Com o filme de Baz Luhrmann aí a chegar as atenções estão de novo voltadas para esse clássico da literatura que se chama O Grande Gatsby, assinado por F. Scott Fitzgerald (1896-1940). A Editorial Presença relançou o livro com uma nova capa alusiva ao filme protagonizado por Leonardo DiCaprio, mas, para quem não ligar a essas coisas, há mais edições recentes disponíveis no mercado português, nomeadamente duas da Europa-América (de bolso e na coleção Clássicos), do Clube do Autor e a da coleção de livros de bolso 11X17, do Grupo Bertrand. A edição Clube do Autor pertence à coleção Os Livros da Minha Vida e O Grande Gatsby foi uma escolha de Francisco Pinto Balsemão, que escreveu o prefácio da obra. Já a da Presença tem um prefacio de José Rodrigues Miguéis, que é o responsável pela tradução.
Como curiosidade apresento aqui as sinopses das respetivas edições.
Presença
«Considerado a obra-prima de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby tornou-se não só um clássico da literatura do século XX, como o retrato mais expressivo da “idade do jazz”, em todo o seu esplendor e decadência. Jay Gatsby é o herói que personifica o materialismo obsessivo e o desencanto do pós-Primeira Guerra Mundial.»

Europa-América
«Extraordinariamente rico, Gatsby é famoso pelas festas realizadas na sua mansão em Long Island, apesar de ninguém saber ao certo quem é o anfitrião. Uns dizem que foi espião, outros que é aparentado com uma família real europeia. Mas, na realidade, só mantém estas festas na esperança de que Daisy, o seu antigo amor, vá a uma delas.
Um retrato da América durante os turbulentos anos 20 do século XX e uma sátira ao “Sonho Americano”, onde Fitzgerald idolatra os ricos da época apesar de não se conformar com uma certa decadência causada pelo materialismo desmedido e pela imoralidade.»
Clube do Autor
«Escrito em 1925, O Grande Gatsby simboliza o sonho americano e reflecte acerca dos loucos anos vinte do século passado. Por muitos considerado o melhor livro de Scott Fitzgerald, é um romance sobre o amor e o desamor, sobre a maldade e as ambições humanas, sobre triunfos e deslumbramentos, sobre modas e excessos.
Sobre ele escreveu Francisco Pinto Balsemão que, no prefácio desta edição, diz tratar-se de “um dos livros que fica, um dos livros da nossa vida, por uma razão simples: é obra de um grande escritor e contém uma boa história”.»
11X17
«Justamente considerada uma das mais importantes obras de ficção do século XX, O Grande Gatsby é um retrato notável da era dourada do jazz em toda a sua decadência e excessos. Pelos olhos do provinciano Nick Carraway, conhecemos a história do misterioso Jay Gatsby, um milionário que subiu na vida a pulso, movido pela paixão quixotesca que nutre pela jovem Daisy, uma rica herdeira bela e frívola. A sua obsessão por ela fá-lo reinventar-se para por fim poder reclamar a sua amada, numa autêntica encarnação do sonho americano. Porém, o reencontro de ambos acaba por desencadear uma série de acontecimentos trágicos, com Gatsby a ser vítima não apenas da sua ambição, mas da insensibilidade e falta de valores que imperam na sociedade americana da época.»