Monthly Archives: Março 2014

«Uma Outra Voz?», que valeu a Gabriela Ruivo Trindade o Prémio Leya 2013, a 8 de abril nas livrarias

Uma Outra VozUma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade, obra vencedora do Prémio Leya 2013, será posto à venda a 8 de abril, numa edição Leya.

Sobre o livro: «João José Mariano Serrão foi um republicano convicto que contribuiu decisivamente para a elevação de Estremoz a cidade e o seu posterior desenvolvimento. Solteiro, generoso e empreendedor como poucos, abriu lojas, cafés e uma oficina, trouxe a electricidade às ruas sombrias e criou um rancho de sobrinhos a quem deu um lar e um futuro. É em torno deste homem determinado, mas também secreto e contido, que giram as cinco vozes que nos guiam ao longo deste livro., numa viagem que é a um tempo pessoal e colectiva, porque não raro as estórias dos narradores se cruzam com momentos-chave da história portuguesa.
Baseado em factos reais, Uma Outra Voz é uma ficção que nos oferece uma multiplicidade de olhares sobre a mesma paisagem, urdindo a história de uma família ao longo de um século através das revelações de cada um dos seus membros, numa interessante teia de complementaridade.»

«Os Ficheiros de Snowden» revelados pela Porto Editora a 4 de abril

pe-snowOs Ficheiros Snowden, livro do jornalista Luke Harding a lançar pela Porto Editora a 4 de abril, revela os contornos do caso que levantou a suspeita sobre a segurança e a privacidade de cidadãos de todo o mundo. Segundo a editora, a obra aborda «todo o percurso de Edward Snowden, desde que divulgou ao The Guardian as suas informações sobre a Agência de Segurança Nacional americana, em Hong Kong, até ao seu exílio na Rússia». Há uma referência a Portugal, relativa com a passagem aérea de Snowden pelo país.

Sinopse: «Tudo começou com um e-mail: “Sou um alto funcionário dos serviços secretos…”
O que se seguiu transformou-se na mais impressionante fuga de informação alguma vez testemunhada pelo mundo moderno. As consequências abalaram líderes de inúmeras nações: de Obama a Cameron, aos presidentes do Brasil, França e Indonésia, passando pela chanceler alemã. Edward Snowden, um jovem génio informático a trabalhar para a Agência de Segurança Nacional americana (NSA), ousou tornar público o programa secreto de espionagem mundial. Levado a cabo com o beneplácito do governo dos Estados Unidos da América, esse plano é defendido como sendo essencial à vigilância de eventuais atos terroristas.
No entanto, para o cidadão comum trata-se de um feroz atentado à privacidade.
Desde logo, urgia pensar nas motivações de Snowden e nas consequências que a sua revelação teria a nível mundial. Este trabalho, apresentado pelo premiado jornalista do The Guardian Luke Harding, dá a conhecer todos os pormenores do caso Snowden: o dia em que este abandona a namorada no Havai e parte para Hong Kong com quatro computadores carregados de informações secretas, as semanas posteriores à divulgação do programa da NSA e a procura incessante de asilo político. Agora, em Moscovo, Edward Snowden enfrenta as acusações de espionagem por parte dos Estados Unidos da América e um futuro incerto no exílio.»

Novidades Editoriais de Março (IX)

cr-glendaGostamos tanto de Glenda – Julio Cortázar (Cavalo de Ferro)
«Por que razão o registo do número de entradas diárias no metro de Buenos Aires é inferior ao das saídas? Será possível assistirmos a um acontecimento na nossa cidade para depois descobrirmos que o mesmo teve lugar numa outra? Até onde pode chegar o amor de um grupo de cinéfilos pela sua actriz favorita?
Gostamos tanto de Glenda, originalmente publicado em 1980, e até hoje inédito no nosso país, contém alguns dos mais famosos contos escritos por Julio Cortázar. Histórias onde desfilam os temas que este autor soube, como poucos, converter em literatura: os sonhos, os gatos, o cinema, a música, o tempo; e onde a realidade quotidiana é a primeira a destabilizar a ordem natural das coisas.»

O canto da CigarraO Canto da Cigarra – Augusto Gil e Stuart Carvalhais (Althum)
«O Canto da Cigarra – Sátiras às mulheres parece ter sido inspirado pelo amor impossível a uma jovem de quem, temporariamente, se afastou e com quem veio a casar-se mais tarde. Magoado e desiludido, traz à tona, neste conjunto de poemas, a sua veia de crítica mordaz das mulheres e da sociedade da época. A mulher aparece, assim, desdenhada, alvo constante a abater, antes de o sentimento, o afecto ou o interesse se tornarem fortes e duradoiros. Uma atitude de sobranceria apaziguada no culto da sátira lírica.
Editadas em 1909, já “desbastadas das mais cortantes arestas”, estas sátiras são o resultado de um período intenso de leituras oitocentistas sobre a mulher. Mais adiante, num prefácio em que explica não só a inspiração como a vontade de escrever com uma “pena de guerreiro” arvorado em “Trepoff do feminismo”, acaba por confessar o seu convencimento de a mulher ser um poço de defeitos não só devidos à “subalternidade em que [a mulher] sempre tem vivido, mas também devido à generalizada corrupção contemporânea”. E, num derradeiro desabafo, este livro “trata-se de uma dor de cotovelo tão abstracta como as abstracções do grande Kant”. Sem endereço. Inócuo por isso.

Excertos do texto para esta edição de Gabriela Carvalho, historiadora»

el-casadoDespedida de Casado – Virgílio Castelo (Esfera dos Livros)
«Morrer por amor. Numa fria madrugada, num ato de loucura, João e Beatriz decidem suicidar-se para eternizar o seu amor, tornando-o assim perfeito. Imortal. Na escuridão da planície alentejana entram nos seus carros e aceleram vertiginosamente um contra o outro. Mas João, no último momento, decide reescrever o seu destino. Para isso será necessário uma despedida. Do casamento, de Beatriz, de uma relação perigosa, baseada na obsessão e no ciúme descontrolado. Despedir-se sem olhar para trás e partir numa longa viagem em busca de si próprio, da sua essência e de uma nova forma de amar, até agora desconhecida. Um amor puro, sem sofrimento, nem ameaças, capaz, quem sabe, de o fazer verdadeiramente e apenas feliz.
Depois do êxito do seu primeiro romance, O Último Navegador, o ator Virgílio Castelo regressa à escrita com este poderoso romance sobre as relações humanas. Até onde podemos ir quando nos apaixonamos? Ao longo destas páginas somos questionados e impelidos a descobrir diferentes formas de amar. Do amor obsessivo e doentio, capaz de nos arrastar para o lado mais obscuro e desconhecido do nosso ser, capaz de nos levar à loucura e até à morte, ao amor são, onde a entrega, a esperança e a paixão, dão novos significados à palavra amar.»

_opt_VOLUME1_CAPAS-UPLOAD_CAPAS_GRUPO_LEYA_OFICINA_LIVRO_EGM_Oficina_livro_9789897411229_o_dono_do_mundoO Dono do Mundo – João Ermida (Oficina do Livro)
«A Oficina do Livro edita […] o primeiro romance do ex-banqueiro João Ermida, que chegou a ser responsável global dos mercados financeiros do Santander. Abordando as crises financeiras, O Dono do Mundo revela o universo de luxo e ganância desmedida, deslumbramento e vaidade extrema, da falta de escrúpulos e poder ilimitado dos profissionais da alta finança.
Uma das primeiras vozes a “anunciar” a crise de 2008, João Ermida conta num romance baseado na sua experiência pessoal como se chegou a loucura da actual crise e “retrata” alguns dos principais banqueiros que acharam que podiam testar a máquina financeira mundial. Acordavam com a adrenalina em alta, julgando-se donos do mundo, pensando que os políticos eram meros fantoches.»

ca-lutarUm Homem Tem de Lutar – Clara Pinto Correia (Clube do Autor)
«História do século XX português através de um extraordinário testemunho de vida.
“Ao regredir e divagar pela riqueza exuberante dos seus 87 anos de memórias, este Socialista impenitente está a contar-nos a História de todo o século XX português. É uma voz que nos conta sem punhos de renda a saga de quando os pobres andavam de queixo erguido sem sentirem sequer a pobreza e o Socialismo era mesmo um conceito político de esquerda, limpo, nítido, brilhante, completamente despido de compromissos ocultadores.
Mas, e acima de tudo, assim, na primeira pessoa, é uma voz que ficou até agora deixada por ouvir: o que Manuel Jerónimo nos revela é a História da vida pública e privada do operariado português tal como visto por si mesmo.
‘Quando um homem se revolta, um homem tem de lutar’, diz-nos ele logo no arranque, para, imediatamente de seguida, revisitar com evidente alegria todas as lutas que liderou.” Clara Pinto Correia

Chamam-me Manel 25.
Já houve um tempo em que fui O Galã.
A minha alcunha na PIDE era O Rufia.
No parlamento disseram que eu era O Deputado Incómodo.
Em África sou O Branco Preto.
O meu nome é Manuel Ferreira Jerónimo.
Esta é a minha história.»

el-milioO Ataque aos Milionários – Pedro Jorge Castro (Esfera dos Livros)
«Os sindicalistas que assumiram o controlo do Banco Espírito Santo deixaram o momento registado no livro de honra da instituição com letras maiúsculas: “AQUI ACABOU O DOMÍNIO DOS CRIMINOSOS MONOPOLISTAS, INIMIGOS DO POVO E DA REVOLUÇÃO – 11/3/75 ÀS 14 HORAS”.
Estava prestes a entrar em acção o tenente Rosário Dias, assessor económico do primeiro-ministro. «Tenho informações de que neste momento os administradores do Banco Espírito Santo estão reunidos e vou lá prendê-los», anunciou. Começou assim a vaga de prisões que atingiu as famílias Espírito Santo, Mello e Champalimaud, transformadas em alvos do poder revolucionário por terem apoiado o Estado Novo e por terem enriquecido com o regime. Foi criado no país um ambiente generalizado de ódio aos ricos. Álvaro Cunhal, líder do PCP, admitiu na altura: «Tem que se fazer contra alguém uma revolução (…) Se é para pôr outra vez os patrões à frente das empresas, nós dizemos não. Queremos que não haja uma recuperação pelos Champalimaud e pelos Mello». O objectivo foi atingido: as nacionalizações começaram a ser discretamente preparadas nos bastidores muito antes de terem sido oficialmente decretadas; e o gabinete de Vasco Gonçalves elaborou uma lista com 305 nomes de altos quadros dos bancos que não podiam sair do país e ficaram com as contas bancárias sob vigilância. A Revolução de 1974/1975 é uma das páginas mais fascinantes da História contemporânea de Portugal: permitiu pôr fim à ditadura, à repressão da polícia política e à censura. Mas teve um lado controverso de excessos e perseguições. Com base em três dezenas de entrevistas e em documentos, na maioria inéditos, conservados numa dezena de arquivos, o jornalista Pedro Jorge Castro reconstitui neste livro a forma como as famílias mais ricas viverama Revolução que há 40 anos sacudiu Portugal.

pap-estripadorO Estripador Português – Nelson Rosa (Papiro)
«Num bairro degradado da cidade existe uma esquadra de Polícia, que aparenta estar prestes a ruir. Tudo aponta para que o dia que acaba de começar seja igual a todos os outros, quando, repentinamente, o chefe Martins é avisado de uma descoberta macabra. O corpo de uma jovem prostituta havia sido encontrado numa mata, num cenário de horror que se assemelhava às histórias de Jack, o estripador.
Apesar da dificuldade em identificar o responsável, o chefe Martins não desiste de o apanhar. Assim, quando outros corpos começam a aparecer, aparentemente assassinados pelo mesmo psicopata, o chefe decide pedir a ajuda de Mónica, uma prostituta. Quem seria o psicopata por trás destes assassínios tão macabros e que tão bem sabia esconder a sua identidade? E será Mónica capaz de ajudar o chefe Martins?»

Capa Guia Prático do EmigranteGuia Prático do Emigrante – Mónica Menezes (Vogais)
«Segundo os dados do INE, houve 121.418 pessoas a sair de Portugal em 2012, número divulgado no final de 2013, resultante da soma dos emigrantes permanentes e dos emigrantes temporários (pessoas com intenção de permanecer no estrangeiro por um período inferior a um ano). “São ordens de grandeza que nos atiram para os anos 60. Estão a sair mais pessoas do que as que nasceram”, afirmou então Maria João Rosa, demógrafa e diretora da Portdata.
Novos, velhos, casados, solteiros, todos partiram em busca daquilo que Portugal já não lhes oferecia: trabalho. E na realidade, as notícias de todos os dias mostram que são muitos milhares aqueles que se querem juntar aos que já fizeram a mala e partiram.
A jornalista Mónica Menezes pesquisou quais os países que ainda oferecem oportunidades de trabalho e quais os países que podem trazer alguma réstia de esperança àqueles que acreditam ter-se chegado a um beco sem saída.
São 21 territórios estudados ao pormenor com respostas a perguntas como: “onde procurar casa?”; “onde pôr os filhos a estudar?”; “qual o custo de vida?”. Os 21 destinos apresentados neste livro não foram escolhidos aleatoriamente. Segundo dados do Observatório da Emigração e do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, estes são os locais para os quais tem havido um maior fluxo de emigração nacional e/ou onde há atualmente mais oportunidades profissionais:
• EUROPA: Alemanha; Bélgica; Espanha; França; Holanda; Luxemburgo; Inglaterra; Escócia; Suíça.
• ÁFRICA: Angola; Cabo Verde; Moçambique; São Tomé e Príncipe.
• AMÉRICA: Brasil; Canadá; Chile; Estados Unidos da América.
• ÁSIA: China; Macau; Emirados Árabes Unidos.
• OCEÂNIA: Austrália.
A complementar, 21 histórias, uma por país, de quem partiu, com mais ou menos sucesso, para ajudar a perceber os problemas e as vitórias do dia-a-dia.»

Novidades Editoriais de Março (VIII)

pe-aquedaA Queda – Jeff Abbott (Porto Editora)
«Sam tinha a vida resolvida. Abandonara o cargo de agente da CIA, após uma demorada negociação sobre os termos da rescisão, e finalmente podia dedicar-se a uma existência pacata com o filho… Até que uma mulher misteriosa, Diana Keene, entrou no seu bar e num repto surdo deitou por terra toda a sua ambição de normalidade: “Ajude-me.”
De repente, e sem aviso prévio, Sam vê-se obrigado a lutar pela sua própria sobrevivência contra os mandantes do assassinato de Diana – uma associação organizada numa rede global e com negócios obscuros, formada por pessoas influentes e poderosas, que faz uso da sua autoridade e riqueza para comandar os desígnios do mundo. Agora, a organização não mais descansará até capturar o homem que ousou interferir com os seus planos, e fará tudo para conquistar mais um nível de poder que só Sam, com os seus conhecimentos, lhe pode garantir.
Ameaçado por tudo e por todos, resta apenas a Sam uma alternativa se quiser recuperar a sua paz de espírito: aniquilar o homem que se esconde por detrás da máquina de influências que controla o mundo.»
25 de março

pla-teatroManuel de Teatro – Antonino Solmer (direção)
«Quinze anos depois da primeira edição, chega agora um livro que não envelheceu e que merece regressar às livrarias.
Manual de Teatro nasceu de uma vontade e de um repto lançado por Antonino Solmer (actor, encenador, professor de teatro) a um grupo de profissionais, alguns dos quais haviam sido seus alunos.
O repto foi: “Vamos fazer aquele livro que cada um gostaria de ter tido para consultar quando fomos estudantes de Teatro, quando somos professores de Teatro ou, simplesmente, quando temos curiosidade em relação ao universo teatral e aos processos de construção do espectáculo”.
Assim nasceu esta obra, que 15 anos depois do seu lançamento, a avaliar pelos pedidos dos leitores, parece ter quase sempre estado em falta nas livrarias. O que não é verdade, uma vez que esta é a sua quarta edição, mas revela bem a dimensão da falta que fazia – e continua a fazer – a todos aqueles a quem se dirige.
De facto, neste volume estão reunidas informações, sugestões e pistas para o trabalho teatral que o leitor só a muito custo e em muitas fontes diferentes conseguiria, até agora, reunir.
O leitor interessado encontrará neste Manual, não só um valioso quadro cronológico comparativo de toda a história do teatro, como uma perspectiva sucinta da evolução dos estilos e formas de representação e um glossário de termos teatrais.
Encontrará também ferramentas de trabalho teóricas e práticas para todo o processo de construção e promoção de um espectáculo, desde o espaço cénico vazio até à organização da bilheteira e ao spot promocional – formação de actores, produção, dramaturgia, encenação, cenografia, maquinaria de cena, figurinos, maquilhagem, som, luz, entre tantos outros.

el-viviVivi com um Santo – Stanislao Dziwisz (Esfera dos Livros)
«Vivi junto de um santo. Ou pelo menos, durante quase quarenta anos, todos os dias vi de perto a santidade como sempre pensei que ela devia ser.»
Oito anos depois da morte de João Paulo II, o cardeal Stanislao Dziwisz, seu secretário pessoal, percorre a vida extraordinária de um gigante do nosso tempo à procura dos traços distintivos dessa santidade que vai ser proclamada solenemente. Agora, depois do tempo já ter feito decantar paixões, juízos e preconceitos, será possível compreender melhor o Papa que mudou a História da Igreja e do Mundo, mas também ver Karol Wojtyla numa dimensão mais humana, mais íntima, mais pessoal. A acompanhar-nos nesta viagem vai estar o homem que esteve tanto tempo tão próximo dele. Ao alcance dos olhos. Mas também próximo dele com o coração. «Continuei a ver a sua santidade naquela multidão incrível de pessoas que foi dizer-lhe o último adeus e que começou a visitar o seu túmulo. Era o seu povo.»

pla-franFrancisco – O Nosso Papa (Planeta Júnior)
«Pobreza – Humildade – União – Trabalho – Bondade – Justiça – Alegria – Fraternidade – Paz
Sabias que há palavras que podem mudar o mundo?
Palavras que, como pirilampos, levam a sua luz por onde voam?
Neste livro há 9 palavras para construir um mundo como o desejamos.
São 9 palavras que estruturam o discurso, as ideias e a acção do papa.
Explicar o significado destas 9 palavras às nossas crianças, tal como as entende o papa, é semear a esperança de que necessitamos num futuro melhor para elas.
Este livro reúne uma série de valores que o nosso papa procura transmitir com as suas mensagens e atitudes.
Aqui os mais novos vão encontrar o seu significado, aquilo que Francisco nos diz acerca delas e um conjunto de ideias para as pormos em prática e lhes darmos vida.
A mensagem de Francisco, o nosso papa, explicada em 9 simples palavras onde cabem a esperança num futuro melhor para todos os homens e mulheres.

capa_ViverComAlzheimerViver com Alzheimer – Dr. José Luis Molinuevo (Pergaminho)
«Viver com Alzheimer destina-se a apoiar todas as pessoas que têm a seu cuidado familiares o entes queridos que padecem desta doença. É um livro destinado a todos que estão a viver um “luto em vida”: um luto, devido à sensação constante de perda que o avanço da doença causa; e “vivo” porque implica cuidar de uma pessoa que está em constante mudança.
A relação entre o paciente e o prestador de cuidados é sempre complexa e de um difícil equilíbrio; quando o prestador de cuidados é um familiar, esta complexidade é ainda maior. Viver com Alzheimer ajuda a compreender esta dinâmica e a criar uma relação mais equilibrada, potenciando as vantagens da intimidade criada entre ambos e ajudando a proteger a sua vulnerabilidade.
Ao longo destas páginas, encontra-se esclarecimentos práticos e acessíveis acerca da natureza, da sintomatologia e da progressão da doença de Alzheimer. Este conhecimento permite fazer uma gestão mais adequada das expectativas, comunicar de forma mais eficaz tanto com a pessoa afetada pela doença como com os restantes familiares ou amigos e, sobretudo, adquirir ferramentas para se adaptar da melhor maneira possível a uma realidade em constante mudança.»
21 de março

«Mário e o Mágico» – Thomas Mann

Mário e o MágicoMário e o Mágico é uma novela de 1930 do alemão Thomas Mann, mais conhecido por obras grandiosas como A Montanha Mágica, Os Buddenbrook ou Morte em Veneza.
Neste pequeno livro, agora reeditado pela Dom Quixote, o mágico do título representa os ditadores fascistas, com o seu palavreado bombástico, na altura tão em voga e que tanto preocupavam o autor. A preocupação com o poder crescente dos mesmos e a apatia das pessoas, que se permitiam passivamente a ver as suas vidas e comportamentos controlados e cerceados, levou Mann a escrever este «alerta», onde uma pequena estância balnear representa todo um povo, «hipnotizado» por um único homem sem escrúpulos, o mágico, o ditador.
Tal como acontece com muitas obras de exceção, estas tornam-se intemporais, e passados quase noventa anos infelizmente a temática deste Mário e o Mágico continua muito atual, quer pela comparação com os regimes totalitários e absolutistas, como pela semelhança com alguns comportamentos vigentes nas sociedades democráticas em que não será a força militar, ou das armas, a impor limites, mas outras tão ou mais constrangedoras. Uma delas será a força da ignorância, que leva as pessoas a deixarem-se levar, ou hipnotizar, por não saberem sequer que estão a ser levadas. Em Mário e o Magico há portanto uma mensagem de alerta e denúncia, embrulhada numa história aparentemente simples de um mágico e do seu espetáculo.
Thomas Mann é um artista da escrita, e o seu dom está bem espelhado nesta novela, onde descreve ambientes e pessoas com um toque, ele sim, de magia. Depois de nos apresentar a estância balnear, e todo o seu leque de personagens pitorescas, de modo a dar-nos um enquadramento geral, segue-se o grande momento da obra, o espetáculo propriamente dito do mágico, o manipulador Cipolla. O mágico e hipnotista, a plateia, com as suas variadas e separadas classes sociais, o espaço fechado onde tudo ocorre, a um ritmo veloz, prendem-nos à leitura, já de si atraente pela beleza da escrita, onde todas as frases são inspiradas, e inspiradoras. Thomas Mann é o mágico, o hipnotizador de leitores.

Autor: Thomas Mann
Título Original: Mario und der Zauberer
Editora: Publicações Dom Quixote
Tradução: Ana Maria Carvalho
Ano de Edição: 2014
Páginas: 112

Sinopse: «Em Mário e o Mágico, publicado pela primeira vez em 1930, Thomas Mann, como em muitos dos seus trabalhos de ficção, baseou-se em acontecimentos da sua experiência pessoal para criar uma parábola simultaneamente irónica e amarga da ascensão do fascismo na Europa. Sendo um profundo observador da vida quotidiana, durante umas férias de verão numa estância balnear italiana, nos finais dos anos 1920, Mann teria percebido como alguns comportamentos privados correspondiam ao estabelecimento de um regime totalitário. A partir dessa observação, criou uma obra que surge como interrogação sobre a margem de liberdade que nos é concedida e sobre os perigos que ameaçam as nossas pequenas individualidades. Ao mesmo tempo, lança uma espécie de manifesto contra a nossa credulidade acrítica e apatia frente ao que nos rodeia: injustiças de toda a espécie, política insidiosa, totalitarismos vários – camuflados ou não.»

«Alex Cross – A Caça» – James Patterson

Capa Alex Cross - A CaçaO destino, ou, mais propriamente, o trabalho, fez com que um livro do norte-americano James Patterson finalmente me viesse parar às mãos, e aos olhos. Já era tempo, pois com mais de 280 milhões de livros vendidos em todo o mundo e já editado há mais de um ano em Portugal, por via da Topseller, sendo eu apreciador de policiais já quase tinha a «obrigação» de conhecer este autor. E isso aconteceu com A Caça, cujo protagonista é o detetive e psicólogo Alex Cross, que já por mais de uma vez foi levado ao cinema.
Na verdade não me deparei com grandes surpresas, além das do enredo, naturalmente, o que é natural, pois, goste-se ou não de Patterson, ele é um escritor competente, que segue uma fórmula de sucesso mais do que comprovada. O ritmo é intenso e não há cá preâmbulos. O enquadramento da ação é feito logo à base de um crime terrível, descrito com pormenor. Bem, na verdade houve uma coisa que me surpreendeu ligeiramente na escrita de Patterson, a brutalidade. Não estava à espera, num livro tão «mainstream», de deparar-me com cenas tão macabras e sangrentas. Mas ainda bem que assim foi, pois tais cenas enquadram-se na perfeição no tipo de história que é contada, que envolve violentos gangues e senhores da guerra africanos.
Uma família é assassinada com requintes de malvadez e Alex Cross envolve-se no caso mais do que seria de esperar numa situação normal, pois a mãe assassinada fora uma sua antiga namorada dos tempos de estudante. Obcecado com o caso, acaba por ir a África para tentar cortar o mal pela raiz, ou seja, encontrar o Tigre, o chefe do gangue por detrás do crime. Ao tentar desvendar o que o motiva, Alex Cross lança-se, sem qualquer apoio e total desconhecimento, num mundo selvagem, tanto a nível urbano, na caótica Nigéria, como na própria selva e zonas inóspitas de África, onde nas grandes minas, no Sudão, encontra verdadeiros escravos. As páginas passadas em África são as melhores deste livro, pois a descrição de ambientes, tanto as decrépitas prisões onde é enfiado, como o caos urbano, os campos de refugiados ou as paisagens naturais, consegue cativar, para lá da ação trepidante típica do autor.
Entre a violência pura e dura e jogos de bastidores de gabinetes povoados de fatos e gravatas, Alex Cross lida com um caso de uma dimensão que o surpreende e que, como não poderia deixar de ser, está pejado de voltas e reviravoltas, o expectável num bom policial.
Entretanto, paralelamente à investigação de Alex Cross, vamos conhecendo a sua complicada vida familiar (é um viúvo com filhos e uma nova namorada), mas sempre com os devidos enquadramentos para que o leitor que só agora conheceu o protagonista não se sinta «marginalizado». Como já referi, Patterson é um verdadeiro profissional, e sabe bem o que faz.
Em suma, trata-se de um policial competente e cativante, que impele o leitor a ler sempre mais uma página, um «truque» que resulta ainda melhor com a eficaz opção por capítulos bastante curtos e preenchidos de ação. Mais do que considera-lo com um estilo cinematográfico, compararia Alex Cross – A Caça a um bom episódio de uma série policial.

Autor: James Patterson
Título Original: Cross Country
Editora: Topseller
Tradução: Ana Beatriz Manso
Ano de Edição: 2013
Páginas: 384

Sinopse: «Uma cidade mergulhada no caos. Um assassino de uma crueldade assombrosa. Só um homem será capaz de o travar.
O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.
O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC. Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.
Conseguirá Alex caçar o seu inimigo, ou será ele próprio a caça?»

João Tordo apresenta «Biografia Involuntária dos Amantes» a 3 de Abril em Lisboa

ob-tordoJoão Tordo vai apresentar a 3 de abril, na Casa dos Bicos, sede da Fundação Saramago, o seu novo romance, Biografia Involuntária dos Amantes, que será lançado na véspera pela Objectiva, a sua nova editora.

Sobre o livro: «Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali.
A visão do animal morto na estrada levará um deles — Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos — a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida. Instigado pelas confissões desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem — um professor universitário divorciado — irá tentar descobrir o que está por trás da persistente melancolia de Saldaña Paris.
A viagem de descoberta começa com a leitura de um manuscrito da autoria da ex-mulher do mexicano, Teresa, que morreu há pouco tempo e marcou a vida do poeta como um ferro em brasa. O narrador não poderia adivinhar (porque nunca podemos saber as verdadeiras consequências dos nossos actos) que a leitura desse manuscrito teria o mesmo efeito sobre a sua vida.
As páginas escritas por Teresa revelam a sua adolescência no seio de uma família portuguesa contaminada pela desilusão: um pai ausente e alcoólico, um tio aventureiro e misterioso, uma mãe demasiado protectora. Mas o que ressalta com maior vivacidade daquelas páginas é o relato enternecedor do seu primeiro amor, ao mesmo tempo que começam a insinuar-se na sua vida realidades grotescas e brutais.
Confrontado pela primeira vez com a suspeita dessa terrível possibilidade, Saldaña Paris mergulha numa depressão profunda. Determinado em libertar o amigo do poder corrosivo do mal, o nosso narrador compõe então, peça a peça, a biografia involuntária dos dois amantes. Uma biografia que passa pelo desvelar do passado, para que este não contamine irremediavelmente o futuro.»