«O Labirinto dos Espíritos» conclui a tetralogia do Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Zafón

labirintoO Labirinto dos Espíritos, aguardado desfecho da magnífica tetralogia do Cemitério dos Livros Esquecidos, do espanhol Carlos Ruiz Zafón, chega hoje às livrarias portuguesas numa edição da Planeta. Fica assim concluída a saga iniciada em 2001 com A Sombra do Vento, e que teve seguimento com O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Neste novo romance, segundo a editora, «assistimos a um jogo de espelhos entre a Barcelona real e a Barcelona reflectida nos livros de paradeiro incerto, neste caso com o eco de uma muito particular versão de Alice no País das Maravilhas».
Pode ler aqui o primeiro capítulo de O Labirinto dos Espíritos.

Sinopse: «Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro  que  havia  de  lhe  mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos.
O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher, Bea, e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.
Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.»

António Canhoto Costa apresenta-nos as «Personagens Malditas da História»

malditasAntónio Canhoto Costa, autor do romance Os Quatro Cantos do Império, acaba de lançar um outro título na Saída de Emergência, Personagens Malditas da História, com pequenas biografias de nomes que ficaram na história pelos piores motivos.

Sobre o livro: «Dos líderes sanguinários como Hitler e Nero aos pensadores que chocaram os seus contemporâneos, como Sade e Nietzsche. Dos chefes militares cuja ambição não tinha limites, como Napoleão e Hernan Cortés aos fanáticos religiosos como Torquemada e Bin Laden. Mas ainda há espaço para algumas figuras maquiavélicas dos nossos dias, como George W. Bush, Saddam Hussein ou Kissinger. E, claro, a História de Portugal não poderia ficar de fora, com nomes amaldiçoados cujas ações se sentem ainda hoje: de D. Sebastião, ao Marquês de Pombal e Salazar.»

Assírio & Alvim edita «Muito Barulho por Nada», de Shakespeare, traduzido por Sophia de Mello Breyner Andresen

aa-nadaA Assírio & Alvim lança na quinta-feira, 17 de novembro, a comédia de William Shakespeare, Muito Barulho por Nada, com tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen até agora inédita.
A obra, que terá sido escrita em 1598-1599, foi levada ao palco pelo Teatro da Cornucópia, com encenação de Luís Miguel Cintra, autor do prefácio desta edição, qua conta ainda com uma introdução de João de Almeida Flor.

«Para se perceber as suas escolhas de tradutora tem de se entender a sua ideia de tradução: uma verdadeira interiorização, até musical, do texto inglês e a resposta — como se fosse um eco que falasse português e que tantas vezes parecia tradução literal, sendo no entanto o resultado de uma escolha não a favor da fidelidade literal mas sim de outra fidelidade mais inteligentemente entendida, a fidelidade de encontrar em português uma linguagem teatral para um texto destinado a ser representado e a uma poética sua, fiel à de Shakespeare.» – Luís Miguel Cintra

João Gobern lembra-nos «Quando a TV Parava o País»

unnamedQuando a TV Parava o País, do jornalista e comentador João Gobern, é um livro onde são recordados programas e protagonistas que marcaram a nossa televisão. A obra, uma edição Matéria-Prima, estará à venda na quinta-feira 17 de novembro. Gobern, depois de ter trabalhado em A Capital,  Se7e e Visão, lançou a revista Focus, onde foi diretor-adjunto, foi diretor da TV Guia e diretor fundador da Sábado. Atualmente, está presente na Antena 1 com os programas Hotel Babilónia, com Pedro Rolo Duarte, e Bairro Latino, escreve para o Diário de Notícias e é comentador do Trio D’Ataque, na RTP3.

Sobre o livro: «Quem não se lembra ou não sabe o que foi o famoso e marcante Zip Zip ou A Visita da Cornélia? Ou O Tal Canal e a sensual Gabriela? E quem não conhece o clã de Dallas ou a tripulação de O Barco do Amor?
Nessa altura a televisão dava que falar, era única, irrepetível e tinha um impacto tremendo no nosso dia-a-dia. A TV era tema habitual de conversa no dia seguinte, na escola ou no trabalho. Agitava mentalidades, animava os dias tristes, ensinava a falar e escrever português e até mandava as crianças para a cama.
As famílias reuniam-se no sofá da sala para ver as novelas e os concursos semanais; o Festival da Canção era motivo de serão organizado entre amigos e vizinhos, ansiosos pela classificação da canção portuguesa; o Telejornal era o grande momento noticioso do dia, à mesma hora, para toda a gente. Não havia canais de notícias, nem se andava com a emissão para trás. Os canais temáticos ainda não existiam.
Aceite o convite e lembre tantos programas que ficaram na memória coletiva e protagonistas que nos apaixonaram ao longo de décadas.»

Roma Antiga em dose dupla

A Ira das Fúrias, de Steven Saylor, e S.P.Q.R. – Uma História da Roma Antiga, de Mary Beard, são duas obras recentemente lançadas pela Bertrand relacionadas com a Roma. A primeira é mais um romance protagonizado por Giordano, o Descobridor, funcionando como prequela da série Roma Sub Rosa. Já S.P.Q.R. narra a ascensão de uma pequena aldeia no centro da Itália a capital de uma civilização.

capa_a-ira-das-furiasA Ira das Fúrias – Steven Saylor
«No ano de 88 a.C., o mundo inteiro parece estar em guerra. No Ocidente, os estados italianos rebelam-se contra Roma; no Oriente, Mitrídates marcha, conquistando as províncias asiáticas romanas. Até mesmo em Alexandria, que continua relativamente calma, um golpe de estado levou ao poder um novo faraó, instalando o caos nas ruas.
O jovem Gordiano espera, com Bethesda, o fim do caos em Alexandria, mas recebe uma mensagem cifrada do seu antigo tutor e amigo, Antípatro. Agora em Éfeso, como membro da comitiva de Mitrídates, Antípatro está convencido de que a sua vida se encontra em perigo iminente.
Para o salvar, Gordiano concebe um esquema ousado e astuto para se pôr “atrás das fileiras dos inimigos” e deixar Antípatro em segurança – porém, poderosas forças mortais têm os seus próprios planos para Gordiano. Não sabendo bem se ele próprio é um decisor ou um peão, o jovem terá de desvendar o mistério oculto na mensagem para se poder salvar a si e à pessoa que lhe é mais querida.»

978-972-25-3294-5_SPQRUma História de Roma – Mary Beard
«Roma Antiga era uma cidade imponente até para os padrões modernos, uma metrópole imperial com mais de um milhão de habitantes, uma mistura de luxo e de lixo, de liberdade e de escravatura, de respeito e guerra civil. Foi o centro de poder de um império que se estendia da Península Ibérica à Síria.
S.P.Q.R. (“o Senado e Povo de Roma”) narra a ascensão inédita de uma pequena aldeia no centro da Itália, a capital de uma civilização que, dois mil anos depois, ainda molda muitas das nossas conceções de poder, cidadania, responsabilidade e beleza. Questiona a forma como pensamos os romanos e explora o modo como os romanos se viam a si mesmos: como lidavam com o terrorismo e com a revolução, como encaravam as migrações e a mobilidade social e como inventaram um novo conceito de cidadania e de nação. É uma história surpreendente, eloquente e incontornável de Roma Antiga.»

«Polícia» é o décimo livro da série Harry Hole, de Jo Nesbo

policiaA Dom Quixote lançou há dias Polícia mais uma aventura (a décima) de Harry Hole, o inspetor criado pelo escritor norueguês Jo Nesbo.

Sinopse: «Há um assassino à solta nas ruas de Oslo. Mas não é um assassino qualquer. É um criminoso que seleciona cuidadosamente as suas vítimas: polícias envolvidos em anteriores investigações de crimes que nunca foram solucionados. A Brigada Anticrime precisa urgentemente de Harry Hole, mas será que o carismático inspector sobreviveu aos dramáticos acontecimentos de O Fantasma?
O décimo livro da série Harry Hole tem uma vez mais um enredo impressionante em que, à semelhança dos tempos que correm, não faltam o horror e a esperança.»

Elsinore edita «O Que não É Teu não É Teu», livro contos de Helen Oyeyemi

frente-de-capa_o-que-nao-e-teu-nao-e-teuO Que não É Teu não É Teu, da escritora nigeriana e inglesa Helen Oyeyemi, é um livro de contos que acaba de ser editado pela Elsinore. Em 2017, a Elsinore irá continuar a divulgar a obra desta autora, publicando o seu romance Boy, Snow, Bird, de 2011.

Sobre o livro: «Nove contos, nove histórias, nove chaves. A chave para uma casa, a chave para um coração, a chave para um segredo — chaves, literais e metafóricas, que não se limitam a abrir momentos das vidas das suas personagens. São chaves, também, a prometer difíceis labirintos que se abrem nos mais inesperados quotidianos.
O Que não É Teu não É Teu marca a estreia da escritora nigeriana e inglesa Helen Oyeyemi no conto, depois de cinco romances muito bem recebidos. E as suas histórias lembram contos de fadas, lições de História, mitos e lendas. Vivem de uma multiplicidade de tempos e paisagens, fazendo com que as fronteiras de realidades coexistentes se toquem. Transformam ladras em heroínas, homens moribundos em pais. Criam bibliotecas de rosas e jardins de livros. Chaves que são portas, oferendas, convites à descoberta de um universo onde a beleza poderá, talvez, existir.
O volume abre com o conto “Livros e rosas”, em que a protagonista dá lugar a outra protagonista, descentrando a narrativa. Em “Pedir desculpa não lhe adoça o chá”, os comentários de um vídeo do YouTube unem as pontas soltas de uma família em mutação. O conto “O teu sangue é assim tão vermelho?” divide-se em duas faces, a que responde afirmativamente à pergunta e a que a nega. Em “Afogamentos”, afirma-se a dúvida: “Isto aconteceu e não aconteceu”, lê-se na primeira linha.
“Presença” fala de implosões de memórias e de passados simulados. “Uma breve história da sociedade das jovens feias” passa-se em Cambridge, onde um grupo de alunas se dedica a “melhorar” as bibliotecas dos clubes masculinos, substituindo livros escritos por homens por obras assinadas por mulheres. “Dornička e a pata do dia de S. Martinho” é uma fábula com muitas entrelinhas. E em “Freddy Barrandov faz o… check-in” um filho que se reconhece incapaz de qualquer feito descobre finalmente o seu maior desejo. A fechar, o conto “Se um livro está fechado à chave, deve haver uma boa razão para isso, não achas?”, sobre a amizade e os limites do conhecimento.»

«Bowie – Uma Biografia Sentimental», de Wendy Leigh, sai dia 11 numa edição Esfera dos Livros

bowieBowie – Uma Biografia Sentimental, assinado por Wendy Leigh, será posto à venda a 11 de novembro numa edição Esfera dos Livros. A autora, Wendy Leigh, escreveu biografias de celebridades como John F. Kennedy, Grace Kelly e Arnold Schwarzenegger, tendo falecido este ano com 65 anos.

Sobre o livro: «Sempre que desaparece uma grande figura da música do século XX sucedem-se as mensagens de pesar e as avaliações artísticas. Mas quando David Bowie morreu, em janeiro de 2016, a onda de comoção que atravessou o Mundo foi avassaladora, num fenómeno talvez só comparável ao que aconteceu, em 1980, com a morte do seu amigo John Lennon. Porque David Robert Jones, para sempre imortalizado como Bowie, conseguiu de alguma forma tocar o coração de todas as pessoas com quem contactou, fosse pessoalmente ou através da sua obra. Sempre presente, sempre relevante, sempre diferente, sempre atento, sempre inovador, foi cantor, performer, ator, artista plástico e agregador de talentos, marcando sucessivas gerações de admiradores desde os anos 60.
Esta biografia acompanha David Bowie enquanto homem, enquanto artista, enquanto amante e enquanto marido. Relata-nos o seu percurso pessoal de uma forma aprofundada. Pela voz de quem privou com ele ao longo da vida, entre familiares e managers, músicos e agentes, amantes e amigos, fala-nos da sua infância na Londres do pós-guerra, no peso da família para a formação da sua personalidade, nos anos de luta até chegar ao estrelato, nas aventuras com drogas, na conquista da América ou nas suas genuínas preocupações pelos problemas dos outros. Aqui se entende o Bowie que derrubou barreiras, o revolucionário que assumiu a liberdade sexual, o casamento aberto, a bissexualidade, a androginia – e, por fim, ao tomar a mais radical das suas posições, o marido que se dedicou a Iman e o defensor da fidelidade conjugal.»

Nova edição de «Bambi», de Felix Salten, com ilustrações de Pedro Salvador Mendes

bambiA E-Primatur conta lançar até ao final do ano uma nova edição de Bambi: Uma Vida nos Bosques, de Felix Salten, com ilustrações de Pedro Salvador Mendes. Lançada em 1923 na Áustria, é considerada a primeira obra literária de cariz ambientalista.

Sobre o livro: «A história da vida do pequeno veado Bambi desde que nasce até à sua vida adulta, aprendendo as lições de sobrevivência na floresta e a difícil convivência com o mundo dos homens, é uma das primeiras obras de literatura infantil a alcançar sucesso internacional.
O regime nazi considerou este romance como uma alegoria política da perseguição aos judeus pelo que milhares de livros em língua alemã (e não só) foram queimados e a primeira edição da obra é um dos livros mais raros e procurados pelos coleccionadores internacionais.
Já antes de ser imortalizado pelo filme de Walt Disney em 1942, Bambi tinha vendido mais de um milhão de exemplares na Europa e nos Estados Unidos. Foi traduzido em mais de 20 línguas e é um dos marcos do nascimento da moderna literatura infantil.»bambi2(Ilustração de Pedro Salvador Mendes)