«Private Los Angeles», novo «thriller» de James Patterson, leva o leitor a Hollywood

Capa Private Los AngelesPrivate Los Angeles (traduzido por mim, Rui Azeredo) é o terceiro título da série Private, de James Patterson, a ser editado em Portugal pela Topseller, depois de Private e Principal Suspeito. Patterson, recorde-se, é o autor das séries Alex Cross, NYPD Red, Maximum Ride e de thrillers como Invisível.
Private, segundo a nota de imprensa da Topseller, será alvo de adaptação para uma série televisiva por parte da Sonar Entertainment e da Tribeca Productions.

Sinopse: «Quatro homens são misteriosamente assassinados numa praia de Malibu, junto a um bairro de multimilionários. Jack Morgan, líder da Private, a conceituada agência internacional de investigação criada para proteger os mais poderosos, chega ao local do crime com o objetivo de ilibar um dos seus clientes e descobrir o verdadeiro assassino.
Mas eis que, a meio da investigação, Jack recebe um telefonema inesperado: Thom e Jennifer Harlow, o casal mais famoso de Hollywood, desapareceram sem deixar rasto, juntamente com os seus três filhos. Por entre revelações incríveis e descobertas chocantes, é missão da Private encontrar a família desaparecida, antes que a notícia chegue aos media e aterrorize o público.
Com dois casos tenebrosos para resolver, perseguições, assassínios, explosões mortíferas e alta velocidade, Jack, Justine e os restantes elementos da Private não terão mãos a medir para provar, mais uma vez, que são os melhores, os mais rápidos e os mais inteligentes.»

«O Morcego», de Jo Nesbø, apresenta a série Harry Hole

O MorcegoJá anda aí pelas livrarias a «esvoaçar» O Morcego, novo thriller do escritor norueguês Jo Nesbø, autor de obras como O Boneco de Neve, Caçadores de Cabeças e O Leopardo. O livro, editado pela Dom Quixote, é o primeiro da série Harry Hole, um inspetor da Brigada Anticrime de Oslo.
Sinopse: «O inspector Harry Hole, da Brigada Anticrime de Oslo, é enviado numa missão a Sydney, na Austrália, para investigar um homicídio. Deve colaborar com as autoridades locais, mas tem instruções para se manter longe de sarilhos. A vítima é uma norueguesa de 23 anos, em tempos uma celebridade televisiva no seu país.
Harry não consegue ser um simples espectador e, à medida que se envolve na investigação, trava amizade com um dos detectives responsáveis pelo caso. Juntos concluem que estão a lidar com o último de vários homicídios por resolver e, pelo padrão, estar na presença de um psicopata que actua ao longo do país. Prestes a descobrir a identidade do assassino, Harry começa a temer que ninguém esteja a salvo, principalmente as pessoas envolvidas na investigação… e os seus receios transformam-se no seu mais profundo pesadelo.»

«Amarillo» é a nova aventura do gato detetive Blacksad

blacksadAmarillo, 5.º álbum da série de banda desenhada Blacksad, criada pelos espanhois Juan Díaz Canales (argumento) e Juanjo Guarnido (desenho), chega a Portugal numa edição Arcádia, do grupo Babel.
Para quem não conhece, refira-se que Blacksad é uma excelente banda desenhada que tem por protagonista um gato detetive. A quem a ideia possa parecer absurda, digo desde já que tire daí o pensamento: a fórmula resulta muito bem. E não serei o único a pensar assim: Blacksad, por exemplo, em 2006 ganhou o prémio de Melhor Série de BD do Festival de Angoulême. Mas há mais: em 2013 conquistou o Eisner para o Melhor Álbum Estrangeiro publicado nos Estados Unidos e recentemente este Amarillo de que se «fala» recebeu o Prémio Nacional del Comic, importante galardão espanhol.

Sinopse: «O 5º episódio da série Blacksad começa em Nova Orleães; Weekly tem de sair da cidade e John prefere ficar para procurar trabalho. Por sorte, cruza-se com um texano rico que lhe propõe que leve o seu Cadillac de regresso a casa.
Está dado o mote para que John se veja envolvido num assassinato, e ainda com um grupo de motoqueiros, com um escritor da geração Beat, com um advogado manhoso e algumas pessoas de circo sinistro.»

«Eu, Alex Cross» – James Patterson

Capa Eu, Alex CrossJames Patterson não é autor para grandes surpresas. Explico-me melhor: quando pegamos num livro dele, já sabemos com o que podemos contar. Não quero com isto dizer que ao longo da leitura das suas obras não haja surpresas. Sendo ele especialista em policiais e thrillers, no enredo não poderiam faltar reviravoltas, caso contrário, ele já cá não andaria há muito.
Portanto, pegando num livro de Patterson, neste caso refiro-me concretamente a mais uma aventura de Alex Cross – cujo título, o sucinto, Eu, Alex Cross é, ainda assim, bastante revelador –, temos muita coisa garantida enquanto leitores. É uma aposta ganha, com risco mínimo. Se há livros que se comparam a filmes, a nível de estrutura, penso que os de James Patterson se equiparam a séries televisivas, das boas…
Este Eu, Alex Cross, editado pela Topseller, que em boa hora resolveu apostar no autor norte-americano, mostra um pouco mais do protagonista além do que envolve a investigação e resolução do habitual crime. Não poderia ser de outra forma, pois a vítima de homicídio que espoleta o envolvimento do detetive no caso é uma sobrinha sua, mesmo sendo alguém de quem Cross já há muito se afastara.
A jovem, acompanhante de luxo, foi vítima de um brutal assassínio e o que posteriormente lhe fizeram ao corpo é inenarrável – bem, não será propriamente inenarrável, pois é descrito no livro, mas também quem conhece este autor já sabe que ele não se poupa propriamente na descrição de tais pormenores. Mas não é só a sordidez do crime (que não é caso único, mas sim um de uma vaga) que alimenta o enredo do livro, pois o ambiente em que se desenrola é também cativante. Tudo se passa nos meandros do poder político de Washington e leva, inclusive, a uma aparição da presidente dos Estados Unidos, entre outras altas patentes das forças politicas e da autoridade.
A sobrinha de Alex Cross fazia parte de um esquema de acompanhantes de luxo que participavam em jogos muito perigosos, onde homens poderosos de Washington davam azo às fantasias sexuais mais inimagináveis. Dá para perceber, sem estragar qualquer surpresa, que se trata de uma investigação cheia de escolhas complexas, de passos hesitantes, que Alex Cross terá de gerir com pinças.
O romance em si também é gerido com pinças, pois, paralelamente ao caso policial, a família de Cross passa por uma situação complicada em função dos graves problemas de saúde vividos pela avó do protagonista. O saltitar entre a investigação e o acompanhamento da situação da avó de Alex Cross permite uma certa «descompressão» da sordidez dos crimes que «presenciamos» e um maior envolvimento e apego às personagens, aqui mais do que nunca humanizadas pelo autor.
Tudo junto, resulto em mais um livro de James Patterson que custa a pousar depois de iniciado. E os capítulos são tão pequenos… por que não ler mais um?

Autor: James Patterson
Título Original: I, Alex Cross
Editora: Topseller
Tradução: Ana Beatriz Manso
Ano de Edição: 2014
Páginas: 384

Sinopse: «Um crime macabro.
Alex Cross acaba de prometer à família que irá estar mais presente nas suas vidas quando recebe a notícia chocante de que a sua sobrinha foi barbaramente assassinada. Determinado a descobrir o criminoso, depressa percebe que ela estava envolvida num esquema de acompanhantes de luxo que concretizavam as fantasias dos homens mais poderosos de Washington, DC. E ela não foi a única vítima.
Um assassino infiltrado no poder. A caça ao assassino leva o detetive e a sua companheira, a detetive Bree Stone, a entrarem num mundo a que só os mais ricos e poderosos têm acesso. À medida que se aproxima da verdade, Alex Cross descobre segredos que poderão fazer tremer o mundo inteiro. Uma coisa é certa: quem está nesse círculo restrito tudo fará para manter os seus segredos bem guardados.
Conseguirá Alex Cross sobreviver ao seu mais arrepiante e pessoal caso de sempre? Com uma ação alucinante e reviravoltas imprevisíveis, o novo caso do detetive mais admirado em todo o mundo traz-nos momentos de suspense que só James Patterson consegue proporcionar.»

Nova edição assinala os 50 anos de «Praça da Canção», de Manuel Alegre

Praça da CançãoRegressou há dias às livrarias, 50 anos depois do seu «nascimento», Praça da Canção, primeiro livro de Manuel Alegre. A obra, escrita no exílio, veio a tornar-se um símbolo da liberdade face à ditadura.
O livro, editado pela Dom Quixote, tem prefácio José Carlos de Vasconcelos, onde vem escrito: «Praça da Canção, de Manuel Alegre, há muito ultrapassou as fronteiras da literatura para assumir uma dimensão simbólica ou mesmo mítica (…) Os versos de Praça da Canção andaram, desde sempre, de boca em boca, de mão em mão, de coração em coração, em simultâneo singular expressão individual de um poeta e vigorosa voz coletiva de um povo.»

Ideia-Fixa dá nova vida a «Arsène Lupin, Gentleman-Gatuno», de Maurice Leblanc

capa_AL_largeArsène Lupin, Gentleman-Gatuno, de Maurice Leblanc, já pode ser encontrado nas livrarias portuguesas graças a uma edição da Ideia-Fixa, chancela da editora Alêtheia. Trata-se do primeiro de uma série de vinte livros que Leblanc dedicou a esta personagem inspirada no anarquista francês Marius Jacob (1879-1954).
Lupin «nasceu» em 1907, tendo sido considerado uma resposta francesa a Sherlock Holmes. Apesar de se dedicar ao crime, este gentleman-gatuno, autor de divertidos golpes, segue um código de honra que acaba por cativar o leitor. Assim, tornou-se, sem surpresa, um clássico da literatura policial que agora, mais de um século depois de ter surgido, pode ser recuperado.

«Jovens e Culturas Cívicas», de Maria José Brites, editado por Livros LabCom

capa-jovensJovens e culturas cívicas: Por entre formas de consumo noticioso, obra de Maria José Brites, acaba de ser editada pela Livros LabCom, na Coleção Pesquisas em comunicação, em formato PDF. A obra, gratuita, pode ser descarregada aqui.

Sinopse: «Para melhor compreender as dinâmicas que os jovens, muito em particular os portugueses, evidenciam em relação à participação e ao jornalismo – tentando escapar às visões reducionistas que meramente apontam para um afastamento –, lançámo-nos no desafio de melhor perceber os contextos de ação, os seus moldes e os seus propósitos. Estas matérias foram alvo de reflexão através de um estudo de caso longitudinal (2010-2012), realizado com 35 jovens com formas de participação diferenciadas, na intensidade e na diversidade, e com distintas proveniências sociais, culturais e económicas.
O corpus permitiu melhor apreender e compreender contextos específicos e chegar a perfis quanto ao consumo de notícias (inclusive de política) e quanto à participação.
As tipologias apontam para uma realidade complexa, em que são marcantes os fatores familiares, os contextos sociais mais vastos e a vontade individual.
O Prefácio é assinado por Peter Dahlgren, professor emérito da Universidade de Lund, na Suécia, e um dos mais conceituados estudiosos das dinâmicas do jornalismo e das culturas cívicas, muito em especial entre os jovens.»