Monthly Archives: Março 2016

Livros do Brasil serve dose dupla de Hemingway

LB-sinos LB-torrentesA Livros do Brasil acabou de publicar novas edições de As Torrentes da Primavera e Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway.
O primeiro destes livros, esgotado há anos, inclui também Um Gato à Chuva e Outros Contos, livro menos conhecido do autor onde consta o seu romance de estreia, lançado há 90 anos, e 14 contos desse período.
Por Quem os Sinos Dobram, é um dos mais conhecidos romances de Hemingway, e que integra o Plano Nacional de Leitura, versa a Guerra Civil de Espanha.

As Torrentes da Primavera seguido de Um Gato à Chuva e Outros Contos
«Romance de estreia de Ernest Hemingway, publicado originalmente em 1926, As Torrentes da Primavera conta a história de dois homens – um deles escritor, o outro veterano de guerra, ambos funcionários de uma fábrica de bombas no norte do Michigan e os dois em busca da sua mulher ideal. Paródia à escola literária da sua geração, aos seus temas e estilos, este é um texto de juventude cheio de ironia por onde despontam já, com vigor, as valiosas características literárias que Hemingway viria a consolidar em numerosas obras de referência. E que são confirmadas pelo conjunto de catorze contos apresentados neste volume, escritos também nesses seus primeiros anos de criação.»

Por Quem os Sinos Dobram
«Em 1937 Ernest Hemingway viajou para Madrid, com o intuito de aí realizar algumas reportagens sobre a resistência do governo legítimo de Espanha ao avanço dos revoltosos fascistas. Três anos mais tarde, concluiria a elaboração de um dos mais famosos romances sobre a Guerra Civil de Espanha, Por Quem os Sinos Dobram. A história de Robert Jordan, um jovem americano das Brigadas Internacionais, membro de uma unidade guerrilheira que combate algures numa zona montanhosa, é um relato de coragem e lealdade, de amor e derrota, que acabou por constituir um dos mais belos romances de guerra do século XX. “Se a função de um escritor é revelar a realidade”, escreveria o editor Maxwell Perkins em carta dirigida a Hemingway após ter concluído a leitura do seu manuscrito, “nunca ninguém o fez melhor do que você.”»

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“Uma História de Amor e Trevas”, de Amos Oz, com nova face

imageAproveitando a a estreia do filme Uma História de Amor e Trevas, realizado por Natalie Portman, a Dom Quixote deu uma nova roupagem à belíssima obra que lhe deu origem, da autoria de Amos Oz. O livro, uma autobiografia em forma de romance, chega às livrarias a 8 de março, enquanto o filme estreia no dia 17.

Sinopse: “Saga de uma família e mágico auto-retrato de um escritor, Uma História de Amor e Trevas é a história de um menino que cresce numa Jerusalém devastada pela guerra, num pequeno apartamento apinhado de livros e de parentes que falam diversas línguas. A história de um adolescente cuja vida mudou para sempre com o suicídio da mãe. A história de um homem que declara a sua independência e volta costas ao mundo em que cresceu, deixando para trás as restrições da família e da comunidade, a fim de assumir uma nova identidade num novo lugar: o kibutz Hulda, na fronteira com o mundo árabe. A história de um escritor que se torna um participante activo na vida política da sua nação.
Autobiografia em forma de romance, é uma complexa obra literária que abarca as origens da família de Amos Oz, a história da sua infância e juventude e a trágica vida dos pais. É também a extraordinária recriação dos caminhos percorridos por Israel no século xx, da diáspora à fundação de uma nação e de uma língua: o hebraico moderno; e uma reflexão sobre a história do sionismo e a criação de Israel como necessidade histórica de um povo confrontado com a ameaça de extinção.”

«Vozes de Chernobyl», de Svetlana Alexievich, já «ecoam» nas livrarias portuguesas

vozes de chernobyl_estb_001.jpgChegou há dias às livrarias a ansiada obra Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich, Prémio Nobel de Literatura 2015, numa edição Elsinore, chancela da editora 20|20. A obra tem prefácio de Paulo Moura.
A autora, nascida em 1948 em Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, cresceu em Minsk, capital da Bielorrússia, onde ainda vive. Jornalista e escritora, Svetlana Alexievich, é autora de cinco livros, havendo outro, O Fim do Homem Soviético, já lançado em Portugal pela Porto Editora. As suas cinco obras em prosa formam o projeto literário Vozes da Utopia, que reúne a história do espírito universal das pessoas – e não apenas do povo soviético. Deste projeto fazem parte os já referidos Vozes de Chernobyl e O Fim do Homem Soviético, e ainda A Guerra não Tem Rosto de Mulher (Elsinore, setembro de 2016), As Últimas Testemunhas e Rapazes de Zinco (ambos Elsinore, 2017).

Sinopse: «A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.
Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.»