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João Amaral adaptou para BD «A Viagem do Elefante» de Saramago

pe-viagemJoão Amaral adaptou para banda desenhada A Viagem do Elefante, de José Saramago, obra que será editada a 21 de novembro pela Porto Editora.
Segundo informa a editora, este livro, que resulta de um trabalho de quase três anos e que «tem a particularidade de ser narrado pelo Nobel português, relata a viagem do elefante Salomão, um presente do rei D. João III para o arquiduque Maximiliano da Áustria, de Lisboa até Viena, guiado pelo indiano Subhro».
Pilar del Río escreveu no prefácio deste livro que, «o caminho até Viena é tortuoso: João Amaral sabe-o bem porque o esteve a desenhar durante mais de dois anos passo a passo. […] João Amaral estudou muito bem aquilo que José Saramago havia escrito e logo que o soube com todas as letras pintou-o para que nada na sua banda desenhada fosse falso».
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Nova vida para «A maior flor do mundo», de José Saramago

pe-florA maior flor do mundo, livro para crianças de José Saramago publicado originalmente em 2001, foi recentemente reeditado pela Porto Editora. Esta obra, que integra as Metas Curriculares do 4.º ano de escolaridade, contém as ilustrações originais de João Caetano.

Sobre o livro: «Em A maior flor do mundo, Saramago estabelece um imaginativo jogo com o leitor, transformando-se em personagem. Começa assim: “As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças sendo pequenas, sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas. Quem me dera saber escrever essas histórias, mas nunca fui capaz de aprender, e tenho pena.” A verdade é que Prémio Nobel da Literatura 1998 foi realmente capaz, e dessa ideia resultou uma magnífica história, na qual Saramago escreve para crianças sendo fiel ao estilo único que o distingue no mundo inteiro.»

«Alabardas», inédito inacabado de Saramago, disponível a 23 de setembro

pe-Alabardas_JoseSaramagoApresentado como «O último fôlego narrativo» de José Saramago, Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, romance inédito e inacabado do Nobel português, será publicado a 23 de setembro pela Porto Editora.
O romance, protagonizado por Artur Paz Semedo, é, segundo a editora, «uma reflexão sobre a violência que põe em relevo a fragilidade humana e social face às atrocidades da guerra».
«Afinal, talvez ainda vá escrever outro livro. Uma velha preocupação minha (porquê nunca houve uma greve numa fábrica de armamento) deu pé a uma ideia complementar que, precisamente, permitirá o tratamento ficcional do tema.», escreveu José Saramago nas suas notas, em agosto de 2009, e daí nasceria este Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, título retirado de uma tragicomédia de Gil Vicente.
O livro conta com ilustrações Günter Grass (também ele Nobel da Literatura) e com dois textos, um de Fernando Gómez Aguilera, que comenta e situa este romance no contexto da obra de Saramago, e outro de Roberto Saviano, que apresenta «uma inquietação sobre o papel do Homem face à violência a partir da “orquestra de revelações” que é esta história.

Apresentação em Lisboa a 2 de outubro
A apresentação mundial de Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas vai decorrer a 2 de outubro na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, às 18h30,com a presença do professor António Sampaio da Nóvoa, do juiz Baltasar Garzón e do escritor Roberto Saviano. Durante a sessão moderada pela jornalista Anabela Mota Ribeiro, serão projetadas as ilustrações de Günter Grass.
Mas antes, a 19 de setembro, será reeditado pela Porto Editora Memorial do Convento, cuja caligrafia da capa é da autoria de José Mattoso.

Sinopse: «Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance, trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.
Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx.»

Filme «O Homem Duplicado» já está nas salas de cinema

HDJá chegou aos cinemas portugueses o filme O Homem Duplicado, adaptação do romance homónimo de José Saramago que tem a assinatura de realizador Denis Villeneuve. O papel principal foi entregue ao ator Jake Gyllenhaal.
O filme, uma produção canadiana e espanhola, venceu o prémio Méliès d’Argent no Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, em Sitges, sendo considerado o melhor filme fantástico europeu do ano, e no Canadá recebeu cinco prémios no Canadian Screen Awards, principal galardão de cinema do país.

O filme
«Adam (Jake Gyllenhaal) é um instável professor universitário que vive refém de uma monótona rotina diária. Uma noite, enquanto vê um filme, descobre a existência de um ator exatamente igual a si. Obcecado por conhecer o seu sósia, parte à descoberta desse outro homem forçando um encontro com consequências imprevisíveis não só para eles mas também para as suas companheiras: Mary (Mélanie Laurent) e Helen (Sarah Gadon).
Adaptado livremente a partir do livro homónimo de José Saramago, O Homem Duplicado é um thriller surpreendente e provocante sobre dualidade e identidade.»

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«Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, “vive só e aborrece-se”, “esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou”, à cadeira de História “vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim”. Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão. “Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo.” Depois desta inesperada descoberta, de um homem exatamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem.»

As novas capas e as novas edições de Saramago

pe-JSAmanhã, 29 de maio, quando passar por uma livraria, já pode apreciar, muito provavelmente nas montras, as novas edições das obras de José Saramago, que recentemente passou a ser editado pela Porto Editora.
Ao todo serão nove títulos «retocados», com novas capas e edições revistas. Aqui está a lista: A Caverna, A Noite, A Viagem do Elefante, As Intermitências da Morte, As Pequenas Memórias, Ensaio sobre a Lucidez, História do Cerco de Lisboa, Manual de Pintura e Caligrafia e O Homem Duplicado.
As novas capas, elaboradas pelo atelier silvadesigners contam com o contributo especial de grandes figuras da literatura e da cultura portuguesa: Álvaro Siza Vieira, Armando Baptista-Bastos, Eduardo Lourenço, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Júlio Pomar, Lídia Jorge, Mário de Carvalho e Valter Hugo Mãe. E qual foi o seu contributo? Todos caligrafaram o título para a capa de um dos nove livros.
Na sessão de apresentação à imprensa, que teve lugar hoje de manhã, e segundo um comunicado distribuído à comunicação social, o administrador da Porto Editora, Vasco Teixeira, anunciou que o grupo vai «apoiar diretamente a Fundação José Saramago para que esta instituição possa continuar a cumprir, nas melhores condições, a sua missão de promover o estudo e a divulgação da obra de José Saramago».
Já Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago, disse: «São livros de José Saramago, esses que, como todos, levam o autor dentro. Neste caso, aproximam-nos dos amigos do autor e de outros leitores que antes passaram por estas páginas. Apetece dizer, “cuidado, estes livros contêm muita vida, tratemo-los com a paixão e o esmero que merecem todos os seres”. Todos os seres vivos.»
Entretanto, para os amantes de Saramago (e de Lanzarote) é de lembrar que amanhã (30 de maio, às 18h30, na sede do Camões-IP (Av. Liberdade, 270, Lisboa), será apresentado o livro Lanzarote – A Janela de Saramago, de João Francisco Vilhena e José Saramago, e inaugurada a exposição de fotografia com o mesmo nome.
A sessão conta com a presença de Pedro San Ginés Gutiérrez, presidente do Cabildo de Lanzarote, Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Ana Paula Laborinho, presidente do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, e de Pilar del Río.

pe-CA Caverna (Caligrafia da capa: Eduardo Lourenço)
«Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização.»

pe-NA Noite (Caligrafia da capa: Armando Baptista-Bastos)
«“A Noite, a primeira obra dramática de Saramago que o escritor dedica a Luzia Maria Martins, a pessoa que o ‘achou capaz de escrever uma peça’. Seria mesmo. A noite de que se fala nesta peça ficou para a história: de 24 para 25 de abril de 1974. A ação passa-se na redação de um jornal em Lisboa e o autor avisa: ‘Qualquer semelhança com personagens da vida real e seus ditos e feitos é pura coincidência. Evidentemente.’” (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)»

pe-VEA Viagem do Elefante
(Caligrafia da capa: Mário de Carvalho)

«Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca nas mãos dos leitores esta obra excecional que é A Viagem do Elefante.»

pe-IMAs Intermitências da Morte (Caligrafia da capa: Valter Hugo Mãe)
«“No dia seguinte ninguém morreu.”
Assim começa este romance de José Saramago.
Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

pe-PMAs Pequenas Memórias (Caligrafia da capa: Gonçalo M. Tavares)
«As Pequenas Memórias é um livro de recordações que abrange o período entre os quatro e os quinze anos da vida de José Saramago: “Queria que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou”.»


pe-eslEnsaio Sobre a Lucidez
(Caligrafia da capa: Dulce Maria Cardoso)
«Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.»

pe-hclHistória do Cerco de Lisboa (Álvaro Siza Vieira)
«“Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra ‘não’ num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.” (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)»

pe-mpcManual de Pintura e Caligrafia (Caligrafia da capa: Júlio Pomar)
«“O Manual de Pintura e Caligrafia é uma obra ímpar no género da literatura autobiográfica entre nós e oferece-nos, no seu conjunto, um semental de ideias e uma carta de rumos da ficção de José Saramago até à data.
Nele se fundem as escritas de uma complexa e rica tradição literária e a experiência de um tempo vivido nos logros do quotidiano e das vicissitudes da história, que será a substância da própria arte.” Luís de Sousa Rebelo»

pe-HDO Homem Duplicado (Caligrafia da capa: Lídia Jorge)
«Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, “vive só e aborrece-se”, “esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou”, à cadeira de História “vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim”. Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, “levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo”.
Depois desta inesperada descoberta, de um homem exatamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem.»

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«Lanzarote – A Janela de Saramago», com fotos de João Francisco Vilhena, apresentado a 10 de maio em Matosinhos

pe-lanza1Lanzarote – A Janela de Saramago, livro com fotografias de João Francisco Vilhena e textos do próprio escritor, será editado a 9 de maio pela Porto Editora. A obra será apresentado a 10 de maio, às 12h00, no festival LeV –Literatura em Viagem, na Galeria Municipal de Matosinhos, numa sessão com a presença de João Francisco Vilhena e Pilar del Río.

Sinopse: «Livro concebido pelo fotógrafo João Francisco Vilhena, com textos dos Cadernos de Lanzarote, de José Saramago, a partir do seu encontro com o escritor na ilha onde este fincará as raízes que darão lugar à segunda parte da sua vida literária, numa profunda ligação com a natureza – qual regresso às origens, narradas n’As Pequenas Memórias – e face à aproximação da velhice e da morte. Um livro belíssimo sobre o sentido da vida e da escrita, uma homenagem a Saramago no momento em que se comemoram os quinze anos da atribuição do Prémio Nobel.»

A Islândia de Valter Hugo Mãe é retratada em «A Desumanização», que sai a 20 de setembro

3D_VHM_altaA Desumanização, novo romance de Valter Hugo Mãe, que é lançado amanhã (20 de setembro) pela Porto Editora, é definido pelo seu autor como «Uma declaração esquisita» e «a mais sincera declaração de amor aos fiordes do oeste islandês». Segundo informa a Porto Editora, «durante três anos, o autor viajou para a Islândia (e partilhou vários desses momentos com os leitores, através do Facebook), para criar aquele que é o seu texto mais visível – um livro de ver». Trata-se, ainda nas palavras da editora, de «uma feliz fusão entre a palavra e a capacidade de fazer ver e sentir».
A capa inclui uma aguarela da autoria de Cristina Valadas, havendo no interior outras da mesma artista.
Valter Hugo Mãe, que já ganhou o Prémio José Saramago, o Grande Prémio Portugal Telecom para melhor livro do ano e o Prémio Portugal Telecom para melhor romance, vai apresentar A Desumanização em três eventos principais, todos a ter lugar em outubro – Teatro Maria Matos, em Lisboa, dia 6; Casa da Música, no Porto, dia 10; Teatro Municipal de Vila do Conde, dia 11 – antes de iniciar uma digressão pelo país.

pe-desu1A Porto Editora vai oferecer 4 mil posters-poema de A Desumanização nos três referidos eventos a quem comprar o livro, assim como será disponibilizado um número limitado a quem o adquirir, em pré-venda, na FNAC.pt e na WOOK.pt. Segundo, a editora, «Filipe Rodrigues, Isabel Lhano, Joana Rego e José Rodrigues são os artistas que se juntaram a Valter Hugo Mãe (poster na imagem ao lado) e desenvolveram abordagens plásticas a partir de frases do novo livro do escritor.

Sinopse: «“Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.”
Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza. O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo.»