«James Bond – A Solo» – William Boyd

A SoloA Solo é mais uma aventura literária do espião criado por Ian Fleming, James Bond, esta assinada por William Boyd, que sucede Jeffery Deaver, autor de Carta Branca.
Ao contrário dos filmes, onde, enquanto se mantém o ator, é respeitada uma certa ordem cronológica, nos romances isso não se verifica. James Bond tanto nos pode aparecer envolvido num trepidante caso nos dias de hoje, como numa aventura nos anos 1970. Em A Solo, Bond, ex-combatente na II Guerra Mundial, está nos finais dos anos 60, e cai-lhe nas mãos uma missão num instável país africano (Zanzarim) envolvido numa sangrenta guerra civil. A Grã-Bretanha tem lá os seus interesses (ou seja, há lá petróleo) e a 007 é entregue a missão de abater um determinado líder, pouco favorável aos reais interesses britânicos.
Como em qualquer clássica história de espiões, ninguém é o que parece e a cada reviravolta na história percebe-se qual era, afinal, o posicionamento de cada personagem. Apanhado no meio desse habitual turbilhão de reviravoltas, Bond não consegue levar a cabo a sua missão, pelo menos não do modo que a idealizara. Para ele, torna-se um caso pessoal e para concluir a sua tarefa resolve agir «a solo». Os desenvolvimentos levam-no aos Estados Unidos, onde descobre que por detrás da crise em Zanzarim está muito mais do que questões políticas, geoestratégicas ou relacionadas com jazidas petrolíferas.
A Solo é uma história «pura» de James Bond, com ambientes de hotéis, aeroportos, raparigas bonitas, agentes duplos, mercenários, facínoras, uns quantos tiroteios e, claro está, umas quantas mortes.
O livro está bem estruturado e bem escrito e apresenta uma dinâmica que sem dificuldade prende o leitor: poucos momentos mortos, muita ação, ambientes exóticos cativantes e uma boa galeria de personagens – típicas deste tipo de obras, sem dúvida, mas nem por isso menos interessantes.
A Solo tem tudo para agradar aos fãs do herói de Fleming, mas também a quem gosta de romances de espionagem ou pura e simplesmente de uma boa aventura. Daria um bom filme da saga 007, embora não esteja a ver os produtores a recuarem até aos anos 1960… pelo menos enquanto Daniel Craig durar. Por isso, o melhor mesmo é aproveitar o livro.

Autor: William Boyd
Título Original: Solo
Editora: Dom Quixote
Tradução: Luís Santos
Ano de Edição: 2014
Páginas: 330

Sinopse: «Decorre o ano de 1969 e James Bond está prestes a agir a solo, tendo uma imprudente vingança como objectivo. Veterano de longa data dos serviços secretos, 007 é encarregue de pôr fim sozinho a uma guerra civil, numa pequena nação da África Ocidental, Zanzarim. Ajudado por uma bela cúmplice e boicotado pela milícia local, Bond passa por uma experiência marcante que o leva a ignorar as ordens de M. enquanto tenta levar a cabo a sua missão pessoal de justiça. As acções impetuosas de James Bond levam-no a Washington D.C., onde descobre uma rede de intrigas geopolíticas e assiste a novos horrores.
Todavia, mesmo que Bond consiga obter a sua vingança, será perseguido a cada momento por um homem de duas caras.»

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