Bizâncio lança “A Reciclagem de Jimmy” e mais um volume de Gossip Girl

A Bizâncio lançou em Janeiro o romance A Reciclagem de Jimmy, de Andy Tilley, assim como uma obra sobre Dvořák e mais um volume (o sexto) da série Gossip Girl.

A Reciclagem de Jimmy – Andy Tilley
Sobre o livro: «Depois de uma frustrada (e hilariante) tentativa de suicídio, depois da estada no hospital para recuperação, a vida de Jimmy toma um rumo inesperado. Com o seu novo amigo, o divertido Kevin, decide montar um negócio para apoio aos que desejam suicidar-se mas que, como ele, não conseguem ter êxito à primeira. Depois de várias peripécias infrutíferas, Jimmy decide colocar o seu conhecimento sobre o sofrimento humano ao serviço das almas desesperadas, ajudando, em lugar de explorar, os que querem acabar com as suas vidas. Uma perspectiva delirante dos aspectos mais sombrios da alma humana, com um notável humor, constituindo um imenso tributo à vida.»

Dvořák – Vida e Obra – Neil Wenborn
Sobre o livro: «Dvořák é um dos gigantes da música do século XIX. A sua sinfonia “Novo Mundo” é uma das obras mais apreciadas do repertório clássico, e a sua produção rica e variada continua a ser essencial nos concertos que se realizam em todo o mundo. Catapultado para a fama pelo tremendo êxito das suas Danças Eslavas, Dvořák era, no fim da vida, um dos mais célebres compositores do mundo. No entanto, orgulhava-se de ser apenas um «simples músico checo», tão inspirado pelas tradições populares da sua terra natal como pelas obras-primas de Mozart, de Beethoven e de Wagner. Este livro traça o percurso de uma extraordinária carreira criativa que incluiu a música tocada por aldeãos na Boémia rural, as grandiosas recepções da Inglaterra vitoriana e o dinamismo da Nova Iorque fin-de-siécle 

 Justiça e Recordação – Introdução à espiritualidade do Imam ‘AliReza Shah-Kazemi
Sobre o livro.  ‘Alī b. Abī Ṭālib, genro e primo do Profeta, primeiro Imam Shi‘i e quarto califa da emergente comunidade Islâmica, é, indiscutivelmente, depois do próprio Profeta, a autoridade espiritual e intelectual mais importante do Islão. Esta obra introduz-nos nalguns dos mais relevantes princípios morais e intelectuais pelos quais ‘Alī é amplamente reconhecido no Islão. O livro é composto por três partes: a primeira apresenta a personalidade de ‘Alī, a sua espiritualidade em geral; a segunda avalia «a concepção sagrada de justiça» de ‘Alī; a terceira aborda o tema da realização espiritual através da evocação de Deus, dhikru’llāh, a prática mística essencial dos Sufis. Este livro é não só uma importante introdução ao pensamento de uma das figuras fulcrais da fé Islâmica mas também uma elucidação valiosa e intemporal sobre a espiritualidade que subjaz ao discurso e à prática ética no Islão.

Gossip Girl 6 – Só te quero a ti! – Cecily von Ziegesar
«“Bem-vindos a Nova Iorque, à Upper East Side, onde eu e os meus amigos vivemos em lindos apartamentos, frequentamos colégios privados de excepção e fazemos de Manhattan o nosso «recreio» muito exclusivo. Pode parecer difícil sermos assim tão fabulosos, mas para nós é tão fácil como dormir com o namorado da nossa melhor amiga. Entrem no mundo da Gossip Girl — um mundo de ciumeira, traição e sandálias Christian Louboutin de 600 Euros! As cartas de admissão à universidade estão a chegar. Os que se saíram bem vão fingir-se surpreendidos e cheios de modéstia; os que falharam miseravelmente a admissão vão dar pouca importância ao facto, embora secretamente se sintam desmoralizados. Hum, cheira-me que vem aí briga… Mas, depois de tudo resolvido, é preciso voltar ao que interessa: as nossas vidas amorosas! Estou desejosa de que esta fase passe para nos começarmos a divertir à grande! Boa sorte para todos!»”

Gailivro inicia a 23 de Fevereiro Série Cassandra Palmer com “O Despertar das Trevas”

A Gailivro vai lançar a 23 de Fevereiro O Despertar das Trevas, romance assinado pela norte-americana Karen Chance, mais uma obra destinada ao público jovem-adulto, desta feita abordando temas paranormais. Inicia, assim, a Série Cassandra Palmer.

Sinopse: «Cassandra Palmer consegue ver o futuro e comunicar com espíritos – dons que a tornam atraente para os mortos e os mortos-vivos. Os fantasmas dos mortos não costumam ser perigosos; apenas gostam de conversar… e muito. Os mortos-vivos já são outra conversa.
Tal como qualquer rapariga sensata, Cassie tenta evitar os vampiros. Mas, quando o mafioso sugador de sangue a quem fugira há três anos a reencontra com intuitos de vingança, Cassie é obrigada a recorrer ao Senado dos vampiros em busca de protecção.
Os senadores dos mortos-vivos não irão ajudá-la sem contrapartidas. Cassie terá de colaborar com um dos seus membros mais poderosos, um vampiro mestre perigosamente sedutor. E o preço que ele exige poderá ser superior ao que Cassie está disposta a pagar…»

Pode ler aqui os primeiros capítulos.

Porto Editora lança versão ilustrada de “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”

A Porto Editora lança a 4 de Fevereiro uma edição ilustrada do livro História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, do chileno Luis Sepúlveda, obra incluída no Plano Nacional de Leitura. Para comemorar o lançamento desta edição especial, a Porto Editora, a 6 de Fevereiro, às 16h00, terá na FNAC do CC Vasco da Gama, em Lisboa, um espectáculo de marionetas alusivo à obra, da autoria da Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora.

Sobre o livro: «História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar conta a história de Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.
Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota…»

“Nova” Sextante mantém aposta em DeLillo e John Cheever

A Sextante, agora integrada no grupo Porto Editora, apresentou o seu plano para os primeiros meses de 2010, sendo de destacar a presença de contos de John Cheever e de romances do norte-americano Don DeLillo e do argentino Guillermo Martínez. De lembrar, por curiosidade, que a Sextante inicialmente se chamava Sudoeste, designação que foi obrigado a mudar pois exista uma colecção com o mesmo nome na… Porto Editora.

Contos completos II – John Cheever
«Estes contos parecem por vezes a história de um mundo há muito desaparecido, quando a cidade de Nova Iorque era ainda inundada pela luz do rio, quando se ouvia Benny Goodman no rádio da papelaria da esquina e quando quase toda a gente usava chapéu.» John Cheever, no prefácio.
«Narrativas fascinantes de ler, sobre uma determinada espécie de pessoas num determinado espaço e tempo – no nosso espaço e tempo – as histórias de John Cheever são, simplesmente, as melhores de todas.» The Washington Post

Submundo – Don DeLillo
«Crónica de vidas ordinárias inseridas na grande História, Submundo cobre o último meio século da história americana. No imenso palco do romance, cruzam-se figuras que marcaram a época – J. Edgar Hoover, Frank Sinatra, entre outras. De Lillo faz surgir uma obra de arte deslumbrante do outro lado, obscuro e escondido, da humanidade contemporânea.»

Acerca de Roderer – Guillermo Martínez
«Acerca de Roderer narra o confronto vital e intelectual entre dois jovens de inteligência privilegiada. O primeiro usa esta inteligência de forma prática para se adaptar ao mundo, o segundo na busca de um conhecimento absoluto que lhe permita compreender o mundo, deslizando perigosamente até aos limites da loucura e do suicídio.
Esta incursão narrativa brilhante nos meandros da rivalidade e da inteligência oferece-nos um romance inquietante, de suspense e ambiguidade.
A estas virtudes pouco comuns, Martínez acrescenta um talento narrativo especial, tanto no emprego da língua (sempre sóbrio e bem trabalhado), como no uso dos silêncios e detalhes descritivos. Acerca de Roderer é um romance excelente em que Martínez soube conjugar com brilho os seus vários interesses intelectuais, artísticos e literários.»

Bute daí, Zé – Filomena Marona Beja
«Lisboa, nas últimas décadas do século. Clama-se pelo direito à opinião. À Liberdade. 25 de Abril: solta-se a Utopia. Todos na rua, a cantar. Fim de Festa. Sobe a violência social. Cruza-se com racismo. Com agressão política. “Vais ficar assim, caído ao fundo de um beco?” “Bute daí, Zé!”»

Cinco de Outubro – Lourenço Pereira Coutinho
«Junho de 1910: D. Manuel II enfrentava nova crise governamental, após a queda do ministério Veiga Beirão. Entretanto, revolucionários e carbonários organizavam reuniões desencontradas, para o derrube da monarquia. Cinco de Outubro acompanha os percursos dos principais protagonistas da época – D. Manuel II, Teixeira de Sousa, Paiva Couceiro, Afonso Costa, Machado Santos –, que se cruzam com personagens ficcionados, numa narrativa de intensidade crescente que culmina nos dias da revolução republicana: 3, 4 e 5 de Outubro.»

João na terra do jaze – José Duarte
«Segundo volume da colecção José Duarte: uma colectânea de textos e artigos do autor, publicados em várias revistas e jornais ou proferidos na rádio, entre 1958 e 1979. Prefácio de José Mário Branco. A Sextante Editora publicou em Junho de 2009 o primeiro volume da colecção, História do Jazz, livro a cores, profusamente ilustrado.

Representação Política em Portugal – O Caso Português em Perspectiva Comparada – André Freire e José Manuel Leite Viegas (coord.)
«O livro estuda, de uma forma pioneira em Portugal, a representação política entendida como a congruência entre as preferências políticas (sobre políticas públicas, ideologia, reforma institucional, integração europeia, deliberação democrática, etc.) dos eleitores e dos 4 deputados. Para tanto, recorre-se sobretudo a dois inquéritos realizados em 2008: um aos deputados, outro aos cidadãos.»

Representação Política em Portugal – Inquéritos e Bases de Dados – André Freire, José Manuel Leite Viegas e Filipa Seiceira (coord.)
«Este livro torna acessível à sociedade portuguesa a matéria-prima (inquéritos e bases de dados) de um significativo manancial de estudos sobre a representação política em Portugal, que assim fica disponível para quem quiser desenvolver pesquisas ulteriores sobre este tema.»

Guillermo Martínez – Entrevista a propósito de “Crimes Imperceptíveis”

O escritor argentino Guillermo Martínez esteve em Portugal em 2004 para apresentar o seu título Crimes Imperceptíveis, edição da Ambar. Com Oxford por cenário, trata-se de um policial clássico, com a particularidade de ser vivido no mundo da matemática. Martínez descreveu assim a sua obra: “Crimes Imperceptíveis é um policial com enredo quase clássico, onde um dos detectives é um lógico matemático que tem de estabelecer a ligação entre uma série de crimes e uma série de símbolos lógicos que aparecem em cada crime”.

Crimes Imperceptíveis, apesar de ter um autor argentino, exibe as características de uma obra britânica. Concorda?
Apesar do enredo do romance corresponder à tradição do romance inglês, o facto de uma das personagens ser argentina e o modo como vê o mundo inglês, somado a que outra das personagens é um mestre argentino, creio que lhe dá um aspecto diferente do romance policial clássico. Para além disso, o mundo inglês é observado pela perspectiva de um estudante argentino e ilumina de um modo argentino o cenário e os acontecimentos. O facto de ser argentino está também relacionado com a decisão final de retirar-se de cena sem intervir.

É uma característica dos argentinos?
Não. Mas aproveitei o facto de ser estrangeiro para que se pudesse retirar do local dos acontecimentos sem interferir.

De qualquer forma é um policial do tipo clássico, dentro do estilo dos anos 30 e 40.
Isso é, de certa forma, o que leitor pensa ao princípio. Depara-se com um romance que lhe parece clássico. Neste momento há um doutoramento em literatura, na Argentina, que fala da desconstrução do relato policial clássico neste romance. Se se observar com mais atenção percebe-se que a figura do detective, do investigador e da vítima (três figuras típicas das novelas policiais) estão modificadas. E há outros elementos em que distorce o enredo aparentemente clássico. Sobretudo, o ponto de vista de um lógico matemático sobre a criminalística, e acho que é isso que dá uma certa originalidade ao livro.

Porque resolveu envolver a matemática no enredo?
Aparece de um modo quase instrumental. É a maneira como um matemático observaria os acontecimentos. O que me interessava no romance era mostrar até que ponto o que é uma conjectura, uma hipótese, pode sobrepor-se à realidade e determinar uma segunda realidade com consequências trágicas

Tem formação matemática?
Tenho um doutoramento em matemática e um pós-doutoramento em lógica matemática.

Conseguiu incluir a matemática de um modo simples.
Sim, é um romance que não requer nenhum conhecimento prévio dos leitores e, para além disso, não é o único elemento do romance. Há partidas de ténis, histórias de amor, conversas sobre outros temas, sobre o que é um crime perfeito… Acho que os leitores não têm de se assustar por encontrar demasiada matemática no livro.

Não há o perigo de retirar alguma emoção?
Nunca pensei que a matemática estivesse divorciada do emocional. Quem ler o meu livro pode aperceber-se dos elementos do romantismo e da aventura que pode encontrar também na investigação matemática. Por exemplo, há um capítulo inteiro sobre o último Teorema de Fermat que foi um problema que os matemáticos tentaram resolver durante trezentos anos e que se chamava o Moby Dick dos matemáticos.
De certa forma, o épico é o mesmo: capturar a baleia branca ou demonstrar um teorema muito difícil. Há pessoas que dedicam a vida inteira a isto.

As equações matemáticas têm semelhanças à resolução de um crime?
Não necessariamente, mas neste caso há um vínculo. A série lógica propõe um problema de abstracto para resolver e parte do interesse do romance é que o leitor pode tentar adivinhar ao mesmo tempo que os investigadores qual é o símbolo que virá a seguir, ou seja, qual será o próximo crime.

Como é que alguém que estudou matemática se transfere para a escrita?
Foi ao contrário. A literatura esteve sempre em primeiro lugar na minha vida. O meu pai foi um escritor amador muito prolífico. Na minha família sempre houve interesse pela literatura e desde criança li muitos livros. A matemática foi um acidente muito posterior, na época de universidade, mas sempre me considerei um escritor. O meu primeiro livro foi escrito quando tinha 14 anos. O primeiro livro de contos surgiu aos 25 anos. A carreira matemática foi algo paralelo, mas posterior.

Então reformulo a questão. Estando ligado à escrita, como decidiu estudar matemática?
Dentro da matemática encontrei alguns temas que me interessavam por terem uma costela filosófica: há temas da lógica, alguns paradoxos lógicos, a discussão dos infinitos. Esse mundo está muito aproximado da literatura. Interessou-me esse aspecto e por isso comecei a estudar dentro da matemática a parte relacionada com lógica matemática.

Aproveita sempre os conhecimentos em matemática nas suas obras?
Nem sempre. Tenho um livro de contos com temas muito variados. Também sou conhecido no meu país pelos contos eróticos. Só no caso de Crimes Imperceptíveis me aproveitei dos meus conhecimentos do mundo académico e do mundo dos matemáticos.

As viagens que faz para promover os seus livros são aproveitadas para retirar ideias?
Sim, sim. Não será impossível que num futuro policial algum momento do enredo decorra no Porto. É uma cidade maravilhosa, do tipo que eu gosto, onde o passado persiste no presente. Há uma convivência entre o passado e o presente e foi por isso que escolhi Oxford como cenário de Crimes Imperceptíveis. Há muitas outras cidades na Europa que conservam o peso dos séculos.

E na Argentina?
Nem tanto. Até porque lá é difícil do ponto de vista policial separar a intriga das ligações com a corrupção e as ligações à política. Assim, é difícil pensar na figura de um investigador independente, que é uma das regras do jogo do policial clássico.

Viveu em Inglaterra durante dois anos. Aproveitou algo dessa sua experiência?^
Sim, claro. O ponto de vista sobre Oxford é o mesmo que eu tive quando estive lá.

Mesmo na construção das personagens?
Não, as personagens são todas fictícias. O investigador (Arthur Seldom) já aparecia num livro anterior. O narrador também é, de certo modo, a continuação dessa personagem de Acerca de Roderer.

 (Entrevista realizada em 2004)

Oficina do Livro lançou novo romance da autora de Sexo e a Cidade

A Oficina do Livro lançou Quinta Avenida, romance de Candace Bushnell que, segundo a editora, trata de «ambição, poder, guerra dos sexos e muito glamour» . Candace Bushnell criou no New York Observer a crónica «Sexo e a Cidade», que se transformou num best-seller literário, numa série televisiva de sucesso e num filme com êxito mundial.

Sobre o livro: «O n.º 1 da Quinta Avenida – magnífico edifício Art Déco de um dos mais elegantes bairros de Manhattan – é um endereço único e essencial para as vidas que Schiffer Diamond, Lola, Annalisa, Mindy e Enid conquistaram… ou esperam conquistar.
Impiedosa, perspicaz e espirituosa, esta é uma história moderna sobre novos-ricos e velhas fortunas. Os nova-iorquinos retratados por Bushnell experimentam – à semelhança do que acontecia na obra de F. Scott Fitzgerald – as mesmas paixões: ânsia de poder, notoriedade social e casamentos de sucesso.»

“Terra Nova” – Anthony de Sá

Terra Nova, romance de Anthony de Sá recentemente editado pela Dom Quixote, é uma promissora obra de estreia que aborda as difíceis condições de vida dos emigrantes açorianos no Canadá, vistas a partir da relação entre pai (Manuel) e filho (António).
Manuel, sufocado na para si pequena ilha de São Miguel e pela obsessão da mãe em fazer de si um homem de sucesso, aceita um trabalho de pescador na Terra Nova, para desgosto da mãe, que já assim perdera o marido. Mas Manuel não aguentava mais a opressão da ilha e da mãe, que tinha feito dele o eleito da família para ser alguém de sucesso – os próprios irmão tinham de se sacrificar para que ele tivesse as melhores condições de vida, situação que lhe desagradava profundamente. Problemas com o pároco local, surgidos na meninice, eram outra das razões que levaram Manuel a querer escapar. Assim, parte para a Terra Nova e um dia, na pesca do bacalhau, vê aí a oportunidade da sua vida… sozinho, num pequeno barco, afasta-se do pesqueiro principal e rema com todas as forças para terra, na esperança de ser dado como morto… e de renascer. É recolhido na costa por uma família, que o salva, já muito débil, mas depois deixa-os e vai construir a sua própria vida, longe do seu passado, longe de São Miguel. Mais adiante no livro, e já sob a perspectiva do filho de Manuel, António, vemos no que deu a sua vida. Casa, tem dois filhos e luta arduamente (embora algo ingloriamente) por fazer parte da sociedade canadiana.
É um livro duro, este de Anthony de Sá, cru, por vezes, como as vidas que retrata, tanto nos meios rurais dos Açores como nos meios urbanos de Toronto. Em ambos os casos as condições de vida são difíceis, com reflexos indeléveis nas vidas das pessoas. Terra Nova é um livro de personagens, personagens fortes, dominantes. É um romance cru, duro, afinal como a vida destes emigrantes que partiram cheios de sonhos, mas que se deparam, afinal, com uma vida bastante complexa, tudo fazendo o protagonista, Manuel, para se misturar na sociedade canadiana – por exemplo faz questão de memorizar o hino canadiano como sinal da sua absorção da cultura da terra que escolheu como sua. Não abdica dos seus sonhos, o que lhe vale uma série de dificuldades no relacionamento com os filhos. O filho, mais chegado a si, mais compreensivo, a filha, mais realista, sabedora que o sonho do pai é impossível de materializar.
Anthony, que cresceu na comunidade portuguesa de Toronto, faz um colorido retrato da vida e das ruas do bairro português da cidade, descrevendo o seu quotidiano, as suas tradições, as suas festas, com um realismo que nos transporta para aquele meio. Também as descrições de São Miguel são muito bem conseguidas, proporcionado um excelente retrato social da comunidade.
Terra Nova é, portanto, um belo romance e um excelente «documentário» sobre a emigração portuguesa.

Guerra e Paz lança “Diga adeus aos Mitos!”

A Guerra e Paz acaba de lançar o livro Diga Adeus aos Mitos!, de Aaron E. Carroll e Rachel C. Vreeman, dois médicos norte-americanos que pretendem desconstruir uma série de mitos relativos ao corpo e à saúde. Uma obra didáctica, mas ao mesmo tempo divertida.

Sobre o livro: «Admita-o: tem mais acesso a informação médica do que nunca e, mesmo assim, ainda se deixa levar por crenças relacionadas com o seu corpo e a sua saúde que são totalmente erradas! Diga Adeus aos Mitos! desconstrói essas ideias preconcebidas e mostra-lhe a realidade tal como ela é. Conheça a verdade sobre estes (e muitos outros!) factos: deve-se beber no mínimo oito copos de água por dia; não se deve acordar um sonâmbulo; por cada cabelo branco que se arranca, nascem dois.
O Dr. Carrol e a Dr.ª Vreeman juntam à sua meticulosa investigação um jovial sentido de humor, oferecendo ao leitor o conjunto definitivo de desmitificações, em mais de 80 factos subtis, práticos e esclarecedores sobre a nossa saúde e bem-estar.»

“O Braço Esquerdo de Deus” e regresso de Dorothy Koomson são grandes apostas da Porto Editora para 2010

A Porto Editora apresentou recentemente as suas novidades literárias para os primeiros meses de 2010, entre as quais se destacam o segundo volume da trilogia do Mal de Ricardo Menéndez Salmón, Derrocada, e o regresso de Dorothy Koomson, com O Amor Está no Ar. O Braço Esquerdo de Deus, de Paul Hoffman, e Testemunho, de Anita Shreve, são outras das grandes novidades da editora portuense. De destacar também a edição do segundo e último volume da obra de Florencia Bonelli Quarto Arcano, intitulado O Porto das Tormentas, e de Revelação, de C. J. Sansom.

SINOPSES

A Lucidez do Amor – Tânia Ganho
«Esta é a história de Michael e Paula, cujas vidas se vão desenrolando em paralelo, numa pequena aldeia de França e numa base internacional no meio do deserto tajique, separados por quatro meridianos e cinco mil quilómetros de distância.
Baseado em quatro personagens profundamente humanas e complexas – o piloto Michael estranhamente supersticioso com licença para matar, a sua mulher, Paula, artista e impressionável, a sogra africana, sábia e marcada para toda a vida, e o sogro amargo que carrega um pesado segredo dos seus tempos na Guiné-Bissau -, A Lucidez do Amor é um romance inquietante e cheio de suspense, que questiona o significado do amor, explorando as diferenças que nos separam uns dos outros, mas que também podem unir-nos irrevogavelmente.»

O Passado que Seremos – Inês Botelho
«Elisa e Alexandre conhecem-se num fim-de-semana no Caramulo. São ambos jovens, pertencem a círculos diferentes, vêem o mundo de perspectivas quase sempre opostas – e, no entanto, parecem incapazes de escapar à atracção que lentamente os envolve. Com avanços e recuos, iniciam então uma relação que não entendem e que questionam. Mas que os marcará para sempre.
Romance de iniciação à idade adulta, O Passado Que Seremos dá-nos o(s) retrato(s) de uma geração e dos caminhos onde procura encontrar a sua verdade.»

Jaguar J. Pedro Baltazar
«Uma vertiginosa estreia literária que nos leva a acompanhar a investigação de James Cadwell e do seu grupo de amigos na busca da verdade sobre a mítica cidade do Eldorado. Pelo caminho, descobriremos também uma sociedade secreta, cujos membros são dotados de poderes físicos extremamente desenvolvidos, para humanos.»

Derrocada – Ricardo Menéndez Salmón
«Uma terrível ameaça recai sobre Promenadia, uma pacata cidade costeira. O Mal irrompe sob a forma de um assassino em série, que seduz vítimas e verdugos, actores e espectadores, transformando-se na sombra da comunidade.
Os pilares de uma sociedade de escassos valores são infectados pela chaga do Terror − um prenúncio da derrocada − a que ninguém, nem mesmo Manila, o cismático polícia encarregado da investigação dos vários crimes, fica imune.
Quem é vítima e quem é carrasco?
Um homem perverso que não tem nada a perder; duas famílias que crêem ter perdido tudo; três jovens que encontram na violência uma forma de expulsar o tédio. Em Derrocada, a única justiça é o horror, a única vocação é a atracção pelo Mal.»

O Jardim dos Segredos – Kate Morton
«O novo livro da internacionalmente aclamada autora de O Segredo da Casa de Riverton.
Uma história inesquecível que nos transporta dos tempos de pobreza pré – I Guerra Mundial até à costa australiana, onde tantos rumaram em busca de um novo começo. Um livro sobre uma mulher e a sua demanda em busca da verdade sobre as origens da sua família.
Uma narrativa belíssima, que nos conduz docemente para uma terra distante…»

História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar Luis Sepúlveda
«Esta é a história de Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.
Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar.
Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético.»

O Amor Está no Ar – Dorothy Koomson
«Atreve-se a seguir o seu coração?
Ceri D’Altroy é uma jovem londrina excessivamente empática e desesperadamente romântica que não consegue deixar de interferir na vida dos outros, ainda que com a melhor das intenções. Será ela o Cupido dos tempos modernos?
A estreia da autora do best-seller A filha da minha melhor amiga

O Braço Esquerdo de Deus – Paul Hoffman
«A sua chegada foi profetizada. Dizem que ele destruirá o mundo. Talvez o faça…
O santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro – agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço… não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.»

O Quarto Arcano – O Porto das Tormentas Florencia Bonelli
«Em O Porto das Tormentas, segundo e último volume de O Quarto Arcano, Florencia Bonelli dá continuidade à história de Roger Blackraven e Melody Maguire, com que os leitores se familiarizaram em O Anjo Negro.
Depois de abandonar Buenos Aires, Blackraven chegas às costas brasileiras com os seus primos Marie e Luís Carlos, filhos de Luís XVI e Maria Antonieta, cujas vidas estão em perigo. Aí irá encontrar velhos companheiros de aventuras: o padre jesuíta Malagrida e Adriano Távora, sempre disponíveis para o ajudar nas situações mais difíceis. O domínio de Napoleão sobre a Europa é cada vez mais apertado e obriga os ingleses a procurar na América do Sul novos mercados – comandada pelo almirante Beresford, a invasão inglesa está iminente…
Novos personagens e novos cenários acompanham as aventuras do Escorpião Negro desde a costa americana até à velha Europa. O Porto das Tormentas é um romance repleto de acção: conspirações, assassinatos e abordagens em alto mar fazem desta leitura uma experiência quase cinematográfica.»

Testemunho – Anita Shreve
«Uma pequena cassete de vídeo chega às mãos do director da conceituada Academia de Avery – uma catástrofe de proporções que ninguém será capaz de prever. Mais chocante do que os actos sexuais nela gravados é o facto de terem sido protagonizados por três rapazes com idades compreendidas entre os dezoito e os dezanove anos e uma rapariga de apenas catorze.
Qual caixa de Pandora, a gravação desencadeia uma tempestade de vergonha e recriminação que se abate sobre a pequena comunidade, revelando uma intrincada teia de segredos e mentiras.
As imagens reveladas suscitam mais perguntas do que respostas. Como foi possível tal comportamento no seio de um ambiente tão selecto? Quem é culpado e quem é inocente? Podem as consequências de um acto imprudente ser travadas ou o futuro de todos os envolvidos será irremediavelmente destruído?
À medida que o coro de vozes se levanta, revela-se a surpreendente verdade sobre os acontecimentos daquela noite, e as vidas de todos os envolvidos serão transformadas para sempre.»

Os Dias da Febre – João Pedro Marques
«Descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem, Elvira Sabrosa vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos.
Os Dias da Febre narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. O cerne da acção situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas. É nesse contexto alarmante e febril que a intriga se desenvolve e que o leitor é convidado, não só a conviver com as figuras da época, mas também a percorrer a cidade em toda a sua diversidade, dos camarotes do S. Carlos às ruas apertadas de Alfama, das enfermarias do Hospital de S. José às bancadas das Cortes, dos salões das senhoras das classes altas ao bulício do café Nicola.
Romance histórico escrito por um historiador e extensamente apoiado na documentação existente, Os Dias da Febre têm a História sempre presente sem, todavia, se dar muito por ela, já que se trata de uma história da vida quotidiana, embebida na própria narrativa. Isto significa que não estamos apenas perante um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor: Os Dias da Febre é também uma viagem pelos sons, os cheiros, as gentes, as casas, os costumes, as cores — numa palavra, pela vida — da Lisboa de meados do século XIX.»

O Labirinto de Água – Eric Frattini
«E se a Igreja que Jesus Cristo queria criar não tivesse um papa?
A jovem arqueóloga Afdera Brooks recebe da sua falecida avó um antiquíssimo manuscrito que esconde revelações chocantes sobre a génese da Igreja Católica e que o Vaticano fará tudo para que não seja revelado.»

A Filha do Regedor – Andrea Vitali
«1931. Enquanto a Itália dá os primeiros passos no fascismo, uma pequena cidade situada nas margens do lago de Como está em polvorosa.
Agostino Meccia, o regedor de Bellano, está determinado a implementar na localidade um projecto ambicioso: uma linha de hidroaviões que ligará Como, Lugano e Bellano. O empreendimento dará prestígio à sua administração, atrairá uma multidão de turistas e fará a inveja dos municípios vizinhos. Uma ideia brilhante… não fosse um problema de tesouraria. Porém, contra todas as contestações, Agostino Meccia não se coíbe de exercer o seu poder totalitário, recorrendo aos fundos reservados do município para levar os seus planos avante. Tudo parece estar a correr-lhe de feição, até que as complicações começam a surgir…
Por outro lado, a súbita paixão entre a sua filha, a jovem Renata, e Vittorio, o filho do padeiro Barbieri, ameaça trazer a lume um segredo que porá em causa a honra de ambas as famílias. Entre escândalos e intrigas, paixões e fraquezas, Andrea Vitali faz desfilar diante do leitor uma miríade de personagens de opereta que compõem este retrato picaresco e absorvente da Itália dos anos 30.»

A Virgem das Amêndoas – Florencia Bonelli
«Na Itália do século XVI, o jovem pintor Bernardino Luini, discípulo favorito do mestre Leonardo da Vinci, é encarregado de pintar um fresco religioso na igreja de Saronno, uma pequena localidade nas colinas da Lombardia. Ao entrar na igreja, a sua atenção é captada pela beleza e pela melancolia da jovem Simonetta, viúva de um poderoso senhor feudal morto em combate.
Sozinha e a ver a sua fortuna desaparecer até não restar nada mais a não ser as amendoeiras da sua villa, Simonetta acede a posar como modelo para Luini, que a imortalizará como a Virgem di Saronno. À medida que o trabalho progride, artista e modelo apaixonam-se, selando o sentimento com um beijo que escandalizará a Igreja.
À genialidade com que Bernardino imortalizará a sua musa, Simonetta retribui com a criação da sua própria obra de arte: um licor especial fabricado com o fruto das suas amendoeiras. O licor ficará conhecido, até aos dias de hoje, como o famoso Amaretto di Saronno.
Contudo, antes de ambos completarem as suas obras, a relação é fortemente abalada por um acontecimento que porá em perigo aquele amor. E as suas vidas.»

Revelação – C. J. Sansom
«Primavera de 1543. Enquanto em Inglaterra se vivem momentos de grande tensão religiosa e convulsão social, Henrique VIII planeia um sexto casamento, sob o olhar atento do vigário-geral, Cromwell. Desta vez, o seu alvo é Lady Catherine Parr, conhecida na corte pelas suas simpatias reformistas.
Entretanto, Matthew Shardlake, afastado dos assuntos da Corte por vontade própria, trabalha no caso de um adolescente maníaco-religioso encerrado no hospital psiquiátrico de Bedlam. Porém, a sua tranquilidade é subitamente interrompida quando um velho amigo e colega advogado, Roger Elliard, é brutalmente assassinado. Shardlake promete à viúva levar o culpado à justiça, mas o que pensava ser um caso de homicídio isolado, é, na verdade, parte integrante de uma melodia diabólica que se propaga a uma velocidade louca pela cidade de Londres. À medida que novas mortes, fruto de um ritual macabro, se vão sucedendo, as investigações de Shardlake conduzi-lo-ão ao jovem de Bedlam, a Catherine Parr – e às profecias do obscuro Livro da Revelação.
Como se não bastasse, o Bispo Bonner prepara uma nova campanha contra o Protestantismo e, à medida que rumores de possessão demoníaca ecoam pela Londres dos Tudor, antigas superstições ganham vida. É numa atmosfera carregada de tensão, com uma onda de fundamentalismo religioso a emergir rapidamente, que Shardlake segue o rasto de um assassino em série que parece divertir-se a desafiar os seus perseguidores…»

O Oito – Katherine Neville
«Catherine Vellis, uma perita informática, vê-se subitamente envolvida numa perigosa busca de um lendário tabuleiro de xadrez que pertenceu a Carlos Magno. Confiado à guarda das freiras da Abadia de Montglane, foi disperso por altura da Revolução Francesa. As suas peças escondem um poderoso segredo cuidadosamente protegido durante séculos. Quem as reunir gozará de poderes ilimitados…»

Um Violino na Noite – Jojo Moyes
«
A Casa Espanhola é uma extravagância arquitectónica agora praticamente decrépita.
Quando o seu proprietário, o velho Pottisworth, morre sem deixar testamento, Isabel Delancey descobre ser a sua única herdeira. Viúva recente, forçada a sair de Londres, vê na casa uma potencial tábua de salvação: a sua única esperança de sustentar os dois filhos sem precisar de vender o seu bem mais valioso – um violino Guarneri.^
Mas os Delancey estão longe de imaginar o que os espera na pacata aldeia de Little Barton…
Matt e Laura McCarthy, seus vizinhos, há muito que escondem a sua obsessão pela propriedade e quando Matt, na qualidade de empreiteiro, se encarrega das reparações no casarão, Isabel não vê o fim das obras que ameaçam consumir as suas parcas economias. Por seu lado, Nicholas Trent, um promotor imobiliário numa situação financeira precária, deposita na Casa Espanhola as esperanças de um novo futuro. E Byron Firth, um homem enigmático que carrega um passado terrível, deseja simplesmente um tecto.
Enquanto soam os acordes de um violino na noite, a vida em Little Barton explode num turbilhão de dramas, intrigas e amores impetuosos.»

Lançado pela Oficina do Livro novo romance de Carlos Ademar, “Primavera Adiada”

A Oficina do Livro editou o livro Primavera Adiada, de Carlos Ademar, apontado pela editora como um romance sobre «a busca do amor num país onde era proibido ser feliz». Carlos Ademar, antigo inspector de homicídios na Polícia Judiciária e actualmente professor na Escola de Polícia Judiciária, já assinou os romances O Caso da Rua Direita, O Homem da Carbonária, Estranha Forma de Vida  e Memórias de um Assassino Romântico.

Sobre o livro: «No final dos anos sessenta, a sociedade portuguesa era dominada pelo medo e pelo desejo reprimido de liberdade. Pelas noites dentro, crescia em silêncio a luta pela libertação do país.
Uma menina tornava-se mulher, lutava contra a memória de um amor que partira sem aviso e entregava-se a uma causa maior: a busca da felicidade.Primavera Adiada é um manifesto à liberdade e ao amor.»