Filme «O Homem Duplicado» já está nas salas de cinema

HDJá chegou aos cinemas portugueses o filme O Homem Duplicado, adaptação do romance homónimo de José Saramago que tem a assinatura de realizador Denis Villeneuve. O papel principal foi entregue ao ator Jake Gyllenhaal.
O filme, uma produção canadiana e espanhola, venceu o prémio Méliès d’Argent no Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, em Sitges, sendo considerado o melhor filme fantástico europeu do ano, e no Canadá recebeu cinco prémios no Canadian Screen Awards, principal galardão de cinema do país.

O filme
«Adam (Jake Gyllenhaal) é um instável professor universitário que vive refém de uma monótona rotina diária. Uma noite, enquanto vê um filme, descobre a existência de um ator exatamente igual a si. Obcecado por conhecer o seu sósia, parte à descoberta desse outro homem forçando um encontro com consequências imprevisíveis não só para eles mas também para as suas companheiras: Mary (Mélanie Laurent) e Helen (Sarah Gadon).
Adaptado livremente a partir do livro homónimo de José Saramago, O Homem Duplicado é um thriller surpreendente e provocante sobre dualidade e identidade.»

pe-HDO livro
«Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, “vive só e aborrece-se”, “esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou”, à cadeira de História “vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim”. Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão. “Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo.” Depois desta inesperada descoberta, de um homem exatamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem.»

«As Praias de Portugal – Guia do Banhista e do Viajante», de Ramalho Ortigão, à venda a 20 de junho

PrintAs Praias de Portugal – Guia do Banhista e do Viajante, de Ramalho Ortigão, é o novo título a ser editada pela Quetzal na sua Série Clássica. Estará à venda a partir de sexta-feira, 20 de junho, portanto bem a tempo da época de banhos. Um belo pretexto para conhecer as praias portuguesas do século XIX.

Sinopse: «Este é um guia da costa portuguesa, em que Ramalho Ortigão explora as características naturais das praias e suas águas, e fornece preciosa informação social, cultural e histórica. A escrita é tão versátil e envolvente que num mesmo capítulo se fala de carapaus e d’Os Lusíadas, de pianos e mulheres gordas, da toilette e do pinhal, dos piqueniques, das tribos, das casas e dos hotéis.
Ainda que o universo balnear de hoje seja muito diferente do de então – feito de toldos brancos, véus enfunados e leques de senhoras (o livro tem a primeira publicação em 1876) –, este é um guia enriquecedor que nos proporciona tudo aquilo que faz umas férias retemperadoras: a frescura marítima, a observação da paisagem, o descanso e a deambulação, o contacto e conhecimento com os habitantes locais, a comida e a diversão mundana.

Elizabeth Kolbert antevê «A Sexta Extinção»

vog-extincaoEm A Sexta Extinção (obra recentemente editada pela Vogais), a jornalista Elizabeth Kolbert traça a evolução das cinco extinções que a Terra sofreu nos últimos 500 milhões de anos e antevê a próxima, que está a ser provocada pelo ser humano. O livro vem recomendado por Al Gore, que considera A Sexta Extinção uma contribuição muito valiosa para a compreensão das nossas circunstâncias atuais».

Sinopse: «Pela primeira vez na história da Terra, uma extinção em massa está a ser provocada por uma única espécie: o Homem. Nos últimos dois séculos alterámos a composição da atmosfera devido às emissões de CO2 geradas pela nossa atividade; aumentámos a acidez dos oceanos e a temperatura média do planeta; transformámos mais de 50% da superfície da Terra, incluindo grande parte das florestas tropicais; expulsámos espécies dos seus habitats naturais; e provocámos danos irreparáveis no ecossistema global.
Consequência direta destes atos, mais de um quarto de todos os mamíferos da Terra está em vias de extinção. O mesmo acontece com 40% dos anfíbios, um terço dos corais e dos tubarões, um quinto dos répteis e um sexto das aves.
Para escrever A Sexta Extinção, Kolbert acompanhou cientistas um pouco por todo o mundo à procura de factos concretos sobre a ação do ser humano no meio ambiente.
Entre outras viagens, atravessou rios no Panamá, à noite, para tentar encontrar sapos dourados de El Valle, que hoje existem apenas em cativeiro; embrenhou-se na floresta amazónica para mapear os efeitos da perda de habitats na biodiversidade; acompanhou biólogos marinhos que estudam a Grande Barreira de Coral; e seguiu botânicos até ao Peru para analisar a flora nos cumes dos Andes.»

Músico islandês Hilmar Örn Hilmarsson, a quem Valter Hugo Mãe dedica «A Desumanização», atua hoje em Braga

Hilmar Örn Hilmarsson, músico islandês a quem Valter Hugo Mãe dedica o seu mais recente romance A Desumanização, atua hoje (18 de junho) em Portugal, mais especificamente no Theatro Circo, em Braga. O concerto é às 21h30 e os bilhetes custam 5 euros.
Segunda uma nota divulgada pela Porto Editora, a editora de Valter Hugo Mãe, «a música islandesa encontra em Hilmar Örn Hilmarsson a sua figura suprema». Já o escritor classifica-o como «o gelo e o fogo da Islândia feitos som».
O compositor Hilmarsson já esteve ligado a projetos como Theyr, Psychic Tv, Current 93 ou Sigur Rós.
O concerto será acompanhado por imagens inéditas de Miguel Gonçalves Mendes (autor do filme José e Pilar) captadas na Islândia.

«Bem Hajam! – Apontamentos de Viagem à Arménia», de Vassili Grossman, sai a 24 de junho

Bem Hajam!A 24 de junho chega às livrarias uma nova obra de Vassili Grossman, Bem Hajam! ‒ Apontamentos de Viagem à Arménia, numa edição Dom Quixote. Vida e Destino e Tudo Passa são outras obras de Grossman editadas entre nós.

Sinopse: «Poucos escritores foram confrontados com tantas das tragédias em massa do século XX como Vassili Grossman, e é provável que este seja lembrado, acima de tudo, pela terrível clareza com que escreveu sobre o Holocausto, a Batalha de Stalinegrado e a Grande Fome da Ucrânia. No entanto, Bem Hajam! ‒ Apontamentos de Viagem à Arménia, mostra-nos um Grossman muito diferente, notável pela sua ternura, pelo seu entusiasmo e sentido de humor. Este é, de longe, o seu livro mais pessoal e intimista, dotado de um ambiente de espontaneidade absoluta, em que Grossman parece estar simplesmente a conversar com o leitor acerca das suas impressões sobre a Arménia – as suas montanhas, igrejas antigas, gentes e costumes –, enquanto, ao mesmo tempo, examina os seus pensamentos e estados de espírito.»

Jacarandá, nova chancela Presença, arranca em outubro

jacarandaJacarandá é a nova chancela apresentada esta semana pela Editorial Presença e a sua chegada às livrarias está agendada para a rentrée de outubro, prometendo um catálogo generalista para os públicos adulto e infanto-juvenil. Nomes já anunciados são Hilary Mantel, por exemplo, assim como o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, de quem vai ser lançado um livro infantil.
Simona Cattabiani, vinda da Civilização Editora, será a responsável editorial da Jacarandá.  

Saga Como Treinares o Teu Dragão, de Cressilda Cowell, prossegue com «Como Seres um Pirata» e «Como Falares Dragonês»

dragao1dragao2Como Treinares o Teu Dragão 2 chegou recentemente às salas de cinema, mas nas livrarias também há novidades desta saga criada pela britânica Cressilda Cowell. Como Seres um Pirata e Como Falares Dragonês são os dois títulos lançados este mês pela Bertrand, que permitem assim aos meus novos conhecer mais aventuras do jovem viking Hiccup Hadoque Horrendo III.

Como Seres um Pirata
«Hiccup e os outros rapazes da Horda Hedionda começaram o Programa de Treino de Piratas, mas esse não é o maior desafio que têm pela frente! O caixão de Barba-Sombria, o Medonho, aparece juntamente com um mapa e um enigma… e ainda com Alvim, um viking que não é quem diz ser. Apesar dos protestos do Hiccup, que acha que não se deve abrir nada que diga “NÃO ABRIR”, o Chefe Estoico toma decisões que vão pôr em causa a segurança da tribo. E é então que um tesouro revela quem é o Verdadeiro Herdeiro de Barba-Sombria, e também o Herói desta história.»

Como Falares Dragonês
«Hiccup, o Perna-de-Peixe e o Desdentado perdem-se durante uma aula do Programa de Treino de Piratas, e acabam por ir dar de caras com os Romanos. Juntamente com um inesperado aliado, estes grandes e perigosos conquistadores engendraram um Plano Maquiavelicamente Astuto para dominar as tribos bárbaras, e o Hiccup vai ter de demonstrar novamente as suas capacidades de Herói para resgatar o Desdentado, salvar a sua vida e a dos seus amigos, e impedir que os vikings desapareçam do mapa…»

Ana Jorge responde à pergunta «O que é que os famosos têm de especial?»

te-famososA Texto Editora acaba de lançar O que é que os famosos têm de especial?, um livro da autoria de Ana Jorge que se debruça, explica a editora, sobre «relação dos jovens portugueses com a cultura das celebridades, procurando compreender as suas diferentes posições de audiência».

Sobre o livro: «Tornou-se um lugar-comum citar Andy Warhol e a sua profecia de que “no futuro, todos terão os seus 15 minutos de fama”. Esse “futuro” é o nosso presente, mas essa profecia corre o risco de se tornar ultrapassada por uma fama ainda mais fugaz e transitória, trazida pela voragem de uma televisão fragmentada e pelos media digitais. Por outro lado, tornou-se também um cliché considerar que os jovens querem ser famosos quando crescerem, mesmo que não saibam em quê.
Este livro pretende dar conta da relação dos jovens portugueses com a cultura das celebridades no contexto das suas práticas quotidianas, da sua inserção na família, na escola e em outros círculos sociais e culturais.»

Novidades Editoriais de Junho (II)

Capa A AmanteA Amante – James Patterson (Topseller)
«O jornalista Ben Casper é paranoico e obsessivo. E a maior e mais compulsiva das suas fixações é Diana, a bela mas inacessível mulher dos seus sonhos. Quando ela é encontrada morta, após uma queda da varanda do seu apartamento, as autoridades não hesitam em considerar que é um suicídio. Mas Ben conhecia bem Diana e sabe que ela nunca se mataria. Convence-se de que a amiga foi assassinada e embarca numa aventura arriscada para conseguir prová‑lo.
O jornalista descobre, porém, que ela levava uma vida dupla, e à medida que outras pessoas envolvidas na vida de Diana morrem em circunstâncias questionáveis, torna‑se evidente que alguém não quer que a verdade venha ao de cima. E, a menos que Ben desista da sua investigação, ele pode ser o próximo a “sair de cena”.»

Nunca me EncontrarãoNunca me Encontrarão – Robert Wilson (Dom Quixote)
«Charles Boxer arruinou a sua vida familiar. Primeiro o exército, depois a polícia, seguindo-se missões de alto risco de resgate de vítimas de rapto. A ex-mulher e a filha aprenderam a viver sem ele à medida que o seu trabalho o foi levando a lugares de onde nenhum homem regressa ileso.
A tentativa de reconstruir um relacionamento com Amy, a sua filha adolescente, não tem sido fácil. Mas Boxer só percebe a que ponto as coisas chegaram quando Amy desaparece, provocando os pais com as últimas palavras do seu bilhete: «NUNCA ME ENCONTRARÃO.
Porque não querem receber as notícias que todos os pais temem, Charles Boxer e Mercy Danquah aceitam o desafio. No entanto, depois de ter passado anos a localizar vítimas de rapto, Boxer sabe que, às vezes, o desaparecido não quer ser encontrado. E conhece o inferno que isto traz para as famílias – não está vivo nem morto, simplesmente desapareceu. Agora que o perigo lhe bateu à porta, Charles Boxer tem de desvendar o caso mais difícil em que alguma vez trabalhou.
10 de junho

Rainha Descalca_verdeA Rainha DescalçaIldefonso Falcones (Bertrand)
«Uma história de amizade, paixão e vingança que une a voz de duas mulheres pela liberdade.
No mês de janeiro de 1748, uma mulher negra deambula pelas ruas de Sevilha. Atrás de si deixou um passado de escravatura em Cuba, um filho que nunca mais tornará a ver e uma grande viagem de barco até à costa de Espanha. Caridad já não tem um dono que lhe dê ordens, mas também não tem onde dormir quando se cruza com Milagros Carmona, uma jovem cigana de Triana por cujas veias corre o sangue da rebeldia e a arte dos da sua raça.
As duas mulheres tornam-se inseparáveis e, entre sarabandas e fandangos, a cigana confessa à sua nova amiga o amor que sente pelo arrogante Pedro García, de quem a separam antigos ódios familiares. Pela sua parte, Caridad esforça-se por calar o sentimento que brota em seu coração por Melchor Vega, o avô de Milagros.
Quando um mandato real converte todos os ciganos em proscritos, a vida de Milagros e Caridad sofre uma trágica reviravolta. Embora os seus caminhos se separem, o destino voltará a uni-las numa Madrid onde confluem contrabandistas e cómicos, nobres e vilões; uma Madrid que se rende à paixão que emana das vozes e dos bailes dessa raça de príncipes descalços.
Ildefonso Falcones propõe-nos uma viagem a uma época apaixonante, marcada pelo preconceito e pela intolerância. De Sevilha a Madrid, desde o tumultuoso bulício dos ciganos até aos teatros senhoriais da capital, os leitores desfrutarão de um fresco histórico povoado de personagens que vivem, amam, sofrem e lutam por aquilo que acreditam ser justo.»
6 de junho

Dizem que SebastiãoDizem que Sebastião – João Rebocho Pais (Teorema)
«
Sebastião Breda, vice-presidente de uma multinacional, workaholic e quarentão abastado, percebe um belo dia que a vida lhe tem passado ao lado e decide remediar a solidão convidando uma colega para um jantar romântico. O problema é que a sua bagagem não vai além de estratégias de venda e planos de marketing – e o arraso que leva de Margarida à mesa do restaurante é humilhação bastante para que o seu coração acabe a pregar-lhe um valente susto. O médico recomenda-lhe então um ano de descanso, e Sebastião resolve aproveitá-lo a cultivar-se, fazendo, numa livraria da Baixa, um amigo que lhe dá bons conselhos e sentando-se junto às estátuas dos escritores espalhadas pelas praças e jardins de Lisboa, que, eloquentes à sua maneira, o iluminam sobre os mais diversos assuntos, entre eles, evidentemente, a questão feminina. Um ano depois, não se pode dizer que Sebastião seja o mesmo homem.
Dizem Que Sebastião é uma homenagem aos livros e ao que podemos aprender com eles até sobre nós próprios.»
10 de Junho

aa-leipzigLisboaleipzig – Maria Gabriela Llansol (Assírio & Alvim)
«Inicialmente publicado em dois volumes, respetivamente com os títulos Lisboaleipzig I — O encontro inesperado do diverso e Lisboaleipzig II — O ensaio de música, esta é a primeira edição em volume único, profundamente revisto por João Barrento e Maria Etelvina Santos, e com ilustrações de Ilda David’.
Como nos diz Fernando J.B. Martinho, neste livro «[…] tempo, espaço, representação são categorias que o texto anula, errante, como as figuras da narradora e sobretudo Aossê, ser da errância por excelência, de quarto em quarto, de casa em casa. Lisboa em Leipzig, Leipzig em Lisboa, Lisboaleipzig. Nada de surpreendente.
Surpreendente — assim a fixa o texto — será a proposta que Aossê faz a Bach: musicar-lhe um poema, em que está implicado por inteiro o destino do seu povo. Um poema que, assim, se volva “canto”, “cântico” e que se “ouça em toda a Europa, que é a partemestra do mundo”. […] O que fica é a consolação da escrita, a reiterada insistência nela, para além da dispersão, da loucura, da incompreensão que são o preço a pagar, quando se anda “à procura de um final feliz”.»
6 de junho

Eusébio Como Nunca se ViuEusébio Como Nunca se Viu – António Simões (Dom Quixote)
«Aqui está Eusébio como não se imagina. Em imagens nunca antes vista de intimidade e cumplicidade. E em histórias que são espantos: as sovas da mãe; o cauteleiro maneta que lhe mudou o destino; a camisola de Chico Buarque a fugir da ditadura; o trompetista que sonhara ser presidente dos EUA e que exigiu vê-lo; a PIDE aos tiros no lar onde vivia; a mala com 500 contos em notas que o pôs numa praia com os sapatos escondidos; a ideia de o raptarem antes do Mundial de 1966; os guarda-costas que não o largaram depois de mulheres se atirarem a uma piscina; o curto-circuito que não o matou no banho, mas matou um companheiro; os vistos que lhe negaram para levar o coração a Moscovo e a Maputo; o Benfica a desculpar-se por ele escapar, sorrateiro, à inauguração da Ponte sobre o Tejo. E em tanto, tanto mais… Eis Eusébio na fotobiografia que faltava!»
10 de junho

O Essencial dos Mundiais para Ler em 90 MinutosO Essencial dos Mundiais Para Ler em 90 Minutos – Mais Futebol (Livros D’Hoje)
«É de Jorge Valdano a frase que resume melhor aquilo de que se fala quando se fala de campeonato do mundo de futebol: “Bem-vindos ao mês em que todos os dias são domingo.”
…É fácil passar-se em cinco segundos da Itália fascista de 1934 à Coreia febril de 2002, usando como ponte apenas o nome do equatoriano Byron Moreno. Tão fácil como percorrer nas oito letras da palavra Gaetjens a distância que separa o Haiti de Belo Horizonte. Ou como gastar uma hora de debate animado a dissecar os 12 segundos com que Maradona arrasou o Império Britânico.
Todos estes seriam rumos possíveis para 90 minutos de conversa. Ou para um livro que pretende apresentar-lhe nessa hora e meia (mais descontos…) os nomes e momentos essenciais de uma história actualizada de quatro em quatro anos mas reescrita a cada frase começada por “lembram-se daquele golo/falhanço/roubo/gajo?” Mas escolhemos outro caminho. Um que começa e acaba no melhor golo de sempre, sendo estes dois golos tão diferentes como a água e a cerveja.»
10 de junho

Novidades Editoriais de Junho (I)

Cláudio e ConstantinoCláudio e Constantino – Luísa Costa Gomes (Dom Quixote)
«Cláudio e Constantino é uma novela rústica em paradoxos – tem família em Voltaire e na Condessa de Ségur, mas também em Sterne, em Proust, na tradição romântica, nas Mil e Uma Noites… É um texto que usa um dispositivo ficcional paródico e humorístico para apresentar e brincar com alguns dos paradoxos clássicos da história da Filosofia. Dito assim, parece um romance filosófico, mas não… É sobretudo uma ficção que propõe um universo utópico, afectuoso e leve onde dois irmãos se deparam a cada momento com as grandes e pequenas questões que o conhecimento do mundo permanentemente lhes coloca.»
10 de junho

Segredos de Amor e SangueSegredos de Amor e Sangue – Francisco Moita Flores (Casa das Letras)
«Um livro que marca o regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa.
Moita Flores traz de volta o célebre criminoso como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força da Paixão e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa por cento de analfabetos.
Uma obra fascinante sobre um momento pouco conhecido da História portuguesa.
10 de junho

planoK_dois_hoteis_lisboaDois Hotéis em Lisboa – David Leavitt (Quetzal)
«Dois casais de forasteiros travam conhecimento na lisboeta e cosmopolita pastelaria Suíça. Estamos no ano de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, e Lisboa fervilha com milhares de refugiados – que esperam pelo visto e pela possibilidade de viagem para a América –, espiões e membros da realeza europeia.
Pete e Julia Winters são expatriados americanos burgueses que viviam em Paris; Edward e Iris Freleng são americanos também, mas mais ricos, sofisticados e boémios. Por coincidência, estão todos hospedados no Hotel Francfort, em Lisboa, mas não no mesmo.
É num ambiente de tensão e de total insegurança em relação a tudo, e em especial ao futuro, que a ligação entre os dois homens se desenvolve, acabando por se tornar num arrebatado relacionamento amoroso.
Um romance maravilhosamente escrito, com um forte pendor sexual e político.»
6 de junho

asa-agathaQuem Matou o Almirante? – Agatha Christie, Dorothy L. Sayers e outros (ASA)
«O inspetor Rudge não se depara com muitos crimes na pacata vila costeira de Whynmouth. Por isso, quando um cadáver é encontrado num barco à deriva, a sua perplexidade é total. Os obstáculos multiplicam-se.
Torna-se óbvio que o vigário da vila, infeliz dono do barco, não está a contar tudo o que sabe. A sobrinha da vítima desaparece… e até a identidade do próprio morto é posta em causa. Perante tantas pistas contraditórias, o perplexo inspetor começa a questionar o número de pessoas envolvidas no crime extraordinário e, pior, se conseguirá um dia desvendá-lo.»

asa-saboresO Livro dos Sabores Perdidos – Nicky Pellegrino (ASA)
«As colinas de Favio, uma pequena vila siciliana, escondem um tesouro inesperado: a Escola de Culinária de Luca Amore. Ao pendurar quatro aventais limpos para o novo curso que se avizinha, Luca antecipa a rotina do costume: preparar belas refeições com iguarias locais, visitar aromáticas vinhas e olivais a perder de vista, proporcionar momentos agradáveis às suas quatro alunas e desejar-lhes uma boa viagem de regresso a casa.
Ao dirigir-se ao aeroporto, o jovem não imagina que a sua vida está prestes a mudar… e muito. Acabadas de chegar, Moll, Tricia, Valerie e Poppy são muito especiais. Eis o que Luca ainda não sabe sobre elas: uma esconde um segredo, outra espera voltar a encontrar o amor, outra tenta desesperadamente fugir à sua própria vida e a última já o conseguiu.
E quando lhes dá as boas-vindas e coloca gentilmente sobre a mesa uma garrafa de Prosecco e cinco copos, Luca inicia um curso de culinária muito diferente dos anteriores. Mas essa é mais uma coisa que ele não pode saber… ainda.»

image011Amores Secretos – Kate Morton (Suma)
«Laurel, actriz de sucesso, regressa à casa da família para celebrar o nonagésimo aniversário da mãe, Dorothy, que sofre de Alzheimer.
Esse dia recorda-lhe um outro, há muito esquecido. Naquele fatídico aniversário do seu irmão, Laurel estava escondida na casa da árvore, a fantasiar com um amor adolescente e um futuro grandioso em Londres, quando assistiu a um crime terrível, que mudaria a sua vida para sempre. Foi com terror que Laurel viu a mãe cravar a faca do bolo de aniversário no peito de um desconhecido. O regresso ao local onde tudo aconteceu é a última oportunidade para Laurel descobrir o temível segredo daquele dia e encontrar as respostas que só o passado da sua mãe lhe pode dar. Pista após pista, Laurel irá desvendar a história secreta de três desconhecidos que a Segunda Guerra Mundial uniu em Londres — Dorothy, Vivien e Jimmy — e cujos destinos ficaram para sempre ligados.»

cl-infernoDepois do Inferno – Michelle Knight com Michelle Burford (Casa das Letras)
«“No dia em que desapareci, em 2002, aparentemente poucas pessoas deram por isso. Tinha 21 anos e era uma jovem mãe que tinha parado uma tarde numa loja para pedir informações. Durante os 11 anos seguintes estive sequestrada no inferno. Essa é a parte da minha história que provavelmente pode já conhecer. Mas há muito que não conhece.”
Assim começa o relato de Michelle Knight, a primeira das três norte-americanas raptadas por Ariel Castro, acusado posteriormente de sequestro e violação. Em Maio passado, o cativeiro chegou ao fim quando uma delas, Amanda Berry, conseguiu fugir e deu o alarme às autoridades. “Invisível. Foi como me senti nos quase quatro mil dias em que sobrevivi a Ariel Castro”, conta nas mais de 200 páginas nas quais fala de uma “década de escuridão”, com violações diárias, e de “uma vida finalmente resgatada”.
Knight diz que se sente em paz e que perdoa inclusive o seu sequestrador que se suicidou na prisão, em Agosto, pouco depois de ter sido condenado a perpétua. Afirma que está contente com o seu quotidiano e que o simples facto de acordar, tomar o pequeno-almoço, olhar o céu e ver televisão a fazem feliz. Dedica Depois do Inferno ao filho, Joey, actualmente com 14 anos, adoptado durante o seu longo desaparecimento.»