo indefinido, com os esboços dos novos apartamentos e das lojas. O passado tinha desaparecido, o futuro ainda não tinha chegado e o que restava era um presente estagnado. Os residentes locais ainda sentiam o peso dos rostos, das memórias, dos carros avariados, das dívidas. Frank pensou mais uma vez na forma embrionária e sem rosto dos esboços. Não viriam mais; estava sozinho, um fantasma do futuro, preso no presente.»

Anúncios

«Instinto de Morte», de Jed Rubenfeld, sai a 3 de Junho

A Bertrand lança a 3 de Junho Instinto de Morte, de Jed Rubenfeld (autor de A Interpretação do Crime), obra sobre um dos grandes crimes por resolver da História Americana, que, segundo a editora, “é um thriller sobre o terror, a guerra e os segredos mais obscuros da alma humana”.

Sobre o livro: «A 16 de Setembro de 1920, sob um céu azul-claro, um quarto de tonelada de explosivos é detonado num ataque mortal em Wall Street. O medo vem para as ruas de Nova Iorque. Testemunham a explosão Stratham, um veterano de guerra, o seu jovem amigo James Littlemore do Departamento de Polícia de Nova Iorque, e a bela francesa Colette Rousseau. Com eles partimos numa emocionante viagem que vai de Paris e Praga, desde a casa do Dr. Sigmund Freud em Viena até aos corredores do poder em Washington e que, finalmente, nos conduz para as profundezas ocultas dos nossos instintos mais primitivos.»

«A Viagem – Terá o LSD Matado Kennedy?», de Tim Kring, editado pela Gailivro a 6 de Junho

Tim Kring, um dos criadores da série televisiva Heroes, é o autor de A Viagem, obra a lançar a 6 de Junho pela Gailivro, na colecção 1001 Mundos. A Viagem é assinado em parceria com Dale Peck.

Sobre o livro: «TERÁ O LSD MATADO KENNEDY?
«Esta é a pergunta aparentemente estranha que o criador de Heroes faz em A Viagem, o romance que dá o pontapé de saída para um macro-relato de conspiração e intrigas relacionadas com a história recente dos Estados Unidos, e que abordará também, nos dois próximos livros, o caso Watergate e os atentados do 11 de Setembro. “Estes acontecimentos são pontos de inflexão, não só na cultura americana, mas também na nossa própria consciência. Mudaram a forma como nos vemos e como vemos o mundo”, diz Tim Kring, que “queria fazer um thriller histórico para contar uma versão alternativa da morte de JFK” e, por acaso, tropeçou no programa MK-Ultra. Perseguindo os “rastos” de LSD no assassinato do presidente John F. Kennedy, Kring, com a colaboração do crítico literário e escritor Dale Peck, estreia-se na ficção com um romance que combina na perfeição a história e o sobrenatural, com uma dose alucinogénica q.b..»

«O Veredicto» de Michael Connelly é conhecido a 2 de Junho

A Porto Editora lança a 2 de Junho, O Veredicto, do norte-americano Michael Connelly, um thriller jurídico, incluído na colecção Alta Tensão, cuja acção decorrer em Los Angeles.

Sinopse: «Toda a gente mente. Os polícias mentem. Os advogados mentem. As testemunhas mentem. As vítimas mentem. Um julgamento é um concurso de mentiras.
Após um interregno de dois anos, Michael Haller regressa à barra dos tribunais. O seu colega Jerry Vincent foi assassinado e Haller herda o seu maior caso de sempre: a defesa de um famoso produtor de Hollywood, acusado de ter matado a mulher e o amante desta.
Enquanto se prepara para o julgamento que o poderá levar à ribalta, Haller descobre que o assassino de Vincent está agora no seu encalço. É então que surge Harry Bosch, um detetive da polícia disposto a tudo para resolver o caso de Vincent, e que não hesita em usar Haller como isco. À medida que o perigo aumenta, estes dois lobos solitários rapidamente percebem que a única saída é trabalharem em equipa.»

«Veneno de Cristal» é o novo romance de Donna Leon

A Planeta lançou mais um policial de Donna Leon, Veneno de Cristal, que como é habitual tem por protagonista o comissário Brunetti, assim como a cidade de Veneza.

Sinopse: «Está um dia luminoso de Primavera, quando o Commissario Brunetti e o Inspettore Vianello decidem fazer uma pausa na Questura para ajudar um amigo de Vianello, Marco Ribetti, que foi detido enquanto se manifestava contra a poluição química da lagoa de Veneza. Mas não foi Marco quem revelou o segredo vergonhoso das fundições de vidro poluidoras da ilha de Murano, nem é dele o corpo que foi encontrado diante dos fornos que ardem a 1400 graus, de noite e de dia. A vítima deixou pistas num exemplar de Dante e Brunetti tem de descer a um inferno para descobrir quem está a sujar as águas da lagoa…»

«Salazar e a Conspiração do Opus Dei» sai a 13 de Junho

A Casa das Letras lança a 13 de Junho três novidades, sendo de destacar Salazar e a Conspiração do Opus Dei, de António José Vilela e Pedro Ramos Brandão, onde se diz que a PIDE/DGS acreditava na existência de uma conspiração do Opus Dei para dominar o regime do Estado Novo.

Salazar e a Conspiração do Opus Dei – António José Vilela e Pedro Ramos Brandão
«Os arquivos da Torre do Tombo guardaram até hoje um se­gredo que este livro desvenda: a PIDE/DGS acreditava que havia uma conspiração do Opus Dei para dominar o regime do Estado Novo. A polícia política estava convicta de que, tal como já conseguira na Espanha de Franco, José Maria Escrivá, o polémico fundador da Obra, queria conquistar as elites que apoiavam o regime de Oliveira Salazar.
Esta investigação histórica é o relato de uma tese conspi­rativa que envolveria a Irmã Lúcia, o domínio do poderoso Banco da Agricultura e uma aliança tácita, mas que acabou frustrada, com o cardeal patriarca Gonçalves Cerejeira.»

Caravelas – O Século de Ouro dos Navegadores Portugueses – Olivier Ikor
«A fabulosa odisseia dos marinheiros portugueses que percorreram todos os oceanos de encontro a um mundo desconhecido, escrita por um romancista, escritor e antigo jornalista, que vive em Portugal há cerca de 12 anos.»

O Pregado – Günter Grass
«O Pregado tem como ponto de partida um conto dos irmãos Grimm, “O pescador e sua esposa”, e a partir deste, Grass tece um interessante e hilariante estudo antropológico da cultura germânica desde o período neolítico até a década de 70.»

Mário Cláudio e Paulo Castilho com novas obras a publicar em Junho pela Dom Quixote

A Dom Quixote edita em Junho, em termos de autores portugueses, novas obras de Mário Cláudio, Paulo Castilho e José Sasportes, assim como apresenta um novo autor, Nuno Camarneiro. Será ainda lançado um volume de poemas sobre a Índia assinado por Filipe Castro Mendes.

Tiago Veiga – Uma Biografia – Mário Cláudio
«Tiago Veiga nasceu numa aldeia do Alto Minho em 1900 e nesse mesmo lugar viria a morrer em 1988. Bisneto pelo lado paterno de Camilo Castelo Branco, Veiga protagonizaria uma singularíssima aventura poética na história da literatura portuguesa. A sua biografia, redigida por Mário Cláudio, que o conheceu pessoalmente, não deixará de configurar matéria de suplementar interesse pela relevância das figuras com que Veiga se cruzou, e entre as quais se destacam poetas como Jean Cocteau e Fernando Pessoa, Edith Sitwell e Marianne Moore, Ruy Cinatti e Luís Miguel Nava, políticos como Bernardino Machado e Manuel Teixeira Gomes, pensadores como Benedetto Croce, e até simples ornamentos do mundanismo internacional como a milionária Barbara Hutton.»
Nas livrarias a 6 de Junho   

Domínio Público – Paulo Castilho
«Uma história divertida, cheia de diálogos animados sobre a actual situação portuguesa e que se passa entre Lisboa, o Alentejo e o Douro entre gente da classe média com mais ou menos recursos económicos. Uma sátira aos tempos em que vivemos, protagonizada por mulheres jovens, com os seus dramas: carreira profissional, casamentos falhados, ligações esporádicas e todas as suas dúvidas, certezas e incoerências.»
Nas livrarias a 20 de Junho

Os Novos Espectros – José Sasportes
«A Senhora Alving, personagem principal deste livro, não gostou do modo como o Senhor Ibsen contou a sua história na peça Os Espectros. Decidiu escrever-lhe para repor a verdade e revelar-lhe a vida autêntica que viveu depois. Uma vida rica, movimentada, bem diferente da que o Senhor Ibsen tinha vaticinado no final da peça. Anos passados, o escritor e a personagem encontram-se.»
Nas livrarias a 20 de Junho

No Meu Peito Não Cabem Pássaros – Nuno Camarneiro
«Em1910, apassagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens.
Primeiro livro do autor.»
Nas livrarias a 20 de Junho

Lendas da Índia – Filipe Castro Mendes
«Dez anos depois do seu último livro publicado, Filipe Castro Mendes surge agora com este volume que, tal como o nome indica, reúne um conjunto de poemas sobre a Índia e sobre outros temas descritos com o olhar de quem vive naquele país.»
Nas livrarias a 6 de Junho.