Monthly Archives: Junho 2013

«O Livro Negro», de Hilary Mantel, nas novidades de junho da Civilização

civ-negroO Livro Negro, de Hilary Mantel, é uma das novidades de junho da Civilização, que neste mês edita também O Fundamentalista Relutante, de Moshin Hamid, cuja versão cinematográfica, de Mira Mair, também já chegou às nossas salas.

O Livro Negro – Hilary Mantel
«Com esta vitória histórica de O Livro Negro, Hilary Mantel torna-se o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos.
Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Ana Bolena.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Ana Bolena. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Ana não deu um herdeiro ao rei. Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Ana Bolena.»

civ-relutanteO Fundamentalista Relutante – Mohsin Hamid
«Numa mesa de café em Lahore, um paquistanês com barba conversa com um desconhecido e apreensivo americano. Enquanto anoitece, o paquistanês começa a contar a história que conduziu a este encontro fatídico…
Changez está a viver o sonho americano. À frente da sua turma em Princeton, é contratado por uma firma de “avaliação” de elite, a Underwood Samson. Ele prospera na energia de Nova Iorque e a sua paixão pela bonita e elegante Erica é uma promessa de entrada na alta sociedade de Manhattan. Mas após o 11 de Setembro, a situação de Changez na sua cidade adotiva altera-se subitamente e a sua relação com Erica é eclipsada pelo despertar dos fantasmas do passado desta. A própria identidade de Changez sofre também uma enorme mudança, revelando fidelidades mais fundamentais do que o dinheiro, o poder e talvez até mesmo o amor.»

Alfaguara edita o prometedor «A verdade sobre o caso Harry Quebert», do suíço Joël Dicker

alf-o caso Harry Quebert_150dpiA verdade sobre o caso Harry Quebert, publicado em Portugal pela Alfaguara, é o segundo romance do jovem escritor suíço Joël Dicker, que estará em Portugal nos primeiros dias de julho a promover o seu romance.

Sobre o livro: «Este romance é uma espécie de cruzamento entre Stieg Larsson, Vladimir Nabokov e Philip Roth. Na televisão, a referência seria a mítica série de David Lynch, Twin Peaks.
Um mistério apaixonante, ambientado numa pequena localidade costeira de Nova Inglaterra, entre 1975 e 2008, protagonizado por um jovem e bem-sucedido escritor, Marcus Goldman, e o seu professor de Escrita Criativa na universidade, o mítico escritor Harry Quebert, que, logo no arranque da história, é acusado de assassinar Nola Kellergan. Determinado em provar a inocência do professor que tanto admira, Marcus Goldman toma em mãos a investigação do caso, conduzindo o leitor por um caminho intricado de segredos e mistérios. Descobrir quem matou Nola Kellergan torna-se a sua principal missão.»

Gertrud Höhler desvenda a «Estratégia Merkel», obra editada em Portugal pela Esfera dos Livros

el-merkelGertrud Höhler, editorialista e ensaísta e consultora económica e política, e ainda colaboradora do ex-chanceler Helmut Kohl, estará em Lisboa a 10 e 11 de julho para falar do seu Estratégia Merkel. O projecto Implacável da Chanceler de Ferro para Destruir a União Europeia. O livro, segundo a editora, a Esfera dos Livros, «põe a nu a chanceler vinda da ex-República Democrática e o sistema de escândalos que marcou a “sua” Alemanha.»

Sinopse: «Portugal olha com razão para a Chancelaria de Berlim, quando procura respostas para a questão do seu destino. Há muito que os cidadãos perceberam que os seus políticos estão paralisados: ironicamente, aquela que nunca se viu como europeia, faz dos portugueses vítimas dos seus interesses de poder europeus, que a longo prazo não são os interesses da EuropaIn Introdução à edição portuguesa.
Como é que Angela Merkel se tornou a mulher mais poderosa do mundo? Porque é que a Europa depende das suas decisões? Porque comanda os destinos de países como Portugal? O seu plano passa pela imposição de austeridade, a destruição dos postos de trabalho e a paralisação das economias mais fracas?
Gertrud Höhler, uma das vozes mais críticas da chanceler na Alemanha, disseca de forma escrupulosa, a personagem-chave do cenário europeu actual e chega à definição de uma verdadeira “estratégia M”. Uma estratégia que segue uma autêntica política de poder, sem olhar a meios democráticos ou legais, e vazia de quaisquer valores. Este livro – um verdadeiro bestseller na Alemanha e em Itália – põe a nu a chanceler vinda da ex-República Democrática e o sistema de escândalos que marcou a “sua” Alemanha. Mediante uma análise meticulosa e desapiedada da sua carreira – iniciada sob a égide de Helmut Kohl – Höhler desvenda o segredo do sucesso de Angela Merkel. A mulher que não governa em prol de uma Europa com futuro, mas apenas em prol de uma Europa sob Merkel.
A autora alerta ainda para o risco de uma subsequente permanência no poder que poderia ter consequências letais para a manutenção do euro e da União Europeia, além daquelas que dizem respeito à boa saúde da democracia na Alemanha.»

«Poesia para todo o ano» reúne poemas para os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico

pe-anoPoesia para todo o ano é uma antologia, com seleção de poemas por parte de Luísa Ducla Soares, que está organizada de acordo com os temas abordados no 1.º Ciclo do Ensino Básico. O livro, a ser lançado pela Porto Editora a 28 de junho, será apresentado por Luísa Ducla Soares, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa, e a sessão contará com a leitura de alguns poemas.
A obra aborda assuntos como a natureza, o corpo humano, a História de Portugal e as festividades.

Sinopse: «Esta antologia, dirigida especialmente a crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico, é certamente uma bela iniciação à poesia e constitui um apoio para professores e encarregados de educação. Inclui poemas de todos os livros presentes nas Metas Curriculares de Português para este nível de ensino e muitos dos que figuram no Plano Nacional de Leitura.
Através dos mais reconhecidos poetas do passado e contemporâneos, abrange temáticas abordadas nos quatro primeiros anos de escolaridade, procurando estimular o prazer de ler e o gosto pela poesia e pela língua portuguesa.»

«Cidade Aberta», de Teju Cole, editado pela Quetzal

PrintCidade Aberta, livro com que o norte-americano Teju Cole conquistou o Prémio Pen/Hemingway, foi recentemente editado pela Quetzal, que considera a obra «profundamente original, cativante e encantatória».

Sinopse: «Julius, um jovem médico nigeriano, deambula sem destino através das ruas de Manhattan. Caminhar liberta-o do ambiente tenso da sua profissão e oferece-lhe o espaço necessário para pensar no relacionamento com os outros, na recente separação da namorada, no presente e no passado. Nesta caminhada por Nova Iorque, os milhares de rostos por que passa não atenuam o seu sentimento de solidão, pelo contrário.
Mas não se trata aqui apenas de uma paisagem física: Julius atravessa também um território social, cruzando-se com pessoas de diferentes culturas e origens, com quem partilha um cidade, um imaginário e sonhos impossíveis.
Tendo merecido os maiores elogios (que o comparam a Sebald, Coetzee e Henry James), este romance é também uma investigação sobre a identidade, a liberdade, a perda, o exílio interior e a entrega.»

«As Máscaras da Paixão», de Maria Lucília F. Meleiro, apresentado a 26 de junho

esq-mascarasA Ésquilo apresenta a 26 de junho, em Lisboa, As Máscaras da Paixão, de Maria Lucília F. Meleiro. A apresentação terá lugar no auditório da FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa,  às 19h00, e estará a cargo de Annabela Rita, diretora da revista Letras Com(n)Vida, e de Rui Miguel da Costa Pinto, presidente da Secção de História da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Sobre o livro: «Dois casamentos, três funerais, dois reis. No rescaldo das profundas convulsões que abalaram o século XIX português, dois reinados de charneira e síntese destacam-se. À sombra da Constituição a Monarquia vai sobrevivendo. O rei é a entidade suprapartidária que mantém a coesão e o consenso entre as várias forças que se agitam no xadrez político. D. Pedro V e D. Luís I encarnam duas formas distintas de exercer esse poder moderador, a que não é estranha a personalidade do próprio rei. À volta destes soberanos geraram-se vários mitos que persistiram até hoje. Uma investigação realizada a partir de centenas de cartas, diários, anotações e reflexões, legadas à posteridade por estes monarcas, servida por uma elegante construção de eloquência lírica narrativa, a beber na corrente de consciência das personagens históricas, permitem à autora reescrever a história, arrancando as máscaras sob as quais fervilham tumultos inconfessáveis e as mais secretas paixões.»

«O Retrato da Mãe de Hitler» – Domingos Amaral

cl-O Retrato da Mãe de HitlerA II Guerra Mundial já não estará tão presente no imaginário dos jovens de hoje em dia como o esteve num passado não muito distante. Mas, tal como aconteceu ao escritor Domingos Amaral, também no meu esteve presente; afinal, por volta dos meus dez anos, ainda só tinham passado cerca de trinta anos desde o final do conflito e agora já lá vão quase setenta anos. Por isso, esta é uma temática que continua a agradar-me, pelo que, depois da agradável surpresa que já se revelara Enquanto Salazar Dormia, foi um prazer regressar, com O Retrato da Mãe de Hitler (uma edição Casa das Letras), a este mundo, na vertente da espionagem, ainda para mais centrado em Lisboa, que por norma fica fora do roteiro da literatura relativa a este período tão importante e cativante da história. É que se em termos bélicos a guerra não passou pelo nosso país, já em termos de informação, segredos e espionagem, Portugal, e principalmente Lisboa, foi palco de importantes movimentações.
Mas se em Enquanto Salazar Dormia a ação decorria em plena guerra, este O Retrato da Mãe de Hitler passa-se no pós-guerra e baseia-se na questão dos tesouros nazis que estes, os nazis que escaparam, tentavam passar para os seus novos destinos ou vender pelo caminho para tentarem financiar uma nova vida longe dos seus perseguidores, principalmente na América do Sul.
Para O Retrato da Mãe de Hitler, Domingos Amaral recorreu, basicamente, aos mesmos personagens de Enquanto Salazar Dormia, aproveitando até para atar algumas pontas que tinham ficado «soltas». Terá, desta vez,  mais romance (e sexo) e menos espionagem, mas mantém as características de um genuíno page-turner, sem momentos mortos e com uma escrita clara e descomplexada, cinematográfica, capaz de prender o leitor. (A cena final, num hidroavião clipper a sair de Cabo Ruivo, no Tejo, em Lisboa, é o melhor exemplo da cinematografia deste livro).
O protagonismo é de novo entregue a Jack Gil que tem de lidar, desta vez, com mais um oponente terrível, o seu pai. Ao mesmo tempo tem de lidar com a sua antiga paixão, a fogosa, surpreendente e reaparecida Alice, sempre dúbia nos seus comportamentos e nas suas alianças e motivações. Enquanto se «entretém» com ela, com o pai e com as pretensões deste em apoderar-se de tesouros nazis em trânsito por Portugal, Jack Gil tenta organizar a sua vida, unindo-se a Luisinha, irmã da sua falecida noiva e a quem aprende a amar, depois de uma vida de libertinagem que por vezes tem dificuldade em deixar para trás.
Este romance apresenta uma série de pormenores curiosos sobre a sociedade portuguesa da época, retratando o modo de vida no nosso país nos tempos de Salazar, onde as liberdades eram muito limitadas. Basta ver, por exemplo, como era a difícil relação com o cinema de Hollywood, aqui bem retratada por via da paixão da personagem  Luisinha pela sétima arte. É, portanto, um bom retrato de uma época, bem cimentado numa profunda investigação por parte de Domingos Amaral, que soube passar para o papel, bem misturado com a animada ficção que criou, as informações recolhidas em arquivos e documentos.
Um romance animado, vivo, cativante, uma ótima escolha para uma descontraída leitura de verão, um entretenimento saudável que, para pena minha, tive de «atacar» em dias de chuva. Agora que o verão chegou, não hesite, pegue em O Retrato da Mãe de Hitler e vá para a praia, para o campo ou para a esplanada e saboreie este refrescante livro.

Sinopse: «No mesmo dia em que Hitler morreu, 30 de Abril de 1945, um coronel das SS chamado Manfred apodera-se de um valioso tesouro nazi, roubando um cofre em Munique, que contém alguns bens pessoais do próprio Führer, entre os quais uma pistola dourada e o retrato da mãe de Hitler.
Perseguido pelos judeus, Manfred acaba por chegar a Portugal, onde irá tentar vender o seu tesouro aos coleccionadores de relíquias nazis.
Jack Gil Mascarenhas Deane já não trabalha para os serviços secretos ingleses, pois a guerra acabou, mas a chegada do seu pai a Lisboa vai alterar a sua vida. O pai é um colecionador de tesouros nazis e vai obrigar Jack Gil a ajudá-lo na sua demanda pelos valiosos artefactos, que muitos nazis, como Manfred, tentam vender em Lisboa, antes de fugirem para a América do Sul.»

Autor: Domingos Amaral
Editora: Casa das Letras
Ano de Edição: 2013
Páginas: 420