Leituras de Halloween, de Frankenweenie a Walking Dead

Esta noite celebra-se o Halloween e uma das formas de o fazer, além das habituais festas e jantares e dos filmes de terror, é lendo livros «assustadores». Na moda, e muito bem, está Frankenweenie, capaz de cativar grandes e pequenos e, por isso, porque não dedicar-se à leitura do livro nascido do filme de Tim Burton, dirigido a um público mais jovem, é certo, mas nem por isso deixando de ser adequado a todas as idades. Aliás, até pode ser lido em conjunto e em voz alta, em família ou entre amigos, com vozes soturnas e num ambiente à luz da vela. É bem capaz de resultar.
Entretanto, para quem tiver um iPad deixo aqui a sugestão de um iBook gratuito relativo a este filme. Trata-se de Frankenweenie: AnElectrifying Book e pode ser descarregado aqui. É um «livro» bastante interactivo, com clips do filme, textos leves descritivos sobre as personagens e a produção do filme, entrevistas, música, etc. É em inglês, naturalmente, mas mesmo para quem não domina a língua vale pelas imagens.

Eis então uma lista de livros apropriados para esta «quadra».

Frankenweenie (DOM QUIXOTE)
«Preparem-se para conhecer o Victor, um miúdo super inventivo que adora criar experiências científicas e filmes em 3D. Preparem-se para conhecer o Sparky, o cão do Victor – a estrela dos seus filmes e o seu melhor amigo. Certo dia, porém, um terrível acidente leva a vida do Sparky e toda a alegria do Victor. É então que, numa noite de desgosto sem fim, o Victor começa a ter uma ideia. Se resultar, poderá mudar tudo e trazer de volta o seu melhor amigo.»

A Mulher de Negro – Susan Hill (SUMA)
«Arthur Kipps, um jovem solicitador a fazer carreira em Londres, é chamado a uma vila remota para assistir ao funeral de uma cliente da firma para que trabalha. Mrs. Alice Drablow vivia sozinha numa mansão isolada, quase sempre envolta num denso nevoeiro e apenas acessível por um estreito caminho. O solicitador decide instalar-se na mansão enquanto trata dos assuntos da falecida Mrs. Drablow. E o que parecia ser uma tranquila viagem de negócios transforma-se numa experiência aterradora quando Arthur começa a ser assombrado por sons e imagens arrepiantes – uma cadeira de baloiço a ranger num quarto vazio, o grito de uma criança perdido no meio das brumas e a visão de uma mulher de aspecto fantasmagórico.
Ainda mais denso do que o nevoeiro e a escuridão que todas as noites caem sobre a velha mansão são os trágicos segredos que Arthur vem a desvendar, sempre perseguido pela temível mulher de negro. Com mais de um milhão de exemplares vendidos, A mulher de negro faz jus à melhor tradição das clássicas histórias de fantasmas. Agora adaptada ao cinema, com Daniel Radcliffe no papel de Arthur Kipps.

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs (CONTRAPONTO)
«Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada e uma estranha coleção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de 16 anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…
Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.»

As Histórias de Terror do Tio Montague – Chris Priestley, com ilustrações de David Roberts (ARTEPLURAL)
«As histórias de terror do tio Montague reúne vários contos ilustrados, todos eles cheios de suspense e com uma única intenção: arrepiar o público mais jovem.
Este livro conta a história de Edgar, um menino que se refugia na casa do tio para ouvir as suas histórias de terror. Para Edgar, os contos são apenas invenções fantásticas do excêntrico tio, mas para Montague, são narrativas que deveriam não apenas assustar o sobrinho, mas ensiná-lo que, quando o assunto é o além, todo o cuidado é pouco. Mas haverá alguma ligação do seu tio a estas histórias sinistras?»

The Walking Dead – A Ascensão do Governador – Jay Bonansing e Robert Kirkman (SAÍDA DE EMERGÊNCIA)
«O que faria para sobreviver num mundo pós-apocalíptico? Até onde iria para preservar a sua vida?
No universo de “The Walking Dead” (uma admirável BD agora transformada numa premiada série de TV) não há maior vilão do que o Governador. Ele é o déspota que governa a cidade isolada de Woodbury e tem doentias noções de justiça: seja a forçar prisioneiros a combater zombies na arena para divertimento dos locais, seja a destroçar violentamente aqueles que o confrontam. O Governador é um vilão que tão cedo não se esquece e a sua história é uma das mais controversas que Robert Kirkman, criador de “The Walking Dead”, alguma vez concebeu. Agora, pela primeira vez, os fãs irão descobrir como é que o Governador se tornou neste homem implacável e aquilo que o levou a tais extremos.»

O Tesouro – Selma Lagerlöf (CAVALO DE FERRO)
«Numa pequena cidade costeira, os habitantes perguntam-se o que se passa com a natureza: é quase Verão e o mar continua gelado. Três soldados, nobres escoceses, aguardam que o seu barco desencalhe para partirem com um misterioso baú. Um deles, um homem elegante e bem vestido, reconhece a jovem Elsalill, que trabalha na estalagem após ter escapado aos assassinos que mataram toda a sua família. Elsalill não se lembra deste homem e dentro dela nascem emoções fortes que colocam a sua vida em risco.»

«Branca de Neve» – Stella Gurnay (adaptação) e Zdenko Bašić e Manuel Sumberac (ilustrações)

A adaptação de Branca de Neve assinada por Stella Gurney e que foi recentemente editada entre nós pela Arteplural é um excelente livro para aqueles pais que não têm lá muita paciência para ler histórias infantis aos filhos. Antes de mais, a história não é tão rosa quanto a que nos habituamos a conceber no nosso imaginário graças à popular adaptação da Disney em desenhos animados, depois vem ilustrada pelo já nosso conhecido (graças à Arteplural, precisamente) Zdenko Bašić, aqui com a colaboração de Manuel Sumberac. Assim, enquanto a criança se entretém a abrir as janelinhas que ocultam surpresas a cada página, aproveite para apreciar a beleza das ilustrações, perfeitamente adaptada à essência da narrativa.
A harmonia entre a história e as ilustrações é, precisamente, um dos pontos fortes desta versão da Branca de Neve que respeita o essencial do clássico conto infantil, que recupera assim o seu estatuto, curiosamente, a nível gráfico, mais semelhante, se se fizer uma comparação ao cinema, com A Branca de Neve e o Caçador, de Rupert Sanders, do que com a versão Disney.
Trata se de um livro muito bem trabalhado ao nível de texto, desenhos e interactividade, sendo assim mais uma bela edição da Arteplural, ao nível das anteriores Alice no País das Maravilhas e Pinóquio. É, portanto, um presente a ter desde já em conta para o próximo Natal.

Trilogia Millennium ao raio X em «Os Segredos da Rapariga Tatuada», de Dan Burstein, Arne de Keuzer e John-Henri Holmberg

A 19 de Janeiro estreia em Portugal a tão aguardada versão de Hollywood de Millennium 1 – Os Homens Que Odeiam as Mulheres, filme realizado por David Fincher inspirado no livro de Stieg Larsson e que tem por protagonistas Daniel Craig e Rooney Mara. Quase em simultâneo saiu em DVD Millennium 3 – A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, na versão sueca assinada por Daniel Alfredson, com as interpretações de Noomi Rapace e Michael Nyqvist. E ainda em simultâneo as Edições ASA lançaram Os Segredos da Rapariga Tatuada, um livro assinado por Dan Burstein (em parceria com Arne de Keuzer e John-Henri Holmberg) que aborda a obra do escritor sueco Stieg Larsson. É deste naturalmente que aqui falamos.
Trata-se, sem dúvida, de um excelente livro para quem quiser saber algo mais sobre a saga Millenium e para quem quiser ir mais fundo nos meandros obscuros da sociedade sueca do que o permitem as já de si complexas tramas da trilogia. Será mais fácil entender as preocupações de Stieg Larsson face à sociedade que habitava e de como isso o inspirou a escrever este tipo específico de romances, com muito de denúncia social.
Tem entrevistas (ou resumos e citações de entrevistas dadas a diversos media) com amigos, colegas de trabalho, a companheira de vida de Stieg, que fazem luz sobre o autor e a sua vida, o seu modo de trabalhar, os seus objectivos, obsessões, percursos percorridos e projecções dos que poderia seguir. Já na parte final do livro há uma curiosa entrevista com o pugilista Paolo Roberto, uma das poucas personagens reais que aparecem na trilogia.
Aborda, também, as teorias conspirativas de que a morte do escritor Stieg Larsson não terá sido casual (mais especificamente de ataque cardíaco) pois este estaria a incomodar muita gente com as suas investigações e escritos – há quem garanta, como vem descrito neste Os Segredos da Rapariga Tatuada, que as histórias narradas nos livros são baseadas em casos reais e que haveria ainda muita coisa por contar. (Diz-se que a ideia de Larsson seria escrever dez romances).
Não é esquecida, também, a possbilidade, nunca devidamente esclarecida, de haver um quarto volume da saga já em desenvolvimento.
As adaptações cinematográficas (tanto as suecas como a que está aí a chegar de Fincher) são também analisadas, nomeadamente através dos autores, com a ênfase naturalmente a ser dada à excelente (e convincente) interpretação que Noomi Rapace faz de Lisbeth Salander.
Nas páginas centrais, e como complemento à obra, há uma série de fotografias do próprio Stieg Larsson, desde a infância à sua morte, e dos locais na Suécia onde decorrem algumas das “cenas” da trilogia, assim como alusivas aos filmes e até a uma peça de teatro inspirados nos livros.
Um livro para verdadeiros fãs da trilogia Millennium (seja em formato papel ou “película”) que desejem aprofundar os seus conhecimentos sobre o homem que criou/denunciou este perturbante mundo sueco.

«A Ilha de Sukkwan» lidera lista dos melhores de 2011

Já vai um pouco tarde, mas penso que ainda a tempo. Ou seja, aqui está a lista dos dez melhores dez livros lidos em 2011 pelo Porta-Livros, muito bem comandada A Ilha de Sukkwan, do norte-americano David Vann, um livro arrebatador e intenso que foi editado entre nós pela Ahab.
No segundo lugar vem o belissímo livro de contos ilustrado Contos dos Subúrbios, do australiano Shaun Tan, uma edição de luxo da Contraponto à qual é impossível resistir. São contos para de uma beleza incrível, e muito bem ilustrados.
No terceiro lugar surge Os Demónios de Berlim, do espanhol Ignacio del Valle, o primeiro que li do autor e quem me deixou impressionado pela recriação dos últimos dias de Berlim na Segunda Guerra Mundial antes da chegada de americanos e soviéticos. Trata-se de uma perspectiva pouco habitual da guerra, disfarçada de thriller, que chegou até nós pela mão da Porto Editora.

Top 10
1.º A Ilha de Sukkwan – David Vann (Ahab)
2.º Contos dos Subúrbios – Shaun Tan (Contraponto)
3.º Os Demónios de Berlim – Ignacio del Valle (Porto Editora)
4.º O Dois Amigos – Kirmen Uribe (Planeta)
5.º Victoria – Knut Hamsun (Cavalo de Ferro)
6.º O Factor Humano – Graham Greene (Casa das Letras)
7.º O Amanhecer com Monstro Marinho – Neil Jordan (Cavalo de Ferro)
8.º No Meu Peito Não Cabem Pássaros – Nuno Camarneiro (Dom Quixote)
9. º Os Olhos de Allan Poe – Louis Bayard (Saída de Emergência)
10.º Vermelho Cor de Sangue – Pedro Garcia Rosado (ASA)

«O Meu Primeiro Guia de Viagens – Hello Kitty»

Ora as férias estão aí à porta e é hora de começar a preparar tudo para que as coisas corram na perfeição. E se tem filhos ainda crianças, mais cuidados deve ter. Se calhar, o melhor mesmo é deixá-los também tratar das férias, ou seja, darem o seu contributo na escolha dos lugares a visitar, seja no campo, na praia, na cidade. Provavelmente, estará a pensar: “Mas eles não conhecem nada, o que é que hão-de dizer?” Se calhar, está na hora de começarem a pensar em conhecer. E foi a pensar nisso que a Porto Editora lançou recentemente O Meu Primeiro Guia de Viagens, do universo Hello Kitty.
O livro, com 112 páginas profundamente ilustradas, destina-se a crianças com mais de seis anos e incide principalmente sobre Portugal, embora também dê algumas sugestões para viagens ao estrangeiro, sem esquecer, obviamente, a inevitável Disneyland de Paris. Os outros destinos “forasteiros” são Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália e Grécia, com ofertas que vão de monumentos a parques de diversões e zoos.
O guia está muito bem estruturado e montado de forma chamativa, com bons jogos de cores. Indica aspectos essenciais a ter em conta antes de se iniciar uma viagem, mostra como preparar a mala e como viajar em segurança e sugere ainda jogos e brincadeiras que deverão tornar a viagem menos maçadora e cansativa.
Depois, percorre Portugal de norte a sul, dividido nos capítulos Porto e Norte, Centro de Portugal, Região de Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira, antes das já aqui referidas passagens pela Europa. Sobre cada terra ou região são apresentados breves dados históricos, tradições locais, pontos interessantes a visitar e alguns factos curiosos sempre capazes de despertar a atenção, como o nome dado aos habitantes de Guimarães, a lenda do galo de Barcelos ou a origem do nome do Castelo do Queijo. Por exemplo, sabia que o moliceiro é descendente dos barcos vikings? Ou que há esquilos em Monsanto?
No final do livro há ainda um espaço para um Diário de Viagem, onde é sugerido que as crianças façam desenhos, escrevam, colem fotos ou bilhetes, etc.
Para apreciar umas páginas tipo carregue aqui.
E caso, nas suas férias, haja algum tempo morto ou precise de um tempo só para si para descansar, a Porto Editora sugere também uns interessantes e didácticos livros da colecção Génio com jogos de lógica e de inteligência, que permitem desenvolver a memória, o raciocínio e a concentração. Enigmas para Resolver e Desafios Mentais trazem uma caneta electrónica que assinala as respostas correctas e pode ter a certeza de que há lá exercícios para os quais mesmo um adulto terá dificuldade em descobrir a solução.

Os vinte maiores vilões da literatura, segundo «L’Internaute – Livres»

O site francês L’Internaute – Livres elegeu os vinte melhores (ou piores) vilões da literatura, com nomes que vão desde Hannibal Lecter a Valdemort, passando por Drácula, Mr. Hyde, ou Sauron.
Os meus preferidos são Patrick Bateman, de Psicopata Americano, e o Barba Azul, criado por Charles Perrault. E os vossos? E quais poderiam também figurar na lista?
Confira e escolha aqui

Site L’Internaute apresenta 50 obras de leitura «obrigatória» e os campeões de vendas

O site francês l’Internaute, na sua secção Livres, apresenta esta semana a sua lista de cinquenta livros que deveriam ser lidos. Da lista, que pode ser consultada aqui, constam obras como O Estrangeiro, de Albert Camus, As Benevolentes, de Jonathan Littell, O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie, ou Submundo, de Don DeLillo.
Entretanto, o site aproveita para lembrar quais são os maiores best-sellers do mercado. Veja aqui a lista do clube dos milhões, onde entram nomes como Dan Brown, Paulo Coelho, Tolkien, J.K. Rowlings e Stephenie Meyer, ao lado de vultos como Tolstoi, Salinger e Isaac Asimov.

Um gato a andar de autocarro?

Às vezes aparecem uns livros aos quais não se dá a devida atenção pois achamos que não é aquilo que nos interessa ler na altura. Casper – O Gato-Viajante, de Susan Finden, entrava nessa categoria, por muito que goste de gatos e sempre tenha andado acompanhado desses felinos.
«Casper», o livro, não o gato, ali estava, pousado, à espera de um pouco de atenção. Não me incomodava, a capa é gira, tem coisas que sempre me agradaram à vista, um farol, uma mala de viagem. O certo é que foi despertando a atenção de quem passava: «O que é isto?», perguntavam. «É um livro sobre um gato que andava sozinho de autocarro», lá explicava eu, elucidado pela sinopse. «O quê?» – Realmente, dito assim a seco parece absurdo. E lá desenvolvia eu a explicação, dizendo que o Casper era um gato que, sem a dona saber, ia para a paragem do autocarro, esperava na fila no seu lugar e tinha já um lugar reservado pelos motoristas. E lá dava regularmente a sua volta pela cidade. Já toda a gente o conhecia, a dona veio a saber, a história chegou ao Facebook e daí conquistou o mundo. «Sim, é uma história verdadeira», reforçava eu.
Era o que bastava para aguçar o apetite. Lá pegavam no livro, liam histórias do gato, viam as fotografias dele no autocarro e até dos seus amigo, fossem eles humanos ou felinos.
E pronto, lá fiquei também eu curioso (como um gato) e fui espiolhar melhor a história deste felino viajante de Plymouth, em Devon, que chegou até nós através da Casa das Letras.
Portanto, se gosta de gatos, dê uma hipótese ao Casper, o gato-viajante.
Já agora, a autora decidiu entregar os lucros para ajudar animais abandonados.

As melhores leituras de 2010

Chegado o fim do ano de 2010 é chegada também a hora do habitual balanço. Foi difícil escolher o melhor livro por mim lido em 2010, pois entre o primeiro e o segundo da minha lista, respectivamente Sempre Vivemos no Castelo, de Shirley Jackson, e Por Favor não Matem a Cotovia, de Harper Lee, poucas diferenças encontrei a nível da excelência da escrita e da qualidade do enredo. E, para piorar as coisas, há entre as duas obras em questão uma série de pontos em comum: são ambas assinadas por escritoras norte-americanas, ambas decorrem em pequenas cidades da América rural e em ambas há uma casa misteriosa que domina a cidade – embora em Sempre Vivemos no Castelo o livro “parta” do interior da casa e em Por Favor não Matem a Cotovia seja o desconhecimento do que se passa no interior da casa que lance o romance. Acabei por optar por Sempre Vivemos no Castelo, embora nem consiga explicar bem o que determinou este desempate. Talvez o romance de Shirley Jackson, por não ser tão badalado, me tenha surpreendido mais. Seja como for, está feita a escolha.
O primeiro português é, sem grande surpresa, O Bom Inverno, de João Tordo, que em minha opinião confirmou todas as melhores expectativas. Destaque ainda para o terceiro lugar de Henrique Monteiro, com o para mim surpreendente Toda uma Vida. Manuel Alegre, felizmente, já não é uma surpresa, daí o seu segundo posto.

1.º Sempre Vivemos no Castelo – Shirley Jackson (Cavalo de Ferro)
2.º Por Favor não Matem a Cotovia – Harper Lee (Difel)
3.º Marina – Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
4.º Verão – J.M. Coetzee (Dom Quixote)
5.º O Tesouro – Selma Lagerlöf (Cavalo de Ferro)
6.º O Bom Inverno – João Tordo (Dom Quixote)
7.º Derrocada – Ricardo Menéndez Salmón (Porto Editora)
8.º Milagrário Pessoal – José Eduardo Agualusa (Dom Quixote)
9.º O Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua – Manuel Alegre (Dom Quixote)
10.º Deixa-me Entrar – John Ajvide Lindqvist (Contraponto)

Top 5 Livros Portugueses
1.º O Bom Inverno – João Tordo (Dom Quixote)
2.º O Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua – Manuel Alegre (Dom Quixote)
3.º Toda uma Vida – Henrique Monteiro (Dom Quixote)
4.º Planície de Espelhos – Gabriel Magalhães (Difel)
5.º A Cidade do Medo – Pedro Garcia Rosado (ASA)

Já agora, desafio-vos a deixarem aqui as vossas opiniões sobre o que de melhor leram em 2010. Ou de pior, se preferirem 🙂


Porta-Livros comemora hoje (15 de Dezembro de 2010) o segundo aniversário

O Porta-Livros assinala hoje (15 de Dezembro de 2010) o seu segundo aniversário. Ainda não ganhou suficiente dimensão para organizar uma festa nos coliseus do Porto ou Lisboa, mas mesmo assim não podia deixar passar em claro a data. Até porque é com muito gosto que constato que o mural do Porta-Livros no facebook já está cheio de mensagens de parabéns. É impossível agradecer a todos “pessoalmente”, por isso aqui vai um OBRIGADO colectivo.
Começo os agradecimentos, naturalmente, por todos aqueles que já visitaram o blog, uma ou mais vezes. O número diário de visitas praticamente duplicou em relação ao ano anterior: 661 contra 350. Pronto, não é bem o dobro, mas de qualquer forma não está mau… até porque neste mês de Dezembro, até agora, a média vai em 988 visitas diárias.
Espero que tenham gostado de cá vir e voltem sempre! Uma palavra especial para os mais de 7500 amigos/fãs que seguem o Porta-Livros no facebook.
Renovo os agradecimentos feitos há um ano às editoras, a grande maioria delas sempre muito prestáveis, nomeadamente através do envio de livros (fico sempre com uma sensação de culpa por não conseguir ler todas as obras que me enviam) e da cooperação no contacto com autores para a realização de entrevistas.
Claro que tenho aqui de agradecer aos próprios autores a disponibilidade para conversar com o Porta-Livros. Gostaria que tivessem sido muitos mais. Nenhum até hoje recusou uma entrevista, eu é que não tenho tempo para mais. Não se esqueçam que isto é apenas um hobby! E faço “isto” sozinho 🙂
Agradeço igualmente aos blogs/sites “concorrentes”/colegas toda a divulgação que continuam a dar ao Porta-Livros.

Rui Azeredo

Não há festa, mas não podiam faltar os números.

As contas do 2.º ano!
Posts publicados – 656
Total de visitas – 230 100
Média semanal – 4 437
Média diária – 661
Mês com mais visitas – Novembro 2010 – 26 804

Posts mais visitados
Margarida Rebelo Pinto apresenta “O dia em que te esqueci” a 25 de Novembro
“No teu Deserto” – Miguel Sousa Tavares
Gailivro ataca 2010 com zombies e Christopher Paolini
“Nómada” – Stephenie Meyer
“Homens que Matam Cabras Só com o Olhar” e “Projecto Lazarus” entre as novidades de Janeiro da Civilização

Críticas mais visitadas
1.º – “No Teu Deserto” – Miguel Sousa Tavares/Oficina do Livro
2.º – “Nómada – Stephenie Meyer/Gailivro
3.º – “A Invencão de Hugo Cabret” – Brian Selznick/Gailivro
4.º – “O Mágico” – Michael Scott”/Gailivro
5.º – “Meio Sol Amarelo” – Chimamanda Ngozi Adichie/ASA