Literatura portuguesa em destaque no Junho da Dom Quixote

Margarida EspantadaJunho promete ser um mês em grande para a literatura portuguesa no que toca a lançamentos das Publicações Dom Quixote. É que a par do já anunciado novo romance de Rodrigo Guedes de Carvalho (Margarida Espantada), vão sair também obras de Isabel Rio Novo (Rua de Paris em Dia de Chuva), João de Melo (Livro de Vozes e Sombras) e Lídia Jorge (Em Todos os Sentidos), sendo este último um livro de crónicas.
Pode ler nas linhas seguintes os resumos divulgados pela Dom Quixote

Margarida Espantada – Rodrigo Guedes de Carvalho
O novo romance de Rodrigo Guedes de Carvalho, que se segue a Jogos de Raiva, publicado em 2018, é assim descrito pelo próprio autor:
«Margarida Espantada é sobre família. Sobre irmãos. É sobre violência doméstica e doença mental. É um efeito dominó sobre a dor. A literatura é um jogo do avesso. Os bons romances são sempre sobre amor, e os melhores são os que fingem que não são. Não devemos recear livros duros. As histórias que mais nos prendem trazem uma catarse que nos carrega as mágoas, personagens que apresentam as suas semelhanças connosco. Gosto da ficção que é número arriscado de circo, com fogo e espadas, que nos faz chegar muito perto da queimadura que não vamos realmente sentir. Mas reconhecemos.»
Sai a 2 de junho

Rua de Paris em Dia de ChuvaRua de Paris em Dia de Chuva – Isabel Rio Novo
Na capital francesa, vivem-se tempos de profundas transformações, com a abertura dos grandes bulevares e o despertar de uma nova corrente artísti­ca, o Impressionismo, que irá alterar o olhar dos indivíduos sobre a arte e o mundo. Mas que história de amor à distância poderão experimentar o prota­gonista deste romance – um diletante chamado Gustave Caillebotte, amigo e mecenas de pintores como Monet e Renoir e, afinal, ele próprio um artista de primeira linha – e a sua Autora, que há anos persegue a história deste milio­nário triste e decide agora escrever sobre ela? E que papel desempenha nessa relação a enigmática Helena, uma professora de história da arte que parece saber tudo sobre Caillebotte?
Combinando o impulso histórico com a tentação do fantástico, Isabel Rio Novo – duas vezes finalista do Prémio LeYa – oferece-nos com Rua de Paris em Dia de Chuva uma peça literária fascinante acerca do poder da arte, que a confirma como uma das vozes mais relevantes da ficção portuguesa contemporânea.
Sai a 9 de junho

Livro de Vozes e SombrasLivro de Vozes e Sombras – João de Melo
Cláudia Lourenço, jornalista, é enviada de Lisboa à ilha de São Miguel ao serviço do Quotidiano. Tem por missão entrevistar um conhecido ex‑operacional da Frente de Libertação dos Açores e reaver a crónica do independentismo insular durante a Revolução. Depara-se-lhe um homem-‑mistério, voz e sombra do jogador, das suas verdades que mentem, das suas mentiras que dizem a verdade. Ela, que pertence à «geração seguinte», não parece ter memória histórica do país de então: vive no de agora, e o passado é um território longínquo, cuja narração flui no interior de um imaginário algo obscuro. A história da FLA (e a da FLAMA, na Madeira) comporta em si o «país de todos os regressos»: a Ditadura, o fim das guerras em África, a descolonização e o «retorno» à casa europeia pelos caminhos de volta, os mesmos que levaram as naus a perder-se nos mares da partida. O país que a si mesmo se descoloniza vibra na exaltação revolucionária. E é dos avanços e recuos dessa Revolução que nasce a tentação separatista do arquipélago.
Uma narrativa triangular cujos vértices e sequências assentam sobre Lisboa, África e Açores.
Sai a 30 de junho

Em Todos os Sentidos.Em Todos os Sentidos – Lídia Jorge
Na introdução que abre este livro, Lídia Jorge define a crónica como uma homenagem ao deus que faz escorregar os grãos de areia, mirando-nos de soslaio. E acrescenta: «Como não podemos vencer o Tempo, escrevemos textos que o desafiam a que chamamos crónicas.»
Em Todos os Sentidos, conjunto de quarenta e uma crónicas que Lídia Jorge leu, ao longo de um ano, aos microfones da Rádio Pública, Antena 2, corresponde a essa definição – são crónicas que encaram de frente a fúria do mundo contemporâneo, interpretando os seus desafios, perigos e simulacros com um olhar crítico acutilante.
Mas a singularidade destas páginas de intervenção provém, sobretudo, do facto de a autora ser capaz de juntar no mesmo palco da reflexão o pensamento crítico sobre a realidade e o discurso subjectivo da memória íntima, com um olhar profundamente sentido. No interior deste livro, há páginas inesquecíveis sobre a vida humana.
Sai a 16 de Junho

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