Porto Editora lança «Três Coroas Negras», de Kendare Blake, na Comic Con Portugal

Três Coroas NegrasTrês Coroas Negras, da sul-coreana Kendare Blake, marca o início de uma nova série literária que chega a Portugal a 6 de setembro, numa edição Porto Editora. O primeiro volume desta tetralogia de fantasia será apresentado na Comic Con Portugal (Passeio Marítimo de Algés) no próximo dia 9, às 12h45, num painel moderado pela radialista Ana Galvão, onde Kendare Blake participa através de um vídeo. Será discutida a literatura fantástica no feminino, o universo criado para esta obra de fantasia e a influência de outras autoras e livros nesta saga épica.
Na ocasião será lançada uma edição exclusiva de Três Coroas Negras, um livro autografado com uma capa especial e três capítulos extra.

Sinopse
«A CADA GERAÇÃO, NA OBSCURA ILHA DE FENNBIRN, NASCEM TRÊS IRMÃS GÉMEAS.
Três rainhas herdeiras de um só trono, cada uma possuindo um poder mágico muito cobiçado. Mirabella é capaz de inflamar o incêndio mais violento ou a tempestade mais terrível. Katharine consegue ingerir um veneno mortal sem sentir os seus efeitos. De Arsinoe diz-se capaz de fazer florir a rosa mais vermelha e controlar o leão mais feroz.
Mas para uma delas ser coroada rainha, não basta ter a linhagem certa. As trigémeas terão de conquistar o seu direito à coroa, lutando por ele… até à morte.
Na noite em que as irmãs completam 16 anos, a batalha começa. E a rainha que sobreviver, conquistará a coroa!»

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Saída de Emergência traz à Comic Con 2018 Steven Erikson, Marjorie Liu e Sana Takeda

A Saída de Emergência volta a apostar forte na Comic Con e para a edição deste ano traz a Portugal , mais precisamente ao Passeio Marítimo de Algés, duas autoras e um autor que vão marcar presença no evento que decorre de 6 a 9 de setembro: Marjorie Liu (em cima, à direita) e Sana Takeda (em baixo, à direita), criadoras da série Monstress, e Steven Erikson (à esquerda), escritor do género fantástico que criou a série Império Malazano.
No sábado (dia 8) vai haver um painel das 12h45 às 13h30 com as autoras de Monstress no Auditório BD e Literatura, a que se seguirá às 14h30 uma sessão de autógrafos no Stand Saída de Emergência.
Já no dia anterior, às 16h30, Steven Erikson estará a dar autógrafos no Stand SDE, voltando no dia 8, às 15h00, mas desta feita no espaço oficial da Comic Con. Às 16h30, e com a duração de 45 minutos, começa o painel com Erikson, no Auditório BD e Literatura. Às 17h30, nova sessão de autógrafos, agora no Stand SDE.  Steven Erikson volta aos autógrafos no domingo, dia 9, no espaço oficial da Comic Con.

Feira do Livro do Porto abre portas nos Jardins do Palácio no dia 7 de setembro

A Feira do Livro do Porto (nos jardins do Palácio de Cristal) começa no próximo dia 7 de setembro (sexta-feira) e o programa já foi apresentado, podendo ser consultado/descarregado aqui na sua versão em PDF. O homenageado da edição deste ano da Feira (que dura até 23 de setembro) é o cantor/compositor José Mário Branco, escolha apropriada num evento em que se debate as ligações entre a literatura e a música.
Mas, José Mário Branco vai estar acompanhado nesta Feira do Livro por outros nomes cativantes, sendo talvez o mais conceituado a nível internacional o da escritora francesa de origem marroquina Leila Slimani, cujo seu romance que adequadamente se intitula Canção Doce ganhou em 2016 o Prémio Goncourt. Outros nomes presentes serão Mia Couto, Afonso Cruz, Mario de Carvalho, Bernardo Carvalho, José Riço Direitinho, Filipa Martins, etc.
Haverá ainda lugar a uma evocação das manifestações estudantis do Maio de 68. Terá lugar no dia 14, às 19h00, e conta com a presença, nada mais nada menos, do próprio Daniel Cohn-Bendit. A sessão, moderada por Rui Tavares, terá por título As Revoluções Imprescindíveis.
Mas, isto é só uma amostra do que há para ver. Tudo em pormenor no programa disponibilizado umas linhas ali acima. Vão ser servidos debates, filmes, música, exposições, um curso de literatura e livros, muitos livros, nas dezenas de bancas espalhadas pelos jardins do Palácio.

Ver um filme através de um livro

 

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Sempre gostei de ler um livro e depois ver o respetivo filme, quando o há. Agrada-me comparar o que visualizei ao longo da leitura com a visualização formada pelo realizador e pela sua equipa. Quase nunca bate certo e eu fico invariavelmente a perder na comparação, mas é um exercício divertido. E, depois, há os raros momentos de glória que me levam a pensar: «Foi mesmo assim que eu imaginei a cena!»
Houve, no entanto, um caso em que ler o livro foi mesmo a minha única opção. E.T. – O Extraterrestre, de Steven Spielberg, estreou em Portugal em dezembro de 1982 numa altura em que, por motivos de saúde, fiquei uns meses acamado. Fascinado com filmes como Encontros Imediatos do 3.º Grau ou Os Salteadores da Arca Perdida, uma nova obra de Spielberg só por si já seria o suficiente para me deixar desesperado. Mas, com a agravante de abordar um tema que me era querido (ETs amigos) a ansiedade redobrou. Na primária até ganhei um prémio de BD com uma história de aliens que chegam em paz à Terra, mas diga-se que terá sido mais pelo argumento do que pelos desenhos.
Como à época os filmes demoravam o seu tempo a cruzar o Atlântico (E.T. estreou em junho de 1982 nos EUA), muito se foi escrevendo por cá sobre Elliot e o seu amigo de outro mundo. Li, recortei e guardei tudo o que pude e fui formando o filme na minha cabeça, sem saber se daí a uns meses ainda o apanharia nos cinemas. Depois, socorri-me da melhor ferramenta possível para conhecer a história do E.T. A adaptação literária do filme, editada na saudosa coleção de livros bolso da Europa-América dedicada à ficção científica. É o número 44, logo a seguir a Blade Runner e antes de Batalha no Espaço – Os Jovens Guerreiros, para quem não sabe, a Galáctica original. E li o livro, que sendo uma adaptação direta do filme era fiel ao mesmo. Socorrendo-me das fotos já conhecidas, montei o filme na minha mente. E li o livro outra vez, pois sobrava-me o tempo e faltava-me a sala de cinema.
O escritor norte-americano William Kotzwinkle, que hoje se dedica essencialmente à literatura infantil, sem ser publicado em Portugal, foi o meu herói da altura, o meu escritor preferido, pois deu-me a possibilidade de «ver» o filme que eu tanto queria ver e que não sabia se alguma dia o veria – talvez num futuro distante num dos dois canais de televisão que havia à época. Em 1982 não tínhamos a garantia de um dia podermos ver um filme perdido, pois os videoclubes e as cassetes de vídeo eram à data algo ainda distante de um comum português. Até hoje, naturalmente, já vi o filme várias vezes em vídeo, e até na versão dobrada em português. Mas, na altura, isso era algo tão distante como assistir ao vivo a uma corrida de Fórmula 1 ou um dia vir a ser jornalista ou andar de avião.
Semanas a passar, formando meses, eu em casa, o E. T. ainda nas salas de cinema. Na época o tempo de vida de um filme nas salas era bem maior, mas se saísse de exibição a minha única esperança seria uma matinée de domingo na sociedade recreativa local, com uma fita gasta cheia de cortes devido ao uso constante. Foi assim, aliás, que vi pela primeira vez no cinema um filme de 007, no caso Moonraker – Aventura no Espaço, numa sala mal escurecida, em cadeiras duras, num piso sem inclinação e com excelente vista para as cabeças da frente, tudo envolto numa cortina de fumo de tabaco.
Mas não foi preciso chegar a esse ponto. Assim que regressei ao ativo, algo que tratei de fazer quase de imediato foi rumar ao agora encerrado cinema Berna, em Lisboa, sozinho, porque tinha a impressão de que eu seria a única pessoa que conhecia que ainda não tinha visto o filme.
E se valeu a pena! Ainda hoje E.T. é o filme da minha vida e, diga-se, era exatamente como eu o imaginara com o recurso ao livro, enriquecido pelos meus recortes. Por isso, nunca esquecerei E.T. – O Extraterrestre, de Kotzwinkle, um dos livros da minha vida. Não é, visto ao fim de todos estes anos, a pérola literária que me pareceu na inocência da adolescência, mas ajudou-me a imaginar algo que eu temia não poder alcançar, levou-me lá, e é para isso mesmo que serve um livro, ou não é?

(Texto e foto originalmente publicados no blogue O Et(h)er dos Dias) http://www.etherlive71.com

Nova Iorque é maior vista de cima

DSC_0311.jpgSempre achei que ao pisar Nova Iorque iria ficar assoberbado com a altura dos arranha-céus. São impressionantes, é verdade. O céu azul praticamente só se vê em frinchas, as sombras dominam a paisagem, e o sol fica reservado para os telhados dos mais altos edifícios. Mas, ainda assim, quando me livrei do trânsito infernal e finalmente pus os pés em Nova Iorque fiquei com sensação de que os prédios não eram tão altos como os imaginara com a ajuda de tantos filmes, fotos e livros. Altíssimos, sem dúvida! Mas pensei que iria ficar mais esmagado.
Precisei de ir «lá acima» para sentir o que esperava viver «lá em baixo». A grandiosidade nova-iorquina em termos de betão é mais palpável do alto, não de um avião, mas sim de um dos edifícios mais imponentes, porque com som e sem o isolamento total de uma janela toda a experiência se intensifica. As sirenes constantes da polícia e bombeiros, uma realidade omnipresente e não uma ficção cinematográfica, ironicamente alimentam de vida a cidade, já que os sons individuais das pessoas não sobem tão alto. Ao longe veem-se os aviões a circular de e para os aeroportos que servem Nova Iorque e é inevitável pensar que um dia dois houve que se aproximaram demasiado.
Bem aconselhado por um nova-iorquino residente em Portugal, o escritor Richard Zimler, a escolha recaiu sobre o observatório do Top of the Rock, no Rockfeller Center, onde se evitam as longas filas do Empire State Building e, além disso, se tem vista privilegiada sobre este último.
Foi assim no alto do Top of the Rock que finalmente me senti esmagado por Nova Iorque, onde a noite me comprovou que se há uma cidade-luz, esta será a cidade das luzes. Aqui senti-me no centro do nosso mundo, e soube bem, e isso fica para sempre.
Depois, desci, não vi o Jimmy Fallon e mergulhei naquele zumbido constante de motores, conversas, risos, música, entre luzes e néons e passei a ser uma partícula de uma paisagem deslumbrante observada por alguém que se terá cruzado comigo no outro elevador.

(Texto e fotos originalmente publicados no blogue O Et(h)er dos Dias) http://www.etherlive71.com

Eu e os comics e o Rocket Raccoon

m-rr1Estranhamente, sempre tive uma relação complicada com os comics. Sempre gostei de banda desenhada, principalmente franco-belga, mas nunca consegui abraçar em definitivo os comics. E tenho constantemente a perceção de que ando a perder algo de muito bom. A ideia com que fico é que nunca quis apanhar um comboio em andamento e com destinos múltiplos, porque a verdade é que nos comics as histórias são essencialmente em continuação e eu nunca sabia por onde lhes pegar. Depois, são invariavelmente universos complexos, desdobrados em várias latitudes, onde quase era preciso um guia para um leitor se orientar.
Assim, fui deixando os comics de parte, com umas tentativas esporádicas de me lançar nesse mundo que ao mesmo tempo me atraía para logo me rechaçar. Confesso que todos aqueles universos de super-heróis me «assustavam».
Mas resolvi fazer mais uma tentativa e socorri-me de uma muleta: Star Wars. Comecei a ler aqueles livros que têm saído com coleções completas e a experiência está a valer bem a pena.
Assim sendo, resolvi dar um novo passo e iniciar-me numa coleção que estivesse a começar agora. Precisava de um pretexto e encontrei-o. A 28 de dezembro de 2016 começaram a sair na Marvel as novas histórias do Rocket Raccoon (personagem de Os Guardiões da Galáxia) desenhadas pelo português Jorge Coelho. Comprei o primeiro número e fiquei bastante satisfeito. Com a história, com o humor da mesma e o rumo que pode tomar e também (o que para mim é essencial) com os desenhos. São mesmo do tipo que eu aprecio, com cor e vida e traços bem definidos. Assim, fiquei cliente e aguardo a saída do próximo número, na esperança de confirmar se este será o pontapé de saída para começar a lançar-me definitivamente no universo fantástico dos comics.
E já que está na moda dizer que se deve dar prioridade aos produtos portugueses, imitem-me. Apanhem o comboio comigo. O Jorge Coelho é mesmo bom. Também se não fosse não estaria na Marvel, certo?

É verdade, vem aí o novo Astérix, mas há muito mais para ler em outubro

AstérixTêm saído, ou estão para sair, alguns livros de autores estrangeiros que me parecem interessantes e que acho que merecem algum destaque.
Não poderia deixar de realçar o regresso de Astérix, que a 22 de outubro tem uma nova aventura aí pelas livrarias, chamada O Papiro de César. O herói da BD criado por Uderzo e Goscinny, e editado entre nós pela ASA, ganha de novo vida pela mão de Jean-Yves Ferri (argumentista) e Didier Conrad (desenhador), que já foram os responsáveis por Astérix entre os Pictos, que de certa forma reanimou esta série clássica da 9.ª Arte. O criador Albert Uderzo e Anne Goscinny (filha de René Goscinny) continuam a supervisionar a obra para que respeite o espírito de Astérix e companhia.
Segundo a ASA, O Papiro de César trata-se de «uma aventura na linha da mais pura tradição dos álbuns de Astérix», que tem por pano de fundo a Gália, que será visitada por Júlio César. Já se sabe também que haverá um novo vilão, Bónus Vendetudus, um conselheiro de César que será «uma sábia mistura de personagens incontornáveis do nosso mundo atual».  Fiquei ainda a saber aqui no Público que há uma personagem inspirada em Julian Assange, fundador da Wikileaks.
CAPA CARAVAGGIOMas há mais novidades em termos de BD, nomeadamente com o surgimento de uma nova chancela, A Arte de Autor, que arranca, a 14 de outubro, com uma obra do consagrado Milo Manara, Caravaggio – 1ª parte – O pincel e a espada. Aqui fica a sinopse: «Outono de 1592. O jovem Michelangelo Merisi da Caravaggio, que ficará conhecido como Caravaggio, chega a Roma com a intenção de se converter no maior pintor de Itália. Inspirando-se nas sombras e nas cores de uma cidade que se debate entre a grandeza e a decadência – bem como nas personagens que nela habitam – tornar-se-á rapidamente admirado pelo seu talento ao mesmo tempo que alguns lhe criticam a liberdade artística, nomeadamente no que refere aos modelos a que recorre (frequentemente mendigos e prostitutas) para pintar temas religiosos.»


Capa O Que Vemos Quando Lemos
Dose dupla da Elsinore
A Elsinore, a nova chancela da 20|20 Editora, pôs por estes dias à venda O Que Vemos Quando Lemos, do conceituado designer Peter Mendelsund, que pretende responder à pergunta «como visualizamos imagens a partir da leitura de obras literárias?» Fica aqui um excerto da sinopse para «visualizarmos» melhor o que nos propõe esta obra: «O conjunto de imagens fragmentadas numa página — uma orelha elegante ali, uma madeixa rebelde acolá, um chapéu posicionado de determinada maneira — e outras pistas e significantes ajudam-nos a imaginar uma personagem. Mas, na verdade, a sensação de conhecermos intimamente uma personagem tem pouco que ver com a nossa capacidade de imaginarmos as figuras literárias que amamos (ou odiamos).»
Capa Arranha-CéusAinda na Elsinore há outra obra, esta de ficção, que me desperta (e muito) a curiosidade; de tal maneira que o livro já está ali pousado para eu lhe pegar não tarda nada. Trata-se de Arranha-Céus, de J.G. Ballard – Lembram-se daquele rapazinho maluco por aviões que protagoniza o filme O Império do Sol, de Steven Spielberg? Pois bem, esse rapazinho é precisamente este Ballard escritor.  Fiquem aqui com a sinopse e digam lá se não parece prometedor: «Num imponente edifício de quarenta andares, o último grito da arquitetura contemporânea, vive Robert Laing, um bem-sucedido professor de medicina, e duas mil pessoas. Para desfrutarem desta vida luxuosa, não precisam sequer de sair do prédio: ginásio, piscina, supermercado, tudo se encontra à distância de um elevador. Mas alguma coisa estranha borbulha por baixo desta superfície de rotina. Primeiro vandalizam-se os automóveis do parque de estacionamento, depois assaltam-se os habitantes. Um incidente conduz a outro e, acossados, os habitantes separam-se por pisos. Quando aparecem as primeiras vítimas, a festa mal começou. O realizador de documentários Richard Wilder resolve avançar, de câmara em punho, numa viagem por esta inexplicável orgia de destruição, testemunhando o colapso do que nos torna humanos.
Entre a alucinação e a anarquia, a visão futurista de J. G. Ballard oferece-nos o retrato demencial, lógico de como a vida moderna nos pode empurrar, não para um estádio mais avançado na evolução, mas para as mais primitivas formas de sociedade.»

Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito NoitesSalman Rushdie e as lendas do Oriente
Outra nota de destaque na ficção teria de ser dedicada a Salman Rushdie, cujo romance Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Noites acaba de ser lançado pela Dom Quixote. Segundo a editora é uma obra inspirado nas tradicionais «lendas maravilhosas» do Oriente, «que combina História, mitologia e uma narrativa de amor intemporal». Indica ainda a sinopse: «No futuro próximo, depois de Nova Iorque ser assolada por uma tempestade, principiam os estranhos acontecimentos: um jardineiro descobre que os seus pés já não tocam no chão; um autor de banda desenhada acorda no seu quarto e vê uma misteriosa entidade que se assemelha à personagem dos seus livros; uma bebé identifica a corrupção apenas com a sua presença, marcando os culpados com manchas e pústulas; uma sedutora mulher é recrutada para combater forças que ultrapassam a imaginação…»

pe-usbequeDo Chile ao Usbequistão
A venturosa história do usbeque mudo
é o novo romance do chileno Luis Sepúlveda, que chega às livrarias a 22 de outubro numa edição Porto Editora. Aqui, neste conjunto de histórias, são narradas muitas das peripécias clandestinas dos jovens militantes chilenos da Juventude Comunista e da Federação Juvenil Socialista. Regressamos ao Chile dos anos sessenta, quando os jovens do país começaram a lutar para derrubar o regime. O texto que dá nome ao livro surge na sequência da promessa feita por Sepúlveda de contar a aventura de um amigo peruano que se fez passar por mudo para sair do Usbequistão e regressar a Moscovo.

Transformacao_de_Steve_JobsAcha que já conhece Steve Jobs? Olhe que não…
Regressemos à não-ficção, agora para referir a edição de uma biografia de Steve Jobs pela Saída de Emergência, intitulada A Transformação de Steve Jobs – De Jovem Rebelde a Líder Visionário. A obra vem assinada pelos jornalistas Brent Schlender e Rick Tetzeli, e por este livro ponho eu as mãos no fogo. Já o li, pois fui eu o tradutor, e cativou-me imenso, pois sendo exaustivo nunca cai no fútil ou desnecessário e tem uma estrutura bem montada que prende o leitor, com histórias já conhecidas e outras por conhecer, algumas mais parecendo ficção. Mas, na verdade, quem é que quer ler biografias de pessoas banais? Não se trata de um recital de elogios, pois os muitos defeitos de Jobs vêm aqui bem aprofundados. E estejam atentos à capa holográfica, vale bem a pena brincar com ela.

fisicaFísica para todos
Ainda pela não-ficção, retenham este título: Sete Breves Lições de Física, de Carlo Rovelli, uma edição Objectiva. Uma matéria complexa como a Física é aqui abordada de uma forma clara e simples, mas sem perder precisão e exatidão. Uma espécie de Física para Totós, escrita com qualidade e gosto por um físico que nos quis facilitar a vida explicando-nos de forma «fácil» coisas como a Teoria da Relatividade de Einstein, a mecânica quântica, buracos negros, etc. Já comecei a ler e, até ver, Rovelli está a cumprir muito bem a sua missão.