BD: Druuna regressa com «Anima» para nos contar as suas origens

druunaA Arte de Autor traz de volta às livrarias uma heroína que há muito andava desaparecida, Druuna. Ao que parece já há uns vinte anos que esta BD de adultos se encontrava esgotada em Portugal.
Neste álbum, Anima, o tomo 0, Druuna, criada pelo italiano Paolo Eleuteri Serpieri, revela as suas origens numa história sem palavras, que marca o regresso da heroína 13 anos após a sua última aparição. Serpieri retoma assim as aventuras que misturam ficção científica com fantasia, num ambiente erótico.
O álbum agora editado tem 96 páginas, incluindo um caderno de 18 com esboços e uma história inédita de sete páginas datada de 1981.

Sobre Serpieri (informação da editora): «Nasceu em 1944, em Veneza. Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L’Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse.

A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible, também para a Larousse, e numa série de histórias curtas para diferentes revistas.

Em 1985 cria a série Druuna, a qual é constituída por 8 volumes publicados originalmente entre 1985 e 2003.»

«Bestiário de Kafka», editado pela Bertrand, contém contos inéditos em Portugal

ber-bestiarioBestiário de Kafka, livro de contos da autoria de Franz Kafka, foi recentemente editado pela Bertrand. Trata-se de uma obra com contos protagonizados por animais, alguns deles até agora inéditos em Portugal. A Transformação (A Metamorfose), Chacais e Árabes, Relatório de um Academia, Um Cruzamento, Investigações de um Cão e O Animal da Sinagoga são alguns dos contos presentes em Bestiário de Kafka, obra organizada por Álvaro Gonçalves, que traduziu a maioria deles.
Kafka (1883-1924) é um dos grandes nomes da literatura mundial, sendo autor de obras como O Processo, A Transformação (A Metamorfose), O Castelo e América.

Sinopse: «“Ah”, disse o rato, “cada dia que passa, o mundo vai ficando mais estreito. No princípio, era tão vasto que eu tinha medo, continuei a correr e fiquei contente por finalmente ver, lá longe, muros à direita e à esquerda, mas estes extensos muros aproximam-se tão rapidamente um do outro que eu me vejo confinado já ao último compartimento, e ali, ao canto, está a ratoeira para onde corro.”
“Só tens de mudar de direção”, disse o gato e devorou-o.»

Ficção Científica: «As Primeiras Quinze Vidas de Harry August», de Claire North, editado pela Saída de Emergência

se-harryA Saída de Emergência editou recentemente o romance de ficção científica As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, de Claire North, um dos pseudónimos da jovem britânica Catherine Webb. Tratou-se da sua primeira obra de ficção científica, a que se seguiram Touch e The Sudden Appearance of Hope.

Sinopse: «Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele? A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se.
Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.»

Elsinore edita «Depois do Fim», do jornalista Paulo Moura

capa-depois-do-fimDepois do Fim, do escritor e repórter Paulo Moura, uma crónica dos primeiros 25 anos da guerra de civilizações (iniciada em 1991 no seguimento da queda do Muro de Berlim), é uma edição Elsinore (grupo 20|20). O livro contém dezasseis páginas de fotografias do próprio autor, captadas nos cenários de guerra por onde passou. Paulo Moura cobriu os conflitos no Kosovo, Afeganistão, Iraque, Tchetchénia, Argélia, Angola, Caxemira, Mauritânia, Israel, Haiti, Turquia, China, Sudão, Egipto, Líbia, etc.
Depois do Fim será apresentado a 3 de novembro, às 18h30, na Fnac Chiado, pelo escritor Miguel Real e pelo jornalista Francisco Sena Santos.

Sobre o livro: «“Por mais ultrajados, por mais destroçados, eles sobrevivem, renascem das cinzas, voltam. Não, Flamur, nenhuma história será esquecida. Como um vírus, uma praga, uma semente, voltam sempre. Nenhuma história está terminada.”
O terrorismo, o Estado Islâmico, a guerra na Síria, a crise dos refugiados. Como chegámos até aqui? O que nos trouxe até esta tempestade perfeita? Com a queda do muro de Berlim, começou um novo ciclo. O comunismo saiu de cena, entrou o Islão. Se, como escreveu Fukuyama, este momento marcou o Fim da História, como compreender o que se seguiu?
Paulo Moura, um dos mais premiados repórteres portugueses, testemunhou todos os momentos decisivos dos últimos 25 anos. Assistiu, em 1991, à emergência dos primeiros jovens fundamentalistas islâmicos, durante a crise na Argélia. Nas décadas seguintes, viu crescer a sua influência na Tchetchénia, em Caxemira, no Kosovo, no Afeganistão, no Iraque, no Sudão e nas capitais europeias. Esteve nas praças ocupadas durante as Primaveras Árabes, em 2011. Acompanhou, em 2013, os refugiados sírios que tentavam alcançar a Europa através da Turquia.
Partindo dos seus diários pessoais de guerra, escritos no epicentro dos acontecimentos, Depois do Fim é a crónica do nosso tempo. Mais que narrativa histórica, é um livro sobre as pessoas que viveram a História, que nos ajuda a compreender este quarto de século de conflitos, idealismos e decepções, invasões, migrações forçadas e extremismos.»

«Como Viaja a Água» é a estreia a solo de Juan Díaz Canales

aguaA Arte de Autor editou em setembro o álbum de BD Como Viaja a Água, com argumento e desenhos de Juan Díaz Canales, guionista da série Blacksad. Esta é a estreia a «solo» do espanhol Canalaes.

Sinopse: «Aos 83 anos, Aniceto tem muito poucos incentivos para se levantar todas as manhãs. Com o seu pequeno grupo de amigos octogenários, decide animar um pouco a sua rotineira existência dedicando‐se à venda e tráfico de artigos roubados. O que começa quase como um passatempo torna‐se inesperadamente numa tragédia quando os companheiros de Aniceto começam a aparecer mortos em estranhas e violentas circunstâncias.»

«Matéria Escura», de Blake Crouch, e «O Crente», de Joakim Zander, engrossam coleção Sob Suspeita

img_3844Matéria Escura, de Blake Crouch, e O Crente, de Joakim Zander, são os dois novos volumes acrescentos à coleção de thrillers Sob Suspeita, da Suma de Letras. O primeiro (a sair a 19 de outubro) é assinado pelo norte-americano autor da trilogia Wayward Pines, enquanto o segundo (já nas livrarias) tem a assinatura do sueco que nos trouxe O Nadador, todas elas obras já editadas em Portugal.

Sobre os livros

Matéria Escura: «”Estás satisfeito com a tua vida?” São as últimas palavras que Jason Dessen se lembra antes de acordar num mundo estranho e que um homem que antes nunca vira lhe diga “Bem-vindo de volta, meu amigo”.
Matéria Escura tem um argumento brilhante. Uma história ao mesmo tempo abrangente e íntima, estranhamente excitante e profundamente humana. Um thriller surpreendente sobre escolhas, caminhos não seguidos e até onde somos capazes de chagar para conseguirmos a vida com que sonhamos.»

O Crente:
«Yasmine Ajam trocou o seu passado no problemático bairro de Estocolmo por uma carreira ascendente em Nova Iorque. Até que recebe a notícia de que os motins agitando os subúrbios da sua cidade natal podem ter conexão com o desaparecimento do seu irmão Fadi, que foi dado como morto ao lutar ao lado do Estado Islâmico na Síria.
Em Londres, Klara Walldéen trabalha na elaboração de um relatório para a União Europeia. Mas após o roubo do seu computador e a morte suspeita de um dos seus colegas, Klara começa a perceber que pode encontrar-se na mira de uma trama internacional muito perigosa.»

Stephen King: «Doutor Sono», sequela de «The Shining», já pode ser lido em português

ber-drsonoThe Shining, uma das obras mais aclamadas do campeão de vendas Stephen King tem uma sequela, que chegou na passada semana a Portugal. O livro, intitulado Doutor Sono, dá seguimento em adulto à história de Danny Torrance, a criança com poderes psíquicos e sensibilidade para forças sobrenaturais que conhecemos no hotel de The Shining. O romance, editado pela Bertrand, deverá ser adaptado ao cinema, tal como aconteceu com grande sucesso com o seu antecessor.

Sinopse: «Uma tribo de gente chamada o Nó Verdadeiro viaja à procura de sustento pelas autoestradas da América. Parecem inofensivos e são, sobretudo, velhos. Mas, tal como Dan Torrance bem sabe, e Abra Stone não tarda a descobrir, os membros do Nó Verdadeiro são quase imortais e vivem do “vapor” produzido pelas crianças com o “brilho” quando são lentamente torturadas até à morte.
Assombrado pelos residentes do Hotel Overlook, onde passou um ano horrível da sua infância, Dan anda há décadas à deriva, tentando libertar-se do legado de desespero, alcoolismo e violência deixado pelo seu pai. Por fim, instala-se numa cidade de New Hampshire, numa comunidade de Alcoólicos Anónimos que o apoia e num trabalho num lar, onde o “brilho” que lhe resta oferece um derradeiro conforto aos moribundos. Com o auxílio de um gato presciente, torna-se o “Doutor Sono”.
E depois Dan conhece a evanescente Abra Stone, e é o espetacular dom dela, o brilho mais vivo que ele já viu, que dá novo alento aos fantasmas de Dan e o impulsiona para uma guerra épica entre o bem e o mal para salvar Abra e a sua alma.»

«Crónicas», de Bob Dylan, foi editado em Portugal pela Ulisseia

dylanA Ulisseia, da editora Babel, tem editado em Portugal uma obra de Bob Dylan, recente vencedor do Prémio Nobel da Literatura. O livro, Crónicas, pertence à coleção Os Afluentes da Memória.

Sinopse: «Bob Dylan, pseudónimo de Robert Allen Zimmerman, nasceu em Duluth, no Minnesota, em 1941, no seio de uma família de proveniência russa e judaica. Começou a escrever poemas com dez anos de idade, e aprendeu sozinho a tocar piano e guitarra. No Outono de 1959 foi estudar na Universidade de Minnesota. O contacto com a grande cidade marcou-o profundamente. Foi então que começou a interessar-se pelas origens do rock and roll, e a ouvir intérpretes e criadores como Woody Guthrie. No ano seguinte, resolveu deixar a Universidade e seguir para Nova Iorque. “Já tinha passado por muitas coisas e visto muitas outras. Mas agora o destino ia revelar-se. Senti que estava a olhar directamente para mim e para mais ninguém”. Assim Dylan se refere à intuição de que algo muito importante ia mudar na sua carreira como na sua vida. Através do seu olhar e do seu espírito profundamente disponível, podemos ver como era Greenwich Village, por volta de 1961, quando pela primeira vez chega a Nova Iorque. Cidade de mágicas possibilidades, era o lugar das festas fumarentas que se prolongavam pela noite fora, o sítio onde todos os dias despertavam novos talentos para a literatura e para a arte, o palco dos amores transitórios e das amizades inquebrantáveis. Com a história das suas deslocações para New Orleans, para Woodstock, para o Minnesota e para o Oeste, este 1.º volume das Crónicas revela uma memória íntima e profundamente pessoal de uma época extraordinária, uma comovente descrição da vida, das pessoas e dos lugares que marcaram de forma indelével Dylan e a sua arte.»

 

«Para Aquela Que Está Sentada No Escuro À Minha Espera», novo romance de António Lobo Antunes, sai este semana

para-aquela-que-esta-sentada-no-escuro-a-minha-esperaSai esta semana, no dia 18 (terça-feira), Para Aquela Que Está Sentada No Escuro À Minha Espera, de António Lobo Antunes, numa edição Dom Quixote.
Este que será o 32.º livro do autor, e 27.º romance, abordará a memória, ou a falta dela. Segundo a descrição facultada, «uma velha actriz luta com a idade e as suas contingências, enquanto as recordações do passado invadem os seus dias».

«Democracia» em formato BD

democraciaÉ editado amanhã pela Bertrand a novela gráfica Democracia, de Alecos Papadatos, Abraham Kawa e Annie Di Donna. O livro será apresentado pelos próprios autores a 22 de outubro, às 17h00, no Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada. Segundo a editora, «este livro transporta-nos através de uma aventura visual em forma de banda desenhada ao berço da criação da Democracia».

Sinopse: «Maratona, 490 a.C.: Na véspera da batalha pela independência e pela sua recém-criada e revolucionária forma de governo (a que chamam “democracia”), os soldados atenienses conversam. Um deles, Leandro, conta aos camaradas como chegou até ali – como testemunhou os abusos dos velhos regimes tirânicos, a sua corrupção e brutalidade, e também a emergência de um novo sistema político que daria voz igual a todos os cidadãos. Fala dos poderes estrangeiros que se imiscuem no governo da cidade-estado – como Esparta e a Pérsia – e da coragem de uma ideia capaz de mudar o mundo. Conseguiria esta ideia triunfar? A batalha do dia seguinte daria a resposta… Uma história cativante (com base nas fontes históricas clássicas) sobre as origens da democracia – que tem muito a ensinar-nos sobre o seu futuro.»