Monthly Archives: Janeiro 2013

«O Estilete Assassino», de Ken Follett, já nas livrarias

CapaJá foi lançado há uns dias pela Bertrand, mas para os mais distraídos não custa nada deixar aqui a notícia: O Estilete Assassino, de Ken Follett, está nas livrarias. O livro, um original de 1978, é apresentado como o primeiro grande sucesso de vendas do autor, que desde então tem lançado best-seller atrás de best-seller.

Sinopse: «Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código “Estilete”, vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D.
O Estilete Assassino é um bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.»

Philip Kerr regressa ao Terceiro Reich com «Se Os Mortos Não Ressuscitam»

pe-SSA Porto Editora lançou mais um romance do escocês Philip Kerr, Se os Mortos Não Ressuscitam, que assim sucede a O Projecto Janus. Como é habitual, a temática anda em redor da Alemanha do Terceiro Reich e desta vez passa também pela Cuba dos anos 1950.

Sobre o Livro: «Berlim, 1934. Os nazis garantiram a realização dos Jogos Olímpicos de 1936, mas enfrentam grande resistência estrangeira. Hitler e Avery Brundage, o presidente do Comité Olímpico dos Estados Unidos, tudo fazem para tentar encobrir o antissemitismo nazi e assim convencer a América a participar nos Jogos. Bernie Gunther, agora detetive num dos hotéis mais conceituados de Berlim, vê-se arrastado para este mundo de corrupção internacional, enredado entre as várias fações do aparelho nazi.
Havana, 1954. Fulgencio Batista, apoiado pela CIA, acabou de subir ao poder. Fidel Castro foi preso e a Máfia americana ganha poder sobre a indústria do jogo e da prostituição. Bernie, recentemente expulso de Buenos Aires, reemerge em Cuba com uma nova identidade, decidido a levar uma vida de relativa paz. No entanto, quando se depara com duas figuras do passado – um pérfido assassino dos tempos de Berlim, que pouco depois é misteriosamente assassinado, e uma antiga amante que, ao que tudo indica, poderá ser a responsável pelo crime –, percebe que não tem como lhe fugir.»

Começaram as aulas na Escola dos Piratas

Todos a bordo Rochedo das MedusasA Educação Nacional lançou recentemente a coleção A Escola dos Piratas, de Sir Steve Stevenson, que tem ilustrações de Stefano Turconi. Foram já lançados três volumes (O Rochedo das Medusas, Todos a Bordo e O Terrível Pirata Barba de Fogo) com as aventuras dos Lobinhos do Mar, que frequentam o primeiro ano da escola com o sonho de virem a ser experientes piratas.

1 – O Rochedo das Medusas
«Jim e os seus amigos chegaram finalmente ao Rochedo das Medusas, onde se situa a Escola dos Piratas. À espera deles já têm a primeira prova: Capitão Rede abandona-os numa praia isolada com um baú repleto de objetos estranhos. Os jovens aprendizes têm de encontrar a sede da escola antes do pôr do sol, ou a inscrição deles não será aceite…»

2 – Todos a bordo
«Enquanto as outras tripulações participam na tradicional Competição das Ondas, Jim e os seus amigos vão ter a sua primeira lição num navio pirata. Trata-se do Mulher Coruja, a velha banheira do Capitão Rede. Mas, quando Estibordo corta sem querer a corrente da âncora, o navio alcança uma enorme velocidade em segundos… e não há forma de o fazer parar!»

O terrivel pirata Barba de Fogo3 – O Terrível Pirata Barba de Fogo
«A escola está em polvorosa: o presidente Mercúrio está de volta ao Rochedo das Medusas para prender o seu pior inimigo, o terrível pirata Barba de Fogo! Mas, durante uma lição, os Lobinhos do Mar adicionam pimenta explosiva à bala do canhão, que perfura o casco do navio de Mercúrio, libertando o Barba de Fogo.»

«Dr. No» – Ian Fleming

ctp-drnoEstá confirmado. James Bond envelhece melhor em livro do que em filme. Dr. No, original de 1958 que teve em 2010 uma bela reedição na Contraponto, é uma obra que escapou incólume à passagem dos anos, contrariamente ao que, na minha opinião, ocorre com algumas das versões cinematográficas do mais famoso agente secreto do mundo. Vantagens da leitura, que dá mais margem de manobra à imaginação em termos de cenários e cenas, especialmente se já não se tiver muito presente a imagética do filme.
Este é sem dúvida um dos melhores títulos de Fleming, e não terá sido por acaso que foi escolhido, em 1962, para iniciar a versão cinematográfica de 007. Com um bom nível de escrita, superior aos mais populares livros de espionagem da atualidade, Dr. No é um thriller envolvente que desde cedo capta o leitor, tanto pelo enredo como pelos cenários exóticos, algo que, sabe-se, é procurado pelos leitores deste tipo de ficção. Não tem as reviravoltas que entretanto nos habituámos a apreciar nos thrillers – é mais seco e puro –, mas compensa com personagens bem construídas e «fiáveis», consistentes, em suma.
A ação, que decorre nas Caraíbas, coloca um James Bond a precisar de repouso frente a um vilão de topo, Dr. No, que se isolou numa ilha (Crab Key) rodeado apenas pelos capangas de que necessita para levar por diante um demoníaco plano motivado pela vingança contra um mundo que o atraiçoou. Bond, que foi enviado às Caraíbas pelo seu carismático chefe M para resolver um caso que se pensava quase burocrático, aos poucos percebe que está em jogo algo mais do que uma série de coincidências.
Quase sem darmos por isso, o ritmo do romance vai crescendo de intensidade e assim, num abrir e fechar de olhos, estamos numa praia com Bond e o seu parceiro, prestes a enfrentar o Dr. No. E, claro, com a inevitável Bond Girl, a ingénua Honey Rider, imortalizada no cinema por Ursula Andress. E o que se pode pedir mais a um livro, que não seja que nos envolva sem darmos por isso?

Sinopse: «Após o desaparecimento de um agente dos Serviços Secretos Britânicos e da sua secretária na base de Kingston, M acredita que este pode ser um caso fácil para 007, ainda em recuperação do encontro quase fatal com um agente russo. Só que James Bond e Honey Rider, a sua bela e vulnerável amiga, após terem sido capturados ao invadirem a isolada ilha caribenha de Crab Key, encontram-se em poder do Dr. No, um sinistro eremita com pinças mecânicas no lugar de mãos, absolutamente fascinado pela dor. Decidido a proteger dos Serviços Secretos Britânicos as suas operações clandestinas, o Dr. No tem agora a oportunidade de se livrar de um inimigo e de aprofundar as suas diabólicas pesquisas. Bond e Rider acabam por ter de lutar pela vida num mortífero jogo da autoria do Dr. No…»

Autor: Ian Fleming
Título original: Dr. No
Editora: Contraponto
Tradução: Luís Santos
Ano de Edição: 2010
Páginas: 194

Porta-Livros ado(p)ta o novo acordo ortográfico

O Porta-Livros a partir desta data (20 de janeiro) adota o novo acordo ortográfico. Resisti o mais que pude, mas, dado que profissionalmente tenho de utilizar o novo acordo, não tive outra hipótese.
Andar a saltar constantemente de um acordo para o outro não era coisa que me agradasse e, de qualquer modo, o essencial mantém-se: o conteúdo (e a qualidade) dos textos.

Rui Azeredo

«Inferno», novo romance de Dan Brown, chega a Portugal em Julho

inferno_coverA espera desta vez foi mais curta e está aí na calha um novo romance de Dan Brown, editado, como sempre entre nós, pela Bertrand. Inferno é o título da obra, segundo um anúncio feito nas redes sociais pelo próprio autor, e será publicado nos Estados Unidos da América e Canadá a 14 de Maio. A Portugal chegará em Julho, segundo anunciou a Bertrand.
Entretanto, a 20 de fevereiro foi divulgada a capa da edição norte-americana, que pode ver aqui ao lado.
O protagonista será de novo o simbologista Robert Langdon (que ficou conhecido com o sucesso de O Código Da Vinci – que assinala em 2013 dez anos) e a acção decorre em Itália, com base no clássico da literatura, o Inferno, de Dante Alighieri.
Segundo palavras do próprio Brown divulgadas pela Bertrand, com este novo livro pretende levar os leitores «a mergulharem numa viagem neste mundo misterioso… uma paisagem de códigos, símbolos e muitas passagens secretas».

José António Rodrigues Pereira relata-nos os «Grandes Naufrágios Portugueses»

el-naufragioGrandes Naufrágios Portugueses 1149-1991, de José António Rodrigues Pereira, é uma das novas apostas da Esfera dos Livros. Trata-se de um livro, para quem se interessa pela história marítima de Portugal, com o relato de mais de 60 naufrágios, provocados por acidentes, batalhas navais ou falhas humanas. O livro conta com inúmeros mapas e ilustrações. O autor, capitão-de-mar-e-guerra, já antes escrevera Grandes Batalhas Navais Portuguesas.

Sinopse: «A História da Expansão Portuguesa foi pautada por batalhas épicas, pelo domínio dos oceanos pelas nossas naus e pela conquista de novos continentes, mas há sempre um reverso da medalha que fica por contar.
A história dos naufrágios e da luta contra o mar, um adversário intempestivo e imprevisível. Desde os primeiros séculos da nacionalidade com os navios das esquadras de D. Fuas Roupinho (1180), da conquista de Faro (1249) e de Manuel Pessanha (1337), à esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 1500; passando pelos séculos XVI e XVII, onde, graças ao aumento do comércio originado pela Carreia da Índia, se deu não só a maioria como também as mais dramáticas tragédias marítimas portuguesas, com referência entre tantos outros, aos desastres das naus Águia e Garça, em 1559, ou dos navios da esquadra de D. Manuel de Meneses, em 1627, terminando nos dias de hoje, em 1991, com o naufrágio do pesqueiro Bolama.
Uma recolha exaustiva de 60 naufrágios, provocados por acidentes, batalhas navais ou por falha humana, muitos deles ocorridos na traiçoeira barra do Tejo, outros em locais por todo o mundo onde os portugueses andaram, destroços que continuam por descobrir e fascinam os caçadores de tesouros que ainda sonham com as riquezas que as naus portuguesas transportavam.»