Gonçalo M. Tavares em dose dupla no início de novembro

Uma menina está perdida no seu século à procura do paios_Velhos_querem_viverSempre prolífico, Gonçalo M. Tavares está de regresso às livrarias, e  logo em dose dupla. Se ontem foi a Caminho a anunciar a chegada, na próxima semana, de Os Velhos Também Querem Viver, hoje foi a Porto Editora, que também tem vindo a editar obras do escritor, revelar que a 10 de novembro irá pôr à venda Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai.
Para os fãs de Gonçalo M. Tavares menos endinheirados poderá ser um problema escolher, para os outros, a questão residirá em saber em qual dos dois livros deverão pegar primeiro.
Para ajudar na decisão, aqui ficam as sinopses de ambos.

Os Velhos Também Querem Viver: «Os Velhos Também Querem Viver tem um pé na tragédia Alceste, de Eurípedes, de onde parte, e outro no cerco de Sarajevo nos anos de 1992-1996. Deste feliz cruzamento de duas realidades separadas por cerca de 2.500 anos Gonçalo M. Tavares extrai uma obra literária que nos prende da primeira à última linha porque não perdemos nunca a sensação de estarmos a tocar um dos grandes dramas da Humanidade, que no livro se pode exprimir assim: “Em Sarajevo e em redor de Sarajevo, no século XX, a regra particular é igual à regra geral: os mortos estão mortos, os vivos é que ainda não”

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai: «Nesta história de busca, viagem e reflexão sobre o século XX, Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos, fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a. A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.
Excerto
– E vocês? De onde vêm?
Tentei explicar-lhe que não era um homem falador. Gosto de ouvir, disse-lhe, não tenho muito para dizer.
Ele perguntou, virado para Hanna:
– Como te chamas?
Hanna respondeu. Ele não percebeu. Hanna repetiu, ele continuou sem perceber. Eu repeti:
– Chama-se Hanna.
– Hanna – disse Fried. – Bom.
– Que idade tens?
– Catorze – respondeu, e agora percebeu-se.
Fried sorriu para ela, simpaticamente. Ela disse:
– Olhos: pretos. Cabelo: castanho.
Eu disse:
– Ela aprendeu assim.
Depois ela disse:
– Estou à procura do meu pai.»

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