«A Queda de Artur», um inédito de J. R. R. Tolkien, editado pela Europa-América

Queda de ArturAssim meio de surpresa a Europa-América anunciou o lançamento de um inédito de Portugal de J. R. R. Tolkien, intitulado A Queda de Artur. A obra, organizada pelo seu filho Christopher Tolkien, é em versão bilingue e leva-nos até às lendas do rei Artur.

Sobre o livro: «A Queda de Artur, a única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur da Bretanha, pode muito bem ser vista como a sua mais delicada e hábil aventura na métrica aliterativa do inglês antigo, tendo concedido à sua interpretação inovadora das antigas narrativas uma sensação penetrante da natureza grave e determinista de tudo o que é contado: da expedição ultramarina de Artur até às distantes terras pagãs, da fuga de Guinevere de Camelot, do regresso de Artur à Bretanha e da grande batalha naval, no retrato do traidor Mordred, nas dúvidas atormentadas de Lancelot no seu castelo francês.
Infelizmente, A Queda de Artur foi um dos seus vários poemas longos inacabados. Há evidências que terá começado a escrevê-lo no início dos anos 30 do século passado e estaria num estado suficientemente avançado para que o enviasse a um amigo perspicaz, que o leu com grande entusiasmo no final de 1934, e o incentivou a concluí-lo com urgência: “Tem mesmo de o terminar!” Contudo, foi em vão. Tolkien abandonou-o, em data desconhecida, ainda que alguns indícios apontem para 1937, o ano de publicação de O Hobbit e das primeiras incursões em O Senhor dos Anéis. Anos mais tarde, numa carta de 1955, disse que “esperava terminar um longo poema sobre A Queda de Artur, mas esse dia nunca chegou.
Associadas ao texto do poema, existem, contudo, várias páginas manuscritas; uma grande quantidade de rascunhos e experiências em verso, nas quais a estranha evolução da estrutura do poema é revelada, juntamente com sinopses narrativas e notas deveras significativas, ainda que desesperantes. Nestas últimas, é possível discernir associações claras, ainda que misteriosas, do fim de Artur com O Silmarillion e a amarga conclusão do amor de Lancelot e Guinevere, que nunca chegou a ser escrito.»

Um passeio pel’«O Mundo de Tolkien»

A versão cinematográfica de O Hobbit está aí a chegar e não poderia haver melhor pretexto (como se isso fosse necessário) para regressar aos mundos imaginários de J. R. R. Tolkien. Ora, isso é precisamente o que nos propõe a Arteplural Edições (e o Círculo de Leitores) em mais um dos seus belíssimos álbuns ilustrados para os mais jovens (e não só) intitulado O Mundo de Tolkien, que vem assinado pela dupla Gareth Hanrahan (textos) e Peter Mckinstry (ilustrações).
De forma simples, mas completa, a dupla apresenta-nos neste guia não-autorizado as personagens (desde Bilbo Baggins, a Aragorn, passando pelo terrível Smaug, Gandalf, Sauron, Gollum e, claro, Frodo Baggins) e os lugares da Terra Média (o Shire, Ereber, Rivendell, as florestas, Mordor, etc), sem esquecer alguns dos episódios desta longa saga, como A Queda de Isengard e A Fúria de Smaug.
Há também descrições de objectos, como as armas que utilizadas ao longo das histórias na Terra Média, e, por exemplo, os imprescindíveis anéis do poder, assim, como em termos gerais, dos povos que habitam este mundo fantástico.
São descrições breves e completas, divididas em três capítulos principais (Os Povos Livres, O Inimigo e Lendas e Fábulas da Terra Média), que aguçam o apetite para mais, pois permitem uma visão global sobre esta grandiosa «história» de Tolkien sem revelar os seus mais apetecidos mistérios.
As ilustrações de Peter McKinstry são uma mais-valia deste álbum, respeitando o imaginário Tolkien com uma vivacidade de cores e desenhos que torneia bem o cinzentismo do ambiente sombrio que caracteriza a saga.