«A Casa da Aranha», de Paul Bowles, editado pela Quetzal a 18 de julho

PrintA Casa da Aranha, de Paul Bowles, romance até agora inédito em Portugal, será editado pela Quetzal a 18 de julho. O escritor norte-americano, autor de O Céu Que Nos Protege, tem uma série a si dedicada na Quetzal iniciada com Viagens.

Sobre o livro: «A Casa da Aranha é um verdadeiro thriller político, com a medina de Fez em pano de fundo e os tempos explosivos do movimento nacionalista marroquino.
Embora todos os romances de Paul Bowles espelhem o encontro e o conflito entre civilizações, neste, muito menos subjetivo, a aguda clivagem entre a cultura árabe e a do colonizador francês é explorada com grande detalhe e profundidade. A forte tensão política e social que enquadra a intriga – protagonizada por um americano comunista, um rapazinho analfabeto e uma atraente mulher ocidental –, o ambiente de conspiração e a infinidade de matizes que dão vida e complexidade à milenar cidade de Fez tornam A Casa da Aranha um marco na obra de Paul Bowles.»

Hoje há novo Nobel nas livrarias: «O Herói Discreto», de Mario Vargas Llosa

PrintO Herói Discreto, assim se chama o novo romance de Mario Vargas Llosa, escritor peruano que conquistou em 2010 o Nobel da Literatura. A obra, editada pela Quetzal, sai hoje (20 de setembro) e sucede a O Sonho do Celta e ao conjunto de ensaios A Civilização do Espetáculo, dedicados ao estado da cultura na atualidade.
Mario Vargas Llosa, que nasceu em março de 1936 no Peru, abandonou o seu país em 1959 para ir estudar na Universidade Complutense de Madrid, passando depois a residir em Paris. A seguir, passou pela Grécia, de novo Paris, Londres e Barcelona, até que em 1974 regressou ao Peru, onde conseguiu finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo. Depois, e até ao Nobel… foi o que se viu: A Tia Júlia e o Escrevedor, A Festa do Chibo, A Guerra do Fim do Mundo, A Casa Verde ou O Paraíso na Outra Esquina.

Sinopse: «Felícito Yanaqué é um homem de cinquenta anos, respeitado pela comunidade e proprietário de uma empresa de transportes que fundou e fez prosperar na cidade de Piura, no noroeste do Peru. Sem instrução, oriundo de uma família pobre e gestor cuidadoso dos seus bens, Felícito conquistou tudo a pulso, de uma forma tranquila, discreta e constante, atributos que se poderiam também aplicar à sua personalidade. Casado, com filhos já adultos, Felícito Yanaqué mantém uma amante de longa data, exuberante beleza da cidade. E também outra relação – não de natureza sexual – com Adelaida, uma vidente cujo conselho Felícito segue quase sempre, quer se trate de negócios ou de matéria puramente pessoal ou, mesmo, íntima.
Tudo corre bem na sua cidade; tudo normal. Só que Felícito Yanaqué começa a receber cartas anónimas de extorsão; e quando a ameaça de represálias passa à concretização, Yanaqué decide resistir a tudo isto sem apoio, estoica e discretamente. Como um herói.»

José Eduardo Agualusa estreia-se na Quetzal com «A Vida no Céu»

PrintA Vida no Céu, novo romance do escrito angolano José Eduardo Agualusa, o primeiro que edita na sua nova editora, a Quetzal, sai a 7 de junho e, segundo nota enviada à imprensa, é um «misto de história de aventuras e de alegoria ecológica», assim como «uma visitação à humanidade entre as nuvens – em pleno céu, onde uma nova vida pode ser possível».

Sinopse: «“Depois que o mundo acabou fomos para o céu.” Assim começa este romance. Na sequência de um desastre de proporções bíblicas – o Dilúvio –, os ricos das grandes cidades constroem enormes dirigíveis e vão viver para o céu. Os pobres improvisam balões, que prendem uns aos outros, ligados a redes, formando imensas aldeias flutuantes. Carlos Tucano nasce numa destas aldeias. Carlos deixa a aldeia onde nasceu e parte à procura do pai, desaparecido numa tempestade. Ao longo desta peregrinação, vai-nos dando a ver a vida no céu, com os seus prodígios, os seus mistérios, e também os seus desacertos, ao mesmo tempo que estabelece ligações com toda uma galeria de personagens extraordinários – uma curandeira e sonhadora profissional sul-africana, um pirata indonésio arrependido, um navegador solitário cego, além de uma adolescente rebelde, Aimée, que conhece no mais belo dirigível do mundo – o Paris. Segundo o Dicionário dos Nefelibatas, incluído no livro, as nuvens (água em estado onírico) são o alfabeto do céu. Este romance ajuda-nos a decifrá-las.»

Rodrigo Magalhães, com «Cinerama Peruana», é uma nova aposta da Quetzal

PrintA Quetzal lança a 7 de junho Cinerama Peruana, romance do livreiro Rodrigo Magalhães, que, segundo a editora, é «uma voz nova e surpreendente no panorama ficcional português».

Sinopse: «Um aprendiz de alfaiate tornado ensaísta de reduzida fama e menor proveito: Harry Heels. “Ao contrário de Conradin, nenhuma força externa veio em seu auxílio. A sua divindade, a identidade de Harry Heels, criara-a ele sozinho, Heels pela alcunha que lhe tinham posto na escola – tinha o tique de estar a sempre a bater com o calcanhar no chão durante as aulas, impaciente – e Harry, por lhe achar uma certa graça masculina.”
Dois irmãos, gémeos idênticos, enlutados e enfadados: “No Verão, viajavam com os pais: para Lisboa, onde conheceram Dinis Machado; para Bruxelas (…); para o Norte de Inglaterra, onde fumaram uma ganza nas traseiras de um pub, não muito longe da casa de W.G. Sebald, com cuja viúva os pais se encontraram. Depois, sem estação definida, começaram a viajar sozinhos.”
Três assassinos que atravessam fronteiras sem nunca deixarem de regressar a casa: “Da última vez que atravessaram a fronteira, ao chegarem à outra Lima, Bruno observou o céu carregado, considerando-o auspicioso, e ele e Luis concordaram; colheram dessa vez oito vidas, como se os favorecesse a fúria dos elementos.”
De uma maturidade literária verdadeiramente excecional, Cinerama Peruana desenvolve e articula estes três universos através de um tema comum: o do discípulo que ultrapassa o mestre.»

J. Rentes de Carvalho regressa com «Mentiras & Diamantes»

PrintMentiras & Diamantes, o mais recente romance de J. Rentes de Carvalho, editado pela Quetzal, é apresentado como um thriller «habilmente construído e uma narrativa implacável, violenta e sexy». J. Rentes de Carvalho é autor de obras como La Coca, Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia e Mazagran.

Sinopse: «Jorge Ferreira, “o conde”, recebe na sua quinta algarvia uma jovem e bela inquilina inglesa, que pretende escrever um livro. O anfitrião é um homem educado, atraente e rico, mas em extremo reservado – não se lhe conhecem amigos, amantes ou relações familiares –, que partilha a grande casa senhorial com duas amas e uma governanta. O seu passado esconde um trauma que o acompanha até hoje e que ele pretende eliminar da memória. Pelo contrário, Sarah Langton, filha de um milionário italiano, é impulsiva e aventureira, “viciada em liberdade” – o que não consegue conciliar com a reclusão e a disciplina que a escrita exige. Tudo parece concorrer para que estas duas personagens se aproximem lentamente e que comecem a processar o que as atormenta (a Jorge, os episódios do passado; a Sarah, extrema dificuldade em escrever alguma coisa pertinente para o seu livro misterioso). Mas a súbita visita de “Biafra” – “vistoso fato de linho branco, cravo na botoeira, panamá na mão” –, que vem para tentar uma pequena chantagem, dá lugar a uma cascata de revelações, desenlaces, homicídios, suicídios e desaparecimentos entre a Nigéria, Marrocos, Algarve, Londres e Amsterdão, tendo como pano de fundo o tráfico de diamantes e um país corrupto e corrompido, entregue aos seus segredos de família.»

«Amuleto», de Roberto Bolaño, sai a 8 de março

PrintA Quetzal lança a 8 de março mais uma obra de Roberto Bolaño, intitulada Amuleto, que vem na sendo do sucesso de 2666, O Terceiro Reich, A Literatura Nazi nas Américas, Os Dissabores do Verdadeiro Polícia e A Pista de Gelo.

Sinopse: «A voz arrebatadora de Auxilio Lacouture narra um crime atroz e longínquo, que só virá a ser desvelado nas últimas páginas deste romance – no qual, de resto, não escasseiam crimes, sejam eles os dos quotidiano, ou os da formação do gosto.
Uruguaia de meia-idade, alta e magra como Dom Quixote, Auxilio ficou escondida na casa de banho das mulheres, enquanto a polícia ocupava, de forma brutal, a Faculdade de Filosofia e Letras da Cidade do México, em 1968. Durante os dias que aí permaneceu, os lavabos converteram-se num túnel do tempo, que lhe permitiu rememorar os anos vividos no México e antever os que estavam por vir.
Neste exercício evoca a poeta Lilian Serpas, que foi para a cama com Che, e o seu desafortunado filho; os poetas espanhóis León Filipe e Pedro Garfias, a quem Auxilio serviu voluntariamente como empregada doméstica; a pintora catalã Remedios Varo e a sua legião de gatos; o rei dos homossexuais da colónia Guerrero e o seu reino de terror; Arturo Belano, uma das personagens centrais de Os Detetives Selvagens; e a derradeira imagem de um assassínio esquecido.»

Crónicas de Raul Brandão reunidas por Vasco Rosa em «A pedra ainda espera dar flor»

PrintA Quetzal lançou recentemente A Pedra Ainda Espera Dar Flor, livro de crónicas de Raul Brandão com organização de Vasco Rosa. Raul Brandão (1867-1930) escreveu obras como Húmus, O Gebo e a Sombra, Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas – Notas e Paisagens. Vasco Rosa é editor e investigador na área da literatura e tem estudado em profundidade a totalidade da obra de Raul Brandão.

«Recolhido de quase quarenta publicações de todo o tipo, calibre e geografia, emergia pela primeira vez um imenso corpo textual de nítida proximidade com os temas recorrentes de Raul Brandão, que algumas vezes, e a considerável distância temporal, serve de base a passagens das suas Memórias, outras comenta livros da época, outras ainda, como os verbetes do Guia de Portugal, desdobra a escrita impressionista de Os Pescadores e de As Ilhas Desconhecidas, ou enfatiza todo o seu envolvimento com o teatro e desde mais cedo (1892) do que é considerado (1895). Ficava também em evidência a atenção central concedida a Columbano Bordallo Pinheiro e a Guerra Junqueiro […], a sua compaixão por Almeida Garrett janota, impiedosamente troçado nas gazetas e nas tertúlias, o seu fascínio por Camilo Castelo Branco, e trazia-se a primeiro plano a «História do batel Vai com Deus e da sua campanha», folhetim da nossa vida piscatória publicado em 1901, claramente preanunciador de Os Pescadores, escrito duas décadas depois – e que não devia faltar, como anexo, a nenhuma edição desse livro digna do nome.»  Do prefácio de Vasco Rosa 

Quetzal edita «Dinheiro», de Martin Amis

A Quetzal lançou mais um romance do britânico Martin Amis, Dinheiro, que assim sucede a A Viúva Grávida, Os Papéis de Rachel, O Segundo Avião e A Informação.

Sobre o livro: «John Self é um realizador de filmes publicitários de estrondoso sucesso e que leva um estilo de vida hedonista e excessivo, totalmente desregrado: consome, com voracidade, pornografia, prostitutas, álcool e comida de plástico.
A ação de Dinheiro – que o Guardian considerou o grande romance inglês da década de 1980 – decorre entre Nova Iorque e Londres, nos tempos dos motins de Brixton e do casamento real. E conta a história de John Self – também seu narrador e protagonista –, um homem que personifica a ganância desses anos de ouro do capitalismo, em que o desprezo pelos valores sociais e humanos só conseguia ser suplantado pelo amor ao dinheiro – e a cegueira pelo dinheiro, por sua vez, pelo terror da falta dele.
Mas será John Self um homem completamente mau? Afinal, tem sentido de humor, traços de generosidade, e consegue que ora gostemos ora não gostemos dele.
Trinta anos volvidos, e desconstruídos os mitos financeiros e sociais que candidamente enformaram os anos 1980, esta comédia negra é, agora, mais atual do que nunca.»

«Uma Obra Enternecedora de Assombroso Génio», de David Eggers, sai a 16 de Novembro

Uma Obra Enternecedora de Assombroso Génio é quinto livro do norte-americano Dave Eggers editado entre nós pela Quetzal e será posto à venda a 16 de Novembro.

Sobre o livro: «Livro-sensação e livro-revelação do enorme talento de Dave Eggers, Uma Obra Enternecedora de Assombroso Génio redefine a família e a narrativa para o século vinte e um: as memórias de uma família normal, que, num ápice, com a morte violenta dos pais no espaço de um mês, se desfaz (ou, pelo menos, se torna tudo menos normal); e as de um jovem em idade universitária que tem de criar um irmão de oito anos.

Uma história verdadeira contada como uma ficção ou uma ficção que pretende o estatuto de verdade, a estreia literária de Eggers consegue ser como a vida: pungente, triste, truculenta, hilariante, dramática, selvagem e extraordinariamente inventiva.»

Quetzal lança de uma assentada dois ensaios com «cunho» Nobel, de Vargas Llosa e V. S. Naipul

A Quetzal vai lançar a 19 de Outubro dois ensaios de dois Prémio Nobel – A Civilização do Espetáculo, do peruano Mario Vargas Llosa, e A Máscara de África, do britânico nascido em Trinidad e Tobago, V. S. Naipul.

A Civilização do Espetáculo – Mario Vargas Llosa
«A banalização das artes e da literatura, o triunfo do jornalismo sensacionalista e a frivolidade da política são sintomas de um mal maior que afeta a sociedade contemporânea: a ideia temerária de converter em bem supremo a nossa natural propensão para nos divertirmos.
No passado, a cultura foi uma espécie de consciência que impedia o virar as costas à realidade. Agora, atua como mecanismo de distração e entretenimento.
A figura do intelectual, que estruturou todo o século XX, desapareceu do debate público. Ainda que alguns assinem manifestos e participem em polémicas, o certo é que a sua repercussão na sociedade é mínima. Conscientes desta situação, muitos optaram pelo silêncio.
A Civilização do Espetáculo é uma duríssima radiografia do nosso tempo e da nossa cultura, pelo olhar inconformista de Mario Vargas Llosa.»

A Máscara de África – V. S. Naipaul
«Mais do que um livro de viagem, A Máscara de África observa os efeitos da crença no curso civilizacional africano: os animismos indígenas, as religiões Cristã e Muçulmana, o culto dos líderes, e os mitos da História.
Com início no Uganda, no centro do continente, a viagem de Naipaul passa pelo Gana, pela Nigéria, Costa do Marfim e acaba onde acaba o continente – na África do Sul.
Centrado no tema da crença – nunca negligenciando as realidades políticas e económicas sempre que relevantes – Naipaul examina a condição frágil, mas duradoura, do velho mundo da magia. E para se testemunhar a ubiquidade do rito ancestral e dar uma ideia do poder de que este se reveste, é necessário recuar até à origem de tudo.»