«O Estrangeiro», de Albert Camus, adaptado à BD por Jacques Ferrandez

estrangeiroO Estrangeiro, de Albert Camus, foi adaptado ao formato de banda desenhada por Jacques Ferrandez e o álbum que daí resultou será editado em Portugal, em novembro, pela Arcádia, do grupo Babel.
Ferrandez nasceu, ele próprio em Argel, onde decorre a ação do romance da Camus. Estudou e vive em França, onde construiu a sua carreira, tendo-se especializado na questão argelina. Em 1987 deu início aos Carnets d’Orient, sobre a presença francesa na Argélia, obra que manteve ao longo de vinte anos. Em 2009 adaptou à BD O Hóspede, também de Camus.

Sinopse: «Num dia quente, Meursault apanha o autocarro que o conduz de Argel ao asilo, onde vai ao enterro da mãe. Mais tarde, no velório, aceita um café que lhe oferecem, tem vontade de fumar um cigarro e não chora. Encontra Marie com quem se envolve porque a deseja. Num dia quente, Raymond – um amigo que se envolveu numa quezília com o irmão de uma amante –, Mersault e Marie vão à praia. E é nesse cenário que Mersault se desnorteia com o calor, puxa do gatilho e dispara cinco tiros que se revelam fatais para outro homem. É de imediato acusado de assassinato e preso.
Nesta obra, Camus apresenta-nos um homem estrangeiro a si próprio e que assiste, indiferente, ao seu próprio julgamento e condenação à morte.»

Estão de volta os «Domingos de Agosto» e «Um Circo que Passa» do Nobel Patrick Modiano

Domingos de Agosto e Um Circo que Passa, do recentemente galardoado com o Nobel da Literatura Patrick Modiano, regressam às livrarias a 18 de novembro através de uma reedição com novas capas. As obras, edições Dom Quixote, já foram lançadas em Portugal por esta mesma editora, respetivamente, em 1988 e 1994.

Domingos de AgostoDomingos de Agosto: «Em Domingos de Agosto entramos num fascinante labirinto de mistérios. Por que motivo o narrador fugiu das margens do Marne com Sylvia para se esconderem num obscuro quarto de Nice? Qual a origem do diamante Cruz do Sul, que Sylvia arrasta consigo como uma promessa e uma maldição? De que morreu o popular ator Aimos? Quem é Villecourt? Quem são os Neal, esse estranho casal cujo carro ostenta uma matrícula diplomática? E por que estão tão interessados em Sylvia, no narrador e no Cruzeiro do Sul? Ao longo das páginas deste misterioso romance, onde se cruzam todos estes enigmas, nasce uma história de amor que exala um fascínio que irá dominar o leitor por muito tempo.»

Um Circo que PassaUm Circo que Passa«Um Circo que Passa revela bem o estilo de Patrick Modiano, fortemente marcado pela Guerra, pelos anos 40 e pela sua própria infância.
A polícia, os bares duvidosos e as ruas de uma cidade simultaneamente amiga e inimiga – é nesta Paris dos anos 60 que acompanhamos a fuga e as deambulações de um casal à procura do amor. Uma história que tem como narrador Jean, e em que toda a acção gira em torno do seu relacionamento, aos dezassete anos, com a misteriosa Gisèle. Ambos têm muito a esconder um do outro. Partilham, porém, os mesmos sonhos.»

Terceiro volume da enciclopédia da Idade Média de Umberto Eco versa castelos, mercadores e poetas

idade_media_IIIIdade Média – Castelos, Mercadores e Poetas, terceiro dos quatro volumes que constituem a enciclopédia sobre a Idade Média coordenada pelo italiano Umberto Eco, acaba de ser editado em Portugal pela Dom Quixote. O último volume, Explorações, Comércio e Utopias, chegará às livrarias em 2015.

Sobre o livro: «Contando com a colaboração dos mais importantes medievalistas mundiais, peritos em diversas áreas, a obra – com mais de mil páginas – leva o leitor numa viagem surpreendente através da arte, literatura, música, filosofia, sociedade e ciência deste intenso período da história da civilização europeia.
O terceiro volume, intitulado Castelos, Mercadores e Poetas, analisa o período entre 1200 e 1400: época definida por Baixa Idade Média, na qual um novo impulso expansivo, juntamente com a ideologia das Cruzadas, conduz o Ocidente à conquista do Oriente. A cidade cresce; a arquitectura, a arte e a literatura experimentam uma intensa vontade de renovação e abertura.
A esta época de progresso segue-se um período de guerra e carestia: a Guerra dos Cem Anos, a peste, as revoltas dos camponeses. Mesmo assim, surgem as sementes do Renascimento, que vai atingir toda a sua plenitude na Europa de Quatrocentos.»

«A Selva», de Ferreira de Castro, regressa pela mão da Cavalo de Ferro

cf-selvaO romance A Selva, de Ferreira de Castro, obra que integra o Plano Nacional de Leitura, conheceu recentemente uma nova edição, por iniciativa da Cavalo de Ferro. O livro inclui um texto de Ferreira de Castro intitulado «Pequena História de A Selva».

Sinopse: «Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna, A Selva, notável epopeia sobre a vida dos seringueiros na selva amazônica durante os anos de declínio do ciclo da borracha, foi lida e amplamente elogiada por nomes que vão desde Jaime Brasil (Livro único na literatura de todo o mundo) a Agustina Bessa-Luís: (obra-prima) e Jorge Amado (clássico do nosso tempo), não passando igualmente despercebida a grandes figuras da literatura internacional, como Albert Camus (estilo sinuoso e sugestivo, como uma vegetação exuberante de termos estranhos e maravilhosos. Livro inesquecível), Blaise Cendars (brilhante e ardente estilista), seu tradutor francês, ou Ztefan Zweig (admirável romance).

Novidades

cf-idiotasPrimeiro os idiotas – Bernard Malamud (Cavalo de Ferro)
Segundo volume de contos de Bernard Malamud, originalmente publicado em 1963, Primeiro os Idiotas foi o livro que confirmou o excepcional valor deste autor perante a crítica e conquistou em definitivo a admiração dos leitores. Alguns contos nele presentes são considerados autênticas obras-primas da narrativa breve. Malamud ilumina com arcano encantamento e profunda ironia os miseráveis cenários de uma América urbana, transformando as suas histórias em parábolas intemporais que nos relatam a dor e a esperança do ser humano.»

Tempo LimiteTempo Limite (2.º vol Fox & O’Hare) – Janet Evanovich (Topseller)
«Kate O’Hare, a implacável agente especial, e Nick Fox, um dos criminosos mais procurados do mundo e agora aliado do FBI, são destacados para uma missão de alto risco.
O alvo da missão é Carter Grove, ex-chefe de gabinete da Casa Branca e líder de uma agência de segurança privada. Há 10 anos, Grove roubou um raro artefacto chinês do Smithsonian, o qual foi secretamente substituído por uma peça falsa. Agora, o governo chinês exige a sua devolução. É preciso recuperar a verdadeira obra de arte sem levantar suspeitas, para evitar o corte de relações entre os EUA e a China.
Em contrarrelógio, Kate, Nick e a sua peculiar equipa de vigaristas têm apenas duas semanas para pôr em prática um plano ousado e mortal. De Washington a Xangai, passando pela Escócia, Canadá, Los Angeles e Nova Iorque, esta dupla improvável embarca numa emocionante aventura repleta de suspense e reviravoltas imprevisíveis.»

irmao do coracao_LIVRO_3DIrmão do Coração – Cátia F. Pereira (Isto É Editora)
«Luana e Tomás são irmãos de coração, uma vez que ele é adoptado.
Na escola, os colegas não entendem como é que este pode ser irmão de Luana… e isso entristece-os muito. Por vezes, os colegas dizem coisas pouco simpáticas, deixando Tomás triste, magoado e rejeitado, mas Luana tenta sempre animá-lo, dizendo-lhe o quanto gosta dele. Eles partilham uma paixão pelo cinema, querendo ela ser realizadora e ele ser guionista. Juntos, vão fazer um filme onde os protagonistas, Bia e Leo, desvendarão mistérios, farão descobertas fabulosas, viajarão para mundos encantados… em busca do mais valioso dos tesouros: a amizade, a união e o respeito pela diferença! E descobrem todos estes valores ao chegarem a um mundo mágico chamado de Zimbaué, em que todos os seres são únicos e respeitados pelas diferenças e onde ninguém se preocupava se o Leo e a Bia eram irmãos de sangue ou não, pois para eles o importante era o sentimento que os unia, o respeito mútuo, a confiança, a amizade, a cumplicidade, o amor. E a moral que a Luana e o Tomás quiseram passar, ao fazerem este filme, foi exactamente essa, ou seja, mostrar que as diferenças, sejam elas quais forem, não são o mais importante. O importante é sem dúvida os sentimentos.»

Capa Crianças PerdidasCrianças Perdidas – Mary MacCracken (Vogais)
«Quando se voluntariou para trabalhar numa escola para crianças com distúrbios emocionais, Mary MacCracken rapidamente se sentiu atraída pelas pessoas que ali ensinavam e por aquelas crianças especiais e respetivos pais angustiados. Embora quase todos os meninos aparentassem ser saudáveis, a realidade era muito mais triste, pois encontravam-se numa dimensão distante, privadas de amor e de verdadeiro contacto humano.
Depressa se tornou evidente que Mary era uma professora com dotes invulgares. Fruto das suas observações e de um instinto inato, conseguiu comunicar e relacionar-se com as crianças mais difíceis. Com o tempo, conseguiu descodificar os murmúrios dos seus alunos e ensinou-os a ler e a falar. Mas, mais importante do que isso, ajudou-os a começarem a sentir confiança e amor.»

pe-felizesAs Receitas que nos fazem Felizes – Jamie Oliver (Porto Editora)
As Receitas que nos fazem Felizes reúne 100 receitas de todo o mundo perfeitas para confecionar no fim de semana ou quando se recebe os amigos. Inspirado nas memórias de infância, este é um livro que tem que ver com longas tarde de verão, aconchegantes noites de inverno e dias de festa. Evidencia, sobretudo, a capacidade que a comida tem de nos levar a viajar pelas emoções.
Jamie Oliver apresenta o livro: “Este livro maravilhoso contém, sem sombra de dúvida, as minhas receitas mais deliciosas e gratificantes, receitas novas e emocionantes desse fabuloso universo dos pratos que nos fazem felizes. É um livro que reúne todos aqueles prazeres proibidos, tão simples e saborosos, que todos adoramos. É uma celebração de memórias nostálgicas, tradições e pratos favoritos da infância, um livro que recria o ritual da boa cozinha e da comida que nos anima e aconchega. Um livro onde o sabor se alia ao bom humor para lhe deixar um sorriso no rosto.”»
12 de novembro

CapaPEQ_JoanneHarris_hocolateO Livro do Chocolate – Joanne Harris e Fran Warde (ASA)
«Joanne Harris, autora do famoso romance Chocolate, juntou-se à chef Fran Warde para criar O Livro do Chocolate, uma celebração em cinquentas receitas mágicas!
Quando Joanne Harris escreveu o romance Chocolate, tinha como metáfora central o conceito de comida como redenção, mais precisamente, o Chocolate. Acabou por lançar sobre todos os amantes de chocolate do mundo um encantamento único, afinal, o chocolate tem a capacidade de se transformar e de evoluir, tendo um envolvimento emocional muito forte, algo que transcende o mero sabor e que se pode tornar numa viagem espiritual.
Na obra O Livro Do Chocolate, o leitor pode deliciar-se com magníficas receitas de bolos, bolachas, mousses, biscoitos, gelados, bebidas e muito mais. Uma verdadeira celebração do chocolate. Nestas páginas vai encontrar uma variedade de dicas para tirar o maior proveito desta iguaria. As receitas são deliciosas e as fotografias que vai encontrar, vão fazê-lo viajar por este mundo encantado e mágico que é o Chocolate.»

pe-truqesTruques com Cartas – João Miranda (Porto Editora)
«Bem-vindo ao fascinante mundo da magia com cartas, a mais apreciada
das variantes do ilusionismo. Neste livro, João Miranda explica, passo a
passo e por diferentes níveis de dificuldade, as técnicas-base de
manuseamento do baralho e mais de 40 truques que deixarão todos os
seus amigos espantados.
Com a ajuda deste precioso auxiliar, fazer aparecer, adivinhar e até
mesmo rasgar e reconstituir uma carta deixarão de ser segredo para si.
Pegue no seu baralho de cartas e prepare-se para fazer magia!»

Belmonte recebe Festival Literário Diáspora entre 7 e 9 de novembro

diasporaA primeira edição do Diáspora, festival literário de Belmonte, vai ter lugar de 7 a 9 de novembro na histórica vila albicastrense e pretende, segundo a organização (a cargo da Câmara Municipal de Belmonte), «reforçar a apetência cultural» local. Recorda a organização que, da «ligação ao Brasil, passando pela relevância da sua comunidade judaica, Belmonte afirma-se como uma espécie de caleidoscópio de perspetivas sobre a língua, a identidade, a pertença».
Vai haver mesas-redondas de debate, exposições, concertos e visitas às escolas, e no encerramento uma conferência de Álvaro Laborinho Lúcio, intitulada «As Margens».
O festival, organizado pela Câmara de Belmonte, vai contar com a presença, além do já citado Laborinho Lúcio, de Afonso Cruz, André Letria, Bruno Vieira Amaral, Sheikh David Munir, Deana Barroqueiro, Francisco José Viegas, Joaquim Vieira, Júlio Magalhães, Miguel Real, entre outros.

PROGRAMAÇÃO

Sessões nas escolas

Escola Básica e Secundária Pedro Álvares Cabral
7 de novembro
André Letria, Margarida Fonseca Santos, Ricardo Henriques e Tiago Albuquerque: um quarteto de embaixadores das letras que visitará várias escolas do concelho de Belmonte com o objetivo de levar aos alunos a literatura, a ilustração, a prática da leitura e a paixão arrebatadora pelas letras.

Sessão Inaugural

Salão Nobre dos Paços do Concelho
7 de novembro, 21h00
O presidente da Câmara Municipal de Belmonte abre oficialmente a programação do Diáspora, numa sessão de boas-vindas ao público e aos participantes.

Mesas

MESA 1 — NO PRINCÍPIO ERA O LIVRO
Igreja Matriz de Belmonte
7 de novembro, 21h30
Qual o papel simbólico do livro nas principais religiões? Em que medida o sentido sagrado do livro não foi transposto para o universo da leitura? Seriam as religiões diferentes sem livros?
MODERAÇÃO: Padre Carlos Lourenço
CONVIDADOS: Sheikh David Munir e Francisco José Viegas

MESA 2 — «QUANDO DECIDIMOS VER AS NAÇÕES COMO QUEREMOS, NÃO PRECISAMOS DE SAIR DE CASA», ASTOLPHE DE CUSTINE
Auditório Municipal
8 de novembro, 14h30
Já ninguém viaja sem levar preconceitos na mala. Pedro Álvares Cabral foi um dos últimos viajantes verdadeiramente livres? Em que medida estas viagens mudaram verdadeiramente o nosso país?
MODERAÇÃO: Tito Couto
CONVIDADOS: Deana Barroqueiro, Miguel Real e João Morgado

MESA 3 — UM PAÍS EM SEGUNDA MÃO
Auditório Municipal
8 de novembro, 16h00
A emigração por quem a conta e por quem a vive. Do bidonville francês à mátria castelhana, como é viver num país desenhado para outros?
MODERAÇÃO: Júlio Magalhães
CONVIDADOS: Karla Suárez e Ricardo Dias Felner

MESA 4 — «É O CORAÇÃO QUE FAZ O CARÁTER», EÇA DE QUEIRÓS
Auditório Municipal
8 de novembro, 17h30
Que papel desempenha a emoção na história dos grandes personagens? Uma biografia faz-se mais de factos ou de sentimentos e emoções? Biografar é também emocionar o leitor?
MODERAÇÃO: Tito Couto
CONVIDADOS: Isabel Stilwell e Joaquim Vieira

MESA 5 — «GOSTAVA DE ESTAR NO CAMPO PARA PODER GOSTAR DE ESTAR NA CIDADE», FERNANDO PESSOA
Auditório Municipal
9 de novembro, 15h00
É um dos lugares comuns mais repetidos da literatura mundial: d’ A Cidade e as Serras a Bouvard e Pecouchet, o campo e a cidade continuam a ser rasgados por trincheiras literárias. Num país tão pequeno, há espaço para o interior?
Moderação: Tito Couto
Convidados: Afonso Cruz, Bruno Vieira Amaral e Valério Romão

Conferência de Encerramento
Auditório Municipal

9 de novembro, 16h30
Conferência «As Margens», por Álvaro Laborinho Lúcio. Das personagens que são marginais à marginalidade da Cultura. Margens e periferia, são equivalentes? O que é viver à margem do litoral e até da Europa? Na conferência de encerramento do Diáspora, um homem do Direito abraça a marginalidade.

Exposições

Ecomuseu do Zêzere
MAR, DE ANDRÉ LETRIA
Mar, de André Letria, é uma das obras que mais prémios tem trazido ao ilustrador, nascido em Lisboa em 1973. Ao longo deste atividário*, concebido em parceria com Ricardo Henriques, as ilustrações de André Letria explicam 206 palavras e 80 atividades relacionadas com o mar, um elemento tão importante na obra que elege a sua premissa: «Se o nosso planeta tem mais mar que terra, então porque não se chama planeta Mar?» Conheça a obra através das ilustrações presentes na exposição.
*atividades + abecedário

FUTURO, DE ANDRÉ LETRIA
Futuro é a obra mais recente de André Letria, na já habitual parceria com Ricardo Henriques. Nas ilustrações patentes no Ecomuseu do Zêzere, André Letria ilustra o conceito de «futuro», recorrendo a outros conceitos que, acredita ele, estarão para prevalecer: dos «políticos» às velhas «tartarugas», passando pelos «pêlos» do corpo humano e pelo «vujà-dé».

Apresentação de livro

MAR, DE ANDRÉ LETRIA E RICARDO HENRIQUES
Ecomuseu do Zêzere
8 de novembro, 11h30
Apresentação com humidade relativa do livro MAR, o primeiro de uma coleção de atividários* do animal editorial Pato Lógico.
Haverá um vislumbre sobre o futuro dos atividários, até porque um dos livros a lançar, proximamente será sobre o futuro. André Letria, cenógrafo, ilustrador e editor usará de um linguajar colorido com recurso a cores PANTONE e verniz localizado. Ricardo Henriques, publicitário e autor infantil — ele mesmo infantil — abusará do escárnio marinheiro.

Feira do Livro

Ao longo do Diáspora, os livros viajam com a feira do livro do festival. A apoiar a realização da feira está a Bertrand, que permitirá ao público adquirir as obras dos participantes.

«Educação Europeia», de Romain Gary, editado pela Sextante

sex-europeiaEducação Europeia, romance de estreia do francês Romain Gary, o único escritor duplamente premiado com o Goncourt, chegou há poucos dias às livrarias portuguesas, numa edição Sextante. O livro foi escrito em plena guerra, em 1945, altura em que Gary era navegador da esquadrilha Lorraine das Forças Francesas Livres.
Este ano assinala-se o centenário do nascimento de Gary, que nasceu em Vilnius na Lituânia (na altura território polaco), mas que em 1928 se mudou com a mãe para Nice, em França. Em 1956 ganhou o Prémio Goncourt com As Raízes do Céu, feito repetido em 1975 com Uma Vida à sua Frente, apresentado a concurso sob pseudónimo, no caso Émile Ajar.
Romain Gary suicidou-se em 1980.

Sinopse: «Educação europeia narra a história de um jovem adolescente lituano polaco de 14 anos, Janek Twardowski, que vive refugiado na floresta e se junta a um grupo partisan para sobreviver e lutar contra a ocupação nazi.
Neste conto moral, cruel e otimista, Janek conhecerá o frio, a fome, a traição e a morte, mas também o amor, junto da sua jovem amiga Zosia. Como diz o chefe partisan Dobranski, “a Europa teve sempre as melhores e mais belas universidades (…), elas foram o berço da civilização (…), mas há também uma outra educação europeia, a que recebemos hoje: os pelotões de execução, a escravatura, a tortura, a violação – a destruição de tudo o que torna a vida bela. É a hora das trevas”. Com os seus camaradas de infortúnio, a sua simplicidade e generosidade, Janek aprenderá o valor da amizade e a crença no Homem.»