Monthly Archives: Maio 2010

“Tesouro das Bailarinas” chega no Dia da Criança

A propósito do Dia Mundial da Criança (1 de Junho) a Porto Editora lança o livro Tesouro das Bailarinas, de Susanna Davidson e Katie Daynes, em Gaia, com uma cerimónia especial. Assim, a partir das 18h30, no piso 0 (junto à área da livraria) do El Corte Inglés de Gaia, haverá uma sessão com um grupo de jovens bailarinas da Academia de Dança de Paredes e da Academia Fernanda Canossa.

Sobre o livro: «Repleto de magia, este livro é uma excelente introdução ao mundo do ballet e é ideal para qualquer menina que sonhe ser bailarina. Desde os primeiros passos de ballet até ao entusiasmo e maravilha de organizar um espectáculo, este tesouro vai levar as pequenas bailarinas ao mundo fantástico das mais bonitas histórias de bailados.
Tesouro das Bailarinas encontra-se dividido em quatro partes: Ser uma bailarina; Organizar um espectáculo; Estrelas de ballet e Histórias de bailados. Neste último capítulo, são referidas, entre outras, as peças A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, O Lago dos Cisnes e Cinderela.

Europa-América reedita “O Vampiro Lestat”

As Publicações Europa-América entenderam que era a altura de relançar O Vampiro Lestat, de Anne Rice, considerada a “a mãe de todos os vampiros”. O livro surge com uma nova capa.

Sobre o livro: «Lestat, personagem de Entrevista com o Vampiro, tem uma história para contar. O segundo volume da saga «Crónicas dos Vampiros» acompanha Lestat ao longo de várias eras, à medida que ele procura as suas origens e desvenda o segredo da sua obscura imortalidade.
Extravagante e apaixonado, Lestat mergulha nos lascivos lupanares de Paris do século XVIII, na Inglaterra dos druidas e na Nova Orleães finissecular. Após um sono profundo de cinquenta e cinco anos, Lestat está fascinado pelo mundo moderno. Quando quebra o código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se ergam e se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.»

“Sopro do Mal”, de Donato Carrisi, sai a 2 de Junho e apresenta um original serial killer

A Porto Editora lança a 2 de Junho Sopro do Mal, do italiano Donato Carrisi, um thriller que em 2009 se tornou um fenómeno literário em Itália. Trata-se, segundo a editora, de “um romance perturbador, baseado em casos reais (…) evoca sucessos como O Silêncio dos Inocentes, Seven ou a série CSI». Ainda segundo a Porto Editora, Sopro do Mal “apresenta um novo tipo de assassino em série: o subliminar, aquele que instiga outros a matar por ele (daí o título original: Il Suggeritori – o “sugeridor”).

O enredo: «Seis braços enterrados. Seis crianças desaparecidas. Um serial killer brilhante e monstruoso, que instiga outros a matar por si.
O criminologista Goran Gavila e a sua equipa de investigação são chamados a intervir, procurando descobrir um assassino que parece pô-los constantemente à prova.
Mila Vasquez, investigadora especializada em encontrar pessoas desaparecidas, entra em cena e junta-se à caça do homicida. Mas cada passo que dá é, na verdade, controlado por uma mente genial e implacável. Tudo se passa como um diabólico jogo de dominó, como se o Mal trouxesse consigo uma mensagem…»

“Três Verões”, de Julia Glass, e “O Rei dos Reis”, de Harry Sidebottom, chegam em Junho

A Civilização vai editar em Junho o romance vencedor do National Book Award de 2002, Três Verões, assinado por Julia Glass, assim como O Rei dos Reis, segundo volume da trilogia Guerreiro de Roma, de Harry Sidebottom.

Três Verões – Julia Glass
Sinopse: «Neste romance cativante, Julia Glass descreve a vida e os amores da família McLeod durante três Verões cruciais, ao longo de uma década. Depois da morte da mulher, Paul McLeod, patriarca de uma família escocesa, e proprietário e editor reformado de um jornal, participa numa viagem guiada à Grécia. A sua partida da casa familiar, na Escócia, e aquele gesto tardio de libertação, abrem caminho à vida de Fenno, o filho mais velho. Fenno protege os seus sentimentos colocando-se em quarentena emocional durante toda a sua vida como jovem gay, em Manhattan. Quando regressa a casa para o funeral do pai, este isolamento emocional não pode ser mantido e ele é confrontado com uma escolha que o põe no centro da família e do seu futuro.
Três Verões é um romance sobre o modo como vivemos e sobre como os laços familiares – os que nós fazemos e os que já nascem connosco – podem oferecer redenção e alegria.»

Guerreiro de Roma – O Rei dos Reis – Harry Sidebottom
Sinopse: «256 d. C. O fantasma da traição paira como um presságio sobre o Império Romano. A chama do fervor cristão espalhou-se pelo Império como um incêndio e, nos círculos do poder, há intrigas de homens perigosos e poderosos. Entretanto, as forças sassânidas pressionam sem tréguas a fronteira oriental. O destemido general Balista regressa à corte imperial da cidade arruinada de Arete… e descobre que há quem prefira vê-lo morto. De um momento para o outro, Balista vê-se envolvido numa rede de intriga e fanatismo religioso… e a sua coragem e lealdade a Roma e ao imperador serão postas à prova. O Guerreiro de Roma está de volta.»

Booksmile lançou dois novos títulos da Princesa Poppy

A Booksmile lançou a 27 de Maio duas novas aventuras da Princesa Poppy, Nasceram os Gémeos (n.º 7 da série Ilustrados, para mais de quatro anos) e Estrela Pop (n.º 7 da série Histórias, para mais de sete anos). Os livros são da autoria de Janey Louise Jones.

Nasceram os Gémeos!
«A Princesa Poppy está ansiosa pelo nascimento dos gémeos. Mas, quando os bebés chegam finalmente a casa, as coisas não correm bem como ela imaginara e a vida da princesa fica virada do avesso! Conseguirá a Poppy conviver com os gémeos? E será que vai compreender que, aconteça o que acontecer, ela será sempre uma princesinha para a mãe?»

Estrela Pop
«A Margarida convidou a Poppy e a Mel para integrarem a sua banda, que vai participar num concurso de talentos na Baía Camomila. Com uma grande canção e uma coreografia fabulosa, a Poppy tem a certeza de que vão ganhar, até ler no jornal local que a Lúcia Lima e as Sereias também se inscreveram. Conseguirá a Poppy vir a ser uma Estrela Pop?»

“Sempre Vivemos no Castelo” – Shirley Jackson

Sempre Vivemos no Castelo, de Shirley Jackson (um original de 1962 que 48 anos depois finalmente chegou a Portugal – mais uma “descoberta” da Cavalo de Ferro), é considerado, compreensivelmente, um dos melhores romances norte-americanos de sempre.
Shirley Jackson, herdeira da corrente gótica de Edgar Allan Poe, faz jus a tal distinção com esta pérola da literatura, uma obra que cativa desde o início, não só por estar bem escrita, mas principalmente por ter um leque de personagens poderosíssimas que não deixam ninguém indiferente. Deste leque têm de destacar-se duas personagens femininas, Mary Katherine Blackwood, ou Merricat, e a sua irmã Constance. Elas são o motor da acção, que tem lugar numa típica cidade mesquinha do interior da América. Merricat mais activa e Constance mais passiva, mas nem por isso menos dominadora, constituem uma dupla aparentemente ingénua e pacífica que, contudo, se revelará de uma força e determinação enormes.
Pertencem à poderosa família Blackwood e, juntamente com o tio Julian, são as sobreviventes de uma tragédia que vitimou os restantes membros. Logo no início (neste livro não se desperdiçam palavras, nem tempo) percebe-se que este trio é ostracizado pela população local, embora não se perceba porquê. Esse é o mistério que prende logo o leitor, mas outros pontos de interesse há, sejam as já referidas personagens fortes ou as descrições de paisagens e ambientes, sejam o velho casarão onde moram, como o jardim que o rodeia. São ambientes e situações assustadoras, opressivos, constrangedores, quase sempre dentro de quatro paredes, com excelentes descrições de lugares, de objectos e de situações – cada objecto tem a sua história e o seu papel neste romance.
As duas irmãs, muito diferentes entre si, têm uma personalidade assustadora, até irritante, que não deixa ninguém indiferente. Apesar das diferenças, entendem-se às mil maravilhas e tudo farão (mesmo tudo) para se manterem sempre juntas.
Merricat, cheia de manias, vive num mundo de fantasia e (acha ela) de magia, onde se esconde de uma realidade que não entende nem aceita, rodeada por objectos especiais – daria uma bruxa perfeita, não fora este um livro, apesar de tudo, realista.
A casa, por si só, é uma personagem, e desempenhará um papel fundamental no crescendo de acção espoletado por uma alteração à rotina perfeita das irmãs. Será então revelado, em doses minuciosamente medidas, o mistério relativo ao desaparecimento da restante família e ao ostracismo a que são votadas pela população local.
Sempre Vivemos no Castelo é uma “pérola” imperdível e, agora, ficamos à espera de mais obras de Shirley Jackson, autora que morreu em 1965 com cerca de cinquenta anos e uma vasta obra publicada.

Twain, Conrad e Melville nos livros de bolso da Europa-América

As Publicações Europa-América lançaram três novos títulos da sua colecção de livros de bolso, tendo escolhido autores consagrados como Mark Twain, Joseph Conrad e Herman Melville.

O Roubo do Elefante Branco e Outras Histórias – Mark Twain
Sobre o livro:
«O Roubo do Elefante Branco, originalmente um conto publicado em 1882, narra a história peculiar de Hassan Ben Selim Ebu Bhudpoor, um elefante branco que percorre o longo caminho que separa a Índia da Inglaterra. 
Quando a corpulenta oferenda do rei do Sião à monarca inglesa desaparece em Nova Jérsia, resta ao inspector nova-iorquino Blunt e às suas forças policiais descobrir o paradeiro do infeliz Hassan.»

O Limiar da Sombra – Joseph Conrad
Sobre o livro:
«“Uma súbita comoção de ansiosa impaciência percorreu as minhas veias e deu-me uma tal sensação de intensidade de vida como eu nunca sentira até então.
Escrito em 1915, O Limiar da Sombra é baseado em acontecimentos e experiências que Conrad vivera vinte e sete anos antes e aos quais regressava obsessivamente na sua escrita. Um primeiro comando de um jovem comandante traz consigo uma série de crises: um mar sereno, a tripulação doente e um primeiro-imediato tresloucado que está convencido de que o navio é assombrado pelo espírito tenebroso de um antigo capitão.
É realmente uma obra de “súbita comoção”, na qual Conrad consegue transmitir a pura intensidade de vida de um homem que, nas palavras do velho capitão Giles, está preparado para “enfrentar os seus erros, a sua má sorte, a sua consciência”. Análise subtil e penetrante da natureza da Humanidade, O Limiar da Sombra investiga a masculinidade e o desejo num subtexto que contrapõe a superfície aparentemente convencional.»

Billy Budd: o Marinheiro, de Herman Melville
Sobre o livro:
«Billy Budd: o Marinheiro antecipa o modernismo pela sua forma, pela miríade de géneros e pela sua abrangência.” David Kirby
Autor de Moby Dick, A Baleia Branca (Publicações Europa-América, colecção “Clássicos”), obra considerada como o maior romance americano, Herman Melville (1819-1891) foi sem dúvida um dos grandes romancistas, contistas, ensaístas e poetas da literatura do século XIX. 
As suas duas primeiras obras atraíram muito a atenção do público e a obra Billy Budd: o Marinheiro (1924 – edição póstuma) não é excepção, muito pelo contrário, é uma das obras mais controversas que foram escritas no século XIX. 
Testamento final de Melville, Billy Budd é, deste modo, uma fábula política e social, reveladora de várias facetas de uma época na qual vive um jovem e inocente marinheiro que se alistara à força num navio de guerra britânico, na altura da Revolução Francesa. Injustamente acusado de instigar uma rebelião, Billy tem de enfrentar um universo exclusivamente masculino em que as relações de poder se aguçam, ao ponto de o jovem marinheiro matar o delator Claggart diante do seu capitão Vere.
Inocente, Billy, cuja voz estava silenciada pela emoção, terá o destino ditado pela incontornável lei da Marinha: a morte.»