O fim do Porta-Livros tal como ele é

O Porta-Livros chegou ao fim de um ciclo.
Por manifesta falta de tempo, não me tem sido possível atualizar da forma que gostaria o meu blogue. Como não gosto de coisas que não são nem deixam de ser, chegou a altura de mudar algo. A partir de agora o Porta-Livros servirá apenas para eu publicar opiniões sobre livros que eu tenha lido (por lazer ou por motivos de trabalho) e, ocasionalmente, textos opinativos, comentários e uma ou outra notícia, sempre relacionados com o mundo do livro e da edição.
Obrigado a todos os que ao longo destes anos por aqui passaram (e passam). Já agora, o blogue já ultrapassou 1 220 000 visualizações desde dezembro de 2008. E já lá vão mais de 2800 artigos publicados.
Agradeço também a todos os escritores, autores e editoras que já colaboraram/apoiaram o Porta-Livros ao longo destes mais de sete anos.
Embora com uma menor assiduidade, eu vou continuar por aqui. Apareçam.

Rui Azeredo   

«A Eterna Demanda», romance póstumo de Pearl S. Buck, marca o nascimento da Elsinore

eternaA Eterna Demanda, romance póstumo de Pearl S. Buck, vencedora do Prémio Nobel de Literatura em 1938, foi hoje (26 de maio) posto à venda nas livrarias, marcando assim o «nascimento» da nova chancela da 20|20 Editora, a Elsinore. Esta nova chancela irá publicar em 2015 onze títulos, seguindo-se, depois de A Eterna Demanda e de Lorde, este de João Gilberto Noll, Escravas do Poder, da jornalista mexicana Lydia Cacho (22 de junho), e Na Presença de Um Palhaço, de Andrés Barba (6 de julho).
Sobre A Eterna Demanda, lembra a Elsinore que se trata de uma obra descoberta em 2012, quarenta anos após a morte da autora, num alfarrabista no Texas. O manuscrito poderá ter sido roubado da casa de Pearl S. Buck, me Vermont, em 1973.   

Sinopse: «Randolph, um jovem norte-americano, parte em viagem pela Europa e pela Ásia numa procura incessante de experiências e sabedoria. Em Paris conhece Stephanie. Filha de pai chinês e mãe norte-americana, também ela percorre o mundo à procura do seu lugar entre duas culturas aparentemente opostas. Ao longo do tempo, numa série de encontros e desencontros, ambos descobrem que se pode conciliar experiência e sabedoria, heranças ocidentais e orientais, mas há um preço a pagar.»

«Blacksad – Amarillo» – Díaz Canales (argumento) e Juanjo Guarnido (desenho)

blacksadBlacksad regressou finalmente (e felizmente) a Portugal, com o seu quinto álbum, Amarillo (editado pela Arcádia), a revelar-se mais colorido e fresco do que o habitual nesta série dos espanhóis Juan Díaz Canales (argumento) e Juanjo Guarnido (desenho).
O premiado Blacksad, onde é notório o valor da imagem, tem por norma um argumento à altura, e neste caso não é exceção. Os tons mais brilhantes e vivos adequam-se na perfeição ao tom mais ligeiro desta nova aventura do gato detetive, aqui envolvido numa espécie de «road movie» em papel, com belos carros a percorrer longas estradas americanas, arrastando atrás uma boa dose de problemas.
É por isso que, apesar das mortes, dos crimes, das vigarices e trafulhices, acaba por ser uma BD «leve» – não nos esqueçamos de que estamos perante animais que falam e agem como homens.
Este Amarillo prova assim que, pelo menos num aspeto, este é um gato como os outros, tem sete vidas. E ao quinto episódio fica provado, aos mais descrentes, que Blacksad não se esgotou e tem pernas para andar.
Em Amarillo, Blacksad está desejoso de sair de Nova Orleães, mas a falta de dinheiro impede-o. Depois de se despedir do seu amigo Weekly no aeroporto, um golpe de sorte daqueles que só acontecem na ficção põe-lhe nas mãos um belo descapotável. Um desconhecido a quem ele devolvera a carteira que caíra ao chão vê nesse gesto uma prova de honestidade e confia-lhe o carro para que o leve a Tulsa, enquanto ele próprio viaja de avião.
Foi a saída de Blacksad e, claro, a entrada num mundo de inesperados problemas. Começa então o «on the road» de Blacksad, onde se sucedem, a um ritmo fluido, os imprevistos habituais, tipo dominó. Uma peça nova que surge é um advogado que acaba por acompanhar o gato em grande parte da sua viagem e que vem a revelar-se uma personagem dúbia e sinuosa mas primordial para a ação.
Quando procurava alguma paz e sossego, o desencantado gato detetive vê-se então envolvido numa perigosa aventura, aborrecida para ele, puro entretenimento para o leitor. Cruza-se com Abe Greenberg.um bisonte poeta, e Chad Lowell, um leão aspirante a romancista. Esta dupla envolve-se com um bando de motards pouco simpáticos, sendo salvos por Blacksad. Enquanto este lida com o gangue, a dupla de «artistas» pega-lhe no carro e foge. Mais à frente, após uma discussão por motivos artísticos, Chad, bêbado, mata Abe, guardando o corpo no carro que antes estava à guarda do gato detetive. Este, tornado suspeito, acaba por ser perseguido pelo FBI. Parece confuso, mas não é, e daqui para frente Blacksad alia-se ao tal advogado, enquanto Abe, arrependido, vai trabalhar para um circo ambulante, o que nos permite conhecer mais uma boa dose de curiosas e extravagantes personagens, misturando o típico policial com a pura diversão.
Todas estas vidas se cruzam, especialmente o trio Blacksad, advogado e romancista assassino, formando alianças inesperadas mas típicas de um mundo de desencantos e incompreensão, daí resultando uma aventura completa, mas não complexa.
É uma «estrada sinuosa» a que percorremos ao ler este belo álbum, mas são estes argumentos que dão mais luta aqueles que mais nos cativam e envolvem, «tarefa» facilitada pelo constante traço atraente de Guarnido, que só por si faria deste um álbum bem apetecível.

Autores: Díaz Canales (argumento) e Juanjo Guarnido (desenho)
Título original: Blacksad 5 – Amarillo
Editora: Arcádia
Tradução: Ricardo M. Pereira
Ano de Edição: 2015

Sinopse: «O 5º episódio da série Blacksad começa em Nova Orleães; Weekly tem de sair da cidade e John prefere ficar para procurar trabalho. Por sorte, cruza-se com um texano rico que lhe propõe que leve o seu Cadillac de regresso a casa.
Está dado o mote para que John se veja envolvido num assassinato, e ainda com um grupo de motoqueiros, com um escritor da geração Beat, com um advogado manhoso e algumas pessoas de circo sinistro.»

«A Rapariga no Comboio» – Paula Hawkins

Capa_A RAPARIGA NO COMBOIOO comboio da rapariga está previsto para 8 de junho, com paragem em todas as estações e apeadeiros. Para quem, de entre os amantes de thrillers ou simplesmente mais atentos a estas coisas de livros e bestsellers, não entendeu esta frase de abertura, é porque tem andado distraído. A Rapariga do Comboio (The Girl on The Train), da inglesa e ex-jornalista Paula Hawkins, tem dominado tops por todo o mundo e por via da Topseller tenta a partir de 8 de junho a sua sorte em Portugal.
Aqui no Porta-Livros já li o exemplar de avanço da obra e percebi perfeitamente a razão de tanto sucesso e «falatório». O livro cativa, prende, leva a que o leitor se envolva, até porque é fácil a identificação com os protagonistas, são gente como nós, que anda em transportes públicos e se mete e imagina e inveja a vida dos outros, que parece sempre melhor do que a nossa. Mas o que se vê diante dos olhos não é bem o que está por debaixo da «capa», e essa é a primeira grande lição a retirar do enredo deste romance.
Mas, antes de mais, uma ressalva. A Rapariga no Comboio tem sido muito comparado a Em Parte Incerta de Gillian Flynn, mas apesar de terem algumas coisas em comum (autora do sexo feminino, protagonistas mulheres desequilibradas e desconcertantes, protagonistas masculinos bananas ou se calhar nem por isso), os paralelismos são injustos para ambos os livros. O que Em Parte Incerta tem de crítica social e retrato de época (contemporânea), A Rapariga no Comboio contrapõe com uma história mais «pessoal», em que as personagens são o que são por si mesmas e não tanto pelo meio que as envolve.
Dediquemo-nos então ao livro de Paula Hawkins, passado entre Londres e arredores, cujo ritmo parece mesmo o de um comboio em movimento, sem pausas e a um ritmo implacável. Não há pontos mortos nesta história em que a principal protagonista, Rachel, afundada numa existência de tédio e álcool, se dedica a viver as vidas que imagina para os outros, principalmente os que observa diariamente através da janela do seu comboio. Mas os contos de fadas que ela inventa afinal não são assim tão cor de rosa como imagina, e vai perceber isso mesmo quando um dia, na casa que era o alvo preferido da sua fantasia, observa algo que não encaixa nos seus devaneios de deslumbramento. O pior, é que isso é apenas a ponta do icebergue e vem a constatar que a «fachada» que montou para aquela casa que lhe passa duas vezes ao dia diante dos olhos, não vai além disso mesmo, de uma fachada. Ela própria a viver um período de desgraça após um casamento falhado, envolve-se irrefletidamente em algo maior do que ela, que não pode controlar, com implicações na sua vida, na vida do ex-marido, da nova mulher deste e na do casal que observa e que colocara num pedestal.
Naturalmente, tratando-se A Rapariga no Comboio de um thriller, não faltam as voltas e reviravoltas, especialmente no final, e uma boa dose de surpresas agradáveis – do ponto de vista do leitor, não das personagens. Para estreante, Paula Hawkins revela um excelente, e surpreendente, domínio da arte de prender o leitor, com um romance bem montado e estruturado, com um ritmo inflexível e pouco dado a paragens ou descansos. Não só nos sentimos presos pelo crime que a dada altura ocorre, como queremos saber mais sobre aquelas pessoas que ocupam as páginas à nossa frente, três mulheres e dois homens, que tanto nos cativam como nos repugnam. Afinal, são seres humanos simples, daí a identificação com a obra. Não há aqui, apesar do já citado crime, superdetetives ou superpolícias, com poderes dedutivos acima da média. Há pessoas normais envolvidas numa história que corre mal e que por isso levanta o véu que ocultava uma série de podres. Ninguém escapa, o que dá um realismo que por vezes escasseia neste tipo de obras.
A proximidade que criamos com as personagens é ainda mais forte devido ao facto de o livro ser narrado por três delas: Rachel (a da imaginação fantasiosa), Megan (o alvo da sua imaginação) e Anna (a que lhe ficou com o marido e que é vizinha de Anna).
Por tudo isto, e muito mais, recomendo vivamente A Rapariga no Comboio aos amantes de thrillers, de histórias com pessoas «reais» ou, pura e simplesmente, de um bom livro.

Autora: Paula Hawkins
Título original: The Girl on The Train
Editora: Topseller
Tradução: José João Leiria
Ano de Edição: 2015

Sinopse: «Todos os dias, Rachel apanha o comboio…
No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem.
Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia…
Rachel assiste a algo errado com o casal… É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.»IMG_0708

 

Junho preenchido com adaptações literárias no Cineclube do Porto

CCPORTOA programação de junho do Cineclube do Porto, cujas sessões têm lugar na Casa das Artes, é preenchida com adaptações literárias, começando já quinta-feira (4 de junho) com Galinha com Ameixas, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud.

Programa

4 de junho (5ª feira) | 21h30 

GALINHA COM AMEIXAS, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud

6 de junho (sábado) | 18h00
O BAR DA ÚLTIMA ESPERANÇA, de Jacques Rouffio

11 de junho (5ª feira) | 21h30
O FATALISTA, de João Botelho

13 de junho (sábado) | 18h00
VÍCIO INTRÍNSECO, de Paul Thomas Anderson

18 de junho (5ª feira ) | 21h30
INQUIETUDE, de Manoel de Oliveira

20 de junho (sábado) | 18h00
O ANJO AZUL, de Josef Von Sternberg

25 de junho (5ª feira) | 21h30
CRIME DELICADO, de Beto Brant

27 de junho (sábado) | 18h00
O HOMEM MAIS PROCURADO, de Anton Corbijn

«Ilhas na Corrente», de Hemingway, e «A Esperança», de Malraux, são as apostas de junho da Livros do Brasil

lb-ilhasA Livros do Brasil está imparável e já anunciou para 4 de junho a recuperação de mais duas obras do seu extenso e afamado catálogo, Ilhas na Corrente, de Ernest Hemingway, e A Esperança, de André Malraux.

Ilhas na Corrente – Ernest Hemingway
«Refugiado na tranquila ilha de Bimini, na corrente do Golfo, o pintor americano Thomas Hudson vê a sua rotina de trabalho alterada com a chegada dos três filhos para umas férias de verão, corre então a década de 30. E a sua vida não mais será a mesma. Acompanhando-o até aos mares da costa de Cuba nos dias da Segunda Guerra Mundial, Ilhas na Corrente traça um retrato comovente do percurso interior de um homem que é um artista e um aventureiro, à semelhança do próprio Hemingway, que acaba enredado no que a existência tem de trágico e absurdo.

LB-AesperançaA Esperança – André Malraux
«Os fascistas de Franco apertam o cerco a Madrid. Vindos de diferentes pontos do mundo, homens aventureiros e apaixonados juntam-se aos republicanos em brigadas internacionais que crescem na luta pela defesa dos valores democráticos. Entre eles está André Malraux, e é com base na sua experiência como chefe de esquadrilha na frente republicana da Guerra Civil de Espanha que publica, em 1937, Esperança. Romance que toma partido, este é um livro amargo, relato de dor e derrota, mas também um testemunho inigualável de coragem, de companheirismo, de debate político e de um combate incansável pela liberdade. Uma das maiores obras jamais escritas sobre o drama espanhol de 1936-1939, a par de Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway, ou Homenagem à Catalunha, de George Orwell, A Esperança seria adaptada ao cinema pelo próprio Malraux e premiada em 1945 com o Louis-Delluc, “o Goncourt do cinema”.»

«Arquipélago» é o novo romance de Joel Neto, editado pela Marcador

01950074_Arquipelago_201505181213Arquipélago, uma edição da Marcador, é o novo romance do cronista e escritor Joel Neto, autor de obras como Os Sítios Sem Resposta (romance), O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas (contos) e Banda Sonora Para um Regresso a Casa (crónicas). Arquipélago começa nos Açores em 1980 e envolve uma criança desaparecida e um homem que não sente os terramotos.

Sinopse: «Quando um grande terramoto faz estremecer a ilha Terceira, o pequeno José Artur Drumonde dá-se conta de que não consegue sentir a terra tremer debaixo dos pés. Inexplicável, esse mistério há-de acompanhá-lo durante toda a vida. Mas, entretanto, é hora de participar na reconstrução da ilha, tarefa a que os passos e os ensinamentos do avô trazem sentido de missão.
Já professor universitário, carregando a bagagem de um casamento desfeito e uma carreira em risco, José Artur volta aos Açores. Durante as obras de remodelação da casa do avô, é descoberto um cadáver que o levará em busca dos segredos da família, da história oculta do arquipélago e de uma seita ritualista com ecos do mito da Atlântida. Mas é nos ódios que separam dois clãs rivais que o professor tentará descobrir tudo o que os anos, a insularidade e os destroços do grande terramoto haviam soterrado…
Usando a mestria narrativa e o apuro literário dos clássicos, bem como um dom especial para trazer à vida os lugares, as gentes e a História dos Açores, Joel Neto apresenta o romance Arquipélago, em que a ilha é também protagonista.»

«Se Eu Fosse Chão», de Nuno Camarneiro, chegou às livrarias

Se Eu Fosse ChãoSaiu há dias o novo romance de Nuno Camarneiro, Se Eu Fosse Chão, editado pela Dom Quixote. Camarneiro, que venceu o Prémio Leya 2012 com Debaixo de Algum Céu é também o autor de No meu peito não cabem pássaros.

Sinopse: «Num grande hotel, as paredes têm ouvidos e os espelhos já viram muitos rostos ao longo dos anos: homens e mulheres de passagem, buscando ou fugindo de alguma coisa, que procuram um sentido para os dias. Num quarto pode começar uma história de amor ou terminar um casamento, pode inventar-se uma utopia ou lembrar-se a perna perdida numa guerra, pode investigar-se um caso de adultério ou cometer-se um crime de sangue.
Em três épocas diferentes, entre guerras que passaram e outras que hão-de vir, as personagens de Se Eu Fosse Chão – diplomatas, políticos, viúvos, recém-casados, crianças, actores, prostitutas, assassinos e até alguns fantasmas – contam histórias a quem as queira escutar.»

Presença aposta em dois romances que deram filme: «A Criança N.º 44» e «Big Game – Instinto Caçador»

01950073_Criança_44_201505181213A Editorial Presença lançou recentemente dois livros de ficção que deram origem a filmes, A Criança N.º 44, de Tom Rob Smith, e Big Game – Instinto Caçador, de Dan Smith.

A Criança N.º 44 – Tom Rob Smith
«A União Soviética de Estaline é um paraíso, onde os cidadãos vivem livres do crime e apenas temem uma coisa: o todo-poderoso Estado. Defendendo este sistema, o oficial de segurança Leo Demidov é um herói de guerra que acredita no punho de ferro da Lei.
Mas quando um assassino começa a matar indiscriminadamente e Leo se atreve a investigar, este obediente servidor do Estado dá por si despromovido e exilado. Agora, apenas com a sua mulher ao seu lado, Leo tem de se debater para descobrir verdades chocantes a respeito de um assassino – e de um país onde o crime supostamente não existe.»
O filme inspirado neste livro, realizado por Daniel Espinosa e protagonizado por Tom Hardy, Gary Oldman e Noomi Rapace, estreia a 4 de junho.

60990300_Big_Game_201505181213Big Game – Instinto Caçador – Dan Smith
«
Na véspera do seu 13º aniversário, Oskari parte para a floresta de onde sairá um homem, carregando o maior animal que conseguir caçar somente com um arco e flechas – uma tradição ancestral da sua aldeia. Durante o teste, Oskari ouve estrondos na floresta e depara-se com uma insólita cápsula de onde sai o presidente dos Estados Unidos…
Terroristas conseguiram destruir o avião presidencial, o Air Force One. Agora, o rapaz tem à sua frente um dos maiores desafios da sua vida: os dois têm de escapar de um inimigo perigoso. Oskari tem de conseguir manter o homem mais poderoso do mundo em segurança até que as tropas do exército americano cheguem.
Será que o jovem será suficientemente corajoso para ultrapassar este desafio tão difícil?»
O filme inspirado neste livro, realizado por Jalmari Helander e protagonizado por Samuel L. Jackson e Onni Tommila, estreia a 28 de maio.