Feira do Livro do Porto abre portas nos Jardins do Palácio no dia 7 de setembro

A Feira do Livro do Porto (nos jardins do Palácio de Cristal) começa no próximo dia 7 de setembro (sexta-feira) e o programa já foi apresentado, podendo ser consultado/descarregado aqui na sua versão em PDF. O homenageado da edição deste ano da Feira (que dura até 23 de setembro) é o cantor/compositor José Mário Branco, escolha apropriada num evento em que se debate as ligações entre a literatura e a música.
Mas, José Mário Branco vai estar acompanhado nesta Feira do Livro por outros nomes cativantes, sendo talvez o mais conceituado a nível internacional o da escritora francesa de origem marroquina Leila Slimani, cujo seu romance que adequadamente se intitula Canção Doce ganhou em 2016 o Prémio Goncourt. Outros nomes presentes serão Mia Couto, Afonso Cruz, Mario de Carvalho, Bernardo Carvalho, José Riço Direitinho, Filipa Martins, etc.
Haverá ainda lugar a uma evocação das manifestações estudantis do Maio de 68. Terá lugar no dia 14, às 19h00, e conta com a presença, nada mais nada menos, do próprio Daniel Cohn-Bendit. A sessão, moderada por Rui Tavares, terá por título As Revoluções Imprescindíveis.
Mas, isto é só uma amostra do que há para ver. Tudo em pormenor no programa disponibilizado umas linhas ali acima. Vão ser servidos debates, filmes, música, exposições, um curso de literatura e livros, muitos livros, nas dezenas de bancas espalhadas pelos jardins do Palácio.

Detetive Helen Grace, criada por M. J. Arlidge, enfrenta na prisão «O Anjo da Morte»

capa_o-anjo-da-morteO Anjo da Morte, desde há dias presente nas estantes das livrarias portuguesas, é a sexta obra editada pela Topseller em Portugal do escritor inglês M. J. Arlidge, todas elas tendo por protagonista a detetive Helen Grace. Os seus livros anteriores são Um, Dó, Li, Tá, À Morte Ninguém Escapa, A Casa de Bonecas, A Vingança Serve-se Quente e Na Boca do Lobo.

Sinopse: «O perigo esconde-se nas sombras…
Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.
Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por detrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer… se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.»

Gabriel Allon, o espião criado por Daniel Silva, regressa a 8 de março em «A Viúva Negra»

viuva-negra-de-daniel-silva_capa-livro-lrFaltam poucos dias para sair em Portugal mais um thriller de Daniel Silva com o espião Gabriel Allon como protagonista. Assim, a 8 de março é posto à venda A Viúva Negra – Um jogo letal de vingança, uma edição HarperCollins. Na senda do que é habitual nas aventuras deste agente dos serviços secretos israelitas, o enredo decorre na atualidade passando por várias localizações geográficas, no caso Paris, Washington, Santorini e Califados do Estado Islâmico.

Sinopse: «O lendário espião e restaurador de arte Gabriel Allon está prestes a tornar-se chefe dos serviços secretos israelitas.  Porém, em vésperas da promoção, os acontecimentos parecem confabular para o atrair para uma última operação no terreno.
O ISIS fez explodir uma enorme bomba no distrito do Marais, em Paris, e um governo francês desesperado quer que Gabriel elimine o homem responsável antes que este ataque novamente.
Chamam-lhe Saladino…
É um cérebro terrorista cuja ambição é tão grandiosa quanto o seu nome de guerra, um homem tão esquivo que nem a sua nacionalidade é conhecida. Escudada por um sofisticado software de encriptação, a sua rede comunica em total segredo, mantendo o Ocidente às escuras quanto aos seus planos e não deixando outra opção a Gabriel senão infiltrar uma agente no mais perigoso grupo terrorista que o mundo algum dia conheceu. Trata-se de uma extraordinária jovem médica, tão corajosa quanto bonita.
Às ordens de Gabriel, far-se-á passar por uma recruta do ISIS à espera do momento de agir, uma bomba-relógio, uma viúva negra sedenta de sangue.
Uma arriscada missão levá-la-á dos agitados subúrbios de Paris à ilha de Santorini e ao brutal mundo do novo califado do Estado Islâmico e, eventualmente, até Washington, onde o implacável Saladino planeia uma noite apocalíptica de terror que alterará o curso da história.
A viúva negra é um thriller fascinante de uma chocante presciência. Mas é também uma viagem ponderada até ao novo coração das trevas que perseguirá os leitores muito depois de terem virado a última página. Uma teia de enganos.»

A diversão de «Lego Batman – O Filme» passa do ecrã para o papel

gothamDepois de O Filme Lego, com o seu humor acelerado e inteligente, a fasquia estava elevada para Lego Batman – O Filme. Mas foi transposta. O filme de Phil Lord e Christopher Miller, que estreou hoje, é hilariante. Batman é uma personagem de luxo, aproveitando bem todo o seu passado «sério», e daí resulta uma bela comédia de animação, tecnicamente perfeita, mas com alma, que junta uma série de personagens conhecidas, oriundas de diversos mundos conhecidas das crianças e de adultos. A dobragem em português está ótima, mas ainda assim anseio agora por ver de futuro a original, pois pelo que foi dado a perceber nos trailers será ainda mais cativante.
Como sempre acontece neste tipo de filmes, a «loucura» não se fica pela tela. Assim, não faltam por aí produtos relacionados com o filme, começando pelos próprios Legos, inevitavelmente. Mas há muito mais do que isso, nomeadamente uma série de divertidos livros oficiais de atividades e histórias editados pela Booksmile. Sim, supostamente, são para crianças, mas a verdade é que me tenho entretido (e divertido) a colar autocolantes.
Por isso, o meu conselho é, vejam o filme e depois continuem a divertir-se com os livros. Ou, divirtam-se com os livros enquanto não forem ver o filme.
São quatros os livros editados pela Booksmile, para idades a partir dos seis e sete anos.

bat-450-pt-coverThe LEGO® Batman Movie: Eu Sou o Batman
«Olá, eu sou o Batman! Decidi criar este diário para os melhores fãs do mundo. Porque eu não tenho só fãs… Tenho os melhores fãs do mundo! E eles merecem ter o livro mais incrível da última década! Não, o livro mais espetacular que já existiu… Com muitas histórias para ler e atividades divertidas para descobrir, este é o diário dos diários. A não perder!»

the-lego-batman-movie-preparar-apontar-colarThe LEGO® Batman Movie: Preparar, Apontar, Colar
«O Bat-sinal apareceu no céu noturno de GOTHAM CITY. Alguém precisa da ajuda do Batman. Junta-te a ele e ajuda-o a salvar o dia usando os autocolantes para construir veículos e combater inimigos!»

capa_legobatman_escolhesuperheroiThe LEGO® Batman Movie: Escolhe o Teu Super-herói
«Ajuda o Batman, a Batgirl e o Robin a DERROTAR o Joker e o seu gangue de super-vilões! Dá asas à tua imaginação, rabisca, resolve os labirintos e responde a questionários sobre o Batman. Porque, falando a sério, quem é que não gosta do Cavaleiro das Trevas?»

lnc-452-pt-cover-fullThe LEGO® Batman Movie: Caos em Gotham City
«Bem-vindo a Gotham City! Nesta grande cidade vais encontrar ação, aventura e… o Cavaleiro das Trevas! Ele adora vestir-se de preto e amarelo (e, às vezes, cinzento-escuro). Ele terá provavelmente o maior e mais variado guarda-roupa do mundo, adora ser quem é, e, muito importante, só ele pode deter o vilão Joker! Quem é ele? O Batman, claro! Lê as histórias, diverte-te com as diferentes atividades e junta-te ao Cavaleiro das Trevas na sua demanda para salvar Gotham City do caos!»

«O Rio Triste», de Fernando Namora, regressa às livrarias

o_rio_tristeO Rio Triste é mais uma obra de Fernando Namora que será reeditada pela Caminho, devendo chegar às livrarias já no próximo dia 31. O livro tem prefácio de David Mourão-Ferreira e posfácio de Fernando Batista. No prefácio pode ler-se: «Talvez O Rio Triste seja o mais polifonicamente ambicioso e o mais arrebatadoramente conseguido de quantos romances Fernando Namora escreveu.»
O Rio Triste segue-se ao sucesso da reedição de Retalhos da Vida de um Médico, que esgotou e está a ser reimpresso, e até ao final do ano a Caminho conta ainda lançar Domingo à Tarde, neste seu plano de reedições de obras de Fernando Namora.

«Terrarium», de Luís Filipe Silva e João Barreiros, regressa em edição «Redux»

terrariumA Saída de Emergência lança esta sexta-feira a reedição ampliada e revista de Terrarium, um clássico da ficção científica portuguesa da autoria de Luís Filipe Silva e João Barreiros. A obra, que já teve uma pré-apresentação na Comic Con Portugal em dezembro passado, é a edição comemorativa dos seus vinte anos.

Sinopse: «Estamos a meio do novo milénio e a Fortaleza Europa acabou de vez. Bruxelas não é mais do que uma cratera radioactiva, as zonas costeiras foram alagadas pela subida das águas e a temperatura ambiente aqueceu até o clima ser quase tropical. Quem olhar para o alto, nos raros dias onde ainda se podem ver as estrelas, vai descobrir um anel gigantesco composto pelas carcaças das naves de exóticos migrantes. Mas isso não é o pior. A verdade é que entre esses exóticos que nos vieram pedir guarida, existem criaturas ainda mais monstruosas que resolveram transformar o planeta num lugar de consumo: num TERRARIUM, a bem dizer…
Preparem-se para viver num mundo prestes a ser assimilado, para o bem ou para o mal, numa nova e efémera Utopia… Agora só nos resta resistir.»

«Gravar as Marcas» é o pós-Divergente de Veronica Roth

gravar-as-marcas_capa-livroGravar as Marcas, novo romance de Veronica Roth, autora do grande sucesso Divergente, chegou há dias às livrarias de todo o mundo, inclusive em Portugal, onde foi editado pela HarperCollins. A própria autora descreve este novo livro como um romance de «aventuras espaciais, flores venenosas e… luta (muita luta.)»
Segundo a editora, trata-se de «um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados». Gravar as Marcas cria assim um novo «universo», depois da bem-sucedida coleção de romances que foram Divergente, Insurgente e Convergente, que chegaram aos cinemas.      Num press-release distribuído à Imprensa, a autora explica que a ideia para Gravar as Marcas lhe ocorreu ainda em criança: «Quando eu era muito nova, talvez tivesse uns onze ou doze anos, tive uma ideia: uma história sobre um rapaz raptado por pessoas de um país inimigo. Quando, anos mais tarde, ele regressa, tem de descobrir como se relacionar com a própria família após terem passado por semelhante trauma.» Acrescenta que desde então procura a forma ideal de contar tal história, e Gravar as Marcas «foi a primeira versão dela que eu senti que encaixava naquilo que se pretendia».

Veronica Roth, US-amerikanische Autorin
Veronica Roth

Veronica Roth: «Foi assustador trabalhar em algo que não fosse Divergente»
Saída de um enorme sucesso de vendas, confessa que «foi um pouco assustador pensar em trabalhar em algo que não fosse o Divergente», mas limitou-se «a fingir que não existia pressão, que eu estava sozinha com a história».
A autora explica ainda que partilha semelhanças com todas as suas personagens e desta feita centrou-se no seu antagonista, Ryzek, o irmão da Cyra: «Quis assegurar-me de que me poderia relacionar com ele de forma a poder construí-lo do modo mais complexo possível.» Nesse sentido, decidiu que Ryzek e ela partilhariam uma «profunda ansiedade». Como vinca, «consigo relacionar-me com qualquer um que conviva com ela. É imperdoável o que o Ryzek faz com o seu medo, mas pelo menos ele parte de um ponto que não é descabido para mim».

Sinopse: «Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom
«Cyra é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
Akos é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar.
Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?»

«Viver na Noite» e «Silêncio» em papel e no grande ecrã

Viver na Noite, do norte-americano Dennis Lehane (Sextante), e Silêncio, do japonês Shusako Endo (Dom Quixote), são duas obras literárias (a primeira sai amanhã e a segunda já está editada) cujas adaptações cinematográficas estreiam este mês em Portugal. O filme Viver na Noite chega também amanhã e é realizado por Ben Affleck e o segundo, Silêncio, estreia uma semana depois (19 de janeiro), sendo dirigido por Martin Scorsese.

sex-vivernanoiteViver na Noite – Dennis Lehane
«Boston, 1926. A bebida abunda, em cada esquina há troca de tiros, e um homem decide deixar a sua marca no mundo. A Lei Seca levou à criação de uma complexa rede de destilarias e bares clandestinos, gangsters e polícias corruptos. Joe Coughlin, o filho mais novo de um respeitável capitão da Polícia de Boston, há muito que voltou costas à sua educação severa e se rendeu ao lucro, à adrenalina e à notoriedade de ser um fora-da-lei. Mas uma vida de crime cobra um alto preço. Numa época em que homens implacáveis e ambiciosos se digladiam pelo poder, dispondo de armas, bebidas ilegais e muito dinheiro, o mote é: nunca confiar em ninguém – nem na família nem nos amigos, nem nas amantes nem nos inimigos.
Uma história de amor arrebatadora e uma saga épica de vingança, Viver na noite cruza traição e redenção, música e morte, e traz de novo à vida uma era passada em que o pecado era motivo de celebração e o vício uma virtude nacional.»

silencioSilêncio – Shusako Endo
«Silêncio, cuja acção decorre no século XVII, conta-nos a história de um missionário português envolvido na aventura espiritual da conversão dos povos orientais, o qual acaba por apostatar, após ter sido sujeito às mais abomináveis pressões das autoridades japonesas, para evitar que um grupo de fiéis seja por ordem delas torturado até à morte.
Antes de chegar ao Japão, a sua viagem leva-o a Goa, depois a Macau e, finalmente, a Nagasáqui e Edo, em etapas que pouco a pouco o transportam a esse Oriente hostil, onde no entanto já se contam alguns milhares de convertidos à fé católica. Aí descobre, na luta contra as pessoas e o ambiente adversos, a verdadeira fé, liberta de todo o aparato externo, eclesiástico ou mundano.
E aí acaba por experimentar a derradeira solidão, que é o destino daqueles que quebram a comunhão com o que mais profundamente marca a sua identidade.»

Trailers dos filmes
Viver-na-noite
Silêncio

«As Afinidades Electivas», de Goethe, à venda a 13 de janeiro

9789722533201_as-afinidades-electivasJá no dia 13 de janeiro chega às livrarias, numa edição Bertrand, As Afinidades Electivas, de Johann Wolfgang Goethe, um romance de 1809 do escritor alemão onde este destaca os conflitos morais da época, as questões associadas ao matrimónio e apresentas as paixões enquanto determinantes dos nossos atos. Tudo, isto, segundo a editora, «tendo como ponto de partida as leis da química que afetam – de acordo com a visão de mundo de Goethe – as pessoas como se fossem elementos». Trata-se, indica ainda a Bertrand na sinopse, de um romance que nos remete «para a história de um casal cujos membros se apaixonam em simultâneo por convidados da sua casa. Um conflito entre paixão e razão que acaba por desembocar numa situação caótica».
A obra tem prefácio de João Barrento, do qual se pode ler aqui um excerto: «A minha proposta para uma leitura actual d’As Afinidades Electivas, que parte de Walter Benjamin e o continua, é a de um olhar que terá de ser “pós-clássico” e que vê o romance como uma obra na qual, para além de compromissos pontuais, se explora e valoriza uma nova forma de sensibilidade, já romântica, e uma nova postura perante o mundo, que é obviamente de natureza saturnina e melancólica. O campo de acção é, como já o inteligente texto de Solger salientava no século XIX, o do amor, da paixão subjectiva, como “destino” incontornável do indivíduo moderno (Solger: “O Homem não tem hoje outro destino que não seja o amor”, cit. na Edição de Hamburgo, vol.6, p.653). Para Goethe, o amor é de facto a força (real, não metafórica, e isto é importante para entender As Afinidades Electivas!) que faz mover o universo.»

«A Biblioteca de Almas» encerra a trilogia das crianças peculiares da Senhora Peregrine, de Ransom Riggs

biblioteca-de-almasCom o lançamento previsto para finais de fevereiro de A Biblioteca de Almas, a Bertrand encerra por fim a trilogia do escritor norte-americano Ransom Riggs iniciada com O-Lar-da-Senhora-Peregrine-para-Criancas-Peculiares, cujo segundo volume foi Cidade sem Alma. Recorde-se que o livro Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares foi recentemente adaptado ao cinema por Tim Burton, tendo interpretações de Eva Green, Asa Butterfield  e Samuel L. Jackson, entre outros.