Novidades Editoriais de Fevereiro (II)

Cristovao Colombo_quatro viagensCristóvão Colombo – As Quatro Viagens – Laurence Bergreen (Bertrand)
«A viagem de Cristóvão Colombo através do Oceano Atlântico, em busca de uma rota comercial para a China, e o seu desembarque inesperado nas Américas, em 1492, é um marco na História do mundo. No entanto, Colombo fez mais três viagens no espaço de apenas uma década, cada uma projetada para demonstrar que seria possível navegar até à China numa questão de semanas e converter os habitantes ao cristianismo. Estas viagens foram ainda mais ousadas, violentas e ambíguas, mas revelaram a noção extraordinária de Colombo sobre o mar, a sua mente brilhante que funcionava em paralelo com ilusões de grandeza, e as suas excelentes habilidades de navegação. Em todas estas aventuras, quase nunca perdeu um marinheiro. Na sua conclusão, no entanto, Colombo era um homem quebrado, no corpo e espírito. Se a primeira viagem ilustra as recompensas da exploração, as últimas viagens revelam-nos os seus custos trágicos, políticos, morais e económicos.
Rico em pormenores e escrito a partir da perspetiva dos participantes, Cristóvão Colombo – As Quatro Viagens recria cada uma dessas aventuras, assim como o contexto histórico dada célebre e controversa vida de Cristóvão Colombo.»
14 de fevereiro

Nos Os AFogadosNós, os Afogados – Carsten Jensen (Bertrand)
«Um épico de aventuras, de bravura, de homens intrépidos e apaixonados, escrito por um dos autores mais aclamados da Escandinávia.
Aclamado imediatamente na Europa como sendo um clássico, Nós, os Afogados narra a história da cidade portuária de Marstal, cujos habitantes se fizeram ao mar e navegaram pelo mundo inteiro a partir de meados do século XIX até ao final da Segunda Guerra Mundial. Aqui contam-se as histórias de navios afundados e destruídos em guerras, de lugares de horror e violência que continuam a fascinar todas as gerações; aqui encontramos canibais, sonhos proféticos e sobrevivências miraculosas. O resultado é uma saga apaixonante, repleta de sabedoria e humor, de pais e filhos, das mulheres que eles amam e deixam para trás e da promessa assassina dos mares.
Em 1848, um grupo de navegadores dinamarqueses deixa a ilha de Marstal para lutar contra os alemães. Nem todos regressam, e os que regressam nunca mais serão os mesmos. Entre eles, encontra-se Laurids Madsen, que não tarda a escapar de novo para o anonimato do mar alto. Quando o seu filho Albert atinge a maioridade, parte à procura do pai desaparecido numa viagem que o levará por todo o globo.
Da Terra Nova às plantações da Samoa, da Tasmânia às costas geladas do norte da Rússia, esta história estende-se por quatro gerações, atravessando duas guerras mundiais e um século de história.»
14 de fevereiro

_o_fim_do_imperioO Fim do Império – Memória de um Soldado Português – O 7 de Setembro de 1974 em Lourenço Marques – Ribeiro Cardoso (Caminho)
«Esta é uma história real que tem por fundo a colonização, a guerra colonial e a descolonização – e tem por centro o 7 de Setembro de 1974, dia em que os brancos extremistas de Lourenço Marques assaltaram o Rádio Clube de Moçambique na tentativa de impedir a promulgação dos Acordos de Lusaka.
Tais acordos, assinados horas antes por representantes de Portugal e da Frelimo, estabeleciam os mecanismos da transferência de poderes que levariam à independência de Moçambique – o que certos brancos não aceitavam.
O assalto à Casa da Rádio, que durou três longos dias, foi efectuado com a cumplicidade da Polícia e o desnorte das cúpulas das Forças Armadas em Lourenço Marques, com Spínola mexendo os cordelinhos a partir de Lisboa. O resultado foi trágico: largas centenas de mortos negros, algumas dezenas de mortos brancos, ódios raciais à solta, medo branco à flor da pele, uma descolonização envenenada.
Na verdade, o que então se passou na capital moçambicana foi um crime sem perdão – sentindo o seu mundo de privilégios a ruir, um punhado de brancos extremistas lançou-se numa aventura sem sentido e condenada ao fracasso, arrastando emocionalmente milhares de compatriotas que, desinformados e impreparados politicamente, naquele contexto eram presa fácil de qualquer patrioteirismo rasteiro.
Num primeiro momento, os assaltantes viveram uma euforia balofa, difundido via rádio desejos e boatos como realidades – com os seus membros mais exaltados entregando-se, ao som do Rádio Clube de Moçambique ocupado, a uma autêntica orgia de sangue negro nas ruelas sem esgoto do caniço.
Porém, ao terceiro dia, o medo que se havia apoderado da população negra, que ouvia a rádio apelando à intervenção sul-africana e rodesiana, transformou-se em levantamento geral sob a forma de uma marcha de catanas sobre a cidade branca.
O feitiço virara-se contra o feiticeiro. Chegara a hora da população branca ser tomada pelo medo, primeiro, e pelo pânico, depois. Polícia incluída, quando as suas comprometidas chefias descobriram, tarde demais, que não tinham capacidade para enfrentar muitos milhares de negros em fúria.
Ao mesmo tempo, muitos daqueles brancos perceberam que tinham um pesado preço a pagar: a fuga, o adeus doloroso a uma terra amada mas onde só aceitavam viver com as regras iníquas que sempre os favoreceram e permitiram que, de forma abjecta, vivessem à custa da exploração do negro.
Fugiram – ironia da vida! – com o peso de uma última humilhação: a cidade branca só se salvou graças à intervenção da Frelimo e de um seu militante que, à pressa, PSP e Exército fardaram e levaram aos microfones do RCM para transmitir a senha que faria parar os negros em fúria.
Com este haraquíri, talvez alguns dos brancos mais extremistas tenham então compreendido que nunca houve, nem podia haver, uma colonização justa – e muito menos uma descolonização perfeita. Mas poderia ter sido bem melhor do que foi se não se tivesse criminosamente lançado gasolina na fogueira.»
11 de fevereiro

CApaPEQ_o_ano_em_que_nao_ia_haver_veraoO Ano em Que Não ia Haver Verão – Rute Silva Correia (Oficina do Livro)
«Num diálogo de desencontros, as personagens deste romance urbano, decorrido na Lisboa dos dias de hoje, entram e saem das camas uns dos outros, do divã do psicólogo Raúl Veracruz e também de um obscuro clube secreto na Praça de Londres, onde máscaras e mentiras são os acessórios mais excitantes.
Gizela Espinosa é uma herdeira deslumbrante que acumula dinheiro e poder de sedução. Santiago é um artista interesseiro e dominador. Em Lisboa, toda a gente conhece os dois amantes.
Quando o guitarrista Jonas Vasconcelos morre misteriosamente, um terrível segredo de família ameaça revelar-se e só a indiscreta Rosalina poderá, ou não, evitar um desfecho escandaloso.»

A última noite em LisboaÚltima Noite em Lisboa – Sérgio Luís de Carvalho (Clube do Autor)
«A II Guerra Mundial vai no seu quarto ano. Numa Lisboa pobre, pacata e marialva, apenas os refugiados, as manobras militares da Legião Portuguesa e as filas que se começam a fazer à porta das lojas denunciam a existência de um distante e sangrento conflito.
Henrique é um jornalista que trabalha na revista A Esfera, subsidiada pelos serviços secretos nazis, quando conhece a nova vizinha do lado, Charlotte, uma refugiada austríaca, cuja liberdade e antinazismo lhe vão abrir novas perspetivas. Cada vez mais, Henrique sente-se entre dois mundos antagónicos. De dia, trabalha entre convictos nazis; à noite, está com Charlotte e com Maria Carolina.
O que Henrique desconhecia é que os segredos e os mistérios da vida de Charlotte implicariam uma escolha dramática para os seus destinos.»
19 de fevereiro

os dez de tângerOs Dez de Tânger – Eduardo Palaio (Clube do Autor)
«Os Dez de Tânger centra-se nos caminhos tortuosos de uma expedição feita por soldados desconhecidos, nos segredos do povo miúdo arrebanhado para a guerra. Trata-se de uma história épica de dez homens com vidas reais que partiram à aventura de novos horizontes numa expedição ao Norte de África. Um episódio que ficará para sempre guardado nos anais da nossa História e que é aqui relembrado de forma épica e rigorosa.»
19 de fevereiro

A Guerra de MourinhoA Guerra de Mourinho – Diego Torres (Lua de Papel)
«No dia 8 de Maio de 2013, José Mourinho soluçava desenfreadamente. A notícia tinha caído como uma bomba: já se sabia quem iria suceder a Alex Ferguson à frente do Manchester United. E não, não era um dos melhores treinadores de todos os tempos, mas sim o apagado David Moyes, que nunca tinha ganho nada na vida. Chegava ao fim um sonho de anos. E justamente no momento mais negro da carreira de Mourinho – que após um tempestuoso reinado à frente do Real Madrid, estava à beira de ser despedido.
A Guerra de Mourinho é a história de três anos de um confronto épico entre o treinador português e o resto do mundo: da imprensa espanhola, à afición madridista; de Florentino Pérez a jogadores como Iker Casillas ou o próprio Cristiano Ronaldo. E, enquanto isso, na sombra, a puxar os cordelinhos, outra figura participava direta ou indirectamente no drama: o superpoderoso empresário português Jorge Mendes.
A Guerra de Mourinho é o seu bilhete de entrada nos bastidores do palco dos sonhos – que para Mourinho se tornou no pior pesadelo da sua carreira.»
18 de Fevereiro

Capa E Se... As Pessoas Fossem Como os AnimaisE Se… As Pessoas Fossem Como os Animais? (Booksmile)
«Sabias que as ratazanas comem as suas crias mais débeis para que sobrevivam apenas as mais saudáveis? Se os seres humanos fizessem o mesmo, era melhor teres cuidado e tratar de não aborrecer os teus pais! Mas nem tudo é assim tão mau. Há uma quantidade enorme de coisas incríveis que tu poderias fazer se fosses como os animais. Nas páginas do livro E Se… As Pessoas Fossem Como os Animais? irás descobrir muitas novidades sobre o comportamentos dos animais, desde os mais malucos, nojentos e assustadores aos mais úteis e inteligentes. Nem te passa pela cabeça!»

pe-armaA Arma Secreta – Henderson’s Boys – Robert Muchamore (Porto Editora)
«Grã-Bretanha, 1941.
O Governo está a preparar um exército secreto de agentes ultrassecretos para trabalharem infiltrados, reunindo informação e planeando operações de sabotagem.
Os agentes de Henderson fazem parte dessa nova arma secreta: crianças vítimas da guerra que se preparam para a maior batalha das vidas delas. Terão de se lançar de paraquedas em território desconhecido, atravessar o país e ser mais ardilosas do que os adultos que os esperam do outro lado das linhas inimigas.
Para efeitos oficiais, estas crianças não existem.»

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