«Não se encontra o que se procura», novo livro de Miguel Sousa Tavares, à venda a 3 de dezembro

capaNão se fie no título e se procurar já poderá encontrar, a partir de 3 de dezembro, o novo livro de Miguel Sousa Tavares, Não se Encontra O Que Se Procura, uma edição Clube do Autor. O livro reúne memórias e histórias pessoais, relatos de viagens e diários.
O livro será apresentado no próprio dia 3 de dezembro, pelas 20h00, na Fnac do Chiado, em Lisboa.
Jornalista e escritor, Miguel Sousa Tavares é o autor de campeões de vendas como Equador e Rio das Flores.

Sobre o livro: «Nesta viagem fora do seu quarto, o autor transporta-nos ao seu mundo mediterrâneo, ao sul de Portugal, à Croácia, a Roma, à Sicília, ao Brasil e aos lugares da História por onde passaram figuras gigantes. No regresso a casa, explica a razão da sua escrita. Neste livro, a sós com as palavras, Miguel Sousa Tavares viaja para dentro de si para partilhar aquilo que só os grandes contadores de histórias sabem fazer, seguindo o lema: “viajar é sonhar”.
unnamed(Foto de Oxana Lanin)

É fácil dizer que se morre por amor, mas não é fácil, de facto, morrer por amor. A maior parte das vezes, curte-se o desgosto, limpam-se as armas e sai-se de novo em campanha.

Se pudesse ter uma vida paralela, gostaria de ter a vida de um caracol, carregando comigo a casa e plantando-a onde houvesse sol e silêncio, onde houvesse mar e espaço, onde houvesse tempo e distância. Onde houvesse essa improvável e louca hipótese de ser feliz fora do mundo.»

O Porta-Livros faz hoje cinco anos – Parabéns a todos!

DSC_1793O Porta-Livros completa hoje, 15 de dezembro de 2013, cinco anos. 1 043 459 visualizações depois, continua a ser um prazer estar aqui na blogosfera e espero que gostem tanto de ler o que escrevo como eu gosto de escrever o que leem.
O que começou por ser (inocentemente) uma espécie de arquivo público de textos acabou por se tornar num blogue visitado diariamente por centenas de pessoas, maioritariamente de Portugal, mas também em grande parte do Brasil. Por exemplo, nestes últimos 365 dias houve 112 708 visualizações com origem em Portugal, 54 554 do Brasil, 3635 dos Estados Unidos, 1131 de Espanha e 819 de França. Reino Unido (707), Angola (653), Alemanha (578), Suíça (501) e Moçambique (475) encerram o top 10, mas tenho recebido visitas de todo o mundo, inclusive do Irão, Ilhas Virgens, Síria, Barbados, Egito, Iraque, Haiti, Israel, Porto Rico, Omã e Austrália, entre muitos outros.
E o que procuram todos estes leitores? A minha opinião sobre o romance Nómada, de Stephenie Meyer, foi neste último ano o post mais procurado (2231 Visualizações), o que não é de estranhar dado que continua a ser o preferido ao fim destes cinco anos (17 423).
Mas vamos aos números:

Top 10 geral

1.º Nómada – Stephenie Meyer 17 423
2.º No Teu Deserto – Miguel Sousa Tavares 15 945
3.º Marina – Carlos Ruiz Zafón 14 913
4.º A Invenção de Hugo Cabret  – Brian Selznick 14 088
5.º Margarida Rebelo Pinto apresenta O dia em que te esqueci a 25 de Novembro 13 143
6.º História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar  – Luis Sepúlveda, com ilustrações de Sabine Wilharm 12 857
7.º Gailivro ataca 2010 com zombies e Christopher Paolini 7 089
8.º O Coração das Trevas – Joseph Conrad 6 246
9.º O Planalto e a Estepe – Pepetela 5 977
10.º About Rui Azeredo 4 885

Top 10 do último ano

1.º Nómada – Stephenie Meyer 2231
2.º O Coração das Trevas – Joseph Conrad 2029
3.º No Teu Deserto – Miguel Sousa Tavares 1932
4.º Deus não gosta de nós – Hank Moody 1356
5.º José Rodrigues dos Santos romanceia vida de Calouste Gulbenkian em O Homem de Constantinopla, a sair a 19 de setembro 1343
6.º A Invenção de Hugo Cabret – Brian Selznick 1331
7.º História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar – Luis Sepúlveda, com ilustrações de Sabine Wilharm 1235
8.º O Corsário Negro – Emilio Salgari 1223
9.º Marina – Carlos Ruiz Zafón 1010
10.º Inferno, novo romance de Dan Brown, chega a Portugal em Julho 989

Perante estes números, resta-me agradecer as vossas visitas, naturalmente, assim como todo o apoio das editoras, desde os editores aos sempre prestáveis elementos dos departamentos de comunicação, sem esquecer, claro, os escritores, pois sem eles não haveria livros nem Porta-Livros.

Obrigado a todos e venha o sexto!

Rui Azeredo

«Equador» – Miguel Sousa Tavares

Demorei uns tempos (uns anos) a chegar ao Equador, um tempo que, agora, me parece demasiado longo, mas se calhar a viagem até este tremendo romance de Miguel Sousa Tavares foi encetada na altura ideal.
Muito badalado desde há anos, este romance tornou-se demasiado exposto, uma daquelas coisas de que tanto se fala que até acaba por perder o interesse, para não dizer «enjoar». Estava, portanto, a precisar de um período de descanso antes de lhe pegar e, a pretexto da nova e bela edição da Oficina do Livro, finalmente tive a oportunidade (e a vontade) de o fazer.
Revelou-se uma leitura compulsiva, motivada não só por estar bem escrito mas por se tratar de uma bela história e de uma aventura bem documentada onde todas as páginas, palavras e letras são úteis, justificando-se assim a dimensão, em termos de páginas, da obra.
Equador tem tudo: aventura, cenários exóticos, emoção, denúncia, contextualização histórica, tudo assente, e movido, inevitavelmente numa complexa história de amor.
Com a acção a decorrer no início do século XX – trata-se de um clássico romance histórico – tem por protagonista Luís Bernardo, um homem com preocupações sociais que defende uma nova política colonial e que é incumbido pelo rei D. Carlos de se mudar para São Tomé e Príncipe (como governador-geral) para averiguar das condições de trabalho dos negros nas plantações de cacau, de modo a assegurar-se de que não havia escravatura. A preocupação da realeza tinha mais que ver com a pretensão de agradar aos ingleses, que ameaçavam com um boicote comercial, do que efectivamente com as condições de trabalho desumanas. Em tempos de transição como aquele, a noção de escravatura era algo vaga e Luís Bernardo encontra dificuldades para levar o seu trabalho avante, dada a reticência dos poderosos produtores de São Tomé e Príncipe. Tudo se complica quando se começa a desenvolver a tal complexa história de amor que envolve, além de Luís, o casal Ann e David, sendo este último precisamente o cônsul inglês encarregue de verificar se efectivamente a escravatura era uma coisa do passado.
A história e os ambientes são narrados com muita cor e vida e o enquadramento histórico escapa ao cinzentismo por vezes presente neste tipo de romance, provando que é possível descrever uma época de outra forma, que não seja tipo manual ou livro de história. A mistura entre a descrição dos ambientes, a vida quotidiana em São Tome, as amizades, os amores, as tensões e a política resulta numa história sabiamente equilibrada e bem construída que se lê como se assistindo a uma grande produção cinematográfica – isto é um elogio, caso tenham dúvidas.
Em suma, um grande romance, a ler.

E cá estou de volta!

O Porta-Livros está de regresso após umas semanas de férias e é com redobrado prazer que retomo o contacto regular convosco.
Desde já posso anunciar que nos próximos dias irei aqui deixar a minha opinião sobre os livros que li neste espaço de tempo, nomeadamente Equador, de Miguel Sousa Tavares, Os Diários Secretos, de Camilla Läckberg, O Barulho das Coisas a Cair, de Juan Gabriel Vásquez, O Cavalo Amarelo, de Agatha Christie, e Triângulo, de Pedro Garcia Rosado.
Entretanto, as editoras já começaram a divulgar (e a lançar) uma série de novidades, algumas bem «apetitosas», da habitual rentrée de Setembro e aos poucos aqui divulgarei o que aí vem, dos contos de Carlos Fuentes à poesia de Maria do Rosário Pedreira, do veterano Mário de Carvalho ao novato Bruno Margo, passando por Salman Rushdie, Joanne Harris e, claro, a Nobel Herta Müller, que a partir do dia 10 de Setembro (até 14) visita Portugal para apresentar Já Então a Raposa Era o Caçador(Veja aqui o programa)