Casa das Letras lança a 5 de Março «Querida, Comprei um Zoo», de Benjamin Mee

A Casa das Letras lança a 5 de Março Querida, Comprei Um Zoo, romance de Benjamin Mee que deu origem ao filme Comprámos um Zoo, com estreia marcada nos cinemas em Portugal para a 22 de Março. O filme é realizado por Cameron Crowe e protagonizado por Matt Damon, Scarlett Johansson e Elle Fanning.

Sobre o Livro: «Em Outubro de 2006, Benjamin Mee, com a sua mulher, Katherine, os dois filhos pequenos, a mãe de Ben, com setenta e seis anos, e o irmão venderam tudo e mudaram-se para um jardim zoológico degradado nos limites de Dartmoor.
Assumindo a responsabilidade por uma colecção incluindo leões africanos, tigres siberianos e ursos-pardos europeus, juntamente com as responsabilidades igualmente avassaladoras da gestão do pessoal e das finanças do parque, iniciam juntos o percurso por uma vida de desafios novos e recompensas inesperadas. Perseguir um jaguar foragido, exercer diplomacia entre facções desavindas de macacos-verdes, recuperar um lobo em fuga e assegurar uma hipoteca de meio milhão de libras são apenas algumas das exigentes tarefas a concretizar.
No meio de tudo, a família é atingida pela tragédia. Katherine, depois de sobreviver a um tumor cerebral, recomeça a sentir os sintomas da sua doença. Cuidar da sua mulher torna-se outra tarefa a acrescentar às complexidades quotidianas da gestão de um jardim zoológico e da preparação da sua inauguração.
Querida, Comprei Um Zoo é uma história comovente e animadora que relata os esforços da família para reconstruir o parque, em simultâneo com o declínio de Katherine, bem como os seus últimos dias e a forma como a família conseguiu seguir em frente.»

«O Retorno», de Dulce Maria Cardoso, e editora Ahab são os grandes vencedores dos Prémios de Edição LER/Booktailors 2011

O romance O Retorno, de Dulce Maria Cardoso (tinta-da-china) venceu o Prémio Especial da Crítica da edição 2011 dos Prémios de Edição LER/Booktailors, que distinguiram ainda a Ahab, do Porto, com o Prémio Especial Editora do Ano. Esta editora somou ainda o prémio de Melhor Design de Capa – Literatura com Ágape, Agonia, de William Gaddis, que teve concepção do Studio Andrew Howard.
O anúncio dos prémios foi feito no âmbito da 13.ª edição do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

LISTA DE VENCEDORES

Melhor Design de Capa – Literatura
Ágape, Agonia
Studio Andrew Howard
Ahab Edições

Melhor Design de Capa – Não-Ficção
Indice das Covzas Mais Notaveis
Inês Sena
Babel

Melhor Design de Capa – Colecção
Obras de Philip Roth
Rui Garrido
Publicações Dom Quixote

Melhor Design de Obra – Infanto-Juvenil
O Livro dos Quintais
Bernardo Carvalho
Planeta Tangerina

Melhor Design de Obra – Arte e Fotografia
Cine Qua Non
Catarina Vasconcelos, Margarida Rêgo
Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa

Melhor Design de Obra – Gastronomia
Flagrante Delícia
Miguel Coelho
Editora Objectiva

Melhor Design de Obra – Livro Escolar
+ciências 5.º Ano
Ballon Happy, Lda.
Editora Sebenta

Melhor Fotografia Original
Terezín
Daniel Blaufuks
Edições tinta-da-china

Melhor Ilustração Original
A Contradição Humana
Afonso Cruz
Editorial Caminho

Prémio Especial Editor
André Jorge

Prémio Especial Designer / Artes Gráficas
Rui Garrido

Prémio Especial Editora Revelação
Abysmo

Prémio Especial Editora do Ano
Ahab Edições

Prémio Especial Tradutor
Pedro Tamen

Prémio Especial Livreiro
Jorge Figueira de Sousa (Livraria Esperança)

Prémio Especial Livraria Independente
Histórias com Bicho

Prémio Especial Jornalista ou Crítico Literário
Sara Figueiredo Costa

Prémio Especial Blogosfera e Internet de Edição
Horas Extraordinárias
de Maria do Rosário Pedreira

Prémio Especial Campanha de Divulgação de Autor Português
Valter Hugo Mãe, Editora Objectiva

Prémio Especial da Crítica
O Retorno, de Dulce Maria Cardoso (Edições tinta-da-china)

Os prémios de edição resultam de uma ponderação entre o Júri (40%), o Conselho (40%) e o público (20%).

Composição do Júri dos Prémios de Edição: Nuno Quintas e Paulo Ferreira (Booktailors), João Pombeiro e José Campos de Carvalho (revista LER); Rui Penedo e Vítor Paulino (RPVP Designers); Manuela Ribeiro e Fernando Guedes (Correntes d’Escritas), DGLB, Miguel Freitas da Costa (APEL), Ana Nunes Cordeiro, José Mário Silva (imprensa), Carlos da Veiga Ferreira (editor), Maria João da Rocha Afonso (tradutora), João Paulo Pinheiro (livreiro), Manuel Filipe Leal (bibliotecário), Paulo Galindro (ilustrador), José Alfaro (académico), Eduardo Pitta, Patrícia Reis (autores).

Rubem Fonseca vence Prémio Literário Correntes D’Escritas | Casino da Póvoa com «Bufo & Spallanzani»

O brasileiro Rubem Fonseca foi distinguido com o Prémio Literário Correntes D’Escritas | Casino da Póvoa pelo seu livro Bufo & Spallanzani, uma edição Sextante. O prémio será entregue no sábado, 25 de Fevereiro, na Sessão de Encerramento do evento, às 18h30.
Bufo e Spallanzani é, segundo a editora, «um livro de perfil policial com muita literatura dentro: uma mulher da alta sociedade aparece morta, tem uma relação com um escritor que está escrever um livro, o detective é uma espécie de Columbo e o marido um rico mafioso. Vários suspeitos, uma história complexa, lírica e dura».
Já são também conhecidos os vencedores do Prémio Literário Conto Infantil Ilustrado Correntes D’Escritas | Porto Editora.

Vencedores

1.º – “O sonho do professor Jorge”, da turma SP do 4º. Ano da Séction Portugaise du Lycée de Saint-Germain-en-Laye – França
2.º – “Martinho descobre que as mãos que falam”, da turma E da EB Bairro Duarte Pacheco, S. Victor, Braga
3.º – “No Reino da Alfabetária”, da Turma B da EB1/JI Condes da Lousã/Damaia – Amadora

Menções Honrosas
Texto:
“Um Feiticeiro Infeliz”, da Turma 4B da Escola Comendador Ângelo Azevedo, de S. Roque – Oliveira de Azeméis
Ilustração: “Futebol Planetário”, da Turma 4D da EB1 n.º 1 de Sines

A entrega destes prémios ocorrerá na Sessão de Encerramento do Correntes D’Escritas.

Policial «O Bairro», de Carlos Ademar, baseia-se em história real passada na Cova da Moura

O Bairro, de Carlos Ademar, recentemente editado pela Oficina do Livro, trata-se, segundo indica a editora, de «um romance policial baseado numa história verídica, passada na Cova da Moura». O autor, Carlos Ademar, foi durante quase vinte anos investigador criminal na Secção de Homicídios da Policia Judiciária e já assinou obras como O Caso da Rua DireitaO Homem da CarbonáriaEstranha Forma de Vida, Memórias de um Assassino Romântico e Primavera Adiada.

 

Sobre o Livro: «Manuel Sousa, agente da PSP, é assassinado num bairro às portas de Lisboa. A Polícia Judiciária está a começar a investigação quando é surpreendida pela notícia da morte de mais dois agentes. Quase ao mesmo tempo, um traficante de droga é deixado sem vida no Serviço de Urgência de um hospital. O que têm em comum estes factos? O bairro.

O país fala destes casos, os jornais e as televisões fazem eco das preocupações sociais, a hierarquia policial e a tutela política exigem respostas aos investigadores. O chefe Barata, a pouco tempo de se reformar, encara este caso como o seu derradeiro desafio.

O Bairro, baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, O Bairro é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar.»

Luis Sepúlveda à conversa com os leitores no Porto de Encontro de 26 de Fevereiro

O chileno Luis Sepúlveda é o primeiro estrangeiro «contratado» para alinhar no Porto de Encontro, cuja quarta edição terá lugar no domingo 26 de Fevereiro, às 17h00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.

O autor de obras como O Velho que Lia Romances de Amor, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a VoarPatagónia ExpressAs Rosas de Atacama e Últimas Notícias do Sul (a sua ultima obra, como fotografias de Daniel Mordzinski) é assim o próximo convidado do jornalista Sérgio Almeida.

Sepúlveda sucede nestas conversas a Gonçalo M. Tavares, José Rentes de Carvalho e Germano Silva, sabendo-se já que a quinta edição, a 31 de Março, terá como convidado Manuel António Pina, Prémio Camões 2010.

«Um Piano Para Cavalos Altos» é o segundo romance de Sandro William Junqueira

Um Piano Para Cavalos Altos, uma edição da Caminho, marca o regresso às livrarias de Sandro William Junqueira, escritor que se estreou em 2009 com O Caderno do Algoz.

Sobre o livro: «Uma cidadela cercada pela natureza onde os lobos são ameaça. Um muro que serve de barreira. Uma sociedade exemplarmente organizada, anos após um grande desastre. Um governo que sabe que o medo é motor e que legisla música. Uma fábrica que produz empadas e apronta cremações. Um microcosmo familiar onde um filho é amarrado a um piano. Um homem dotado da capacidade de sonhar com aquilo que ainda não aconteceu, mas que é certo ir acontecer. Uma rebelião que se levanta. Um cavalo que não perde elegância. Um corvo que gralhará na hora da sorte.
Um Piano para Cavalos Altos pretende ser uma metáfora de um mundo regido pela ordem, pela disciplina. Uma premente reflexão sobre o poder: o poder do controlo, o poder da comunicação, o poder do corpo.»

Correntes d’Escritas 2012 na Póvoa de Varzim de 23 a 25 a Fevereiro com elenco de luxo

Arranca oficialmente no dia 23 de Fevereiro de 2012 (embora a 22 já haja lançamentos de livros para abrir o apetite) a13.ª edição das Correntes d’Escritas, evento literário na Póvoa de Varzim que vai reunir mais de cinquenta escritores nacionais e estrangeiros, sendo sem dúvida o mais importante do género em Portugal. Vão marcar presença autores como Rubem Fonseca, Manuel António Pina, Luis Sepúlveda, Inês Pedrosa, Rui Zink, Valter Hugo Mão, Rosa Montero, Gonçalo M. Tavares, Miguel Real, Eduardo Lourenço, Júlio Magalhães, etc.
Na Sessão Oficial de Abertura das Correntes, que terá lugar no Casino da Póvoa às 11h00 do dia 23, serão anunciados os vencedores dos quatro prémios literários em disputa, entre os quais o ambicionado Prémio Literário Casino da Póvoa, assim como o Prémio Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, o Prémio Correntes d’Escritas/Fundação Dr. Luís Rainha e o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora. Na Sessão de Abertura será ainda lançada a Revista Correntes d’Escritas 11, dedicada a Eduardo Lourenço.
Para o prémio principal, no valor de vinte mil euros e que será entregue no encerramento do evento, no dia 25 de Fevereiro, às 18h00, o júri, constituído por Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis e Pedro Mexia, escolheu, entre 200 obras, estes livros como finalistas: A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão (Sextante); As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta (Dom Quixote); Adoecer, Hélia Correia (Relógio D’Água); Bufo e Spallanzan, Rubem Fonseca (Sextante); Do Longe e do Perto – Quase Diário, Yvette Centeno (Sextante); Dublinesca, Enrique Vila-Matas (Teorema); O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura (Porto Editora); Os Íntimos, Inês Pedrosa (Dom Quixote); Tiago Veiga – Uma Biografia, Mário Cláudio (Dom Quixote).
Às 15h00 do dia 23 terá lugar no Auditório Municipal a Conferência de Abertura, proferida por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto.

PROGRAMA

MESA 1
23, quinta-feira, 17h00 (Auditório Municipal)
Tema: A Escrita é um risco total – Eduardo Lourenço Participantes: Almeida Faria, Ana Paula Tavares, Eduardo Lourenço, Hélia Correia e Rubem Fonseca Moderador: José Carlos de Vasconcelos

MESA 2
24, sexta-feira, 10h30 (Auditório Municipal)
Tema: O fim da arte superior é libertar – Fernando Pessoa Participantes: Alberto S. Santos, Fernando Pinto do Amaral, José Jorge Letria, Luís Quintais, Sofia Marrecas Ferreira e Care Santos Moderador: João Gobern

MESA 3
24, sexta-feira, 15h00 (Auditório Municipal)
Tema: A Poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras Participantes: Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, Manuel Rui e Margarida Vale de Gato Moderador: Ivo Machado

MESA 4
24, sexta-feira, 17h30 (Auditório Municipal)
Tema: Toda a literatura é pura especulação Participantes: Eduardo Sacheri, Inês Pedrosa, João Bouza da Costa, Manuel Jorge Marmelo, Pedro Rosa Mendes e Rosa Montero Moderadora: Bia Corrêa do Lago

MESA 5
24, sexta-feira, 22h00 (Auditório Municipal)
Tema: A escrita é um investimento inesgotável no prazer Participantes: Afonso Cruz, Ana Luísa Amaral, Júlio Magalhães, Manuel Moya, Rui Zink e Valter Hugo Mãe Moderador: Henrique Cayatte

MESA 6
25, sábado, 10h30 (Auditório Municipal)
Tema: Da crise da escrita não se pode fugir Participantes: Carmo Neto, João Pedro Marques, Miguel Real, Sandro William Junqueira, Valeria Luiselli e Salgado Maranhão Moderador: Onésimo Teotónio Almeida

MESA 7
25, sábado, 16h00 (Auditório Municipal)
Tema: As ideias são fundos que nunca darão juros nas mãos do talento – Antoine Rivarol Participantes: Eugénio Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Helena Vasconcelos, João de Melo, Luis Sepúlveda e Onésimo Teotónio Almeida Moderadora: Maria Flor Pedroso

MESA 8
28, terça-feira, 18h30 (Instituto Cervantes, Lisboa)
Tema: Traços de crise enriquecem o texto literário Participantes: Afonso Cruz, Ana Paula Tavares, Care Santos, Manuel Moya e Valeria Luiselli
Moderadora: Helena Vasconcelos

Lançamentos

22/02 – 22h00 – Hotel Axis Vermar
Balada dos Homens que Sonham, vários autores (Clube do Autor)
Palavras, versos, textos e contextos: Elos de uma corrente que nos une, vários autores (Literarte)

23/02 – 22h00 – Hotel Axis Vermar
Lágrimas na Chuva – Rosa Montero (Porto Editora)
Cinzas de Abril – Manuel Moya (Sextante)
Travessa D’Abençoada – João Bouza da Costa (Sextante)
Uma Fazenda em África – João Pedro Marques (Porto Editora)
Às vezes o Mar não Chega – Sofia Marrecas Ferreira (Porto Editora)

24/02 – 12h30 – Casa da Juventude
A Cor da Memória – Care Santos (Planeta)
O Murmúrio do Mundo – Almeida Faria e Bárbara Assis Pacheco (ilustrações) (Tinta da China)

24/02 – 17h00 – Casa da Juventude
Últimas Notícias do Sul – Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski (Porto Editora)

25/02 – 12h00 – Casa da Juventude
Rostos na Multidão – Valeria Luiselli (Bertrand)
Humilhação e Glória – Helena Vasconcelos (Quetzal)

25/02 – 18h00 – Casa da Juventude
Nova Teoria do Mal – Miguel Real (Dom Quixote)
Um Piano Para Cavalos Altos – Sandro Willim Junqueira (Caminho)

27/02 – 18h30 – Instituto Cervantes (Lisboa)
Rosa Montero e Inês Pedrosa à conversa a propósito do livro Lágrimas na Chuva

28/02 – 18h00 – Instituto Cervantes (Lisboa)
Últimas Notícias do Sul – Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski (Porto Editora)

Prémios de Edição LER/BOOKTAILORS

No sábado, 25 de Fevereiro, às 19h30, no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, vão ser conhecidos os vencedores da 4.ª edição dos Prémios de Edição LER/BOOKTAILORS, uma iniciativa que conta com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura (Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas) e das Correntes d’Escritas. Vão ser distribuídos nove prémios nas áreas do design, fotografia e ilustração. Os vencedores poderão participar no concurso mundial de design editorial The Best Book Design from All Over the World.
Além dos prémios de edição, serão entregues 11 prémios especiais dirigidos a tradutores, editores, livreiros, livrarias e jornalistas/críticos literários. O final da cerimónia ficará marcado pela entrega do Prémio Especial da Crítica, que distinguirá o melhor livro de 2011.

Prémios de Edição
Melhor Design de Capa — Literatura
Melhor Design de Capa — Não-ficção
Melhor Design de Capa — Coleção
Melhor Design de Obra — Infantil e Juvenil
Melhor Design de Obra — Arte e Fotografia
Melhor Design de Obra — Gastronomia
Melhor Design de Obra — Livro Escolar
Melhor Fotografia Original
Melhor Ilustração Original

Prémios Especiais
Edição
Designer/Artes Gráficas
Editora Revelação
Editora do Ano
Tradutor
Livreiro
Livraria Independente
Jornalista ou Crítico Literário
Blogosfera e Internet de Edição
Campanha de Divulgação de Autor Português
Prémio Especial da Crítica

Porto Editora lança mais um policial de Fred Vargas, «Um Lugar Incerto»

A Porto Editora lança a 27 de Fevereiro Um Lugar Incerto, novo livro de Fred Vargas, considerada a rainha do policial europeu. Neste romance, o comissário Adamsberg, o mesmo protagonista do anteriormente editado A Terceira Virgem, viaja por Londres, Paris e Sérvia.

Sobre o livro: «O comissário Adamsberg encontra-se em Londres a convite da Scotland Yard para assistir a um congresso de três dias. A estadia decorre tranquilamente até ao momento em que Radstock, o seu colega inglês, é alertado para uma estranha ocorrência: à entrada do antigo cemitério de Highgate apareceram dezassete sapatos… com os respetivos pés lá dentro.
Enquanto a investigação começa, a delegação francesa regressa a casa e é confrontada com um crime horrível numa mansão dos subúrbios de Paris: um jornalista especializado em temas judiciais foi, à primeira vista, triturado. Adamsberg consegue relacionar os dois casos e descobre uma pista que o levará até à Sérvia, a uma pequena e misteriosa aldeia onde, reza a lenda, terá nascido o mito dos vampiros.»

«Lágrimas na Chuva» – Rosa Montero

Quem é dotado de uma enorme imaginação e sabe escrever, pode arriscar-se a tudo. A espanhola Rosa Montero está nessas condições e tem a coragem de arriscar. Nos últimos anos, depois de um livro imaginativo e «inclassificável» como A Louca da Casa, já passou pelo romance histórico, História do Rei Transparente, e por algo mais contemporâneo, como Instruções para Salvar o Mundo. Agora baralha e volta a dar e dedica-se à ficção científica com Lágrimas na Chuva (editado entre nós pela Porto Editora), um excelente romance futurista que é uma homenagem ao filme Blade Runner (e naturalmente a Philip K. Dick), pois tal como neste o protagonismo é dado aos replicantes, seres criados pelos humanos que muito se assemelham a estes, inclusive a nível de «alma».
A protagonista é Bruna Husky, uma detective tecno-humana dos Estados Unidos da Terra (sim, o planeta foi unificado), uma replicante de combate, que um dia, no ano 2109, é alvo de uma tentativa de assassínio por parte de uma sua vizinha que, em aparente estado de loucura, acaba por suicidar-se após o seu fracasso. De início, para Bruna isto não passa de um caso isolado, mas aos poucos vai-se apercebendo que há algo mais em movimento, pois sucedem-se episódios semelhantes, sempre com a particularidade de os envolvidos parecerem perder a sanidade. Contratada para investigar um desses casos, envolve-se profundamente na trama, constatando que se trata, afinal, de uma conspiração contra os replicantes, que faz crescer enormemente o ódio dos humanos por estes, num exemplo claro de xenofobia.
O evoluir da investigação leva Bruna a aliar-se a um interessante grupo de personagens secundários, que representam bem o tipo de sociedade futurista que Rosa Montero criou para este romance. Desde humanos, a tecno-humanos, passando por extraterrestres, há de tudo um pouco e com uma «credibildade» notável bem fundamentada pela autora.
Convém aqui fazer uma pausa para destacar que a autora criou um mundo extremamente credível, bem estruturado, um futuro perfeitamente plausível e justificado – mesmo a nível tecnológico (Como será encarado este Lágrimas na Chuva em 2109?) Trata-se de uma sociedade em muito semelhante à nossa, com o mesmo tipo de preconceitos, embora os «alvos» naturalmente sejam diferente – está visto que aqui o elo mais fraco são os replicantes. Há também uma chamada Segunda Guerra Fria, desta feita não entre países da Terra, mas com outros mundos extraterrestres que entretanto entraram na esfera de relacionamentos do nosso planeta. Tudo isto conjugado, dá origem a uma conspiração global onde, tal como é típico nos livros de mistério, nunca se sabe quem é quem.
Paralelamente a todas estas conspirações e desavenças, temos ainda a possibilidade de conhecer o ser interior de replicante Bruna que, como se verá, não é apenas uma máquina. Preocupa-se com a sua vida, especialmente com quem é, pois está ciente de que as suas memórias são fabricadas por memoristas, uma espécie de ficcionistas da época. Não se pense que estes momentos de introspecção prejudicam o andamento da intriga, pois esta segue sempre em bom ritmo, já que todas as peças do puzzle foram bem pensadas e os momentos reflexivos estão perfeitamente adequados a um livro de acção, como sem dúvida este é.
Um livro a não perder, seja ou não amante de ficção científica, onde mais uma vez Rosa Montero apresenta uma protagonista fortíssima, uma heroína que não deixa ninguém indiferente.

Autora: Rosa Montero
Título original: Lágrimas en la Lluvia
Editora: Porto Editora
Tradutora: Helena Pitta
Ano de Edição: 2012
Sinopse: «Estados Unidos da Terra, Madrid 2109.
Uma série de replicantes parece estar a enlouquecer, cometendo assassinatos brutais e suicidando-se de seguida. A detetive Bruna Husky, uma replicante de combate, é contratada para descobrir quem e o que está por detrás desta onda de loucura coletiva, num entorno social cada vez mais instável. Entretanto, o arquivo central de documentação da Terra está a ser alvo de pirataria informática: uma mão anónima anda a manipular a História da Humanidade.
Feroz, solitária, inadaptada, e dolorosamente consciente de cada minuto de vida que lhe resta, Bruna Husky mergulha numa conspiração xenófoba mundial, enfrentando a constante suspeita de traição dos que se dizem seus aliados, e encontrando na companhia de uma série de marginais – capazes de conservar a razão e a ternura no meio da loucura da perseguição – uma vitalidade aguerrida.
Lágrimas na Chuva é um romance futurista sobre a sobrevivência, sobre a ética política e individual, sobre o amor e a necessidade do próximo, e sobretudo sobre a memória e a busca de identidade. Rosa Montero transporta-nos a um futuro imaginário, coerente e poderoso, para melhor nos alertar sobre os perigos das grandes opções do presente.»

Bertrand recupera a «estreia» de Elizabeth Gilbert, «Peregrinos»

Aproveitando o incontestável sucesso de Comer, Orar, Amar, a Bertrand recuperou a obra de estreia de Elizabeth Gilbert, Peregrinos, e lançou-a em Portugal. Trata-se de um conjunto de contos recheados, segundo a editora, “de personagens peculiares e diálogos divertidos”.

Sobre o livro: «Os cowboys, as strippers, os trabalhadores e os ilusionistas de Peregrinos estão todos em movimento para chegarem a algum lado ou para se tornarem alguém. Muitas vezes interpretam mal as coisas, encontram-se nos lugares errados, seguem caminhos que não deviam, mas os heróis e heroínas de Elizabeth Gilbert são calejados pelas suas experiências, lutam pelas suas epifanias. Nunca perdem de vista a esperança e, embora por vezes atuem cegamente, fazem-no sempre com coragem.
Uma coleção de histórias escritas com sagacidade e ternura, com a graça e o calor inimitáveis da autora de Comer, Orar, Amar.»