«Thriller» assinado por James Patterson e Bill Clinton sai em Portugal a 8 de Novembro

O Presidente Desapareceu_capaChega a 8 de novembro às livrarias o thriller político que junta o campeão de vendas James Patterson e o antigo presidente norte-americano Bill Clinton, que ocupou a Casa Branca en tre 1992 e 2001. A obra, intitulada O Presidente Desapareceu, será editada pela Porto Editora. Dois meses depois de ter sido lançado nos Estados Unidos, o livro já vendeu mais de um milhão de exemplares.
Segundo a editora, James Patterson «contribuiu com a trama e o suspense», enquanto «os oito anos de mandato de Bill Clinton acrescentam a este thriller político a autenticidade sobre o dia a dia de um Presidente dos EUA, seja na vida dentro da Casa Branca, seja na relação com outros políticos, nomeadamente líderes de grandes potências mundiais».

Sinopse: «O protagonista deste livro é o Presidente Duncan, que partilha algumas características do seu coautor, e que tem de enfrentar um perigoso cyber attack capaz de levar o país a uma crise financeira maior que a Grande Depressão. Ao mesmo tempo, lida com uma possível conspiração para um impeachment, e acaba por desaparecer.»

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Por Terras do Inspetor Wallander

y-DSC_0217Bem antes de surgir a vaga daquilo a que se chama policiais nórdicos, cujo boom ocorreu com a saga Millenium de Stieg Larsson, já por cá andava há algum tempo o escritor sueco Henning Mankell, o «pai» do inspetor Wallander. E quando digo «por cá» refiro-me também a Portugal, pois há muito que a Editorial Presença edita os livros deste escritor, falecido em 2015.
Apesar de ter escrito outras obras cujo universo não é o do inspetor Wallander, foi com esta carismática personagem que Mankell mais ganhou notoriedade. Wallander não é só Wallander, é também a geografia que o rodeia, no caso, mais especificamente, a pequena povoação onde reside e onde é agente das forças policiais. Refiro-me a Ystad, uma pequena cidade costeira e portuária de origem medieval que, ao contrário do que sucede nas obras de Mankell, não é cenário recorrente de crimes, sendo antes um local pacato e acolhedor. Ystad fica no condado de Skåne, no sul da Suécia, e conta com cerca de 18 mil habitantes.

É um polo de atração turística, e muito por causa da dupla Wallander/Mankell. O sucesso dos livros do inspetor passou para o pequeno ecrã, gerando diversas séries Wallander, a mais conhecida sendo, talvez, a protagonizada pelo famoso ator britânico Kenneth Branagh, mas outras houve interpretadas pelos suecos Rolf Lassgård (protagonista do filme Um Homem Chamado Ove) e Krister Henriksson. Isto acabou por criar uma verdadeira indústria cinematográfica em Ystad, a ponto de serem lá erigidos em 2004, em antigas instalações militares, estúdios de TV e cinema, onde viriam a ser rodados muitos outros projetos, como a conhecida série sueco-dinamarquesa Bron: A Ponte. Sendo as aventuras e investigações de Wallander essencialmente sediadas em Ystad e na região, as filmagens ocorreram frequentemente no local, mesmo a versão inglesa de Branagh.
y-DSC_0182Aproveitando o interesse gerado à boleia do sucesso da saga Wallander, tanto a nível literário, como televisivo, foi criado o museu do cinema, Ystad Studios Visitor Center (ex-Cineteket), junto aos estúdios. E foi precisamente lá que fui parar sem ser programado, levado por uns amigos, quando em viagem por aquela região sueca.
Trata-se de um museu relativamente pequeno, mas imensamente interessante. Há reproduções de cenários (a esquadra da polícia, por exemplo) de várias versões de Wallander, assim como maquetes e adereços utilizados nas filmagens, a par de diversas y-DSC_0202fotos expostas. O essencial da exposição é naturalmente dedicado a Wallander, mas há objetos e cenários de outras produções rodadas nos estúdios vizinhos, como a já referida Bron/Broen, além de outras desconhecidas do público português. Há também espaços dedicados às crianças, mas por certo mais vocacionados para as escolas locais.
Em suma, trata-se de um museu pacato e acolhedor, um espelho fiel, nestes termos, da cidade de Ystad, para onde o visitante deve dirigir-se a seguir (o museu fica nos arredores, mas é tudo y-DSC_0223 (2)perto) se quiser continuar a seguir os passos de Wallander. Assim fiz, e ainda bem.

A verdadeira Ystad
Em Ystad são muitos os locais associados às investigações de Wallander, principalmente Mariagatan, a rua onde «vive» Wallander, ou a esquadra da polícia local. O melhor mesmo é começar a passear, a pé, pelas ruas do centro, com as suas belas casas tipicamente nórdicas e ir procurando os locais associados à famosa personagem. Mesmo para quem não conhece a obra de Mankell (era o meu caso na altura, confesso), Ystad é um lugar merecedor de visita, sem qualquer dúvida.
W1Entusiasmado com o que acabara de conhecer, finalmente lancei-me às leituras das obras de Mankell (com Wallander como protagonista), tendo começado pela edição de bolso em inglês de Sidetracked (em português A Falsa Pista), bem mais barata do que as edições em português, pois custou apenas cinco euros. E foram cinco euros muito bem gastos, pois desde as primeiras páginas deixe-me enredar por um mistério muito bem tecido, numa história credível e vivida em cenários por onde passara dias antes. Fiquei com a impressão de que andei a «dormir» ao não me ter dedicado antes a conhecer a escrita de Mankell, mas a verdade é que há alturas na vida para se fazer determinadas coisas, e esta foi, certamente, a minha para me dedicar ao autor sueco. Entusiasmado com a primeira leitura, já me lancei ao segundo, Um Homem Inquieto, e posso garantir que não vou ficar por aqui.

Wallander em números
y-DSC_0207Para que não restem dúvidas sobre a dimensão do sucesso das obras de Mankell, aqui ficam alguns números recolhidos no guia Ystad’s Best Guide to Wallander, disponível no museu.

1991 – Primeiro livro (Assassino sem Rosto/Mördare utan ansikte)
12 – Obras de Mankell com Wallander como protagonista
44 – Línguas para as quais os livros foram traduzidos
100 – Países onde foram publicados os livros
44 – Filmes ou episódios rodados na região de Ystar-Österlen

(Fotos de Rui Azeredo)

 

Margaret Atwood presente no Fórum do Futuro, no Porto

servaA conceituada escritora canadiana Margaret Atwood, autora de A História de uma Serva (obra que deu origem à badalada série com o mesmo título), vai marcar presença no dia 8 de novembro no Fórum do Futuro, que decorrerá de 4 a 10 desse mês no Porto.
Atwood estará presente numa sessão às 21h30, moderada por Gareth Evans (escritor e curador na Whitechapel Gallery), no grande auditório do Rivoli, onde, segundo comunicado da sua editora em Portugal, a Bertrand, irá «refletir sobre a importância da mitologia na sua obra e sobre os elementos mais marcantes dos seus livros, como a identidade, ordem social e linguagem». A sessão terá por título «Mitos na minha Obra». Segundo o site da organização do evento, Atwood «explicará por que razões resiste ao rótulo de “feminista”, que muitas vezes tem sido aplicado aos seus livros – ela prefere pensar neles como obras de “realismo social”.»
Várias vezes considera uma potencial Nobel, Margaret Atwood é autora de obras como Chamavam-lhe Grace, Semente de Bruxa, O Coração é o Último a Morrer, O Ano do Dilúvio, Órix e Crex, Desforra e A Senhora do Oráculo.

Richard Zimler regressa a 20 de setembro com «Os dez espelhos de Benjamin Zarco»

pe-zarcoOs dez espelhos de Benjamin Zarco é o novo romance de Richard Zimler, escritor norte-americano radicado em Portugal. O livro, nas livrarias a 20 de setembro, numa edição Porto Editora, marca o regresso à família Zarco, presença constante, em várias épocas da História, nos romances de Zimler.
Desta vez acompanhamos dois primos, Benjamin e Shelly, sobreviventes do Holocausto, relatando-nos as suas vidas desde o gueto de Varsóvia até aos dias de hoje. A obra será apresentada pela historiadora Irene Flunser Pimentel, a 12 de outubro, na Casa das Artes, no Porto, e a 16 de outubro, no El Corte Inglés de Lisboa.

Sinopse: «Benjamin Zarco e o seu primo Shelly foram os únicos membros da família a escapar ao Holocausto. Cada um à sua maneira, ambos carregam o fardo de ter sobrevivido a todos os outros. Benjamin recusa-se a falar do passado, procurando as respostas na cabala, que estuda com avidez, em busca daquilo a que chama os fios invisíveis que tudo ligam. E Shelly refugia-se numa hipersexualidade, seu único subterfúgio para calar os fantasmas que o atormentam.
Construído como um mosaico e dividido em seis peças, Os dez espelhos de Benjamin Zarco entretecem-se entre 1944, com a história de Ewa Armbruster, professora de piano cristã que arrisca a vida para esconder Benni em sua casa, e 2018, com o testemunho do filho de Benjamin acerca do manuscrito de Berequias Zarco, herança do pai, talvez a chave para compreender a razão por que Benjamin e Shelly se salvaram e o vínculo único que os une.
Um romance profundamente comovente e redentor, com personagens inesquecíveis. Uma ode à solidariedade, ao heroísmo e ao tipo de amor capaz de ultrapassar todas as barreiras, temporais e geográficas.»