«Um, Dó, Li, Tá», de M. J. Arlidge, já está nas livrarias

umdolitaUm, dó, li, tá, um excelente thriller que eu (Rui Azeredo) traduzi, acabou de ser lançado pela Topseller, com uma excelente capa, apraz-me dizer!
Trata-se do romance de estreia de M. J. Arlidge, um britânico que desde há 15 anos trabalha em televisão, tendo produzido nos últimos cinco um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV.

Sinopse: «UM, DÓ, LI, TÁ
Dois reféns. Uma bala. Uma decisão terrível. Sacrificaria a sua vida pela de outra pessoa?
Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw – Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha

«O Meu Irmão», de Afonso Reis Cabral, vence Prémio Leya 2014

ARCO Meu Irmão, romance de Afonso Reis Cabral, foi hoje anunciado como vencedor do Prémio Leya 2014 (no valor de 100 mil euros), tendo obtido a unanimidade do júri, composto pelos escritores Manuel Alegre (presidente), Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda por José Carlos Seabra Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, professora da Universidade de São Paulo.
O livro, segundo informa a Leya no seu site, «trata de um tema delicado, que poderia suscitar uma visão sentimental e vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com síndrome de Down». A realidade, revela ainda a Leya, «é trabalhada de uma forma objectiva e com a violência que estas situações humanas podem desenvolver, dando também um retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impiedoso». Ressalva, por fim, a editora que há «uma tonalidade lírica na relação que se estabelece entre dois deficientes e que salva, através de apontamentos de poesia e de humor, o desconforto de quem vive este problema».

Biografia do autor divulgada no site da Leya: «Afonso Reis Cabral nasceu em Lisboa em 1990 e cresceu no Porto onde estudou, no Colégio dos Cedros até ao 9º ano e na Escola Secundária Rodrigues de Freitas. Em 2005 publicou o livro de poemas Condensação onde reúne poemas escritos entre os 10 e os 15 anos. Afonso escreve desde os 9 anos, começou na poesia e depois experimentou a prosa. Em 2008 ficou em 8º lugar no “7th European Student Competition in Ancient Greek Language and Literature” entre 3532 concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas. Foi o único português a concorrer.
É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos, pela Universidade Nova de Lisboa, instituição de onde tem, também, um mestrado em Estudos Portugueses. Trabalhou como revisor em diversas editoras e sempre se imaginou a trabalhar na área cultural. Atualmente trabalha numa editora.»
(Foto do autor cedida pela Leya.)

Vencedores do Prémio Leya

 2008

O Rastro do Jaguar – Murilo Carvalho

2009
O Olho de Hertzog – João Paulo Borges Coelho

2010
Não atribuído

2011
O teu rosto será o último – João Ricardo Pedro

2012
Debaixo de Algum Céu – Nuno Camarneiro

2013
Uma Outra Voz – Gabriela Ruivo Trindade

2014
O Meu Irmão – Afonso Reis Cabral

Cavalo de Ferro continua a divulgar literatura islandesa, agora com «A Tristeza dos Anjos», de Jón Kalman Stefánsson

cf-anjosA Tristeza dos Anjos, do islandês Jón Kalman Stefánsson, foi este mês editado pela Cavalo de Ferro, que já antes nos dera a conhecer este autor com Paraíso e Inferno. Estas duas obras, já acessíveis aos leitores portugueses, incluem uma trilogia que se completa com o até aqui inédito Hjarta mannsins.

Sinopse:  «Na Islândia, a natureza é dura, austera e terrivelmente fria, quase tão rude quanto o coração dos homens; e, no entanto, confrontados com a grandeza das paisagens e a hostilidade dos elementos, estes continuam obstinadamente a opor-lhes a sua força até caírem de exaustão.
Jens, o carteiro, consegue chegar à aldeia e assim salvar-se da tempestade que fustigou o seu caminho. Chegou quase sem vida, mal se distinguindo as suas formas do manto de neve e de gelo que o cobrem. Quem o socorre é o rapaz órfão e Helga. Mas Jens terá pouco tempo para se restabelecer, deverá retomar a sua viagem e levar o correio aos longínquos fiordes do Norte, “ali, onde a Islândia acaba e deixa lugar ao Inverno eterno”. Será o rapaz a acompanhá-lo nesta última e perigosa missão.
Jens é um gigante mudo que carrega consigo o peso de um amor secreto e procura uma expiação nos gelos da paisagem desolada; o rapaz, em plena descoberta dos sentidos e da sua própria identidade, crê no poder salvífico das palavras, que tornam a humanidade sublime e maldita. Duas solidões inconciliáveis que se unem numa marcha épica através do inferno branco, uma batalha fraterna para defender a dignidade do homem contra o cruel mistério da natureza.
Com a voz encantada de poesia, Jón Kalman Stéfansson narra uma viagem rumo à origem da própria existência, em que a mais dura das condições convive com a mais vertiginosa das liberdades e, à doce tentação da morte se opõe a luz que transportamos dentro de nós e que, apesar de tudo, se recusa a ceder às trevas.»

Novidades

ca-carteiroA Vida Peculiar de Um Carteiro Solitário – Denis Thériault (Clube do Autor)
«Bilodo vive sozinho em Montreal num apartamento que divide com o seu peixinho Bill. É aí que todas as noites passa longas horas lendo a correspondência alheia antes de a entregar aos destinatários. Há muito que o carteiro mantém aquele ritual: Bilodo abre as cartas com cuidado e põe-se a imaginar como serão as vidas daquelas pessoas. É o seu segredo.
É assim que um dia Bilodo descobre as cartas de Ségoléne. Ela corresponde-se com Grandpré, um mestre na arte de bem escrever poesia, e as cartas que ambos trocam são compostas por apenas três linhas. Escrevem poemas haiku um ao outro.
Um dia, durante ronda, o carteiro testemunha um trágico acidente. Grandpré fora atropelado e acaba por morrer. Bilodo toma então uma decisão arriscada: meter-se na pele de Grandpré e continuar a escrever a Ségoléne.
E assim começa uma história de amor, uma relação única, intensa e bela, vivida apenas através das cartas e dos poemas que trocam entre si. Mas durante quanto tempo poderá Bilodo continuar a viver aquela mentira – e aquele amor?
Num registo intimista e tocante, Thériault explora neste livro os temas do amor, do sonho e das dimensões inconscientes do espírito humano.»

Pão & VinhoPão e Vinho – Paulo Moreiras (Dom Quixote)
«Com crise ou sem ela, o pão e o vinho nunca faltaram na mesa dos Portugueses, fazendo parte da sua matriz identitária; nas últimas décadas, tornaram-se até produtos de culto, multiplicando-se pelo País fora as padarias que vendem pães de todo o tipo e os produtores de vinho que oferecem verdadeiros elixires a que ninguém resiste. O presente livro aborda as origens destes dois elementos tão típicos da nossa gastronomia, mas vai muito mais longe, resgatando do património etnográfico as tradições a eles associadas. Adivinhas, provérbios, superstições, contos e lendas, manifestações religiosas e culturais, apontamentos sobre o seu uso na culinária, bem como um sem-número de curiosidades divertidas e inesperadas, compõem uma obra irresistível sobre a história do pão e do vinho que tantas vezes se confunde, afinal, com a da nossa existência e sobrevivência.»
21 de outubro

pre-endgameEndgame – A Chamada – James Frey e Nils Johnson-Shelton (Presença)
«Eles chegaram à Terra há 12 mil anos. Vieram dos céus e criaram a humanidade. Quando se foram embora deixaram um aviso: um dia iriam voltar… E quando voltassem, teria início o grande jogo, o Endgame. Ao longo de dez mil anos, as doze linhagens originais existiram em segredo, mantendo sempre, cada uma delas, um jogador preparado para entrar em ação a qualquer momento. Agora que eles voltaram, os doze jovens jogadores estão a postos para entrarem no grande jogo que decidirá o futuro do planeta e da humanidade. Mas só um pode vencer: quem encontrar primeiro as três chaves escondidas algures na Terra. E é sobre a busca da primeira chave que se centra este primeiro livro da série.
Endgame não é apenas um livro. Endgame é uma experiência multimédia a nível mundial inovadora, que inclui um jogo revolucionário construído pela Niantic Labs (Google) através da qual é possível jogar uma versão do Endgame no mundo real. No fim, há um prémio para o primeiro a conseguir resolver o puzzle oculto no livro: meio milhão de dólares em ouro.»

5-promessasAs Promessas da Noite – Sadie Matthews (5 Sentidos)
«O fim de relação com Dominic deixou Beth de coração despedaçado. Acreditara desde o início na força daquele amor que seria eterno, mas um mal-entendido mostrou-lhe a fragilidade da relação e deitou tudo a perder. Por mais que tentasse evitar a constante presença e interferência de Andrei Dubrovski no seu relacionamento, o poder deste impedia-a de ser livre. Desde que o conhecera que Andrei teimava em impedir a sua felicidade junto a Dominic, e desta vez parecia ter finalmente alcançado o seu objetivo. Dominic partira rumo a um novo projeto profissional e, porventura, a uma nova vida amorosa sem Beth. Mas será que Andrei conseguirá o que quer? A persistência de Beth no amor que sente por Dominic, e a certeza de que nada pode ter feito de errado, irão levá-la a viajar desesperadamente até Paris, atrás de Dominic, na esperança de uma reconciliação e, quem sabe, de provar que o verdadeiro amor pode superar as mais graves das provações.»

Sven-Göran Eriksson - A Minha HistóriaSven-Göran Eriksson  – A Minha História –  Sven-Göran Eriksson e Stefan Lövgren (Livros d’Hoje)
«Poucos treinadores terão sido tão seguidos e escrutinados. De tal modo que qualquer pessoa, onde quer que se encontre, parece ter uma opinião sobre Sven-Göran Eriksson, ou o Senhor Futebol, como também é conhecido. Aqui, neste livro, ele conta-nos tudo sobre a sua vida dentro e fora dos relvados. Não só são revelados vários conflitos entre os atletas das equipas por onde passou como, também, o inacreditável comportamento de alguns jogadores da Roma que, perante a possibilidade de se sagrarem campeões, preferiram aceitar dinheiro e terminar o campeonato em segundo lugar. Ou, ainda, o escândalo em que se viu envolvido com uma mulher, em Inglaterra, que por pouco não o fez abandonar o futebol pela porta pequena. A passagem pelo Benfica, clube que, depois de Eriksson, não mais voltou a ser bicampeão nacional, também merece destaque neste livro. “Encontrei um futebol português muito mais sujo.” São suas estas palavras, proferidas depois da sua segunda passagem pelo clube da Luz, entre 1989 e 1992.
Primeiro seleccionador estrangeiro a orientar a Inglaterra, viveu em Londres o inferno dos paparazzi e dos escândalos.»
28 de outubro

el-belleBelle Époque – Paula Gomes Magalhães (Esfera dos Livros)
«Lisboa aos poucos transformava-se. Na viragem do século, entre 1890 e 1914, a capital portuguesa, impulsionada por uma burguesia cada vez mais endinheirada, vivia fascinada pelo glamour parisiense. Eram os últimos dias de uma Lisboa romântica e o nascer de uma cidade moderna e civilizada, uma transformação feita a conta-gotas e marcada por alguns episódios trágicos. As senhoras vestiam os últimos figurinos da moda francesa, deixavam-se levar pelos cheiros dos perfumes e outros produtos de beleza e higiene chegados de fora. Os modelos das roupas, gestos e comportamentos eram as grandes senhoras da Cidade das Luzes. Os homens enchiam os cafés do Chiado e divertiam-se nos seus teatros, o São Carlos estava sempre esgotado e o serão era feito de copos, guitarras e das animadas largadas de touros. A Avenida da Liberdade era o novo local para esta burguesia culta e abastada ver e ser vista, depois da triste demolição do Passeio Público. Os poucos automóveis que circulavam nas ruas da capital cruzavam-se com os burros e carroças das classes populares famintas e iletradas que viviam nos arredores pobres e sujos. Longe do desenvolvimento das grandes capitais europeias, a cidade iluminava-se com a chegada da eletricidade, nas casas os mais abastados instalavam os primeiros telefones, o animatógrafo era a novidade que todos queriam ver. A caminhar para a modernidade, Lisboa sofria, ao mesmo tempo, com o desaparecimento, de forma trágica, de algumas das ilustres figuras da sua cultura, tentava recuperar a custo das consequências sociais e económicas de um ingrato e humilhante ultimato inglês, e via gorada uma primeira revolta republicana, sendo obrigada a esperar quase vinte anos até assistir à destituição da monarquia.
Paula Gomes Magalhães retrata, neste livro amplamente ilustrado, a vida quotidiana de Lisboa, na Belle Époque, uma cidade feita de contrastes. De luzes, boémia, glamour e alguma tristeza.»

pre-caixasOs Monstros das Caixas – Alan Snow (Presença)
«Arthur vive com seu avô Guilherme, na complexa rede de túneis por baixo da cidade de Ponte do Rato, povoadas por todo o tipo de criaturas estranhas e engraçadas. Guilherme tem de viver escondido porque foi injustamente acusado de uma tentativa de homicídio. Todos os dias depois do pôr do sol, Arthur vem à superfície em busca de comida.
Um dia… HÁ UMA EMERGÊNCIA EM PONTE DO RATO!
E agora só o órfão Artur e os seus novos amigos – o Avelino Dentadinha, um antigo Conselheiro da Rainha, a Margarida que é inventora, um tímido cabeça-de-couve e alguns trolls-de-caixa muito agitados – poderão salvar a cidade!»

pe-avozinhaAvozinha Gângster – David Williams (Porto Editora)
«Uma história sobre preconceitos e aceitação, cheia de piadas engraçadas e palavras tolas, ao estilo bem-humorado do comediante David Walliams.
O nosso herói, Ben, adormece só de pensar que tem de ficar em casa da avó. Que seca! É a avozinha mais aborrecida de sempre: só pensa em jogar jogos de tabuleiro e comer sopa de couve. Mas há dois segredos que Ben desconhece:
• A sua avozinha é uma famosa ladra de joias.
• E toda a vida sonhou roubar as Joias da Coroa inglesa, e agora precisa da ajuda de Ben…»

«Santos e Beatos de Portugal – Rostos de Santidade», de Paulo Mendes Pinto, editado pelos CTT

cttOs CTT acabam de lançar o livro Santos e Beatos de Portugal – Rostos de Santidade, da autoria de Paulo Mendes Pinto, que, segunda anunciam, é uma obra «que traça um retrato da espiritualidade portuguesa individualizada e reconhecida oficialmente, percorrendo e ilustrando em quase mil anos de história, vinte e nove personagens de grande relevo – desde São Teotónio, nascido em 1082, até à Beata Jacinta nascida em 1910». O livro tem uma tiragem limitada de 3700 exemplares.
O autor, Paulo Mendes Pinto, é diretor da licenciatura e do mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, onde também dirige o Instituto Al-Muhaidib de Estudos Islâmicos.
Paulo Mendes Pinto, que em 2013 recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Académico da Universidade Lusófona, é o autor de uma outra edição CTT, Palavra e Imagem.
Os CTT pretendem também homenagear «a rica e vasta herança cultural e religiosa do país» com selos postais emitidos em homenagem a algumas figuras e datas a elas associadas, como o Centenário do Nascimento de Santo António (1995); a visita a Portugal d o Papa João Paulo II (2000); a canonização do Beato Nuno de Santa Maria (2009); e D. Frei Bartolomeu dos Mártires (2014).
Santos e Beatos de Portugal – Rostos de Santidade custa 36 euros e pode ser adquirido em todas as Lojas CTT.

Richard Zimler e a ilustradora Aurélie de Sousa puxam pela imaginação das crianças em «Se eu fosse…»


SEUF_71007_cpRichard Zimler faz mais uma incursão na literatura para crianças com Se eu fosse…, onde pretende estimular a imaginação dos mais novos contra a passividade. O livro tem ilustrações de Aurélie de Sousa e será publicado pela Porto Editora a 24 de outubro.
Segundo Zimler, escritor norte-americano há muito radicado no Porto, «os alunos portugueses são muito mais passivos que os americanos». No tempo em que lecionava, Zimler «fazia de tudo para acordar a paixão escondida ou adormecida nos alunos». No entanto, veio a perceber que a solução mais eficaz passava por começar «antes de eles adquirirem o hábito da passividade». E assim nasceu Se eu fosse…, que segundo Richard Zimler, é uma « tentativa de encorajar os mais pequenos a explorarem as suas capacidades e a manterem a curiosidade, ultrapassando limitações e utilizando a imaginação para, transformando-se em animais, aprenderem a pôr-se na pele do outro».

secanguruSinopse: «Se eu fosse… é um livro que encoraja as crianças (e talvez os seus pais também!) a ultrapassarem as suas limitações.
Este livro convida os mais jovens a nadarem como um peixe tropical ou a cantarem como um melro – ou até mesmo afastarem os banhistas da praia com o “sorriso” de um tubarão!»

segirafaSe eu fosse um melro, podia cantar o tempo todo e nunca ninguém me pediria para calar o bico!
Se eu fosse um morcego, podia dormir de pernas para o ar!
Se eu fosse uma borboleta, podia fazer a minha sesta na flor mais linda do mundo!
Se eu fosse um polvo, podia tocar trompeta, violino, pandeiro e piano, tudo ao mesmo tempo!
Se eu fosse um cão, podia andar a cheirar toda a gente, para saber quem cheirava melhor (e pior)!

Guia prático de escrita e ficção de Mário de Carvalho intitula-se «Quem Disser o Contrário É Porque Tem Razão»

pe-quemQuem disser o contrário é porque tem razão, de Mário de Carvalho, é um guia prático de escrita de ficção que será lançado a 24 de outubro pela Porto Editora. este livro, segundo a editora, «procura aconselhar e desbravar caminhos para a escrita, mas também promover a discussão sobre este tema». De acordo com o que diz na sua Nota Prévia, «O autor não tenciona, nem de longe, nem de perto, atrever-se ao terreno da teorização narratológica e visa muito aquém dos estudos literários. Pretende tão-só, num itinerário vagamundo, desvendar uns poucos caminhos, anotar-lhes as curvas e contracurvas, prevenir dos salteadores e trapaceiros, e indicar algumas razoáveis estalagens».
Mário de Carvalho, que soma uma vasta coleção de troféus literários (grandes prémios de Romance, Conto e Teatro da APE, o prémio do Pen Clube e o prémio internacional Pégaso), é autor de obras como Contos da Sétima Esfera, Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina, A Liberdade de Pátio, Os Alferes e Contos Vagabundos.

Sinopse: «Ser escritor. O texto ficcional. Dilemas, enigmas e perplexidades do ofício. No vale das contrariedades. Nada do que parece é. O “assertivismo” é um charlatanismo. A valsa dança-se aos pares: escrita e leitura, autor e leitor, personagem e ação, causalidade e verosimilhança, contar e mostrar, o dentro e o fora, a superfície e o fundo. O bico-de-obra do primeiro livro. Por onde começar? Com que começar? Com quem começar? A manutenção do interesse. Não há regra sem senão; não há bela sem razão. Ou o oposto. Riscos, cautelas e relutâncias.»