Na Comic Con há literatura e muito mais

dsc_1088Começa amanhã a grande festa da cultura pop nacional. A Exponor, em Leça da Palmeira, Matosinhos, prepara-se para receber entre 8 e 11 de dezembro a terceira edição da Comic Con Portugal, um evento que chama milhares de pessoas à procura de diversão e entretenimento em áreas como cinema, televisão, jogos, música, BD e literatura, entre outras.
Ao todo serão mais de duzentos convidados que participarão em mais de cem painéis.
caravelaDado que este blogue se dedica principalmente aos livros, é precisamente a literatura que vou destacar. Na sexta-feira, às 12h30, Nuno Caravela vai-nos falar da sua coleção de livros infantis do Bando das Cavernas, um sucesso de vendas que já ultrapassou os 100 mil exemplares de livros vendidos ao fim de quinze volumes. Eu (Rui Azeredo) vou estar lá para apresentar o Nuno e conversar com ele sobre a sua obra. Quem quiser autógrafos de Nuno Caravela, tem de aparecer na quinta-feira às 18h15.

Literatura fantástica portuguesa
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rui-madureira-fotoNo sábado às 18h15 vou estar a moderar um painel sobre literatura fantástica portuguesa com os escritores Filipe Faria (autor da saga Crónicas de Allarya e de obras como A Alvorada dos Deuses – em cima à direita), Madalena Santos (autora da saga Terras de Corza – em cima ao centro) e Rui Madureira (lançou recentemente o e-book Depuração, depois de se ter estreado com o épico de fantasia Abaddon – em cima à esquerda). Ainda no sábado, mas às 15h30, Madalena Santos vai estar a dar autógrafos, seguindo-se Filipe Faria às 16h30.
terrariumTambém no sábado, mas às 17h00, será feito o pré-lançamento da versão renovada do livro de ficção científica português Terrarium, de João Barreiros e Luís Filipe Silva. Os autores vão estar presentes para participar numa conversa com Miguel Gonçalves, coordenador nacional da Sociedade Planetária e autor e apresentador da rubrica semanal da RTP Última Fronteira.
Para domingo às 13h00 está guardada a apresentação de Aventuras de Flauto, uma trilogia assinada por Tomás Borges de Castro que eu irei apresentar. Também estará presente a ilustradora, Catarina Borges de Castro. (foto em baixo)20161125103640-vzkphot0

O «resto»
Quanto ao «resto» da Comic Con, o programa completo pode ser consultado aqui. As novidades mais recentes serão a apresentação em estreia mundial de material relativo ao filme Valerian, de Luc Besson, a estreia mundial do jogo Lego Wars e a apresentação da série Incorporated, produzida por Ben Affleck e Matt Damon. Na Comic Con vai marcar presença o ator Sean Teale.
A Comic Con abre portas de quinta, sexta e sábado às 10h00 para encerrar às 21h00, enquanto no domingo, dia 11, abre às 10h00 e fecha às 20h00. A organização garantiu que este ano a entrada do público seria mais fluída, graças ao recurso de um novo sistema. Outra melhoria é o aumento da área de alimentação.

100 Fotografias | Time

Não é a única lista possível, mas sem dúvida é uma lista muito relevante. Veja esta seleção das 100 fotos que mais influenciaram o mundo.

Fonte: 100 Fotografias | Time

«O Labirinto dos Espíritos» conclui a tetralogia do Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Zafón

labirintoO Labirinto dos Espíritos, aguardado desfecho da magnífica tetralogia do Cemitério dos Livros Esquecidos, do espanhol Carlos Ruiz Zafón, chega hoje às livrarias portuguesas numa edição da Planeta. Fica assim concluída a saga iniciada em 2001 com A Sombra do Vento, e que teve seguimento com O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Neste novo romance, segundo a editora, «assistimos a um jogo de espelhos entre a Barcelona real e a Barcelona reflectida nos livros de paradeiro incerto, neste caso com o eco de uma muito particular versão de Alice no País das Maravilhas».
Pode ler aqui o primeiro capítulo de O Labirinto dos Espíritos.

Sinopse: «Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro  que  havia  de  lhe  mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos.
O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher, Bea, e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.
Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.»

António Canhoto Costa apresenta-nos as «Personagens Malditas da História»

malditasAntónio Canhoto Costa, autor do romance Os Quatro Cantos do Império, acaba de lançar um outro título na Saída de Emergência, Personagens Malditas da História, com pequenas biografias de nomes que ficaram na história pelos piores motivos.

Sobre o livro: «Dos líderes sanguinários como Hitler e Nero aos pensadores que chocaram os seus contemporâneos, como Sade e Nietzsche. Dos chefes militares cuja ambição não tinha limites, como Napoleão e Hernan Cortés aos fanáticos religiosos como Torquemada e Bin Laden. Mas ainda há espaço para algumas figuras maquiavélicas dos nossos dias, como George W. Bush, Saddam Hussein ou Kissinger. E, claro, a História de Portugal não poderia ficar de fora, com nomes amaldiçoados cujas ações se sentem ainda hoje: de D. Sebastião, ao Marquês de Pombal e Salazar.»

Assírio & Alvim edita «Muito Barulho por Nada», de Shakespeare, traduzido por Sophia de Mello Breyner Andresen

aa-nadaA Assírio & Alvim lança na quinta-feira, 17 de novembro, a comédia de William Shakespeare, Muito Barulho por Nada, com tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen até agora inédita.
A obra, que terá sido escrita em 1598-1599, foi levada ao palco pelo Teatro da Cornucópia, com encenação de Luís Miguel Cintra, autor do prefácio desta edição, qua conta ainda com uma introdução de João de Almeida Flor.

«Para se perceber as suas escolhas de tradutora tem de se entender a sua ideia de tradução: uma verdadeira interiorização, até musical, do texto inglês e a resposta — como se fosse um eco que falasse português e que tantas vezes parecia tradução literal, sendo no entanto o resultado de uma escolha não a favor da fidelidade literal mas sim de outra fidelidade mais inteligentemente entendida, a fidelidade de encontrar em português uma linguagem teatral para um texto destinado a ser representado e a uma poética sua, fiel à de Shakespeare.» – Luís Miguel Cintra

João Gobern lembra-nos «Quando a TV Parava o País»

unnamedQuando a TV Parava o País, do jornalista e comentador João Gobern, é um livro onde são recordados programas e protagonistas que marcaram a nossa televisão. A obra, uma edição Matéria-Prima, estará à venda na quinta-feira 17 de novembro. Gobern, depois de ter trabalhado em A Capital,  Se7e e Visão, lançou a revista Focus, onde foi diretor-adjunto, foi diretor da TV Guia e diretor fundador da Sábado. Atualmente, está presente na Antena 1 com os programas Hotel Babilónia, com Pedro Rolo Duarte, e Bairro Latino, escreve para o Diário de Notícias e é comentador do Trio D’Ataque, na RTP3.

Sobre o livro: «Quem não se lembra ou não sabe o que foi o famoso e marcante Zip Zip ou A Visita da Cornélia? Ou O Tal Canal e a sensual Gabriela? E quem não conhece o clã de Dallas ou a tripulação de O Barco do Amor?
Nessa altura a televisão dava que falar, era única, irrepetível e tinha um impacto tremendo no nosso dia-a-dia. A TV era tema habitual de conversa no dia seguinte, na escola ou no trabalho. Agitava mentalidades, animava os dias tristes, ensinava a falar e escrever português e até mandava as crianças para a cama.
As famílias reuniam-se no sofá da sala para ver as novelas e os concursos semanais; o Festival da Canção era motivo de serão organizado entre amigos e vizinhos, ansiosos pela classificação da canção portuguesa; o Telejornal era o grande momento noticioso do dia, à mesma hora, para toda a gente. Não havia canais de notícias, nem se andava com a emissão para trás. Os canais temáticos ainda não existiam.
Aceite o convite e lembre tantos programas que ficaram na memória coletiva e protagonistas que nos apaixonaram ao longo de décadas.»

Roma Antiga em dose dupla

A Ira das Fúrias, de Steven Saylor, e S.P.Q.R. – Uma História da Roma Antiga, de Mary Beard, são duas obras recentemente lançadas pela Bertrand relacionadas com a Roma. A primeira é mais um romance protagonizado por Giordano, o Descobridor, funcionando como prequela da série Roma Sub Rosa. Já S.P.Q.R. narra a ascensão de uma pequena aldeia no centro da Itália a capital de uma civilização.

capa_a-ira-das-furiasA Ira das Fúrias – Steven Saylor
«No ano de 88 a.C., o mundo inteiro parece estar em guerra. No Ocidente, os estados italianos rebelam-se contra Roma; no Oriente, Mitrídates marcha, conquistando as províncias asiáticas romanas. Até mesmo em Alexandria, que continua relativamente calma, um golpe de estado levou ao poder um novo faraó, instalando o caos nas ruas.
O jovem Gordiano espera, com Bethesda, o fim do caos em Alexandria, mas recebe uma mensagem cifrada do seu antigo tutor e amigo, Antípatro. Agora em Éfeso, como membro da comitiva de Mitrídates, Antípatro está convencido de que a sua vida se encontra em perigo iminente.
Para o salvar, Gordiano concebe um esquema ousado e astuto para se pôr “atrás das fileiras dos inimigos” e deixar Antípatro em segurança – porém, poderosas forças mortais têm os seus próprios planos para Gordiano. Não sabendo bem se ele próprio é um decisor ou um peão, o jovem terá de desvendar o mistério oculto na mensagem para se poder salvar a si e à pessoa que lhe é mais querida.»

978-972-25-3294-5_SPQRUma História de Roma – Mary Beard
«Roma Antiga era uma cidade imponente até para os padrões modernos, uma metrópole imperial com mais de um milhão de habitantes, uma mistura de luxo e de lixo, de liberdade e de escravatura, de respeito e guerra civil. Foi o centro de poder de um império que se estendia da Península Ibérica à Síria.
S.P.Q.R. (“o Senado e Povo de Roma”) narra a ascensão inédita de uma pequena aldeia no centro da Itália, a capital de uma civilização que, dois mil anos depois, ainda molda muitas das nossas conceções de poder, cidadania, responsabilidade e beleza. Questiona a forma como pensamos os romanos e explora o modo como os romanos se viam a si mesmos: como lidavam com o terrorismo e com a revolução, como encaravam as migrações e a mobilidade social e como inventaram um novo conceito de cidadania e de nação. É uma história surpreendente, eloquente e incontornável de Roma Antiga.»