«Comer/Beber», de Filipe Melo, consagrado como melhor álbum nos Galardões de BD da Comic Con

Comer.jpgO português Filipe Melo, graças ao álbum Comer/Beber (feito em parceria com o argentino Juan Cavia), foi o grande vencedor da edição deste ano dos Galardões de BD, integrada na Comic Con Portugal, em Oeiras.
Filipe Melo e Juan Cavia ganharam o prémio de melhor álbum, com o português a levar ainda o galardão de melhor argumento pelo mesmo álbum.  A boa notícia é que o próprio Melo garantiu na cerimónia de entrega do prémio, que decorreu no passado dia 8 de setembro em plena Comic Con, que os dois mil euros conquistados seriam aplicados no seu próximo álbum.

Eis a lista de vencedores:
Galardão Anual BD Comic Con (para o melhor álbum)
Comer/Beber, de Filipe Melo e Juan Cavia (Tinta da China)
Galardão Melhor Argumento
Filipe Melo, em Comer/Beber (Tinta da China)
Galardão Melhor Desenho
Manuel Morgado, em Dragomante (G-Floy/ComicHeart)
Galardão Melhor Curta
Monte Morte, de André Oliveira e Jorge Coelho (da antologia Silêncio, da Comic Heart/G-Floy)
Galardão Melhor BD de Autor Estrangeiro
Afirma Pereira, de Pierre-Henry Gomont, baseado na obra de Antonio Tabucchi (G-Floy)

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Nomeados para os Galardões BD 2018

GBDA 8 de setembro vão ser conhecidos os vencedores dos Galardões de BD 2018, numa cerimónia integrada na edição deste ano da Comic Con Portugal, a decorrer no Passeio Marítimo de Algés de 6 a 9 deste mês.
Os vencedores sairão das cinco categorias selecionadas pelos 21 elementos do Grande Júri, onde eu (Rui Azeredo) me incluo enquanto blogger.
A lista de candidatos é a seguinte, dividida pelas cinco categorias.

Galardão Anual BD Comic Con (para o melhor álbum)
Comer/Beber, de Filipe Melo e Juan Cavia (Tinta da China)
Man Plus, de André Lima Araújo (Kingpin Books)
Olimpo Tropical, de André Diniz e Laudo Ferreira (Polvo)
Os Regressos, de Pedro Moura e Marta Teives (Polvo)

Galardão Melhor Argumento
André Lima Araújo, em Man Plus (Kingpin Books)
Fernando Dordio, em O Elixir da Eterna Juventude (Kingpin Books)
Filipe Melo, em Comer/Beber (Tinta da China)
Pedro Moura, em Os Regressos (Polvo)

Galardão Melhor Desenho
André Lima Araújo, em Man Plus (Kingpin Books)
Fábio Veras, em Jardim dos Espectros (Escorpião Azul)
Manuel Morgado, em Dragomante (G-Floy/ComicHeart)
Marta Teives, em Os Regressos (Polvo)

Galardão Melhor Curta
Fränzi ou A Ponte Destroçada de Um Ilustrador, de Nuno Saraiva (da antologia Viagens, da Comic Heart/G-Floy)
Monte Morte, de André Oliveira e Jorge Coelho (da antologia Silêncio, da Comic Heart/G-Floy)
Monstros, de Filipe Pina e Nuno Lourenço Rodrigues (da antologia Silêncio, da Comic Heart/G-Floy)
Nem Todos Os Cactos Têm Picos, de Mosi (Polvo)

Galardão Melhor BD de Autor Estrangeiro
Afirma Pereira, de Pierre-Henry Gomont, baseado na obra de Antonio Tabucchi (G-Floy)
Bouncer: Hell and Back, de Alexandro Jodorowsky e François Boucq (Arte de Autor)
Ecos Invisíveis, de Tony Sandoval e Grazia La Padula (Kingpin Books)
O Legado de Júpiter vol.1, de Mark Millar e Frank Quitely (G-Floy)

Autores de topo presentes na Comic Con 
Aproveitando a deixa, refira-se que vão estar presentes na Comic Con 2018 vários autores de topo de BD, provenientes desde os comics norte-americanos à banda desenhada europeia, entre outros a géneros. A lista de convidados inclui nomes como Batem, Chris Claremont, Yves Sente, Mark Waid, Mauricio de Sousa, Joe Prado, Tony Sandoval e Miguelanxo Prado, entre outros.

drago.jpgFilipe Faria fala na Comic Con sobre Dragomante no dia 9
No último dia da Comic Con (domingo, 9), o escritor Filipe Faria, responsável pelo argumento da BD Dragomante – Fogo de Dragão (ilustrada por Manuel Morgado), vai estar presente às 16h30 num painel (moderado por mim, Rui Azeredo) para conversar precisamente sobre esta sua obra. Filipe Faria ganhou notoriedade como escritor  do género fantástico, com obras como a série As Crónicas de Allarya.
O autor, que já antes trabalhara com Manuel Morgado em Talismã, vai marcar também presença em duas sessões de autógrafos, nos dias 8 e 9. Manuel Morgado também estará presente para autógrafos no dia 8.

Eu e os comics e o Rocket Raccoon

m-rr1Estranhamente, sempre tive uma relação complicada com os comics. Sempre gostei de banda desenhada, principalmente franco-belga, mas nunca consegui abraçar em definitivo os comics. E tenho constantemente a perceção de que ando a perder algo de muito bom. A ideia com que fico é que nunca quis apanhar um comboio em andamento e com destinos múltiplos, porque a verdade é que nos comics as histórias são essencialmente em continuação e eu nunca sabia por onde lhes pegar. Depois, são invariavelmente universos complexos, desdobrados em várias latitudes, onde quase era preciso um guia para um leitor se orientar.
Assim, fui deixando os comics de parte, com umas tentativas esporádicas de me lançar nesse mundo que ao mesmo tempo me atraía para logo me rechaçar. Confesso que todos aqueles universos de super-heróis me «assustavam».
Mas resolvi fazer mais uma tentativa e socorri-me de uma muleta: Star Wars. Comecei a ler aqueles livros que têm saído com coleções completas e a experiência está a valer bem a pena.
Assim sendo, resolvi dar um novo passo e iniciar-me numa coleção que estivesse a começar agora. Precisava de um pretexto e encontrei-o. A 28 de dezembro de 2016 começaram a sair na Marvel as novas histórias do Rocket Raccoon (personagem de Os Guardiões da Galáxia) desenhadas pelo português Jorge Coelho. Comprei o primeiro número e fiquei bastante satisfeito. Com a história, com o humor da mesma e o rumo que pode tomar e também (o que para mim é essencial) com os desenhos. São mesmo do tipo que eu aprecio, com cor e vida e traços bem definidos. Assim, fiquei cliente e aguardo a saída do próximo número, na esperança de confirmar se este será o pontapé de saída para começar a lançar-me definitivamente no universo fantástico dos comics.
E já que está na moda dizer que se deve dar prioridade aos produtos portugueses, imitem-me. Apanhem o comboio comigo. O Jorge Coelho é mesmo bom. Também se não fosse não estaria na Marvel, certo?

«Lucky Luke – A Terra Prometida» é lançado amanhã a nível mundial

lucky-lukeA Terra Prometida, novo álbum de Lucky Luke, herói de banda desenhada criado por Goscinny, será amanhã (4 de novembro) lançado a nível mundial e a apresentação da edição portuguesa ocorre no Amadora BD, às 18h30. O livro, da autoria de Jules (um novo argumentista) e Achdé (ilustrador), e editado pela ASA, será apresentado por António José Simões e João Miguel Lameiras.

Sobre o livro: «Quem haveria de imaginar um encontro entre Lucky Luke e as tradições judaicas? Para o regresso, muito esperado, de uma das séries míticas da banda desenhada mundial, os autores Jul e Achdé atribuíram ao eterno justiceiro uma missão algo rocambolesca: escoltar toda uma família judia proveniente da Europa de Leste e acabada de sair de uma travessia marítima, até ao Oeste selvagem!
O cowboy que dispara mais rápido do que a sua própria sombra já se tinha cruzado com várias personagens singulares: um príncipe russo em O Grão-Duque, um aristocrata inglês em O Tenrinho, um psicólogo vienense em Os Dalton e o Psicólogo… Por isso, quando o seu amigo Jack Malapata lhe pede para ele acompanhar a sua família (a quem não tinha tido coragem de confessar que era um cowboy e que o julgam, portanto, um advogado em Nova Iorque), Lucky Luke não hesita.
Com um avô religioso obcecado pelo shabat, uma mãe decidida a empanturrar Lucky Luke de carpa recheada, uma jovem pudica e virtuosa que procura o marido ideal (advogado ou médico, de preferência, mas se for cowboy também serve!), e um garoto traquinas mais interessado no Faroeste do que no seu Bar-Mitzvá, a viagem promete ser longa e agitada…
Salteadores, jogadores de póquer, ataques de índios ferozes (a tribo dos Blackfoot, de péssima reputação), todo o universo de Lucky Luke vai ser confrontado com este choque de culturas. Mas, no final da viagem, será o nosso cowboy solitário e a sua nova família de adoção quem terão aprendido a ultrapassar os obstáculos e os preconceitos.»

«O Azul É Uma Cor Quente» e «S.O.S. – Meteorologia» são mais duas novidades BD da Arte de Autor

sosazulA Arte de Autor tem estado muito ativa nos últimos dias a apresentar novidades de BD e os dois últimos casos são O Azul É Uma Cor Quente, de Julie Maroh (argumento e desenhos), e As Aventuras de Philip & Francis – S.O.S. – Meteorologia (argumento de Pierre Veys e desenho de Nicolas Barral).
O Azul É Uma Cor Quente foi a obra que inspirou o filme A Vida de Adéle, de Abdellatif Kechiche, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 2013. Quanto a S.O.S. – Meteorologia é uma paródia à série Blake e Mortimer. Trata-se do terceiro volume da série, estando os outros dois já editados em Portugal.

Sinopse de O Azul É Uma Cor Quente: «O livro conta-nos a história de Clementine, uma adolescente de 15 anos que, um dia se cruza na rua com um par de raparigas. Uma delas tem o cabelo pintado de azul e sorri-lhe. A partir desse preciso momento, tudo muda na vida de Clementine: a sua relação com os amigos na escola, a sua relação com a família, as suas prioridades… e sobretudo a sua sexualidade.»

BD: Druuna regressa com «Anima» para nos contar as suas origens

druunaA Arte de Autor traz de volta às livrarias uma heroína que há muito andava desaparecida, Druuna. Ao que parece já há uns vinte anos que esta BD de adultos se encontrava esgotada em Portugal.
Neste álbum, Anima, o tomo 0, Druuna, criada pelo italiano Paolo Eleuteri Serpieri, revela as suas origens numa história sem palavras, que marca o regresso da heroína 13 anos após a sua última aparição. Serpieri retoma assim as aventuras que misturam ficção científica com fantasia, num ambiente erótico.
O álbum agora editado tem 96 páginas, incluindo um caderno de 18 com esboços e uma história inédita de sete páginas datada de 1981.

Sobre Serpieri (informação da editora): «Nasceu em 1944, em Veneza. Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L’Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse.

A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible, também para a Larousse, e numa série de histórias curtas para diferentes revistas.

Em 1985 cria a série Druuna, a qual é constituída por 8 volumes publicados originalmente entre 1985 e 2003.»

«Como Viaja a Água» é a estreia a solo de Juan Díaz Canales

aguaA Arte de Autor editou em setembro o álbum de BD Como Viaja a Água, com argumento e desenhos de Juan Díaz Canales, guionista da série Blacksad. Esta é a estreia a «solo» do espanhol Canalaes.

Sinopse: «Aos 83 anos, Aniceto tem muito poucos incentivos para se levantar todas as manhãs. Com o seu pequeno grupo de amigos octogenários, decide animar um pouco a sua rotineira existência dedicando‐se à venda e tráfico de artigos roubados. O que começa quase como um passatempo torna‐se inesperadamente numa tragédia quando os companheiros de Aniceto começam a aparecer mortos em estranhas e violentas circunstâncias.»