Bertrand lança “O Assassino Inglês”, de Daniel Silva

CapasPDF.cdrA Bertrand acaba de lançar mais um romance do norte-americano Daniel Silva, intitulada “O Assassino Inglês”. É já o oitavo desde 2005, sendo que esta é a sétima aventura do espião israelita Gabriel Allon a ser editada entre nós, embora seja a segunda a nível cronológico. A colecção fica assim praticamente completa, já que agora só falta o mais recente, no original “Moscow Rules”.
Desta vez, Gabriel Allon, o carismático espião/restaurador de arte criado por Daniel Silva, chega a Zurique para restaurar a obra de um velho mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Só que, como é costume na sua carreira de espião, dá por si envolvido em mais um trepidante caso. Encontra o cliente que o havia convocado, só que este está morto e Allon acaba por ser injustamente acusado do seu homicídio.
Allon vê-se assim envolvido numa alucinante cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio e um trilho sangrento de assassínios.
Allon, que pensava ter colocado definitivamente de parte o mundo da espionagem, vai ser de novo envolvido neste. E vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar.

 

“Aterragem em Darkover” – Marion Zimmer Bradley

aterragemA série Darkover, da autoria da conceituada escritora de fantástico Marion Zimmer Bradley, consagrada com “As Brumas de Avalon”, tem como primeiro volume “Aterragem em Darkover”, uma edição da Difel.

Esta série, segundo a autora, falecida em 1999, pode ser lida por qualquer ordem, já que todos os livros são independentes.

Cronologicamente, “Aterragem em Darkover” é o volume inaugural da série, mas foi editado apenas em 1972, dez anos depois de ter surgido “Planet Savers”, primeiro romance com Darkover como cenário.

O livro que inaugura a colecção da Difel conta como se adapta a um novo planeta (Darkover) um grupo de terrestres (entre colonizadores e tripulação)

cuja nave se despenhou naquele astro desconhecido.

Aparentemente semelhante à Terra, aos poucos os terrestres apercebem-se de que aquele mundo de aspecto paradisíaco, apesar de proporcionar condições de vida mais do que suficientes para a raça humana, tinha algo mais para oferecer.

As primeiras expedições revelam alguns dados intrigantes sobre a flora e a fauna de Darkover, já que os grupos expedicionários se apercebem da presença de insólitas formas de vida inteligentes.

Mas o que realmente acaba por transformar a vida dos terrestres é o Vento

Fantasma, formado por correntes psíquicas que levam o homem a alterar substancialmente o seu comportamento levando-o a actos inimagináveis, para o bem e para o mal.

Assim, entre a rica, detalhada e envolvente descrição de Bradley de um novo mundo, assistimos também às reacções humanas mais díspares em relação às adversidades.

A autora faz traços impressionantes (parecem reais) de comportamentos humanos perante situações inimagináveis, transportando-nos numa viagem até

Darkover já que apela aos nossos sentidos e não deixa de fazer trabalhar a nossa imaginação através de pequenas pistas que nos dá.

DARKOVER

Darkover é o nome dado pelos seus habitantes a Cottman IV (i.e., o quarto planeta da estrela conhecida pela astronomia terráquea como Cottman IV). Este planeta foi descoberto no final do século XXI por uma nave perdida quando esta foi forçada a fazer uma aterragem de emergência. Por ter sido impossível consertá-la, e apesar de Cottman IV não ser o planeta que eles pretendiam colonizar, os colonizadores decidiram, sem alternativa, tentar instalar-se neste inóspito mundo. Depois de alguns anos (ou séculos?) os habitantes chamaram o seu mundo de Darkover. O propósito dos romances de Darkover é descrever a história do planeta.

Novidades ASA (Março)

agridocepassarosA ASA vai lançar em Março, no dia 9, “Pássaros Sem Asas”, a nova obra de Louis de Bernières (autor de “O Bandolim do Capitão Corelli”), assim como “Agridoce”, de Roopa Farooki, e “Da Mão Para a Boca”, de Paul Auster.

“Pássaros Sem Asas” é uma história épica de amor, guerra e paz onde as mais variadas e pitorescas personagens assistem ao colapso de império otomano e são lançadas para o turbilhão da historia do século XX, tendo de lutar pelo que lhes é mais querido e pela própria vida.

 “Agridoce” é uma história que vai do Bangladesh a Londres, dos anos 50 à actualidade, envolvendo três gerações de uma família que é ensombrada pelos segredos do passado. Shona Karim tem apenas dez anos mas está apaixonada por Parvez. Shona é uma romântica inveterada, tal como o pai, cuja generosidade o tornou no alvo da pior das traições. Anos mais tarde Shona e Parvez fogem para começar uma nova vida. Só que a herança de Shona é feita de duplicidades e de enganos cúmplices e à medida que o tempo passa ela teme que os seus piores segredos sejam expostos.

A ASA vai ainda relançar “Da Mão Para a Boca”, uma narrativa autobiográfica que conta a história do jovem escritor Paul Auster num tom profundamente intimista e revelador. O autor (re)abre aqui a porta para os anos da sua entrada na literatura e na vida.

A 23 de Março, a ASA lança “Maigret & O Negociante de Vinhos”, de George Simenon. O negociante de vinhos mais bem-sucedido de Paris, Oscar Chabut, é encontrado morto à porta de um elegante palacete. Todos os indícios parecem apontar para um crime passional, mas Maigret fica surpreendido ao deparar-se com uma curiosa ausência de dor na família e amigos da vítima.

Entretanto, na colecção Documentos, sai também a 23 de Março “Sobrevivi”, de Immaculée Ilibagiza, uma mulher de etnia tutsi que viu o seu mundo desabar em 1994, quando o Ruanda mergulhou num sangrento holocausto. Immaculée, que perdeu toda a família, viveu durante 91 dias, com mais sete mulheres, numa casa de banho de um pastor local e conta aqui como escapou.

Presença lança a 3 de Março “A Pátria dos Loucos”, obra de estreia de Bernardo Rodo

01040424_a_patria_dos__loucos3A Editorial Presença vai lançar a 3 de Março a obra de estreia de um novo autor português, Bernardo Rodo, intitulada “A Pátria dos Loucos”. (Nesse mesmo dia, aqui no Porta-Livros, terá lugar um passatempo onde serão oferecidos aos leitores quatro exemplares do romance, uma cortesia da Presença.)

Trata-se de uma saga familiar cuja acção decorre entre o Alentejo, Brasil, Angola e Lisboa. A família em questão é a dos Pereira, que por altura do antigo regime adquiriram uma mansão no Alentejo.

“A Pátria dos Loucos “ acompanha o percurso de vida de Sebastião Pereira, o fundador, e dos seus filhos e netos, assim como de algumas das mulheres que com eles se relacionaram. Os mais importantes são dois netos, primos entre si mas tão unidos como irmãos. São eles Sebastião e Alfredo. É a história de uma época embora o romance se concentre mais nas pessoas do que em sociedades ou regimes.

O autor, Bernardo Rodo, é formado em comunicação empresarial e já trabalhou no marketing de um multinacional da indústria alimentar e na publicidade e consultoria de marketing em agências de comunicação. Actualmente é responsável pela unidade de media digital do OmnicomMediaGroup.

Cristina Carvalho apresenta “O Gato de Uppsala” a 4 de Março em Lisboa

gato1“O Gato de Uppsala” (edição Sextante), uma história para todas as idades assinada por Cristina Carvalho e com ilustrações de Danuta Wojciechowska, vai ser apresentado no dia 4 de Março (quarta-feira) no El Corte Inglés de Lisboa. A sessão, que terá lugar no restaurante deste espaço comercial, está agendada para as 18h30, cabendo a apresentação a Nuno Crato.

 

 

 

 

 

Novidades Mill Books (Fevereiro)

cronica_dos_dias_bons11guernica12A Mill Books acaba de lançar no mercado nacional três novas obras: “Lail-Ah – O Divórcio de Deus”, do brasileiro Hilton J. Kutscka, “Crónica dos Dias Bons”, de Mário Anacleto, e “Guernica”, de Dave Boling.

“Lail-Ah” é descrito pela editora como o Apocalipse em forma de mulher. Lail-Ah é a protagonista desta história que pode ser catalogada como pertencendo à literatura do fantástico. Esta é a mulher criada por Deus quando este quis uma companheira para si próprio, muito antes de criar uma mulher para Adão. Só que um dia Lail-Ah escapa e desce à Terra, precisamente nas vésperas da primeira Guerra do Golfo, com o intuito de se vingar precisamente do seu criador e ex-marido. O próprio Deus assume a missão de salvar a Humanidade desse apocalipse e conta então com a ajuda do seu eterno inimigo, o Diabo. Uma comédia delirante que se lê de um fôlego.

“Crónica dos Dias Bons”, de Mário Anacleto, autor de “Fados – Itinerários de uma Cultura Viva”, é um livro extremamente sério e lúcido, que traça um retrato forte e coerente do nosso país através de uma série de crónicas previamente publicadas na Imprensa que prometem não deixar ninguém indiferente.

“Guernica” é um romance histórico do norte-americano Dave Boling, apresentado como um extraordinário épico sobre o amor, a família e a guerra. A acção decorre em 19345, quando Miguel Navarro se encontra em conflito com a Guarda Civil Espanhola e foge da povoação basca de Lekitio para começar de novo em Guernica, o centro da tradição e cultura bascos. Neste bastião isolado de valores democráticos, Miguel, para além de uma nova vida, descobre alguém por quem viver, Miren Ansotegui, uma dançarina carismática e graciosa que recebe as atenções de todos os solteirões de Guernica. Ela prefere o charmoso e misterioso Miguel e este par descobre um amor que a guerra e a tragédia não podem destruir. Em “Guernica” há uma mistura de História e ficção, nomeadamente no episódio do bombardeamento de Guernica por parte da Luftwaffe.

E o Oscar vai para… Vikas Swarup!

quem-quer-serNuma edição em que três dos cinco candidatos ao Oscar de melhor filme do ano eram baseados em obras literárias, Vikas Sarup, escritor indiano autor de “Quem Quer Ser Bilionário?” tem de ser considerado, nesta matéria, o grande vencedor.

O seu livro, adaptado ao cinema por Danny Boyle, já tinha sido editado em Portugal pela ASA há uns tempos, mas ganha agora nova notoriedade.

O romance conta a história de Ram, um pobre empregado de mesa de Bombaim, que vai parar à prisão depois de responder correctamente a doze perguntas do concurso “Quem Quer Ser Milionário?” Tudo porque um pobre órfão que nunca leu um jornal ou foi à escolas não pode saber qual é o mais pequeno planeta do sistema solar ou o título das peças de Shakespeare.

O autor, Vikas Swarup, nasceu em Allahabad, na Índia, no seio de uma família ilustre. Frequentou a Universidade de Allahabad e após a conclusão do curso seguiu a carreira diplomática, tendo sido destacado para países como Estados Unidos, Turquia, Etiópia e Reino Unido. Posteriormente trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia. “Quem Quer Ser Bilionário?” é o seu primeiro romance.

“Corpo de Mentiras” – David Ignatius

corpo-da-mentiraMuitos são os jornalistas que tentam a sua sorte no mundo da ficção. Talvez fartos de ter conhecimento de dados e informações que, por um motivo ou por outro, não podem divulgar nos seus jornais, rádios os canais de televisão, resolvem escrever um romance relacionado com as matérias que manuseiam no desempenho da sua actividade profissional.

David Ignatius é um deles. Mas não é apenas mais um. Este autor norte-americano, colunista do “Washington Post”, é o autor de um dos melhores thrillers de espionagem recentemente editados no nosso país, “Corpo de Mentiras”, uma edição Bertrand. Esta obra, que recentemente foi adaptada ao cinema por Ridley Scott com o título “Corpo da Mentira” e com interpretações de Leonardo DiCaprio e Russell Crowe, tem por protagonista um agente da CIA, Roger Ferris, que está colocado na Jordânia para tentar impedir ataques da Al-Qaeda.

Escrito com um estilo muito visual, o que neste caso não é uma apreciação depreciativa, o livro, que decorre sempre a um ritmo imparável, proporciona bons momentos de leitura, deixando muitos temas para reflexão quanto aos métodos utilizados pelos serviços secretos norte-americanos na busca de informação. E essas reflexões não surgem por certo de forma inocente, já que Ignatius aproveitou os seus conhecimentos adquiridos enquanto jornalista para estruturar um enredo complexo mas perfeitamente credível, onde as personagens encaixam na perfeição, mesmo pese a ambiguidade da personalidade de algumas delas. Ambiguidade que, refira-se, nasce muitas vezes do facto de estarem inseridas num meio onde entre a verdade e a mentira há uma separação muito ténue ou em que o valor da verdade e da mentira não pode ser aquilatado pelos usuais padrões morais.

E é aí que o protagonista, Ferris, se depara com as maiores dificuldades, pois sem pôr em causa a nobreza da sua missão (detectar elementos da Al-Qaeda) começa a questionar os meios utilizados para atingir determinados fins. E esses meios acabam por pôr em causa a sua situação de agente secreto na Jordânia, onde, sem o querer, quebra os laços de confiança que tinha estabelecido com o chefe da secreta jordana. Isto muito por causa das exageradas desconfianças face a tudo o que é árabe por parte dos superiores de Ferris, que assim o colocam numa situação delicada.

body-of-lies-1310Ferris quase se vê compelido a actuar por conta própria depois de o seu plano inicial de captura de um importante chefa da Al-Qaeda ter saído gorado. E um novo plano vai deixá-lo numa situação ainda mais delicada, onde é usado por todos e onde acaba por não saber em quem confiar. O plano, inspirado num outro utilizado pelos ingleses para baralhar os alemães na Segunda Guerra Mundial, pretende gerar discórdia e suspeição entre os elementos da Al-Qaeda através da criação de uma célula terrorista fictícia que vem ocupar um papel preponderante no seio da organização.

David Ignatius prova assim conhecer muito bem os meandros deste mundo, reforçando que o papel da informação e da contra-informação é preponderante, às vezes mais importante até que o papel das armas.

A acção na obra é uma constante, alicerçada em personagens bem construídas e convincentes, entre as quais não há super-heróis, mas apenas homens (e mulheres) mais ou menos crentes nas suas capacidades e naquilo que defendem como certo. Há mesmo espaço para os habituais problemas conjugais e novas relações, mas sempre bem enquadrados na história e nunca surgindo a despropósito, revelando-se até cruciais para o desenrolar do fio da meada.

“Sem Rasto” – Chris Mooney

semrasto2“Sem Rasto”, de Chris Mooney, é um interessante thriller que chegou ao mercado nacional por iniciativa da Mill-Books. O autor vive em Boston e é essa cidade/área norte-americana que serve precisamente de palco a esta história sobre raparigas/mulheres desaparecidas.

Uma agente CSI de Boston, Darby McCormick, tem no seu passado de adolescente o envolvimento, enquanto vítima, em um caso de desaparecimento. Uma amiga sua, com quem, por acaso, assistiu num bosque a uma violenta agressão de um desconhecido sobre uma mulher, acaba por desaparecer uns dias mais tarde. Uma outra amiga, também testemunha do mesmo crime, acaba por ser brutalmente assassinada. Só escapa a própria Darby, mas não escapa a transportar consigo ao longo da vida o peso da culpa de ser a sobrevivente desse caso ocorrido já na década de 80. O culpado, esse, nunca foi apanhado.

Filha de um polícia, entretanto falecido, Darby segue também carreira nas forças de segurança e torna-se investigadora criminal.

Sem vida pessoal que a satisfaça, Darby vive para a sua profissão e para a mãe, que sofre de uma doença incurável e necessita de constate apoio. Até que um dia, ao investigar o desaparecimento de um casal de namorados, encontra uma mulher bastante debilitada, física e psicologicamente, que, vem a saber-se, fora raptada cinco anos antes. De alguma forma, a desconhecida logrou escapar ao seu raptor, que a mantinha encerrada num calabouço.

Darby enceta uma desesperada caça ao raptor, de modo a evitar mais mortes, mas na verdade essa caçada vai levá-la a envolver-se em algo muito maior, vai levá-la a regressar ao seu passado.

Chris Mooney conseguiu, mesmo sendo homem, vestir bem a pele de uma protagonista feminina, deixando-nos enredados na mente de Darby e fazendo-nos viver intensamente os acontecimentos pelos quais ela vai passando.

Os ambientes cinzentos de Boston (a nível de paisagem, de clima e de mentalidade) são retratados de forma crua por Chris Mooney, de uma forma que só poderia ser feita por alguém que vive intensamente aquela região. Um pouco na senda do que vem fazendo Dennis Lehane, o autor, de “Mystic River”, “Shutter Island” ou “Gone, Baby, Gone”.

Como qualquer bom policial, não faltam em “Sem Rasto” elementos que surpreendam, que assustem, ou seja, que nos deixem completamente enredados numa teia que vem sendo construída há mais de vinte anos.

Por vezes brutal e impiedoso, tem tudo para agradar aos amantes do género. O ritmo é intenso, o autor não perde tempo com superficialidades, e não faltam surpresas, mesmo para o mais atento dos leitores de polícias, que está sempre atento à espera de por antecipação detectar reviravoltas no argumento.

Note-se ainda que a investigação forense está bem fundamentada e detalhada, o que poderá agradar a fãs de séries televisivas como “CSI”.

Carmo Miranda Machado apresenta “Eu Mulher de Mim” na Casa do Alentejo, em Lisboa

No dia 23 de Fevereiro (segunda-feira) será apresentada a obra “Eu Mulher de Mim – Em Lisboa, além Tejo e todo o Mundo”, da autoria de Carmo Miranda Machado.

Com a apresentação de Edite Esteves, a sessão, a ter lugar na Casa do Alentejo, às 19h00, vai contar também com a participação de Maria do Céu Guerra. Haverá ainda poesia pelo Grupo de Jograis U… Tópico.