Monthly Archives: Novembro 2013

«Os Filhos do Jacarandá» – Sahar Delijani

DC_filhosdojacarandaOs Filhos do Jacarandá (Divina Comédia), romance para o qual a autora, Sahar Delijani, se inspirou na sua própria vida, assim como nas de familiares e amigos, mostra-nos uma outra faceta do Irão, mais propriamente uma sociedade vista a partir de dentro, na ótica de quem lá vive ou viveu.
O início da ação situa-se em 1983, ou seja no período pós-revolução, nos anos turbulentos que se seguiram ao afastamento do Xá Reza Palevi. Como já referi, a perspetiva deste romance em episódios, mas interligados, é a das pessoas, dos cidadãos, e não a dos governantes ou militares ou até de estrangeiros, ou seja, foge à regra do habitual. Por vezes, para uma análise mais emocional e menos fria das situações, é bom atentar no testemunho direto dos protagonistas, mesmo que disfarçado em forma de romance.
É um livro iminentemente feminino, e não quero com isto dizer que se destina apenas para o público feminino, pretendo apenas indicar que tem uma sensibilidade diferente na abordagem de determinadas questões. São perspetivas que não nos passam pela cabeça ao ver ou ler notícias ou até determinados tipos de filmes ou documentários, quase sempre concebidos numa perspetiva bélica, política ou do que se passa entre os corredores do poder.
Aqui o que temos são pessoas e as suas vidas, ou histórias., como viveram e sofreram com a revolução e nos anos seguintes, quer tenham ficado no Irão ou emigrado.
É um livro em episódios, quase de contos, pois a autora vai relatando fases da história da sua família com recurso em cada uma delas a diferentes grupos de amigos ou familiares. Há ligação entre todos, naturalmente, mas talvez a maior ligação seja o sofrimento por que todos passaram, nas suas diversas vertentes, com o medo sempre presente, assim como a insegurança quanto ao futuro.
O livro ganha riqueza na descrição das diferentes formas como as personagens encaram o infortúnio, uns com mais desânimo, ou resignação, outros com mais luta e insurreição. Todos, inequivocamente, se sentem amordaçados. E Zahar Delijani libertou-se das mordaças e amarras para, através da sua escrita sentida, lançar o seu grito de alerta e revolta, sem extremismos ou lamechices, apenas com vida e cor, sejam cores garridas ou pardacentas, porque de tudo há, afinal, mesmo no meio de situações extremas, pois há sempre quem tente levar uma vida normal. E é curioso verificar como se tenta fazer isso no meio de tantas limitações, com essa busca por um quotidiano normal a revelar-se por vezes como a única âncora para manter a sanidade e a esperança.

Autora: Sahar Delijani
Título Original: Children of the Jacaranda Tree
Editora
: Divina Comédia
Tradução: Isabel Veríssimo
Ano de Edição:
2013
Páginas
: 300

Sinopse: «Neda nasceu na prisão de Evin, em Teerão. A mãe cuidou dela durante alguns meses, até ao dia em que apareceu um guarda e a levou.
Aos três anos, Omid estava sentado à mesa da cozinha, a comer iogurte, e assistiu à detenção dos pais, activistas políticos.
Mais de vinte anos após a sangrenta purga levada a cabo nas prisões de Teerão, Sheida descobre que o pai foi uma das vítimas da chacina.
Estes são Os Filhos do Jacarandá.
Situado no período pós-revolucionário do Irão (1983 – 2011) e baseado na dolorosa experiência da autora, da sua família e amigos, Os Filhos do Jacarandá é um magnífico romance que acompanha três gerações de homens e mulheres movidos pelo amor, inspirados pela poesia e motivados por sonhos de justiça e liberdade.
Um olhar surpreendente e evocativo sobre o lado intimidante da revolução e uma extraordinária homenagem a quem soube responder ao apelo da História.»

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Booksmile põe no papel Os Mundos de Mia

Capa Os Mundos de Mia - Falar com UnicórniosCapa Os Mundos de Mia - Livro de Colorir com AtividadesOs Mundos de Mia, série televisiva infantil de grande sucesso, passou para o formato de papel por iniciativa da Booksmile, que através de três coleções distintas apresenta várias propostas para cativar as crianças, que assim poderão vibrar com as aventuras de Mia, do príncipe Mo, da guerreira Yuko e da maléfica rainha Panthea.Os Mundos de Mia, cuja versão em livro tem conceção e desenvolvimento de Pronto a Editar Atelier, é uma série inspirada na arte de Gustav Klimt e destinada a crianças dos 6 aos 11 anos.

Série Ilustrados (5+)

Os Mundos de Mia 1: Falar com Unicórnios
«Mia é uma jovem estudante que, graças a um portal desenvolvido pelo pai, viaja até Centopia. Mas este fantástico mundo de elfos, unicórnios e figuras mitológicas está ameaçado.
A maléfica Rainha Panthea quer capturar os unicórnios e dominar o seu poder para preservar a juventude. Os valentes elfos, liderados pelo Príncipe Mo e pela valente guerreira Yuko, tentam detê-la. Graças à sua capacidade única de comunicar com os unicórnios, Mia tem uma missão especial nesta luta contra as forças do mal.»

Capa Os Mundos de Mia - A Esperança de CentopiaOs Mundos de Mia 2: A Esperança de Centopia
«Mia descobre no livro A Lenda de Centopia um oráculo que pode ajudar a destruir Panthea e o seu exército de Munculus. Graças a um portal desenvolvido pelo pai, ela viaja até ao maravilhoso reino de elfos, unicórnios e figuras mitológicas, para comunicar ao rei Raynor e à rainha Mayla a sua descoberta.
Todos estranham que o desafinado Trumptus possa ser a esperança daquele reino, mas Mia está convencida de que esta trombeta é mágica e tem uma missão especial na luta contra as forças do mal.

Série Atividades (5+)

Os Mundos de Mia: Livro de Colorir com Atividades
«Entra no maravilhoso reino de Centopia! Ajuda a Mia, o príncipe Mo e a Yuko a reconstruir o Trumptus, a trombeta que pode destruir a malévola Panthea.
Pinta e desenha as personagens e os mais belos cenários. Salva Centopia!»

Série Histórias (7+)

Capa Os Mundos de Mia - Bem-Vindos a CentopiaOs Mundos de Mia 1: Bem-vindos a Centopia
«Mia mal pode acreditar: graças ao livro sobre Centopia e à pulseira mágica que o pai lhe ofereceu, consegue entrar naquele mundo fantástico de unicórnios e elfos.
Agora terá de aprender a voar, ajudada pelos elfos Mo e Yuko, e uma importante missão a cumprir: salvar os unicórnios dos pérfidos Munculus, que vivem controlados pela malvada Rainha Panthea, recorrendo aos extraordinários poderes do ruidoso Trumptus do pã Phuddle!»

Passatempo «Maria de Canos Serrados», de Ricardo Adolfo (Teresa Cap. 86)

sk_Maria dos canos serrados_150dpiTorna-te uma estrela do vídeo book de Maria de Canos Serrados.
Filma a leitura de um capítulo do livro e envia o filme para correio@objectiva.pt
Os 5 vídeos mais Liked ganham um livro autografado por Ricardo Adolfo.
Entra no primeiro vídeo book português com uma leitura que mande bala.

Teresa – Cap. 86
http://www.youtube.com/watch?v=xsqnd5-lKkM

Novidades Editoriais de Novembro (VIII)

sex-infraInfravermelho – Nancy Huston (Sextante)
«Rena Greenblatt tem quarenta e cinco anos. É artista, repórter e fotógrafa especialista em infravermelho, fotografa à noite, os corpos e os seus abraços. Numa semana de férias na Toscana com o seu envelhecido pai Simon e a sua madrasta Ingrid, esperam-na as paisagens e as obras de arte mas também uma avalanche de memórias: os sonhos, os ressentimentos e as alegrias do seu passado e do seu presente, os quatro maridos, os dois filhos, os mil amantes, as belezas e os horrores dos países visitados, uma infância maravilhosa e uma adolescência roubada. Memórias que Rena comparte com Subra, seu alter-ego, sua amiga inventada, sua consciência.»

sex-filhoO Filho – Michel Rostain (Sextante)
«O primeiro livro de Michel Rostain, O filho, não pretende ser sobre a morte, é antes dedicado à vida. Este romance dá voz a um filho que, após partir, observa o seu pai enquanto este o procura conhecer melhor e entender a sua morte. Apesar de ficção, O filho surgiu como um exercício para o autor ultrapassar o seu próprio luto.
O meu pai está no caos da sua primeira semana de luto, quando as cerimónias já tiveram lugar e os amigos se foram embora. Solidão, é aí que começa verdadeiramente a morte. Passou o dia a escolher as minhas coisas, a chorar entre dois telefonemas, a assoar-se abundantemente sem sequer invocar o pretexto da alergia ao pó. Resigna-se a deitar fora os meus velhos livros, depois de ter lido meticulosamente aquelas nulidades acumuladas, não fosse acontecer que eu tivesse esquecido alguma nota, um desenho, uma coisa qualquer pessoal que lhe servisse de mensagem. Não encontra nada, nenhum sinal. Depois destas horas de buscas aterradas – e apesar de tudo indiscretas, pai, é verdade que morri, mas, mesmo assim… –, eis que repara de repente, em rodapé daquela convocatória que o intrigava, numa indicação escrita a lápis, em letra muito miúda…”»

capaPortugal Contado e Cantado a quem só quer ser feliz – José Jorge Letria, com criação musical de Tozé Brito (Areal Editores)
«Este livro infanto-juvenil conta e canta a História de Portugal, falando de personagens, de acontecimentos, de épocas, de heróis e de vilões. É um livro sobre o nosso país e sobre os seus mais de oito séculos de existência, sobre momentos de glória e de derrota, que conta quem somos, de onde viemos e para onde vamos.
Inclui, como oferta, CD áudio com letras de José Jorge Letria e criação musical de Tozé Brito.

civ-SHO Último Ato na Ópera – Irene Adler (Civilização)
«Irene, Sherlock e Lupin combinaram encontrar-se em Londres. Mas Lupin não apareceu: o seu pai, Théophraste, foi preso sob acusação de roubo e do homicídio de Alfredo Santi, secretário do grande compositor Giuseppe Barzini. Os três amigos iniciam a investigação para o ilibar do crime.
O Último Ato na Ópera é uma narrativa assinada na primeira pessoa, Irene Adler. Porém, apesar de surgir na ficha técnica como correspondente de toda a história, Adler é, na verdade, os autores italianos Alessandro Gatti e Pierdomenico Baccalario, autores de várias séries de ficção juvenil publicadas pela Civilização Editora.»

«Em Defesa da Maternidade Alfredo da Costa» sai a 6 de dezembro

MAC_finalA 6 de dezembro vai ser lançada pela Bertrand a obra Em Defesa da Maternidade Alfredo da Costa, que conta com a coordenação de Ana Campos e Ricardo Sá Fernandes.O livro, ilustrado com fotografias, divide-se em três partes, aqui descritas pelas palavras dos próprios coordenadores: «Numa primeira parte, a obra reúne os depoimentos de antigos e atuais profissionais da MAC que dão conta da sua história e daquilo que hoje ela é e vale. Numa segunda parte, o livro apresenta as reações institucionais e informais ao projetado encerramento da MAC. Numa terceira parte, a brochura explica a ação popular e divulga as suas peças mais relevantes, particularmente a sentença que veio demonstrar que vale a pena não baixar os braços e continuar a acreditar que ainda “há juízes em Berlim”».
Os direitos de autor da obra revertem integralmente a favor do Banco do Bebé e da Associação Passo a Passo.

Prefácio de António Correia de Campos
«Está prevista para breve – 2015 ou 2016, ou 2017, de acordo com o último cálculo – a instalação do Hospital de Lisboa Oriental, também conhecido por Hospital de Todos os Santos, que absorverá os vários estabelecimentos hospitalares que hoje compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central, entre eles, a Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC) e o Hospital D. Estefânia.
Porém, durante o ano de 2012, o Ministério da Saúde e a Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central anunciaram o encerramento da MAC e a imediata integração dos seus serviços no Hospital D. Estefânia.
Perante este cenário, reagiram os profissionais da MAC e a sociedade civil também se insurgiu e, através de uma ação popular, interpôs-se uma providência cautelar subscrita por 31 cidadãos.
Este livro cruza a experiência de profissionais da MAC que nunca desistiram de alertar para o perigo do que se anunciava e de cidadãos comuns que foram a voz da sociedade civil na ação popular que travou tal desmando.
A MAC está instalada há mais de oitenta anos num edifício próprio no coração de Lisboa. Construída de raiz, teve a sorte de ser exemplar por força de uma plêiade de obstetras e ginecologistas que nela consagraram um centro excecional de cultura médica ligado à saúde da Mulher e da Criança. A MAC ganhou pergaminhos de excelência, desde a sua fundação até ao momento atual, onde concentra uma respeitada capacidade de tratamento de grávidas de alto risco, inovando em todos os setores da saúde reprodutiva.»

Passatempo «Maria de Canos Serrados», de Ricardo Adolfo (Catarina Cap. 11)

sk_Maria dos canos serrados_150dpiTorna-te uma estrela do vídeo book de Maria de Canos Serrados.
Filma a leitura de um capítulo do livro e envia o filme para correio@objectiva.pt
Os 5 vídeos mais Liked ganham um livro autografado por Ricardo Adolfo.
Entra no primeiro vídeo book português com uma leitura que mande bala.

Catarina – Cap. 11
http://www.youtube.com/watch?v=912yAdw-vF4

Fundação MAPFRE lança coleção História Contemporânea de Portugal

P1050259A Fundação MAPFRE, em parceria com a Editora Objectiva, lançou a coleção História Contemporânea de Portugal, composta por cinco volumes e dedicada aos principais acontecimentos da história do nosso país desde o início do século XIX até ao século XXI. Para já foram editados os dois primeiros volumes, descritos mais abaixo.
A coordenação da coleção é da responsabilidade de António Costa Pinto e Nuno Gonçalo Monteiro, à frente de uma equipa de especialistas em economia, sociedade, relações internacionais, história política, iconografia e história cultural.
A Fundação MAPFRE é uma instituição sem fins lucrativos criada em 1975, pelo Grupo MAPFRE, seguradora espanhola, com o objetivo de contribuir para o bem-estar da sociedade e das pessoas, participando no pacto Mundial das Nações Unidas (Global Compact) e no Protocolo UNEP (United Nations Environment Programme). A fundação opera sobretudo em Espanha, Portugal e países da América Latina, e organiza a sua atividade em torno de 5 institutos, com âmbitos distintos: Prevenção, Saúde e Meio Ambiente; Ação Social; Segurança Rodoviária; Ciências do Seguro e Cultura.

Volume I – O Colapso do Império e a Revolução Liberal (1808-1834)
Coordenação de Jorge M. Pedreira e Nuno Gonçalo Monteiro – Autoria de Jorge M. Pedreira, Miguel Figueira de Faria e Nuno Gonçalo Monteiro
«As invasões francesas; a partida da família real para o Rio de Janeiro; o colapso do antigo regime colonial; o primeiro pronunciamento liberal; a independência do Brasil; as lutas entre liberais e absolutistas; o triunfo final do liberalismo: são estes os episódios que marcam decisivamente o período da história portuguesa aqui estudado (1808-1834). Uma história em boa parte definida pelo contexto externo, pelas transformações que vinham de fora, pelo modo como Portugal participava no sistema de Estados europeu e nos seus conflitos, dilacerada por violentos antagonismos que encontraram na guerra – a internacional e a civil – a sua máxima expressão. A quebra da monarquia pluricontinental constituirá uma profunda mudança na ordem política, económica e mesmo social. Sobre as suas ruínas emergirá um novo regime, mas só após décadas de grandes convulsões. Foi, pois, um tempo de ruturas dramáticas, com repercussão a quase todos os níveis da vida social e política, aquele de que se ocupa este primeiro volume de uma série pensada com o objetivo de inscrever a história portuguesa nos grandes marcos dos processos contemporâneos atlânticos e ibero-americanos. A ponderação de diversos pontos de vista permite aqui sublinhar os traços mais relevantes e característicos da revolução liberal em Portugal.»

Volume II – A Construção Nacional (1834-1890)
Coordenação de Pedro Tavares de Almeida
Autoria de Jorge M. Pedreira, Miguel Bandeira Jerónimo, Paulo Silveira e Sousa, Pedro Tavares de Almeida e Rui Branco
«Entre 1834 e 1890, Portugal passou por profundas mudanças, com a construção de um Estado-nação moderno e o ressurgimento do projeto imperial africano. O triunfo dos liberais na guerra civil, em 1834, assinala a instauração definitiva do regime monárquico constitucional. Até meio do século, viveu-se, porém, um tempo convulsivo, dominado pela instabilidade e violência políticas. A nova fase que então se abriu, de início designada por “Regeneração”, teve como características a negociação e o compromisso, associados a uma dinâmica de modernização socioeconómica, em que o investimento público nas infraestruturas deveria desempenhar um papel fundamental. Este impulso modernizador, que começa a dar sinais de erosão na viragem para a década de 1890, embora tenha introduzido grandes transformações, não permitiu vencer alguns dos pesados atrasos estruturais e culturais do país nem alterar a sua posição periférica no contexto europeu, o que promoveu a disseminação na opinião pública de um forte sentimento de frustração, que a deceção do projeto colonial veio ampliar.»

P1050264Entretanto, na página de Facebook da Fundação Mapfre está em curso um passatempo, onde é possível ganhar a coleção História Contemporânea de Portugal e 1 Pack Pousadas de Portugal (fim de semana em zonas históricas de Portugal – castelos). Mais pormenores aqui.