«Poemas Canhotos», última obra de Herberto Helder, à venda a 15 de maio

pe-poemasPoemas Canhotos, o último livro de poemas inéditos de Herberto Helder, será publicado a 15 de maio (sexta-feira) pela Porto Editora.
A obra, terminada pouco antes da morte do poeta, inclui uma bibliografia completa dos livros publicados por Herberto Helder, preparada por Luis Manuel Gaspar. Respeitando a vontade do autor, Poemas Canhotos terá uma edição de tiragem única.
Pode ler aqui um dos poemas deste livro, «[fico tão feliz quando vejo como os golfinhos são…]».
Herberto Helder, que recusou em 1994 o Prémio Pessoa, morreu no passado dia 23 de março com 84 anos.

«Parem as Máquinas!», de Gonçalo Pereira Rosa, conta histórias do jornalismo português

parem1Parem as Máquinas!, do jornalista Gonçalo Pereira Rosa (diretor da edição portuguesa da National Geographic), chega esta semana à livrarias numa edição da Parsifal, relatando 23 episódios do jornalismo nacional. Gonçalo Pereira Rosa, que é também fundador da National Geographic, é autor do blogue Ecosfera, do livro A Quercus nas Notícias e de guiões para banda desenhada.
O livro será apresentado a 14 de maio, às 18h30, no Auditório da Casa de Imprensa, em Lisboa.

Sobre o livro: «Conhece a capa da revista TIME que enfureceu Salazar ou a manchete que anunciou em primeira mão a eleição de um papa português? Ou a heróica aventura de Urbano Carrasco, o jornalista que desafiou a erupção do vulcão dos Capelinhos e depositou uma bandeira nacional no solo da nova ilha açoriana? Sabia que o Repórter X foi cruelmente “assassinado” numa pensão da Rua dos Fanqueiros, descrevendo depois o crime nas páginas de O Século, ou que Fernando Assis Pacheco assistiu a um “homicídio” na Sociedade Nacional das Belas-Artes?
Recorrendo a arquivos ainda virgens e à memória oral de testemunhas e participantes e reconstituindo episódios do jornalismo português, este livro é uma cápsula do tempo do jornalismo português desde o final do século XIX até ao período democrático.
Recuperando as proezas jornalísticas de Ferreira de Castro, Acúrcio Pereira, Reinaldo Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues, Eduardo Gageiro ou Norberto Lopes, entre muitos outros, Parem as Máquinas! é uma obra singular, divertida e surpreendente, que dá a conhecer ao leitor as mais extraordinárias, insólitas e rocambolescas aventuras que fizeram o jornalismo, mas é também um tratado de amor aos jornais que fizeram a sociedade portuguesa.»

«Minha Senhora de Mim», de Maria Teresa Horta, de regresso às livrarias

Minha Senhora de MimMinha Senhora de Mim, o nono livro de poesia de Maria Teresa Horta, regressa hoje (12 de maio) às livrarias por iniciativa da Dom Quixote.
A sua primeira edição ocorrera em abril de 1971, nesta mesma editora, na coleção Cadernos de Poesia. Nem dois meses depois a PIDE/DGS levou a cabo um auto de busca e apreensão da obra nas instalações da editora e em todas as livrarias do país. Snu Abecassis, dona da editora, foi advertida por César Moreira Baptista, subsecretário de Estado da Presidência do Conselho de que a Dom Quixote seria encerrada caso voltasse a publicar qualquer obra de Maria Teresa Horta.
Felizmente, a Dom Quixote ainda cá anda, assim como Minha Senhora de Mim.

O verão de 1927 de Bill Bryson «chega» a 15 de maio

Aquele Verao
Aquele Verao

1927 – Aquele Verão é mais uma obra a editar pela Bertrand do norte-americano Bill Bryson, autor, por exemplo, de Breve História de Quase Tudo. Adjetivos não faltam para classificar a obra – «Fascinante» (New York Times), «Esplêndido» (Newsday), «Maravilhoso» (Huffington Post), «Exuberante» (Times Literary Supplement) –, daí que não seja de estranhar que o Wall Street Journal diga: «Uma leitura viciante». Regressemos então no tempo para ver o que teve de tão especial o verão de 1927 na América. É só preciso esperar por 15 de maio.

Sinopse: «O verão de 1927 começou com Charles Lindbergh a fazer a travessia do Atlântico. Em Newark, New Jersey, Alvin “Shipwreck” Kelly ficou sentado em cima de um mastro durante 12 dias e, em Chicago, o gangster Al Capone controlava cada vez mais o negócio do contrabando de álcool. Foi filmado o primeiro “filme falado”, The Jazz Singer, de Al Jolson, que mudou para sempre a indústria cinematográfica.
Tudo isto e muito, muito mais aconteceu no ano em que os americanos tentaram e conseguiram fazer coisas extraordinárias. Foi o ano em que o século XX se tornou realmente o século da América. Aquele Verão transforma tudo isso numa narrativa de primeira classe.»

Elsinore, a nova chancela da 20|20, assume vocação literária sem fronteiras

els-demandaA 20|20 Editora anunciou ontem a criação, neste mês de maio, de uma nova chancela, a Elsinore, que segundo foi anunciado terá uma «vocação literária sem fronteiras. De género, de região, de época». Para este ano estão previstos na Elsinore dez títulos, entre «referências e autores que é urgente descobrir». Assim até ao final de maio ficaremos a conhecer, no campo das referências, A Eterna Demanda, romance inédito da norte-americana Pearl S. Buck, vencedora do Prémio Nobel de Literatura, e Lorde, ficção do autor brasileiro João Gilberto Noll, reconhecido com cinco prémios Jabuti. Para junho pode contar com Escravas do Poder, de Lydia Cacho, que será a estreia da não-ficção da Elsinore, e com Na Presença de Um Palhaço, de Andrés Barba, que segundo a revista Granta será um dos melhores ficcionistas contemporâneos em língua espanhola. Elsinore é a designação em inglês de Helsingør, cidade costeira dinamarquesa onde fica o castelo de Kronborg (em baixo), cenário de Hamlet, de William Shakespeare.DSC_0095

O tão falado «A Rapariga no Comboio», de Paula Hawkins, «chega à estação» a 8 de junho

Capa_A RAPARIGA NO COMBOIOEstá aí para chegar um livro que anda a dar muito que falar. The Girl On The Train, que em português terá o título A Rapariga no Comboio, é a obra de estreia de Paula Hawkins, uma ex-jornalista que vive em Londres, e será publicada em Portugal pela Topseller a 8 de junho.
Aqui no Porta-Livros conto (e quero) lê-lo antes de ser editado, pelo que em breve poderão conhecer a minha opinião sobre este thriller que tem arrasado nos tops ingleses e americanos.
Trata-se, segundo a Topseller, de um livro que «vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros». Além de leitores de todo o mundo, já vários VIP se deixaram envolver por A Rapariga no Comboio, como Stephen King, Lisa Gradner e a atriz Reese Witherspoon.

Sinopse: «Todos os dias, Rachel apanha o comboio…
No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem.
Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia…
Rachel assiste a algo errado com o casal… É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.»

“Número Zero”, novo romance de Umberto Eco, sai a 19 de maio

imageA 19 de maio chega a Portugal, numa edição Gradiva, o novo romance do consagrado escritor italiano Umberto Eco, intitulado Número Zero. Depois de obras como O Nome da Rosa, O Pêndulo de Foucault ou A Misteriosa Chama da Rainha Loana,é de ezperar mais uma obra-prima.

Sinopse: “Este é um romance que não deixa ninguém indiferente à reflexão sobre os jornais e o jornalismo. Como cenário de fundo tem uma redacção de um jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e mais respeitam à criação de uma «fachada» para servir interesses próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos, relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou ambos. Poderá um órgão de comunicação social servir para ter os inimigos na mão e chegar aonde se quer?
Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de «manual» de decisões onde a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal, designado Amanhã, há espaço para criar notícias, reciclar notícias e encobrir notícias. Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona.
Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um redactor paranóico que anda pela Milão em que a história se passa, segue atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e, somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para convencer. Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos meandros da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os serviços secretos.”

«Bairro Ocidental», novo livro de poesia de Manuel Alegre, chega a 12 de maio

Bairro OcidentalBairro Ocidental, novo livro de poesia de Manuel Alegre, é lançado a 12 de maio pela Dom Quixote, tratando-se de um obra em que, segundo a editora, tal como no quinquagenário Praça da Canção, «o poeta afirma a sua confiança na força da palavra poética».
Ainda nas palavras da dom quixote, «Manuel Alegre seduz o leitor não só pela qualidade e o inesperado da linguagem mas também pela força que recebe de raízes que mergulham no presente histórico». Acrescenta que o poeta nos diz que «é necessária e urgente a nossa Libertação, título do poema com que termina o primeiro segmento do livro».

Livros do Brasil apresenta em maio um reforço (James Salter) e duas renovações (Thomas Mann e Ernest Hemingway).

lb-contaTudo o que Conta, o mais recente romance de James Salter, marca a estreia em Portugal deste norte-americano, que no dia 14 de maio chega cá acompanhado pelos nossos bem conhecidos Thomas Mann (As Três Última Novelas – obra que reúne As Cabeças Trocadas, A Lei e A Mulher Atraiçoada) e Ernest Hemingway (Contos de Nick Adams). Tratam-se edições Livros da Brasil na renovada coleção Dois Mundos.

Tudo o que Conta – James Salter
«Salter retoma aqui o seu estilo de prosa depurada para contar com furiosa intimidade a história da vida de um homem na qual se espelha o grande confronto entre o arrebatamento e a devastação da experiência humana.
Tudo o que Conta acompanha o percurso do jovem oficial Philip Bowman, que regressa das batalhas navais de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial, à vida civil e se torna editor de livros em Nova Iorque. Num mundo feito de conhecimentos, viagens à Europa, carreiras literárias decididas por encontros furtivos, cocktails, jantares e festas pela noite dentro, Bowman rapidamente triunfa. Em matéria de amor, porém, é sucessivamente derrotado: um casamento corre mal, outro acaba por nem acontecer. E, quando finalmente conhece uma mulher que o cativa, vê-se colocado numa posição em que nunca se imaginara.»

lb-novelasAs Três Novelas – Thomas Mann
«Traduzidas pela primeira vez do alemão, as obras As Cabeças Trocadas, A Lei e A Mulher Atraiçoada são agora integradas num só volume por onde perpassa uma mesma voz de grande ironia e paródia, um questionamento constante das normas e uma reflexão poeticamente tecida sobre a complexidade do comportamento humano.
História de uma mulher de meia-idade em tumulto físico e emocional, que pode ser lida como o contraponto feminino de A Morte em Veneza, A Mulher Atraiçoada foi a última novela publicada por Thomas Mann, em 1953. Mais de uma década antes, em 1940, lançara As Cabeças Trocadas, a sua versão filosófica de uma lenda indiana em torno de um triângulo amoroso. E, entre as duas, em 1943, escreveu A Lei (novela inédita em português), um novo olhar sobre a vida de Moisés, o nascimento do povo judeu e a construção de um código moral que os nazis procuravam então destruir.
Esta edição inclui um posfácio da tradutora, Gilda Lopes Encarnação.»

lb-adamasContos de Nick Adams – Ernest Hemingway
«Contos de Nick Adams reúne num único volume todos os textos criados por Ernest Hemingway em torno de uma personagem que é, em larga medida, o seu alter ego. De criança que acompanha o pai nas suas consultas médicas a adolescente apaixonado pela pesca e pela caça, a soldado na Primeira Guerra Mundial, a veterano de volta à sua terra, a escritor, a pai – cronologicamente dispostos, os episódios da vida de Nick Adams deixam entrever o percurso da vida do próprio Hemingway, permitindo uma aproximação intimista à história de um dos maiores autores do século XX. Escrito nas décadas de 1920 e 1930, este conjunto só viria a ser publicado postumamente, em 1972.»

Olivier Rolin esta semana em Portugal para apresentar «O Meteorologista»

sex-meteoO Meteorologista, o mais recente livro do francês Olivier Rolin, será lançado amanhã (4 de maio) pela Sextante. Rolin vai estar esta semana em Portugal, de 7 a 9, para participar na 1ª edição do Festival Encontradouro, em Sabrosa, onde apresentará a obra, que relata a história real de Alexei Vangengheim, um homem que foi enviado para um dos primeiros gulags no Norte da Rússia.
Rolin é o autor de obras como Porto-Sudão (Prémio Femina 1994), O cerco de Cartum, Tigre de papel (Prémio France Culture 2003 e finalista do Prémio Goncourt) Suite no Hotel Crystal, Um caçador de leões (finalista dos Prémios Goncourt e Renaudot) e Baku, últimos dias.

Sobre o livro: «A sua ocupação eram as nuvens. Sobre a imensa extensão da URSS, os aviões tinham necessidade das suas previsões para aterrar, os navios para abrir caminho através dos gelos, os tratores para lavrar as terras negras. Na conquista do espaço que se iniciava, os seus instrumentos sondavam a estratosfera, ele sonhava domesticar a energia dos ventos e do sol, acreditava “construir o socialismo”, até ao dia de 1934 em que foi detido como “sabotador”. A partir desse momento a sua vida, a de uma vítima por entre os milhões de outras do terror estalinista, foi uma descida aos infernos. Durante os anos no campo de concentração, e até à véspera da sua morte atroz, ele enviava à pequena filha Eleonora desenhos, herbários, adivinhas. É a descoberta dessa correspondência destinada a uma criança, que ele não mais voltaria a ver, que me levou a investigar sobre o destino de Alexei Feodossevitch Vangengheim, o meteorologista. Mas também a convicção de que estas histórias de um outro tempo, de um outro país, não são tão longínquas como poderíamos pensar: o triunfo mundial do capitalismo não se explica sem o fim terrível da esperança revolucionária.»