HarperCollins lançou «Nujeen», de Nujeen Mustafa e Christina Lamb

hj-nujeenA HarperCollins lançou recentemente em Portugal Nujeen – O seu incrível êxodo, numa cadeira de rodas, desde as arrasadas terras da Síria, escrito pela própria, Nujeen Mustafa, e Christina Lamb, coautora de Eu, Malala.

Sobre o livro: «Esta é uma história sobre as migrações modernas, de uma rapariga que supera a adversidade e foge do inferno da guerra enquanto luta por andar pela primeira vez na sua vida.
Nujeen Mustafa tem paralisia cerebral. Isso não a impediu de percorrer numa cadeira de rodas, com a irmã, os mais de 5000 quilómetros de distância entre a Síria e a Hungria. Abriu caminho até à fronteira húngara graças a ter aprendido inglês sozinha, através das séries americanas que via na televisão síria, com a esperança de conseguir asilo na Alemanha. Ali pôde contar a sua história, com Christina Lamb, coautora do best-seller Eu, Malala.
É uma jovem rapariga síria de 16 anos com a coragem de um leão.
Com uma voz forte e extraordinária, Nujeen conta-nos a história real do que é ser uma refugiada, de ter crescido na guerra e ter tido que deixar para trás a sua pátria para depender de outros. Conta como a guerra na Síria destruiu uma nação orgulhosa perante a indiferença internacional, com líderes assustados por intervenções anteriores. É também uma história incrível de coragem, de uma pessoa que decidiu não deixar de sorrir. É uma história do nosso tempo contada por uma rapariga extraordinária.»

O aguardado regresso de Stephenie Meyer faz-se com o «thriller» «A Química»

quimicaA Química, novo romance de Stephenie Meyer (autora da famosa saga Crepúsculo), chega amanhã (9 de novembro) às livrarias portuguesas, numa edição Presença. Trata-se de um thriller para o qual Meyer criou uma nova heroína que, segundo a editora, é «determinada, fascinante e com talentos únicos».

Sobre o livro: «Neste thriller empolgante, uma ex-funcionária perseguida pela agência governamental para a qual trabalhava tem de executar uma última missão para limpar o seu nome e salvar a sua vida.
Ela trabalhava para o governo dos EUA, mas poucos sabiam disso. Considerada uma especialista, era um dos elementos mais ocultos de uma agência tão secreta que nem sequer tem nome. Quando entenderam que a sua ex-funcionária os punha em perigo, tomaram de imediato a decisão de a perseguir.
Agora, ela tem de mudar constantemente de lugar e de identidade. Os seus perseguidores mataram a única pessoa em quem confiava, mas as informações secretas que guarda são uma ameaça. Quando o seu antigo supervisor lhe propõe uma alternativa para sair desta situação, ela crê estar perante a única oportunidade de escapar. Para tal, terá de aceitar uma última missão para a agência.
Decidida a lutar, prepara-se para o confronto mais difícil da sua vida, mas dá por si apaixonada por um homem que apenas complica as suas possibilidades de sobrevivência.»

«O Código Da Vinci», de Dan Brown, em versão jovem adulto

Codigo Da vinci JovemA Bertrand lançou no início deste mês uma edição para jovens adultos do best-seller O Código Da Vinci, de Dan Brown. Esta edição contém mais de vinte fotos a cores dos locais e obras de artes mais significativos que aparecem no livro. O texto foi adaptado a partir do original, mas segundo a editora mantém a estrutura base.

Sinopse:
«Robert Langdon, professor de simbologia da Universidade de Harvard, está em Paris para dar uma palestra. Na receção que se segue deve encontrar-se com um respeitado curador do mundialmente famoso Museu do Louvre. Mas o curador nunca aparece e mais tarde, durante a noite, Langdon é acordado pelas autoridades é informado que o curador foi encontrado morto. De seguida, é conduzido ao Louvre, à cena do crime, e descobre pistas desconcertantes.
Este é o ponto de partida para uma corrida contra o tempo, ao longo da qual Robert Langdon, auxiliado pela criptologista francesa Sophie Neveu, procura decifrar um conjunto de pistas especificamente «plantados». Se Robert e Sophie não conseguirem resolver o enigma a tempo serão confrontados com um trágico destino.»

Opinião: «Sobre Bowie» – Rob Sheffield (Vogais)

capa-sobre-bowieSobre Bowie, editado pela Vogais, não é uma biografia, e ainda bem. É, isso sim, um livro de um assumido fã, Rob Sheffield, que é jornalista, da Rolling Stone, que apesar de ordenar as suas obras cronologicamente não se limita a elencar factos após factos. O que ele faz é tentar decifrar atitudes, comportamentos, opções, estratégias de Bowie e expô-las, interpretá-las. E digo «tentar» porque no que toca a compreender e decifrar uma personalidade como a de Bowie só dá mesmo para tentar, pois haverá sempre coisas inexplicáveis e incongruentes que se calhar nem o próprio cantor teria capacidade para deslindar.
Pelo meio vai contando estórias que ajudam a deslindar mistérios ou simplesmente conhecer o homem e o artista. Apesar de fã, Sheffield não escreveu uma obra meramente elogiosa plena de louvores. A admiração está lá e não tenta disfarçá-la, mas também sabe criticar e expor o lado mais negro e desumano, e às vezes parvo, de Bowie, que principalmente na fase inicial da sua carreira não era propriamente um santo. A sensatez veio, na opinião do autor do livro, com o casamento com Iman, em 1992, que influenciaria também a sua capacidade criativa.
Na apreciação à música é também crítico quando entende necessário, apontando curiosamente a união de Bowie com Iman como a salvação de uma carreira que via em decadência. Os últimos anos, até ao derradeiro Blackstar, lançado quase a par da sua morte em janeiro de 2016, apagaram aquela que considera a fase menos inspirada do artista britânico.
Sobre Bowie é um livro bem estruturado e fácil e agradável de ler, que, percebe-se, foi escrito por alguém que se movimenta à vontade na matéria, nitidamente complexa, dada a personalidade do artista em questão. Alternando entre episódios pessoais do autor com histórias de Bowie, a obra oferece uma boa perspetiva sobre o cantor, uma entre as muitas que são possíveis, permitindo conhecê-lo melhor, o que não é pouco quando se trata de uma personalidade tão complexa.
Sobre Bowie é, está visto, uma aposta acertada da Vogais, editora que desta forma ajuda a preencher uma lacuna já antiga em Portugal, a edição de obras sobre um dos maiores vultos da pop mundial.

«Lucky Luke – A Terra Prometida» é lançado amanhã a nível mundial

lucky-lukeA Terra Prometida, novo álbum de Lucky Luke, herói de banda desenhada criado por Goscinny, será amanhã (4 de novembro) lançado a nível mundial e a apresentação da edição portuguesa ocorre no Amadora BD, às 18h30. O livro, da autoria de Jules (um novo argumentista) e Achdé (ilustrador), e editado pela ASA, será apresentado por António José Simões e João Miguel Lameiras.

Sobre o livro: «Quem haveria de imaginar um encontro entre Lucky Luke e as tradições judaicas? Para o regresso, muito esperado, de uma das séries míticas da banda desenhada mundial, os autores Jul e Achdé atribuíram ao eterno justiceiro uma missão algo rocambolesca: escoltar toda uma família judia proveniente da Europa de Leste e acabada de sair de uma travessia marítima, até ao Oeste selvagem!
O cowboy que dispara mais rápido do que a sua própria sombra já se tinha cruzado com várias personagens singulares: um príncipe russo em O Grão-Duque, um aristocrata inglês em O Tenrinho, um psicólogo vienense em Os Dalton e o Psicólogo… Por isso, quando o seu amigo Jack Malapata lhe pede para ele acompanhar a sua família (a quem não tinha tido coragem de confessar que era um cowboy e que o julgam, portanto, um advogado em Nova Iorque), Lucky Luke não hesita.
Com um avô religioso obcecado pelo shabat, uma mãe decidida a empanturrar Lucky Luke de carpa recheada, uma jovem pudica e virtuosa que procura o marido ideal (advogado ou médico, de preferência, mas se for cowboy também serve!), e um garoto traquinas mais interessado no Faroeste do que no seu Bar-Mitzvá, a viagem promete ser longa e agitada…
Salteadores, jogadores de póquer, ataques de índios ferozes (a tribo dos Blackfoot, de péssima reputação), todo o universo de Lucky Luke vai ser confrontado com este choque de culturas. Mas, no final da viagem, será o nosso cowboy solitário e a sua nova família de adoção quem terão aprendido a ultrapassar os obstáculos e os preconceitos.»

O «Verão Perigoso», de Ernest Hemingway, chega no outono

lb-veraoVerão Perigoso, último trabalho de fôlego, de Ernest Hemingway, será editado a 10 de novembro pela Livros do Brasil, na coleção Dois Mundos, onde já constam obras do escritor norte-americano, como O Velho e o Mar, O Adeus às Armas e Por Quem os Sinos Dobram, entre outras.

Sobre o livro: «Em 1959, a revista Life encarregou Ernest Hemingway de fazer a cobertura de um acontecimento extraordinário que ia ter lugar em Espanha, durante esse verão. Com efeito, estava previsto que aí se defrontassem, na arena, dois dos mais célebres toureiros de todos os tempos, Antonio Ordóñez e Luis Miguel Dominguín. Durante meses, Hemingway viveu junto destes carismáticos matadores, acompanhou os seus esplendorosos triunfos e as suas derrotas dolorosas. O livro que nasceu dessa encomenda, Verão Perigoso, é uma das obras de referência sobre a arte do toureio, mas é também o testemunho melancólico de um homem que, aos sessenta anos, sabe que se aproxima da morte e regressa a um palco que tanto o havia cativado na sua juventude.»

Comic Con Portugal reforça o plantel da banda desenhada

cc-manapulcc-coelhoA Comic Con Portugal continua a apresentar convidados e esta semana o foco tem incidido na banda desenhada. Assim, estão confirmadas mais quatro presenças: Francis Manapul, Jorge Coelho, Filipe Melo e Juan Cavia.
Francis Manapul (ao lado em cima), do Canadá, ajudou a criar The Flash, tendo colaborado em muitos outros projetos da DC Comics, como Detective Comics, Adventure Comics, Superman/Batman, Legion of Super-Heroes e Brightest Day.
O português Jorge Coelho (ao lado, em baixo), cartunista e ilustrador, trabalha para o mercado norte-americano, em editoras como a BOOM!, Studios (John Flood, Sleepy Hollow, Polarity), Marvel (Haunted Mansion, Loki Agent of Asgard, Agent Venom) e Image Comics (Zero).

A dupla de Dog Mendonça
e Pizzaboy
cc-filipemelocc-cavaQuanto a Filipe Melo (em cima à esquerda), outro português, é autor de banda desenhada, além de músico e realizador. É nomeadamente o realizador de I’ll See You in My Dreams, vencedor do FANTASPORTO 2004 É, a par de Juan Cavia, criador da trilogia As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy. Já este ano, também com Cavia, lançou Os Vampiros, banda desenhada passada na Guerra Colonial.
Juan Cavia
(em cima à direita), ilustrador e diretor de arte argentino, como já percebemos é coautor de As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy e Os Vampiros. Hoje em dia, desenvolve trabalhos como ilustrador para a Dark Horse Comics.

«Cem Anos de Solidão», de García Márquez, com prefácio de Alberto Manguel

capa_cem_anos_solidao1Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, é o novo livro da Coleção Essencial – Livros RTP (em parceria com a Leya), e conta com prefácio de Alberto Manguel. O livro, de capa dura, custa dez euros. García Márquez , Prémio Nobel de Literatura em 1982, é autor de obras como Cem Anos de SolidãoO Amor nos Tempos de Cólera. Viver para Contá-la, O Aroma da Goiaba (conversas com Plinio Apuleyo de Mendoza), Olhos de Cão Azul, entre outras.

«Quando, depois de pôr um ponto final a Cem Anos de Solidão, em 1966, o manuscrito foi rejeitado pelo editor espanhol Carlos Barral que lhe disse que um romance como este “não se venderia”, García Márquez decidiu então propô-lo à editorial Sudamericana, de Buenos Aires, mas teve que enviá-lo por duas vezes, porque não tinha dinheiro bastante para pagar o envio do manuscrito completo.» Alberto Manguel, prefácio 

Sobre Cem Anos de Solidão: «“Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.” Com estas palavras – tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido – começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Marquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.»

Dom Quixote edita «Um Otimista na América», um inédito de Italo Calvino

um-otimista-na-americaA Dom Quixote publica a 8 de novembro uma obra inédita entre nós de Italo Calvino, Trata-se de Um Otimista na América, livro que surgiu na sequência da sua visita aos Estados Unidos entre 1959 e 1960.

Sinopse: «Entre novembro de 1959 e maio de 1960 Italo Calvino fez a sua primeira longa viagem aos Estados Unidos, uma viagem que por várias razões se pode definir como “iniciática”. Esteve sobretudo em Nova Iorque, a cidade que ele mais amou, a cidade que o absorveu “como uma planta carnívora absorve uma mosca”. Visitou numerosos estados e centros urbanos – Cleveland, Detroit, Chicago (“a verdadeira cidade americana, produtiva, material, brutal”), São Francisco, Los Angeles, Montgomery, Nova Orleães, Savannah (“a mais bela cidade dos Estados Unidos”), Houston, tendo encontros com escritores, editores e agentes literários, mas também com homens de negócios, sindicalistas e ativistas pelos direitos civis (o primeiro dos quais foi Martin Luther King) e gente comum.
Ao tornar a Itália, deu forma acabada aos apontamentos de diário e à correspondência pública e privada daquela viagem que tanto o surpreendeu e enriqueceu a sua formação. Tinha a intenção de fazer um livro “como As Viagens de Gulliver. Aventuras, e sobretudo desventuras, certamente não me faltaram.”»