Porta-Livros

Nelly Furtado comprou direitos de “Terra Nova”, de Anthony de Sá, para adaptação ao cinema

08/02/2010 · 1 Comentário

A cantora luso-canadiana Nelly Furtado comprou os direitos do romance Terra Nova, do canadiano descendente de portugueses Anthony de Sá, com a intenção de produzir um filme inspirado na obra. Para já o projecto ainda está em fase embrionária, pois conforme revelou o próprio escritor ao blog Porta-Livros só na passada semana foi concretizado o negócio. Terra Nova, editado em Portugal pela Dom Quixote, aborda a emigração açoriana no Canadá.
«Ouvi dizer que a Nelly Furtado leu o meu livro e que ficou muito comovida. Fiquei muito satisfeito por constatar que havia uma honestidade e uma verdade em Terra Nova que tocaram alguém como a Nelly Furtado, igualmente filha de pais imigrados no Canadá», declarou Anthony de Sá ao Porta-Livros, numa entrevista que será publicada nos próximos dias.
«Sei que a Nelly gostaria imenso de conseguir produzir o filme e estou certo de que ela colocará a sua própria visão no argumento. Estou ansioso por ver e feliz por poder ajudar seja de que maneira for», disse ainda Anthony de Sá.

Ver aqui crítica ao livro.

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22/07/2009 · Deixe um Comentário

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Planeta edita duas obras sobre a língua portuguesa

09/02/2010 · Deixe um Comentário

A Planeta vai editar em Fevereiro duas obras dedicadas à língua portuguesa, Nas Bocas do Mundo, de Sérgio Luís de Carvalho, e Assim é que é falar, de Maria Regina de Matos Rocha, Maria João Casanova de Matos e Sandra Duarte Tavares. 

Nas Bocas do Mundo
Sobre o livro: «Sabia que os termos assassino e haxixe estão historicamente relacionados? E que a expressão queimar as pestanas envolve estudantes de outros tempos? E que verdade de La Palice provém de um erro de tradução? E que a frase estar nas suas sete quintas estará associada ao Seixal? E sabia que o doutor da Mula Ruça existiu mesmo e exerceu em Évora no século XVI?
Neste livro analisa-se a história de centenas de expressões populares que há muito se enraizaram na língua portuguesa. Quando surgiram estas frases? Como nos chegaram? Que histórias estão por trás da sua origem?
Uma recolha baseada nos mais prestigiados estudiosos que desvenda aspectos curiosos e bizarros do nosso idioma.
Uma viagem, afinal, pelo nosso património nacional. Porque a verdade é que – como dizia Fernando Pessoa – a nossa pátria é a língua portuguesa.» 

Assim é que é falar
Sobre o livro: «Este livro reúne em 201 perguntas as dúvidas mais frequentes de qualquer falante de língua portuguesa. Como se pronunciam certas palavras, qual a adaptação correcta dos estrangeirismos, como se formam femininos e plurais, conjugações verbais irregulares, construções sintácticas e pontuação.
Para cada pergunta, há uma resposta, elaborada por especialistas, exposta de forma clara, simples e inesquecível, acompanhada da regra e de exemplos.
Um livro para falar melhor e transformar cada um de nós num defensor deste património de valor inestimável que é a língua portuguesa!»

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Novo romance de Manuel Alegre – “O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua” – chega a 26 de Março

09/02/2010 · Deixe um Comentário

Um novo romance de Manuel Alegre, O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua, será lançado a 26 de Março pela Dom Quixote, que descreve a obra “como uma incursão do autor sobre a sua arte poética trazendo para a reflexão experiências da sua infância.” É o primeiro romance de Alegre desde Cão Como Nós, lançado em 2002.
Antes, a 12 de Março, sai Três Vidas ao Espelho, de Manuel da Silva Ramos. Sobre o livro a editira refere o seguinte: «Estas três vidas ao espelho, escolhidas entre milhentas outras da nossa diáspora, têm a pretensão de ser um poderoso elixir para desenvolver a nossa auto-estima nacional. Porque os três homens desta história são heróis categóricos à sua maneira. E nós que acreditamos saímos deste romance reconfortados.»
A nível de poesia (e também a 12 de Março) é editado Guia de Conceitos Básicos, nova obra de Nuno Júdice, e Inversos – Poesia 1990-2010, de Ana Luísa Amaral, toda a poesia da autora reunida num único volume.

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Esfera do Caos recupera “Carta Aberta a Salazar”, obra censurada de Henrique Galvão

09/02/2010 · Deixe um Comentário

A Esfera do Caos lança em Fevereiro Carta Aberta a Salazar, obra da autoria de Henrique Galvão, que em 1961 liderou o assalto ao paquete «Santa Maria». Outros lançamentos são Labirinto do Minotauro, de Vínicio de Sousa, e Um Mundo Liderado por Mulheres, de Francisco Domingues.

 Carta Aberta a Salazar – Seguida de Cântico do País Emerso de Natália Correia – Henrique Galvão
Sinopse: «“Ninguém conhece melhor o amo que o seu criado de quarto.” Henrique Galvão recorria frequentemente a esta ideia para, de forma alegórica – considerando ter sido “criado de quarto de Salazar” –, significar que, por ter servido intimamente o ditador e o regime, ninguém os conhecia melhor do que ele. E de facto, esta Carta Aberta a Salazar é uma das mais brilhantes análises, a que podemos ter acesso, da ideologia salazarista e da personalidade do ditador, por um lado, e, por outro, dos resultados obtidos pelo Estado Novo – a sua “verdadeira obra” – nos planos social e económico.
As três primeiras edições deste livro, de 1959, foram apreendidas pela PIDE quase à saída da máquina. Uma nova edição surgiu na Venezuela, em 1960, e entrou clandestinamente em Portugal – também desta, poucos foram os exemplares que escaparam às garras da polícia política.
Uma crítica acutilante e demolidora, saída da pena do Capitão dos Impossíveis.»

Labirinto do Minotauro – Ensaio sobre a Guerra e a Democracia – Vinício de Sousa
Sinopse: «Uma obra sistemática e esclarecedora sobre as raízes do fenómeno bélico, os fundamentos da conflitualidade e as relações entre a política e a guerra. Sem dúvida, um manual de referência no domínio da Teoria Política da Conflitualidade, indispensável para as áreas da Ciência Política, Relações Internacionais e Sociologia dos Conflitos.
Para os que se interessam por este tema, é um documento actual e revelador. Para os que estudam estas matérias, é uma ferramenta de consulta e aprofundamento de conhecimentos. Para os que leccionam nestas áreas, é um poderoso instrumento de apoio.
Um precioso contributo para a compreensão deste domínio complexo e labiríntico.»

Um Mundo Liderado por Mulheres – Francisco Domingues
Sinopse: «Este livro assume o desafio de conceber um Mundo Novo, um mundo que dê corpo à ideia do “Paraíso na Terra” – o único paraíso racionalmente possível, segundo o autor –, convocando a Mulher como o paradigma de uma liderança capaz de mudar a nossa atitude perante a vida e os outros.
O que agora temos – um mundo de violência, de guerra, de competição desenfreada, de corrupção, de ambições desmedidas e de desigualdades – tem de dar lugar ao que devíamos ter: uma sociedade de fraternidade universal.»

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“História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar” – Luis Sepúlveda, com ilustrações de Sabine Wilharm

09/02/2010 · Deixe um Comentário

Aproveitando a reedição de História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, lançada no início de Fevereiro pela Porto Editora, aproveitei para finalmente me dedicar à leitura desta obra do chileno Luis Sepúlveda, ainda para mais por tanta gente recomendada – já vendeu em Portugal 150 mil exemplares. Em boa hora o fiz, e, já agora, diga-se que houve uma vantagem em esperar tanto tempo – o livro é já de 1996 –, é que esta nova edição vem melhorada (e de que maneira!) com ilustrações da alemã Sabine Wilharm (tornou-se conhecida pelas ilustrações que fez para as edições alemãs da saga Harry Potter).
Sendo um livro para todas as idades, este é mais um ponto fundamental para cativar a atenção das crianças. E as ilustrações resultam em pleno, já que Sabine Wilharm fez um trabalho notável. Com um traço claro e limpo, com cores bem doseadas, encontrou a perfeita harmonia com o texto de Sepúlveda, também ele claro e limpo, e bem colorido. As duas vertentes completam-se e é bom ver que não optaram por aqueles desenhos experimentalistas que tanto se vêem em livros infantis, estilisticamente perfeitos, mas incapazes de cativar uma criança, antes pelo contrário – na verdade muitas vezes parecem ser feitos a pensar em adultos, esquecendo o público a que se dirigem. Mas regressemos a História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Zorbas, um gato grande, gordo e preto (tinha tudo para ser um anti-herói) que vive junto ao porto de Hamburgo é o protagonista desta fábula ecológica, onde surge muito bem acompanhado por Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello.
Gato habituado a viver sempre em casa, mas nem por isso menos expedito, Zorbas vê a sua vida dar uma grande volta quando lhe surge pela frente Kengah, uma gaivota doente que fora apanhada de surpresa por uma mancha negra e viscosa no mar quando se dedicava a apanhar peixe. Antes do último suspiro ainda põe um ovo e pede a Zorbas que tome conta da gaivota que está para nascer e, nomeadamente, que a ensine a voar. Zorbas não tem como fugir e compromete-se a fazê-lo. Mas rapidamente percebe que sozinho nada poderá fazer e pede ajuda aos seus amigos do porto de Hamburgo.
Companheirismo, responsabilidade, comprometimento, trabalho de equipa são as armas que Sepúlveda apresenta nesta bela história como as ideais para levar a missão a bom porto. Enquanto é lançado o alerta relativo aos problemas causados pela poluição criada pelos humanos, vemos um grupo de animais a tentar minorar o problema com as armas que têm à mão (ou à pata), dando uma lição de competência aos humanos.
Trata-se portanto de um livro com uma história simples, didáctica, escrito com grande sentimento e emotividade, que curiosamente tanto consegue agradar a adultos como a crianças. Sem espanto integra o Plano Nacional de Leitura.

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“A Lenda de Sigurd e Gudrún” – J.R.R. Tolkien

07/02/2010 · Deixe um Comentário

A Lenda de Sigurd e Gudrún, de J.R.R. Tolkien, recentemente editado em Portugal pela Europa-América, é uma obra grandiosa composta por poesia épica nórdica, aqui numa versão do autor de O Senhor dos Anéis.
A história de Sigurd e de Gudrún é relatada através de poesia, baseada na métrica e na fonética dos poemas nórdicos primitivos, por sua vez inspirados em lendas nórdicas. O livro é composto por dois poemas, ligados entre si, intitulados “O Lai dos Völsung” e “O Lai de Gudrún”. Em “O Lai dos Völsung” é relatada a história da família Völsung, e em “O Lai de Gudrún” conta-se o sucedido após a morte de Sigurd, último descendente dos Völsung. Dentro de cada um dos lai há introduções e uma análise, para situar o leitor nos acontecimentos relatados nos poemas.
Trata-se, naturalmente, de uma obra complexa, que exige uma apurada atenção e concentração no exercício da leitura. Mas é um esforço altamente recompensador, já que o leitor, quando completamente emerso na obra, vive uma aventura épica (ou várias) inesquecível e empolgante, condimentada com todos os ingredientes essenciais: drama, traição, morte, paixão, ambição, etc.
A edição, posterior à morte de J.R.R. Tolkien, foi organizada pelo filho deste, Christopher Tolkien, precisamente o seu executor literário, que já antes trabalhara Os Filhos de Húrin (outro inédito póstumo). Dada a complexidade da obra, Christopher dotou-a de uma série de úteis e imprescindíveis apoios de leitura, nomeadamente uma introdução e uma série de notas introdutórias, assim como comentários aos dois poemas. A Lenda de Sigurd e Gudrún surge ainda, no final, dotada de um conjunto de apêndices, nomeadamente sobre as origens da lenda. Christopher situa e enquadra não só o trabalho do pai, como as próprias lendas nórdicas que lhe deram origem.
Este trabalho de J.R.R. Tolkien é anterior à sua obra-prima, O Senhor dos Anéis, e é bem visível a influência que veio a ter nesta trilogia, onde os mundos criados pelo escritor britânico têm muitos pontos em comum com os que conhecemos nestas lendas.
Trata-se por isso de uma obra essencial para os seguidores de Tolkien, mas também um livro cativante para quem gosta de desafios de leitura mais ambiciosos, sempre com a garantia de que o esforço será recompensado.

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Saída de Emergência propõe “O Evangelho do Enforcado”, novo romance de David Soares

05/02/2010 · Deixe um Comentário

A Saída de Emergência lança em Fevereiro uma série de novas obras, nomeadamente Pai­xão Bor­deau, de Rosie Tho­mas, e O Evangelho do Enforcado, de David Soares, autor dos romances Lisboa Triunfante, uma história mágica sobre a capital portuguesa, e A Conspiração dos Antepassados, sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister Crowley.

Pai­xão Bor­deau – Rosie Tho­mas
Sobre o livro: « ara Bell Farrer, uma jornalista de vinhos em ascensão, esta é a grande oportunidade da carreira: entrevistar o eremita Barão Charles de Gillesmont, do Château Reynard em Bordéus, e o génio dos negócios Valentine Gordon, da Adega Pedra Seca na Califórnia. Comparar o Velho Mundo e o Novo, a paixão e o lucro, séculos de tradição e a mais recente tecnologia. Mas, subitamente, a carreira é a última coisa na cabeça de Bell.»

O Evan­ge­lho do Enfor­cado – David Soa­res
Sobre o livro: «Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média.»

O Dardo de Kushiel -Jacqueline Carey
Sobre o livro: «Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero… e para além dele.»

For­ças de Mer­cado – Richard Mor­gan
Sobre o livro: «Richard Morgan convida-nos a mergulhar num futuro tão horrendo quão certo de estar já ao virar da esquina. Com o povo definitivamente afastado dos centros de decisão e as grandes corporações a controlar o mundo, a globalização é brutal e não há separação entre as salas de reunião e o sangue nas ruas.»

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“Você Só Precisa de uma Ideia!” lançado pela Academia do Livro

05/02/2010 · 1 Comentário

Donny Deutsch, empresário norte-americano e autor de um programa de televisão onde os convidados são empreendedores de sucesso, escreveu Você Só Precisa de uma Ideia!, obra agora lançada entre nos pela Academia do Livro. O livro foi feito em parceria com Catherine Whitney. 

Sobre o livro: «As grandes ideias estão por todo o lado. Todos os dias há pessoas que têm ideias inovadoras, nunca antes pensadas. Frequentemente, essas ideias surgem a partir de uma necessidade, de alguma coisa que estava em falta, de um desejo de tornar a vida um pouco mais fácil e melhor.  
As pessoas que transformam as suas ideias em milhões são muito diferentes: mães de classe média, estudantes universitários, pessoas que desejam mudar de emprego ou dar um novo estímulo à sua carreira, empregados de escritório, reformados, etc. Todas elas arriscam e alcançam objectivos extraordinários. Em comum têm o entusiasmo pelas suas ideias.  
Em Você Só Precisa de uma Ideia!, Deutsch baseia-se não só na sua enorme experiência, mas também na de centenas de outros empreendedores de sucesso que entrevistou. Mostra também como concretizar uma ideia e ultrapassar os diferentes obstáculos que se colocam no caminho.»

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Planeta edita a 8 de Fevereiro “Os Objectos Chamam-nos”, de Juan José Millás

05/02/2010 · 1 Comentário

A Planeta lança a 8 de Fevereiro Os Objectos Chamam-nos, uma nova obra do espanhol Juan José Millas, de quem já havia lança recentemente O Mundo, Prémio Planeta 2007 e finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa 2010.

Sobre o livro: «Juan José Millás actua neste livro como um mestre das distâncias curtas. Cada um destes textos, breves como um clarão, ilumina um segredo, revela um mistério, provoca uma pergunta. Todos, sob essa escrita rigorosa e veloz, escondem uma surpresa. Inimitável mistura de humor, pânico, ironia, nessa atmosfera entre realista e onírica que caracteriza a escrita de Millás. 
O misterioso espreita-nos ao virar da esquina, no interior de nos próprios. Mulheres grandes que sonham com homens diminutos. Manequins que transpiram. Frangos que vão do mercado para casa, mas que jamais aparecem na mesa. Mentiras que se transformam em realidades inexplicáveis. Fósforos velhos que iluminam salas antigas. Pequenos mal-entendidos que dão lugar a perguntas fundamentais. Delírios sensatos. Bom senso delirante… Este é o mundo de Juan José Milllás.»

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“Derrocada” – Ricardo Menéndez Salmón

04/02/2010 · Deixe um Comentário

Ricardo Menéndez Salmón já havia surpreendido com A Ofensa e agora, com Derrocada, dado que o factor surpresa estava fora de questão, o que se pode (e é justo) dizer é que manteve o elevado nível que havia estabelecido neste projecto a que chamou a Trilogia do Mal, que tem vindo a ser editado pela Porto Editora.
O mal nas suas várias vertentes está presente nestas obras de Salmón, e depois do holocausto e das barbáries cometidas contra os judeus, desta vez surge o mal sem uma motivação específica por trás. O mal só pelo mal. E o difícil é definir qual deles é o mais perturbador.
Derrocada é uma obra sufocante, pois pouca margem de manobra dá ao leitor, que desde cedo é apanhado pelos horrores que há em Promenadia, uma cidade costeira onde até então a vida corria normalmente como em qualquer vulgar localidade situada junto ao mar.
A primeira parte do romance tem por protagonista (na vertente do mal) um serial killer que foge ao estereótipo, ou seja, inflige mortes diferentes às suas vítimas (também elas bem distintas entre si), evitando padrões, o que dificulta imenso o trabalho da polícia. O único ponto comum nos seus crimes é um sapato que abandona sempre junto aos corpos, pertencente a uma vítima anterior. Assim, atormenta e baralha a sociedade, acabando por se tornar uma obsessão para o polícia Manila. O assassino passa a fazer parte da sua vida, e os seus destinos vão acabar por cruzar-se de uma forma imensamente perversa. 
Na segunda parte de Derrocada surge o mal perpetrado por um grupo, um trio de rapazes que, para combater o tédio de uma sociedade que os desgosta, se dedica a provocar o caos e o terror. Começam por sabotar pacotes de leite para semear o pavor em Promenadia, introduzindo-lhes agulhas no interior. Mas isso é só um pequeno teste para o grande espectáculo de maldade que hão-de produzir mais adiante.
Menéndez Salmón sente e vive bem as suas personagens e convida (obriga) o leitor a fazer o mesmo, a entrar-lhes na mente, o que nem sempre é uma tarefa agradável, já que o leque de protagonistas é muito heterogéneo e complexo. 
Depois, transmite ainda melhor a sua “mensagem”, recorrendo a uma escrita concisa, dura, crua, e, principalmente, eficiente e segura, sabendo a melhor forma de prender o leitor nas diversas fases da obra, isto sem se perder no meio da loucura que vai criando e espalhando metodicamente.
É de temer o que a imaginação de Menéndez Salmón nos vai trazer para a última parte desta trilogia, El Corrector, que também será editado pelo Porto Editora.
Tal como quando se lê Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis, é legitimo perguntar: onde é que o autor vai buscar estas ideias para criar estes horrores?

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