O “Renascimento” de Michel Vaillant

imageRenascimento é o quinto volume da nova série de Michel Vaillant, o lendário e eterno campeão de automobilismo que nasceu em 1957 pela mão de Jean Graton e se mantém bem vivo por iniciativa de Philippe Graton (filho de Jean), que assina o argumento. Além de Graton, o argumento é também de Denis Lapière, enquanto os desenhadores são Marc Bourgne e Benjamin Benéteau.
O álbum, que saiu em Portugal no início deste mês numa edição ASA, dá seguimento ao livro anterior, confirmando a tendência desta nova era Vaillant de histórias em continuação. Todavia, convém realçar que apesar desta opção os livros podem ser lidos de forma independente – eu próprio o fiz e não tive dificuldade em acompanhar o enredo. E já que refiro o enredo e/ou argumento faço notar que esta é mesmo grande alteração no novo Michael Vaillant, mais até do que a mudança ao nível do desenho. As histórias são mais complexas, articulando as inevitáveis e sempre espetaculares e emotivas corridas com questões relativas a negócios e à indústria automóvel. Isso permite, nomeadamente, dar mais profundidade às personagens, que se deparam aqui com problemas que vão além de táticas de corrida e de questões mecânicas. Acompanhando uma tendência dos tempos correntes para as questões económicas, a parte financeira do negócio da Vaillante ocupa aqui um papel primordial. A Vaillante, recorde-se, deixou de existir, depois de um negócio mal sucedido levado a cabo por Jean-Pierre que, desesperado, na sequência disso sofre um acidente que o deixa às portas da morte. Michel Vaillant, que por pouco não conseguiu salvar o irmão, isola-se em África. Mas nem todos na Vaillante baixaram os braços e Françoise aposta no renascimento da marca. Fá-lo através da Fórmula E, comprando quatro carros, de modo a participar no primeiro ePrix de Paris.
Só falta Michel Vaillant aceitar o desafio e voltar para trás de um volante de competição, largando os camiões que conduz em África. Já se está mesmo a ver o que acontece… Chegamos então à parte que todos os fãs de Michel Vaillant adoram: as corridas. E nesse ponto os novos responsáveis resolveram (e bem) não arriscar muito e os desenhos de carros e corridas mantêm o estilo e dinamismo de sempre.
Dado que os carros são elétricos, foi necessário recorrer a novas onomatopeias, e para tal foi lançado um concurso de ideias. O vencedor tem o prazer de “ver” nas pranchas o ruído que projetou para os motores.
Assim, em Renascimento assistimos a uma bela corrida de Fórmula E nas ruas de Paris. Enquanto Michel luta por uma vitória e por um novo rumo nas ruas de Paris, no leito do hospital, bem perto, por sinal, o seu irmão luta pela vida.
O novo fôlego da série Vaillant continua a resultar.

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