Livros do Brasil renasce nas mãos da Porto Editora – Nova vida para autores como Camus, Malraux, Hemingway e Steinbeck

lb1A Porto Editora chegou a acordo para comprar a Livros do Brasil e já nas primeiras semanas de 2015 vão começar a ser lançados livros desta histórica editora (fundada em 1944) com «renovado trabalho editorial» e apresentando novo tratamento gráfico.
Este acordo, segundo um comunicado de imprensa da Porto Editora, vai permitir a preservação da chancela e de grande parte do seu vasto catálogo, onde constam autores como Albert Camus, André Malraux, Ernest Hemingway e John Steinbeck e que inclui coleções de referência como a Dois Mundos, a Vampiro e as Obras de Eça de Queiroz. A Livros do Brasil vai ser trabalhada pelo editor Manuel Alberto Valente, com a colaboração de Vasco David (Assírio & Alvim) e João Duarte Rodrigues (Sextante).
No mesmo comunicado, Vasco Teixeira, administrador do Grupo Porto Editora, afirma que «o objetivo é assegurar que um conjunto importante de obras literárias esteja facilmente disponível para os leitores».

João Amaral adaptou para BD «A Viagem do Elefante» de Saramago

pe-viagemJoão Amaral adaptou para banda desenhada A Viagem do Elefante, de José Saramago, obra que será editada a 21 de novembro pela Porto Editora.
Segundo informa a editora, este livro, que resulta de um trabalho de quase três anos e que «tem a particularidade de ser narrado pelo Nobel português, relata a viagem do elefante Salomão, um presente do rei D. João III para o arquiduque Maximiliano da Áustria, de Lisboa até Viena, guiado pelo indiano Subhro».
Pilar del Río escreveu no prefácio deste livro que, «o caminho até Viena é tortuoso: João Amaral sabe-o bem porque o esteve a desenhar durante mais de dois anos passo a passo. […] João Amaral estudou muito bem aquilo que José Saramago havia escrito e logo que o soube com todas as letras pintou-o para que nada na sua banda desenhada fosse falso».
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Carlos Garcia apresenta a 8 de novembro, em Lisboa, «Cancioneiro da Bicharada»

pe-bicharadaCancioneiro da Bicharada, um livro com CD de Carlos Garcia onde são musicados poetas portugueses, será apresentado a 8 de novembro (sábado) em Lisboa. O evento terá lugar às 16h00, no Salão Nobre da Escola de Música do Conservatório Nacional, e Carlos Garcia interpretará ao vivo algumas das canções que compõem este trabalho.
No livro, editado pela Porto Editora e ilustrado por Carla Nazareth , Carlos Garcia surge acompanhado por artistas como Luís Represas, João Gil, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Vitorino, Chico César e Cristina Branco,. O autor musica textos sobre animais da autoria de poetas como Bocage, Eugénio de Andrade, Júlio Dinis e Alexandre O’Neill.
O projeto será transposto em breve para palco, em formato de concerto ao vivo, e passará pela rede nacional de auditórios em 2015.

«As Avenidas Periféricas» do Nobel Modiano «abrem à circulação» a 12 de novembro

pe-perifericasComo seria de esperar, agora que Patrick Modiano conquistou o Nobel da literatura multiplicam-se as edições de obras suas em Portugal. Agora, chega a notícia do lançamento de um inédito no nosso país do escritor francês. Chama-se ele As Avenidas Periféricas e será lançado pela Porto Editora a 12 de novembro. Note-se que esta obra foi galardoada em 1972 com o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa.

Sinopse: «Numa pequena aldeia ao lado da floresta de Fontainebleau, em plena Ocupação alemã, juntam-se ao fim de semana alguns personagens inquietantes. Entre eles, o pai do narrador.
Quem é esse pai? Um traficante? Um judeu acossado? Que faz ele no meio de tal gente?
Até ao fim, o narrador perseguirá, com ternura, esse pai fantasmático.»

Viaje por Viena, Florença e Berlim na companhia dos guias CityPack

florençavienaPorto Editora lançou mais três guias turísticos da coleção CityPack – Florença, Viena e Berlim (os dois primeiros com tradução minha, Rui Azeredo) –, que assim passam a fazer companhia aos anteriormente editados relativos a Paris, Londres, Roma, Barcelona, Amesterdão, Nova Iorque, Madrid, Praga, Rio de Janeiro e Veneza.
Os livros, em formato de bolso e integralmente a cores, são profusamente ilustrados com fotografias e apresentam as 25 principais atrações de cada cidade, propõem passeios e sugerem os melhores locais para compras, comer, divertir-se e dormir, sempre tendo em conta vários preços.
Incluem ainda um mapa de bolso desdobrável bastante resistente.pe-berlim

Gonçalo M. Tavares em dose dupla no início de novembro

Uma menina está perdida no seu século à procura do paios_Velhos_querem_viverSempre prolífico, Gonçalo M. Tavares está de regresso às livrarias, e  logo em dose dupla. Se ontem foi a Caminho a anunciar a chegada, na próxima semana, de Os Velhos Também Querem Viver, hoje foi a Porto Editora, que também tem vindo a editar obras do escritor, revelar que a 10 de novembro irá pôr à venda Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai.
Para os fãs de Gonçalo M. Tavares menos endinheirados poderá ser um problema escolher, para os outros, a questão residirá em saber em qual dos dois livros deverão pegar primeiro.
Para ajudar na decisão, aqui ficam as sinopses de ambos.

Os Velhos Também Querem Viver: «Os Velhos Também Querem Viver tem um pé na tragédia Alceste, de Eurípedes, de onde parte, e outro no cerco de Sarajevo nos anos de 1992-1996. Deste feliz cruzamento de duas realidades separadas por cerca de 2.500 anos Gonçalo M. Tavares extrai uma obra literária que nos prende da primeira à última linha porque não perdemos nunca a sensação de estarmos a tocar um dos grandes dramas da Humanidade, que no livro se pode exprimir assim: “Em Sarajevo e em redor de Sarajevo, no século XX, a regra particular é igual à regra geral: os mortos estão mortos, os vivos é que ainda não”

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai: «Nesta história de busca, viagem e reflexão sobre o século XX, Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos, fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a. A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.
Excerto
– E vocês? De onde vêm?
Tentei explicar-lhe que não era um homem falador. Gosto de ouvir, disse-lhe, não tenho muito para dizer.
Ele perguntou, virado para Hanna:
– Como te chamas?
Hanna respondeu. Ele não percebeu. Hanna repetiu, ele continuou sem perceber. Eu repeti:
– Chama-se Hanna.
– Hanna – disse Fried. – Bom.
– Que idade tens?
– Catorze – respondeu, e agora percebeu-se.
Fried sorriu para ela, simpaticamente. Ela disse:
– Olhos: pretos. Cabelo: castanho.
Eu disse:
– Ela aprendeu assim.
Depois ela disse:
– Estou à procura do meu pai.»

Valter Hugo Mãe escreveu «O Paraíso são os outros» a pensar nos mais novos

O_Paraiso_sao_os_outros_VHMO Paraíso são os outros é o livro que irá inaugurar, a 3 de novembro, a coleção de contos de Valter Hugo Mãe. A obra, dedicada aos mais novos, tem ilustrações de Esgar Acelerado e é uma edição da Porto Editora. Segundo a casa editorial, O Paraíso são os outros «parte da inocência pueril e toca também a sabedoria dos mais crescidos», numa história onde a personagem principal, «uma menina fascinada pelo amor, usa a imaginação para antever e descobrir o que é a felicidade».
Valter Hugo Mãe, cujo último romance é A Desumanização, já foi distinguido com o Prémio José Saramago, com o Grande Prémio Portugal Telecom para melhor livro do ano e com o Prémio Portugal Telecom para melhor romance.

Sinopse: «O amor constrói. Gostarmos de alguém, mesmo quando estamos parados durante o tempo de dormir, é como fazer prédios ou cozinhar para mesas de mil lugares.
O Paraíso são os outros é a história que nos conta uma menina que observa como são os casais. Casais de pessoas e casais de animais.
Uma menina a quem o amor intriga e fascina. Ao imaginar a vida dos outros, sonha com a sua pessoa desconhecida que um dia há de amar.
Pode até ser o Miguel ou não – há tanta gente maravilhosa!
Ao inventar a felicidade, ela já sabe tudo o que é preciso para se ser casal.»

Richard Zimler e a ilustradora Aurélie de Sousa puxam pela imaginação das crianças em «Se eu fosse…»


SEUF_71007_cpRichard Zimler faz mais uma incursão na literatura para crianças com Se eu fosse…, onde pretende estimular a imaginação dos mais novos contra a passividade. O livro tem ilustrações de Aurélie de Sousa e será publicado pela Porto Editora a 24 de outubro.
Segundo Zimler, escritor norte-americano há muito radicado no Porto, «os alunos portugueses são muito mais passivos que os americanos». No tempo em que lecionava, Zimler «fazia de tudo para acordar a paixão escondida ou adormecida nos alunos». No entanto, veio a perceber que a solução mais eficaz passava por começar «antes de eles adquirirem o hábito da passividade». E assim nasceu Se eu fosse…, que segundo Richard Zimler, é uma « tentativa de encorajar os mais pequenos a explorarem as suas capacidades e a manterem a curiosidade, ultrapassando limitações e utilizando a imaginação para, transformando-se em animais, aprenderem a pôr-se na pele do outro».

secanguruSinopse: «Se eu fosse… é um livro que encoraja as crianças (e talvez os seus pais também!) a ultrapassarem as suas limitações.
Este livro convida os mais jovens a nadarem como um peixe tropical ou a cantarem como um melro – ou até mesmo afastarem os banhistas da praia com o “sorriso” de um tubarão!»

segirafaSe eu fosse um melro, podia cantar o tempo todo e nunca ninguém me pediria para calar o bico!
Se eu fosse um morcego, podia dormir de pernas para o ar!
Se eu fosse uma borboleta, podia fazer a minha sesta na flor mais linda do mundo!
Se eu fosse um polvo, podia tocar trompeta, violino, pandeiro e piano, tudo ao mesmo tempo!
Se eu fosse um cão, podia andar a cheirar toda a gente, para saber quem cheirava melhor (e pior)!

Guia prático de escrita e ficção de Mário de Carvalho intitula-se «Quem Disser o Contrário É Porque Tem Razão»

pe-quemQuem disser o contrário é porque tem razão, de Mário de Carvalho, é um guia prático de escrita de ficção que será lançado a 24 de outubro pela Porto Editora. este livro, segundo a editora, «procura aconselhar e desbravar caminhos para a escrita, mas também promover a discussão sobre este tema». De acordo com o que diz na sua Nota Prévia, «O autor não tenciona, nem de longe, nem de perto, atrever-se ao terreno da teorização narratológica e visa muito aquém dos estudos literários. Pretende tão-só, num itinerário vagamundo, desvendar uns poucos caminhos, anotar-lhes as curvas e contracurvas, prevenir dos salteadores e trapaceiros, e indicar algumas razoáveis estalagens».
Mário de Carvalho, que soma uma vasta coleção de troféus literários (grandes prémios de Romance, Conto e Teatro da APE, o prémio do Pen Clube e o prémio internacional Pégaso), é autor de obras como Contos da Sétima Esfera, Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina, A Liberdade de Pátio, Os Alferes e Contos Vagabundos.

Sinopse: «Ser escritor. O texto ficcional. Dilemas, enigmas e perplexidades do ofício. No vale das contrariedades. Nada do que parece é. O “assertivismo” é um charlatanismo. A valsa dança-se aos pares: escrita e leitura, autor e leitor, personagem e ação, causalidade e verosimilhança, contar e mostrar, o dentro e o fora, a superfície e o fundo. O bico-de-obra do primeiro livro. Por onde começar? Com que começar? Com quem começar? A manutenção do interesse. Não há regra sem senão; não há bela sem razão. Ou o oposto. Riscos, cautelas e relutâncias.»

Romance «As Aventuras de Maria Pons», de Lázaro Covadlo, lançado pela Porto Editora

pe-ponsAs aventuras de Marina Pons, do escritor argentino Lázaro Covadlo, foi recentemente editado em Portugal pela Porto Editora. Trata-se de um pequeno romance que narra a improvável ligação entre uma bióloga apaixonada e um stripper fingidor.

Sinopse: «Marina é uma mulher inquieta: com a vida, com a descoberta dos outros e dela própria. Professora de biologia e órfã, desde cedo foi criada pelo muito extremoso tio Hilário, proprietário de um negócio de próteses, cadeiras de rodas e material sanitário. Marina, trintona habituada ao celibato e à solidão, encanta-se com José Serra, um exibicionista profissional com um sorriso tímido.
José Serra sempre achou melhor poupar Marina às imundícies da sua vida. A atração não foi coisa imediata: quando conheceu Marina, José pensou que com aquela rapariga poderia envolver-se por uns tempos. O que não imaginava era que ela viria a transformar a sua vida. Nem em sonhos teria conseguido imaginar. José morre prematuramente e Marina, viúva e com o negócio do tio em mãos, nunca deixa de pensar no seu adorado marido: “se é certo que desde pouco tempo depois de enviuvar estive com muitos homens e, na maior parte desses encontros, não passei mal, ninguém mais do que o José, que descanse em paz, é capaz de fazer cócegas na minha imaginação e na minha memória.”»