Contraponto lançou «Ninguém Quis Saber», da sueca Mari Jungstedt

A Contraponto lançou em Junho mais um romance da escritora sueca Mari Jungstedt, Ninguém Quis Saber, que assim sucede em Portugal a Ninguém Viu.

Sinopse: «O fotógrafo Henry Dahlström aparece assassinado na até então adormecida e invernal ilha de Gotland, após ter recebido uma avultada soma das apostas nas corridas de cavalos. A resolução do caso parece ser fácil, pois tudo indica que o crime foi cometido por alguém do círculo social de Dahlström, com o intuito de ficar com o seu dinheiro.
Enquanto isto, uma jovem de catorze anos, Fanny, desaparece e a polícia começa a investigar um suposto sequestro.
O rumo das investigações dá, porém, uma reviravolta quando o porteiro do edifício onde morava Dahlström descobre uma caixa com fotografias pedófilas, nas quais aparece a jovem Fanny.
Anders Knutas vai precisar de todo o seu talento e da ajuda do seu amigo, o jornalista Johan Berg, para descobrir o que se esconde por detrás deste terrível caso.»

«Bar Flaubert» – Alexis Stamatis

De literatura grega pouco conheço, nem clássicos nem contemporâneos (aqui só um pouco de Panos Karnezis), mas recentemente tive uma bela surpresa ao ler Bar Flaubert, um belo e viciador romance de Alexis Stamatis editado agora pela Porto Editora, embora seja um original já de 2000.
Sim, demorou uns anos a cá chegar, mas agora que podemos frequentar o Bar Flaubert não há que hesitar, é um «lugar» de visita obrigatória. Mas isso nem é preciso recomendar, pois assim que se põe ou pé (ou, melhor, a vista) neste romance de lá já não se quer sair. Logo a abrir, o que me ocorre dizer é que Bar Flaubert me faz lembrar A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, o que é um tremendo de um elogio, pois trata-se de um dos meus livros preferidos.
Há um manuscrito misterioso, um autor ainda mais misterioso e um jornalista curioso que por acaso encontra em casa do seu pai esse romance, chamado precisamente Bar Flaubert, que o deixa enfeitiçado. Enfeitiçado a ponto de largar tudo para encontrar o seu autor, um tal Loukas Matthaiou misteriosamente desaparecido na década de 70 e sobre quem o pai mostrara grande repulsa em falar. Isso só espicaça ainda mais a vontade do jornalista (já agora, chama-se Yannis Loukas), que, prestes a entrar nos 40 anos e numa fase indefinida da sua vida, se agarra a «isto» para lhe dar algum sentido. Assim, a procura pelo autor de Bar Flaubert é, também, uma busca por si próprio, uma demanda que o leva a Barcelona, Florença e Berlim, antes do regresso à Grécia – Stamatis praticamente «criou» um livro de viagens dentro do romance, quase sem que o leitor dê por isso, pois as cidades visitadas são, na sua essência, elas próprias personagens/protagonistas deste envolvente romance e sem elas nada faria sentido.
Pista a pista, Stamatis seduz-nos, não nos deixa pousar o livro, pois doseia com grande inteligência e precisão os dados que nos quer apresentar, através de uma história que mistura emoção (há tiros, roubos de arte, mortes, perseguições de carros) com erudição (deambulações cativantes sobre pintura, literatura) sem desníveis de estilo ou quebras de ritmo. Além disso, o romance apresenta um leque de personagens ricas e diversificadas, que vão crescendo com o desenrolar do enredo, e é com gosto acrescido que se assiste ao desenvolvimento das suas personalidades face aos acontecimentos surpreendentes que se vão sucedendo.
As obrigatórias revelações surpreendentes que um romance deste género teria de incluir são, também, perfeitamente plausíveis e credíveis, elementos fundamentais para fazer de Bar Flaubert um romance maduro que, ao mesmo tempo, se lê como um thriller, deixando-nos incertos entre saborear cada página ou passar rapidamente à seguinte (quiçá atropelando umas frases e/ou palavras) para se conhecer os desenvolvimentos da narrativa – na dúvida, o melhor é mesmo saborear, até porque, chegados ao fim, fica aquela inevitável sensação de vazio que surge sempre que se acaba de ler um bom livro e do qual se sente imediatamente saudades.
Bar Flaubert tem uma alma que esperaria encontrar, por exemplo, num romance espanhol, mas isso será fruto do meu desconhecimento face à literatura grega, pois se calhar essa «tal» alma será, isso sim, mediterrânica.
Esqueça a Grécia «falida», esqueça a Grécia do futebol e conheça uma outra Grécia, aquela que nos chega por via da literatura e que para já nos traz o Bar Flaubert de Alexis Stamatis – esperemos que se sigam mais bons exemplos.

Autor: Alexis Stamatis
Título original: Bar Flaubert
Editora: Porto Editora
Tradutor: Mário Dias Correia
Ano de Edição: 2012
Páginas: 280
Sinopse: «Yannis Loukas é um jornalista freelancer, filho de um prestigiado escritor, que aceita ajudar o pai a compilar uma autobiografia. Esquadrinhando o arquivo pessoal da família, Yannis descobre um misterioso manuscrito intitulado Bar Flaubert, cuja publicação o pai tinha recusado alguns anos antes. Ao lê-lo, a sensação de que alguém transpôs para o papel os seus sentimentos mais íntimos e secretos leva Yannis a querer encontrar o autor, um homem chamado Loukas Matthaiou. Mas quem é de facto esse homem e por que razão todos os que com ele se cruzaram parecem de alguma forma ter sido marcados pela sua personalidade carismática? Seguindo as pistas que Matthaiou foi deixando ao longo do seu livro, a vida de Yannis irá sofrer uma reviravolta imprevisível, numa demanda que cruza as fronteiras da ficção com a realidade.»

Ática lança «Fernando Pessoa – Prosa de Álvaro de Campos», organizado por Jerónimo Pizarro e António Cardiello

A Ática, do Grupo Babel, lançou Prosa de Álvaro de Campos, obra organizada por Jerónimo Pizarro e António Cardiello, com a colaboração de Jorge Uribe.
Trata-se de um livro que reúne pela primeira vez a prosa deste heterónimo de Fernando Pessoa, dando a conhecer mais de 40 textos inéditos. São textos escritos no mesmo período em que foi escrita a parte substancial do Livro do Desassossego.Segundo Jerónimo Pizarro, especialista em Fernando Pessoa, este é «um acontecimento tão relevante quanto a primeira publicação do Livro do Desassossego».

ASA apresenta Judy Blume com «Irmãs de Verão»

A ASA acaba de editar Irmãs de Verão, de Judy Blume, estreia em Portugal desta autora que já assinou mais de vinte romances.

Sinopse: «No verão de 1977 o mundo de Victoria Leonard iria mudar por completo, quando Caitlin Somer a escolhe como amiga. A estonteante e aventureira Caitlin acolhe Vix no seio da sua grande e excêntrica família, abrindo-lhe as portas a um mundo de inimagináveis privilégios, arrastando-a para temporadas de férias em Martha’s Vineyard um local encantado onde as duas se tornam “irmãs de verão”.
Agora, anos mais tarde, Vix trabalha em Nova Iorque. Caitlin está prestes a casar-se na Vineyard. A magia que as unia durante a sua longa e complexa amizade quase desapareceu. Mas Caitlin implora a Vix que venha ao seu casamento para ser sua Madrinha. E Vix sabe que vai – porque quer perceber o que aconteceu naquele último e triste verão. E, ao fim de todos estes anos, ela precisa de saber se a sua melhor amiga, a sua irmã de verão, ainda tem o poder de lhe partir o coração.»

Florencia Bonelli, autora de O Quarto Arcano, inicia com «Paris» a Trilogia Cavalo de Fogo

A escritora argentina Florencia Bonelli, autora da série O Quarto Arcano, lança-se agora numa trilogia – também editada pela Porto Editora – com o título Cavalo de Fogo. O primeiro volume intitula-se Paris e segundo e editora «apresenta-nos uma conturbada e poderosa história de amor que tem como pano de fundo o conflito israelo-palestiniano».

Sinopse: «Matilde Martínez, uma jovem pediatra argentina, viaja até Paris para aprender o idioma antes de partir para o Congo, ao serviço de uma ONG, para ajudar os mais carenciados. Apesar das suas inseguranças, traumas e dramas, a determinação de Matilde é tão forte que nada nem ninguém conseguirá demovê-la de cumprir o seu sonho. Eliah Al-Saud é um homem poderoso e sem piedade, descendente da família real saudita. Dono de uma empresa de segurança privada, o negócio serve de fachada a um outro tipo de serviços: de espionagem, segurança e formação de mercenários.
Desde o seu primeiro encontro que o destino os unirá numa paixão tão intensa e irrefreável que nada poderão fazer para evitar a conspiração crescente que ameaça não apenas o seu amor, mas também as suas vidas. No cenário ameaçador e bélico do conflito israelo-palestiniano, Matilde e Eliah viverão uma aventura que os levará a percorrer o mundo e a enfrentar os perigos que cercam todos aqueles que ousam desafiar os impérios dominantes.»

Gradiva edita «A Química das Lágrimas», de Peter Carey

O romance A Química das Lágrimas, do australiano Peter Carey, é editado em Portugal pela Gradiva. Carey já vira editado no nosso país o livro de viagens 30 Dias em Sydney, assim como Jack MaggsOscar e Lucinda e A Verdadeira História do Bando de Ned Kelly, tendo com estes dois últimos conquistado o Booker Prize.

Sinopse: «Londres, 2010. Catherine Gehrig, conservadora no Museu Swinburne, sabe da morte inesperada do seu colega e amante de há treze anos.
Na sua condição de amante de um homem casado, tem de chorar essa perda em privado. O chefe do seu departamento, ciente do desgosto de Catherine, confia-lhe um projecto especial – reconstituir tanto a parte mecânica como a história de um autómato extraordinário e fantasmagórico.
Essa criatura é um quebra-cabeças mecânico, encomendado na Alemanha do século XIX por Henry Brandling, um inglês, como um “divertimento mágico” para o seu filho, vítima de tuberculose.
Associadas pelo misterioso autómato, as histórias de Catherine e Henry interligam-se no tempo para explorar os mistérios da vida e da morte, o milagre e a catástrofe da invenção humana, bem como a extraordinária química do amor e dos sentimentos.
Um autómato, um homem e uma mulher que nunca poderão encontrar-se, uma história de amor secreta e o destino do mundo em aquecimento adquirem vida e fulgor neste romance tocante e inesquecível de um dos maiores escritores do nosso tempo.»

Novo «thriller» de Colleen McCullough intitula-se «Crueldade a Nu»

Crueldade a Nu é o mais um thriller de Colleen McCullough, autora de Tim, Pássaros Feridos e A Independência de Uma Mulher, editado pela Bertrand. Carmine Delmonico regressa como protagonista.

Sinopse: «Em1968, a América é um país em convulsão e o subúrbio de Carew está a ser aterrorizado por uma série de violações. Quando uma das mulheres arranja finalmente coragem para falar e se dirige à polícia, o violador passa a matar as vítimas seguintes. Para Carmine, parece ser um caso sem quaisquer pistas. Além de que o Departamento de Polícia de Holloman se está a debater com os seus próprios problemas.
Enquanto o assassino traça os seus planos, Carmine e a sua equipa têm de usar todos os recursos ao seu dispor para conseguirem desvendar este caso brutal.»

Marta e Duarte é uma nova colecção de aventuras para jovens assinada a meias por Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira

Marta e Duarte é o nome de uma nova colecção dirigida ao público infanto-juvenil que irá ser lançada a 28 de Junho. Escrita a duas mãos pelos jornalistas Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira, será editada pela Porto Editora, que tem prontos sair os dois primeiros volumes: Mistério no Pavilhão de Portugal e Ameaça no Vale do Douro. O lançamento da colecção terá lugar no El Corte Inglés de Lisboa, às 18h30 do dia 12 de Julho, com apresentação de Júlia Pinheiro.

A Colecção
«A série de aventuras juvenis Duarte e Marta narra as peripécias de dois adolescentes, colegas de turma, que se lançam à descoberta de casos misteriosos. Atentos ao que se passa à sua volta e aos problemas de familiares, amigos ou conhecidos, em vez de ignorarem as dificuldades procuram enfrentá-las e ajudar a resolvê-las, já que os receios que possam ter são suplantados pela sua imensa curiosidade. Esta coleção é da autoria de Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira, dois escritores de gerações diferentes que se aventuraram a trazer para os dias de hoje o espírito das histórias de segredo e intriga que têm marcado a juventude de todas as épocas.»

Mistério no Pavilhão de Portugal
«Duarte e Marta encontram-se à saída de um concerto noturno de rock, próximo do Pavilhão de Portugal, e, quando reparam num vulto masculino que se movimenta sobre a cobertura do edifício, decidem investigar o que se passa. Começam assim uma movimentada aventura, e há um mistério que têm de resolver em menos de 24 horas. Será que vão conseguir?

Ameaça no Vale do Douro
«Convidados por um amigo a passar uns dias de férias no Porto, Duarte e Marta deparam, logo após a chegada, com a existência de uma ameaça: a destruição da vinha do vale do Douro pertencente à família do jovem. Viajam até à zona da vinha e põem em prática um plano para tentarem descobrir quem está por trás da manobra. Será que descobrem?»

Bertrand lançou «Os Litigantes», de John Grisham, autor de «A Firma»

Os Litigantes, de John Grisham – autor de A Firma e A Conspiração –, foi recentemente posto à venda, numa edição Bertrand. A editora apresenta-o como sendo «um livro extremamente divertido, repleto das estratégias legais e do suspense que fizeram de John Grisham o escritor preferido da América».

Sinopse: «Os dois sócios da firma de advogados Finley & Figg, especializados em casos de divórcio e de condução sob o efeito do álcool, mais pareciam um velho casal. Mas eis que a mudança chega. David Zinc, um advogado jovem, abandona a carreira numa elegante firma do centro, embebeda-se e vai literalmente parar à porta da Finley & Figg.
Agora com um novo membro, a F&F está pronta para agarrar um grande caso, que os pode tornar ricos sem que tenham de trabalhar muito. O Krayoxx, um medicamento popular para reduzir o colesterol em doentes obesos, produzido por um gigante da indústria farmacêutica, está sob fogo depois de vários casos de ataques cardíacos associados ao tratamento. A única coisa que a Finley & Figg tem de fazer é encontrar meia dúzia de pessoas que tenham tido ataques cardíacos enquanto tomavam Krayoxx, convencê-las a tornarem-se seus clientes e preparar-se para a fama e a fortuna. Com um bocadinho de sorte, nem sequer terão de ir a tribunal! Parece quase bom de mais para ser verdade. E é.»

Oficina do Livro lançou «A Amante do Reizinho», de Vasco Duprat

A Oficina do Livro lançou A Amante do Reizinho e outras histórias de D. Manuel II, da autoria de Vasco Duprat, um livro recheado de histórias do último rei de Portugal.

Sinopse: «Um ano antes da queda da monarquia, o último rei de Portugal conheceu em Paris uma das estrelas mais cintilantes do music-hall francês. Chamava-se Gaby Deslys e arrebatou, de imediato, o coração do jovem D. Manuel II, a quem sua mãe, a Rainha D. Amélia, tratava carinhosamente por Reizinho.
Alvo de muita bisbilhotice e especulação, o romance amoroso, que se prolongaria por dois anos, foi usado pelos republicanos para fragilizar ainda mais a monarquia, enquanto fora de portas, onde era igualmente muito falado, serviria de inspiração a criadores de óperas, peças de teatro e outras manifestações artísticas.
A paixão ardente do monarca pela sedutora Gaby Deslys é o ponto de partida de um livro que evoca o penoso reinado de D. Manuel II e, depois, o seu atribulado exílio em Inglaterra, reunindo um conjunto de histórias que compõem um retrato diferente (e polémico) do último rei de Portugal.»