«A Raiz do Ódio» – Anne Holt

O thriller A Raiz do Ódio (uma edição Contraponto) foi o primeiro romance que li da escritora norueguesa Anne Holt e chegado ao fim a primeira sensação que me ficou foi de arrependimento… por nunca ter lido nada dela antes. A “moda” Stieg Larsson/Millennium (que, estranhamente, nunca li) serviu para que em Portugal se passasse a dar um outro tipo de atenção aos romances policiais nórdicos e eu embarquei na onda com todo o gosto. Depois de já me ter deleitado com os suecos Camilla Läckberg (A Princesa do Gelo) e Lars Kepler (O Hipnotista), desta vez “fui” até à Noruega à procura “da raiz do ódio”.
Vários casos aparentemente dispersos e com nada que os relacionasse funcionam como pontos de partida para um elaborado e cativante enredo que espicaça a curiosidade – quanto mais não fosse só pela perspectiva de ver como tudo “aquilo” se uniria no final. Há uma criança que vagueia pelas ruas de Oslo e que terá visto uma mulher morta; há uma episcopisa que é assassinada em Bergen na noite de natal na rua sem que se lhe conheçam inimigos dada a sua natureza “santa e imaculada”; há um rapaz retirado morto da água, etc. etc.
A criminologista Johanne Vik e o detective Adam Stubø seguem as pistas e uma série de crimes aparentemente isolados têm afinal uma perturbante ligação, tecida por questões religiosas, moralidade, intolerância (nomeadamente contra a homossexualidade, unindo aqui os mais inesperados aliados), que cria um quadro final surpreendente onde as revelações vão chegando a conta-gotas.
Enriquecido por um grande elenco de personagens cujos trajectos, de início, podem parecer algo difíceis de seguir, pois cada um terá a sua história própria e independente, A Raiz do Ódio traça-nos, também por isso, um retrato de um sociedade que só aparentemente é perfeita, à imagem, aliás, do que este tipo de literatura vem fazendo em relação aos países nórdicos. Calculo que já seja um problema para os governos do norte da Europa ver a imagem que começa a ser insistentemente passada pela literatura dos seus “paraísos cívicos”. Pois tal quantidade de personagens, muitas delas muito completas e bem construídas, permite um olhar profundo para o interior da sociedade norueguesa, onde os segredos são muitos (tanto a nível familiar como de negócios e outras áreas), alimentados pelo insaciável desejo de satisfazer as aparências.
O desvio à norma que é a vaga de crimes afinal ligados entre si serve de mola impulsionadora à revelação de uma série de segredos, que mostram, em vários patamares, o lado oculto desta sociedade “perfeita”.
Anne Holt gere bem toda esta informação e todas estas personalidades, apresentando assim um thriller envolvente, socorrendo-se de uma escrita inteligente e de uma trama bem planeada, sem espaço para pontas soltas.

Autora: Anne Holt
Título original: Pengemannen
Editora: Contraponto
Tradutora: Raquel Dutra Lopes (a partir do francês)
Ano de Edição: 2011
Sinopse: «Religião, racismo, amor, intolerância…
Oslo, numa fria tarde de dezembro. Uma criança descalça anda perdida pelas ruas. Está prestes a ser atropelada por um elétrico, quando, no último momento, é salva por um desconhecido que surge do nada. Pouco depois, sussurra à sua mãe, a criminalista Inger Johanne Vik, ainda mal refeita do susto: “A senhora estava morta…” A partir daí, Johanne e a sua família veem-se envolvidas na investigação de estranhos homicídios.
Em Bergen, é assassinada a episcopisa local e o marido de Johanne, o detetive Yngvar Adam Stubø, é chamado a fazer parte da investigação. Em Oslo, sucede-se uma série de mortes de natureza diversa.
Aparentemente, nenhum destes crimes tem ligação entre si, mas Johanne Vik acabará por descobrir que não é bem assim…»

“A Invenção de Hugo Cabret” – Brian Selznick

sobrek_hugo_cabret1“A Invenção de Hugo Cabret”, do norte-americano Brian Selznick, editado em Portugal pela Gailivro, é uma obra inclassificável em termos de género, mas não em termos de qualidade. Nesta última área leva indubitavelmente cinco estrelas. Na anterior pode ser colocada na secção de novela gráfica, romance, livro ilustrado, literatura fantástica, etc… É considerado um livro para crianças, mas que adulto consegue ficar indiferente a esta obra que, sem dúvida, consegue gerar consenso entre os críticos e, mais importante, entre o público? É o típico livro que qualquer adulto, mesmo dando a si próprio a desculpa que está a comprá-lo para os filhos, não resistirá a espreitar e folhear.

Enfim… é um livro, e extremamente belo, a nível de história, de ilustrações, enquanto puro objecto, etc.  

“A Invenção de Hugo Cabret” é, acima de tudo, uma obra de arte. É um livro mas podia ser um filme, daqueles a preto e branco, como as ilustrações a carvão que embelezam esta obra.

É uma homenagem ao cinema, mais propriamente aos primórdios da 7.ª arte, concretizada através de uma história à volta de George Méliès e da sua “Viagem à Lua”. O livro tem mais de 500 páginas, na sua grande maioria preenchidas por ilustrações e também por algumas fotos da época, entremeadas por pequenos blocos de texto, que servem como uma espécie de guia para a história visual que vamos acompanhando. Atenção: “pequenos blocos de texto” não significa um papel secundário na obra. O livro está bem escrito, simples mas belo, e bem estruturado, apresentando uma história consistente que só não é complexa por ser apresentada de uma forma clara. Não lhe faltam elementos capazes de prender o leitor: suspense, acção, amor, emoção, amizade, mistério… há por ali muitos segredos, nenhuma das personagens é totalmente transparente de início e todas escondem algo nas suas vidas.

Hugo é um rapaz órfão que, em 1931, vive entre as paredes de uma estação de comboios parisiense. Hugo está encarregado de fazer a manutenção dos relógios da gare e entretanto, aqui e ali, vai roubando pequenas coisas de que necessita para ir sobrevivendo no dia a dia.

O pai de Hugo trabalhava num museu onde descobriu um autómato que, sentado a uma mesa, com uma caneta na mão, se mostrava pronto a escrever algo, assim pudesse ganhar vida. No entanto, nem o pai (que entretanto viria a falecer num incêndio no museu) nem Hugo, socorrendo-se de um bloco de notas herdado do pai, conseguiam pôr o autómato a trabalhar, para ver se ele realmente escreveria algo.

Entretanto, Hugo começa a relacionar-se com um velho que tem uma pequena loja na estação de comboios, onde uma vez foi apanhado a roubar pequenas peças. Mas, depois de conquistar a confiança do dono, que não é tão mau como fazia crer, começa a trabalhar para ele. Aos poucos percebe-se que também ele tem algo que ver com o autómato que Hugo, aos poucos, vai reconstruindo. A dada altura, Hugo convenceu-se que o autómato tinha por escrever uma mensagem ditada pelo seu falecido pai.

imagem_rapaz2Entretanto, o rapaz trava amizade com a neta do velho, Isabelle, e juntos tentam desvendar o mistério do autómato e ao mesmo tempo começam a descobrir algo sobre Méliès, um ilusionista e cineasta desaparecido que, afinal, não está morto, mas sim ali bem próximo deles… e bem vivo! – Georges Méliès foi o autor, em 1902, do primeiro filme de ficção científica de sempre, “Uma Viagem à Lua”, e Brian Selznick sempre quis fazer um livro à volta desta figura.

O autor, Brian Selznick, é o ilustrador dos livros “The Dinosaurs of Waterhouse Hawkins”, agraciado com uma menção honrosa Caldecott, e “Walt Whitman: Words for América”, premiado com o The New York Times-Best Illustrated, ambos de Barbara Kerley, bem como de “When Marian Sang”, de Pam Muñoz Ryan, com o qual ganhou uma menção honrosa Sibert.

Já com “A Invenção de Hugo Cabret”, Brian Selznick conquistou a Caldecott Medal.

Selznick divide o seu tempo entre Nova Iorque e San Diego.

«Anjos na Neve», de James Thompson – um policial nórdico escrito por um americano

A Porto Editora lançou recentemente Anjos na Neve, novo título da colecção de policiais Alta Tensão e que é o romance de estreia de James Thompson. Trata-se de um americano que foi viver para a Finlândia, onde se inspirou para escrever este policial.

Sobre o livro: «O inspetor Kari Vaara é o protagonista deste romance que nos leva ao submundo violento e obscuro da Finlândia, onde a noite polar, kaamos, é a época mais lúgubre do ano. Quando uma bela imigrante somali aparece brutalmente mutilada num campo coberto de neve, com uma injúria racista gravada no ventre, Kari Vaara sabe que é crucial manter o crime em segredo, pois este seria um escândalo num país que convive mal com a sua xenofobia.
Por outro lado, as exigências da investigação começam a afetar o seu próprio casamento – Kate, a atual mulher, norte-americana, adapta-se mal à cultura e ao modo de vida finlandês. E o próprio Vaara vê-se inesperadamente confrontado com o passado: as suas suspeitas sobre o assassino da jovem somali recaem no homem por quem a sua primeira mulher o trocou…»

João Tordo, Stieg Larsson e Murakami em formato de bolso

No dia 28 de Janeiro chegam às livrarias quatro novos volumes da BIS, colecção de livros de pequeno formato da Leya, que desta vez optou por nomes como João Tordo (O Bom Inverno), Stieg Larsson (A Rainha no Palácio das Correntes de Ar), Haruki Murakami (Sputnik, Meu Amor) e Dr. Michael F. Roizen e Dr. Mehmet C. Oz. (You – Manual de Instruções – 2.º Volume).
Todos custam 7,50 euros, excepto o thriller de Stieg Larsson.

O Bom Inverno – João Tordo
«Quando o narrador – um escritor frustrado e hipocondríaco – se desloca a Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer um escritor italiano mais jovem, mais enérgico e muito pouco sensato, que o convence a ir com ele até Sabaudia, em Itália, onde o famoso produtor de cinema Don Metzger reúne um leque de convidados excêntricos numa casa escondida no meio de um bosque.
Neste romance absorvente e magnificamente narrado, com alguns dos melhores diálogos da literatura portuguesa, João Tordo coloca a sua arte ao serviço de uma história carregada de suspense, em que o amor e a literatura se misturam com sexo, crime e metafísica, agarrando o leitor da primeira à última página.»

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar – Stieg Larsson
«Neste terceiro volume da trilogia Millennium, Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isso não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Os elementos da SAPO continuam as suas movimentações; Mikael Blomkvist tenta de todas as maneiras ilibar Salander; Dragan Armanskij, o inspector Bublanski e Anita Giannini unem esforços para que se faça justiça; Erika Berger sente-se também ameaçada; e quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?»

Sputnik, Meu Amor – Haruki Murakami
«O narrador, um jovem professor primário, está apaixonado por Sumire, uma rebelde que conheceu na Universidade. Um dia, num casamento, Sumire conhece Mil, uma mulher fascinante e misteriosa, de meia-idade, por quem se apaixona loucamente, acabando por se transformar na sua secretária. Partem para a Europa, numa busca que as empurra para uma estranha e mútua descoberta, e também para um desenlace assombrado.»

You – Manual de Instruções – 2.º Volume – Dr. Michael F. Roizen e Dr. Mehmet C. Oz
«Numa época em que vivemos obcecados com o físico, a verdade é que pouco sabemos sobre o fascinante funcionamento do nosso corpo. Conscientes disso, os médicos Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz juntaram-se para escrever um dos mais populares guias de saúde de que há memória. Ambos partiram do princípio de que mais vale prevenir do que remediar. E chegaram à conclusão de que o primeiro passo nesse sentido é o autoconhecimento – quanto mais soubermos sobre os nossos órgãos e a química que nos move, mais poder teremos para desenvolver um modo de vida saudável.
O que sabemos, realmente, sobre o nosso corpo? Que mitos devem ser quebrados? Quais os segredos do nosso coração, cérebro, sistema digestivo e reprodutor? Como cuidar de cada um deles?»

Pergaminho explica «Como Não Escrever um Romance»

Ora aqui está um livro essencial para aqueles (muitos) aspirantes a escritores que não compreendem a rejeição de que o seu manuscrito foi alvo por parte de tantas editoras. Para esses incompreendidos, que tal ler Como não escrever um romance, de Howard Mittelmark e Sandra Newman, livro a editar a 3 de Fevereiro pela Pergaminho? Ambos são autores e críticos literários com experiência em leitura de originais e, diz a editora, “revelam, com humor e perspicácia, o que não deve fazer-se quando se quer escrever um romance elegante, equilibrado e eloquente”. Mas atenção, eles às vezes podem ser duros.

Sobre o livro: «São inúmeros os manuscritos que chegam às editoras, mas serão todos possíveis de publicação?
Howard Mittelmark e Sandra Newman, autores e críticos literários com muita experiência em leitura de manuscritos inéditos, revelam, com humor e perspicácia, o que não se deve fazer quando se quer escrever um romance elegante, equilibrado e eloquente. Apresentam ainda alguns conselhos sobre o processo de contratação e de contactos com editoras.
Quase todos os manuais de escrita criativa concordam que a escrita é uma vocação que se trabalha ao longo do tempo e que não se pode simplesmente “aprender” a escrever bem. Pode-se sim, aprender como não escrever – ou seja, que erros fatais de narrativa, enredo, caracterização e estilo deve-se evitar a todo o custo (pelo menos a custo de vir a ser publicado).
Seja de terror, policial, romântico, histórico – Como não escrever um romance – é um guia indispensável para não se perder os caminhos da escrita.

«Porto de Encontro» com Germano Silva a 28 de Janeiro na Biblioteca Almeida Garrett

A terceira sessão do “Porto de Encontro”, que terá lugar no sábado 28 de Janeiro às 17h00, tem como convidado Germano Silva. A conversa com o jornalista Sérgio Almeida e os leitores terá por palco a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Palácio de Cristal do Porto.
Autor de livros como Porto, História e Memórias e Porto – nos Lugares da História, Germano Silva nutre uma intensa paixão pela Invicta e a “sua insaciável curiosidade pelas histórias da cidade e o entusiasmo com que as partilha serão apenas alguns dos pontos de interesse deste Porto de Encontro”, garante a Porto Editora, promotora do evento.
Os próximos dois convidados do “Porto de Encontro” serão o escritor chileno Luis Sepúlveda, a 26 de Fevereiro, e Manuel António Pina, Prémio Camões2011, a31 de Março.
O ciclo de conversas “Porto de Encontro” tem como objectivo aproximar escritores e leitores, falando-se sobre livros mas também procurando dar a conhecer o lado mais pessoal dos autores convidados.

Clube do Autor lança «O Jogo da Verdade», novo thriller de David Baldacci

O Jogo da Verdade é o segundo thriller que a editora Clube do Autor lança da autoria do norte-americano David Baldacci, considerado um dos mestres do género – antes editara A Conspiração do Silêncio, com o mesmo protagonista, Shaw, o herói sem nome próprio. Segundo a editora, neste romance são postos a descoberto “os interesses económicos que manipulam o nosso mundo”.

Sinopse: «Para quê perder tempo a descobrir a verdade quando se pode criar uma tão facilmente?
Nicolas Creel é um homem com uma missão. A sua empresa de armamento enfrenta uma crise e ele arrisca tudo para assegurar o negócio por muitos e muitos anos. Creel põe em marcha um ambicioso jogo, criando e manipulando eventos e conflitos, contando com a ajuda do experiente Dick Pender, “gestor da perceção”.
Os dois lançam na Internet o vídeo de um homem a ser torturado, que desencadeia uma série de eventos à escala internacional. De repente, não se fala de outra coisa e o mundo é confrontado com uma nova ameaça, relegando o terrorismo islâmico e outros conflitos para o esquecimento.
Alheio aos jogos que manipulam as principais nações, Shaw só tem um desejo: abandonar a agência secreta para a qual trabalha para se casar. De uma forma inesperada, a sua vida pessoal colide com os planos de Nicolas Creel. E enquanto as nações se aproximam cada vez mais de um conflito aberto, Shaw não descansará enquanto não descobrir toda a verdade, naquela que poderá ser a batalha mais perigosa de todas…»

«Os Reinos do Caos», de George R.R. Martin, chegam a 27 de Janeiro

Os Reinos do Caos, décimo volume de As Crónicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, é colocado à venda 27 de Janeiro pela Saída de Emergência.

Sinopse: «O inverno aproxima-se de um mundo mergulhado no caos. No norte dos Sete Reinos está iminente uma batalha decisiva pelo que resta do antigo domínio dos Stark. Ainda mais a norte, Jon Snow luta por encontrar um equilíbrio entre as tradições da Patrulha da Noite e o que o seu instinto lhe diz ser o caminho correto a seguir. A sul, velhas alianças esperam o tempo certo para serem reveladas, enquanto os homens de ferro assolam os mares e as costas dos domínios Tyrell. Do outro lado do mar estreito, tudo converge para a Baía dos Escravos, onde Daenerys Targaryen tarda em ganhar a paz na inquieta cidade de Meereen. E os dragões? Qual será o seu papel no meio de tudo isto? Muitos estão certos de que a tão temida reconquista de Westeros está prestes a começar…»

«Gare do Oriente», de Vasco Luís Curado, entre os destaques Leya de Fevereiro

O Grupo Leya lança em Fevereiro mais dois romances em língua portuguesa, Gare do Oriente, de Vasco Luís Curado (D. Quixote), e A Vida Passou por Aqui, de Luís Francisco (Oficina do Livro). Destaque também para As Palavras do Corpo - Antologia de Poesia Erótica, de Maria Teresa Horta (D. Quixote), Nova Teoria do Mal, de Miguel Real (D. Quixote) e Citações e Pensamentos de Sigmund Freud, de Paulo Neves da Silva (Casa das Letras).

Gare do Oriente – Vasco Luís Curado
«Cinco pessoas, vindas de diferentes pontos da cidade, convergem para o mesmo comboio que parte da Gare do Oriente a caminho do subúrbio. Todos estão sozinhos com os seus pensamentos, que dificilmente podem ser partilhados ou compreendidos. Mas eis que algo faz despertar neles uma consciência comum: o ataque terrorista ocorrido nessa manhã numa estação estrangeira e cujas imagens passam continuamente na televisão. Poderá esta ameaça à escala global mudar alguma coisa no seu íntimo? Será o mal que vem de fora uma expressão do mal que habita dentro deles? Depois de A Vida Verdadeira, o autor volta à ficção com uma obra a sobre as angústias da alma humana nas sociedades contemporâneas e que foi finalista do Prémio Leya 2009.»
Nas livrarias a 25 de Fevereiro

A Vida Passou Por Aqui – Luís Francisco
«Que relação poderá existir entre um motorista de táxi à beira da reforma, um toxicodependente que rouba carteiras, um arquitecto com mão leve, uma solteirona apostada em fazer o bem ou uma rapariga que disse aos pais que andava na faculdade e, afinal, vive à custa de um homem casado? E entre um pinga-amor sempre agarrado ao telefone, uma mulher que só tem olhos para o filho, um empresário de sucesso a criar barriga e uma mulher-a-dias acusada de um crime que não cometeu? Aparentemente, não existem quaisquer laços entre estas e as outras personagens deste romance, mas a verdade é que os nós são muitos – e quase sempre difíceis de desatar.»
Nas livrarias a 25 de Fevereiro

As Palavras do Corpo – Antologia de Poesia Erótica – Maria Teresa Horta
«Maria Teresa Horta reúne na antologia As Palavras do Corpo toda a sua poesia erótica, dando a ver com ousadia: o gosto, a sexualidade, o prazer das mulheres.»
Nas livrarias a 11 de Fevereiro

Nova Teoria do Mal – Miguel Real
«Este é um pequeno livro sobre a origem e as consequências do mal, que tenta explicar por que razão a acção de um homem com poder que humilha outro, retirando-lhe direitos, confere prazer interior a esse homem. A motivação prende-se com o facto de, por exemplo, um ministro que corta do orçamento as verbas para transplantes estar indirectamente a contribuir para a morte de vários indivíduos, sem, no entanto, alguém poder dizer que esse ministro era um homem mau. Um livro polémico no qual, a dada altura, o autor escreve: “Hoje, sempre que vos apareça no ecrã da televisão um economista com funções governamentais – não duvideis: eis a face do mal, aquele que levou a Europa à decadência e se prepara para, alegremente, destruir o planeta.”»
Nas livrarias a 18 de Fevereiro

Citações e Pensamentos de Sigmund Freud – Paulo Neves da Silva
«Sigmund Freud imortalizou-se e permanece vivo entre nós pela denúncia de todos os delírios individuais e colectivos que caracterizam a nossa sociedade. Esta compilação de citações e textos do pai da psicanálise incide menos na Psi­cologia como ciência e mais nas suas opiniões pessoais sobre o ser humano. Podemos conhecer Freud na sua intimi­dade, nomeadamente através dos excer­tos retirados das cartas de amor dirigidas a Martha.»
Nas livrarias a 11 de Fevereiro

ASA lançou «A Visita Inesperada», de Agatha Christie

A Visita Inesperada, de Agatha Christie, é lançado em Janeiro pela ASA. Trata-se de uma obra escrita originalmente em 1958 como peça de teatro e que foi adaptada para romance em 1999 por Charles Osborne.

Sinopse: «Numa noite de nevoeiro cerrado, o carro de Michael Starkwedder despista-se numa estrada rural. Em redor, há apenas uma casa isolada. Quando Michael se aproxima para tentar pedir ajuda, o cenário com que se depara é arrepiante: numa cadeira de rodas, jaz o cadáver de um homem; a seu lado, está uma atraente mulher com uma arma na mão. A solução do caso parece simples, não fosse o facto de o morto ter uma longa lista de inimigos. Michael percebe que está perante o cadáver de um monstro. Quem de entre os muitos alvos da sua malvadez poderá ter cometido o crime? A resposta pode estar dentro da própria casa e dos seus inúmeros suspeitos…»

«Encontro à Beira-Rio», de Christopher Isherwood, chega a 27 de Janeiro

Encontro à Beira-Rio, de Christopher Isherwood (1904-1986), é lançado pela Quetzal a 27 de Janeiro. Esta chancela da Porto Editora já antes publicara Adeus a Berlim e Um Homem Singular.

Sobre o livro: «No final dos anos 1930, após se ter instalado em Los Angeles, Christopher Isherwood desenvolveu o seu interesse pelas filosofias orientais. Dedicou-se à tradução de textos hindus e à investigação da vida de místicos indianos. Enquanto isto, gradualmente, aspetos dessa aproximação eram trabalhados na sua escrita ficcional – exemplo disso é Encontro à Beira-Rio, uma história de dois irmãos britânicos que, justamente, personificam os anseios espirituais e sexuais do próprio Isherwood.
Oliver, um dos irmãos, vive nas margens do Ganges e escreve ao outro, Patrick, anunciando-lhe que se tornará monge de um mosteiro hindu. Este, por sua vez, decide partir de imediato para a Índia, numa tentativa de dissuadir o irmão de cometer o que ele considera um tremendo erro. Patrick tem a mulher e as filhas em casa, em Londres, e está na Califórnia em negócios. Mas há mais alguma coisa que o prende aí, uma pessoa, um segredo.