Assim começa… «Divergente», de Veronica Roth

«Em minha casa temos um espelho. Está numa parede do patamar do andar de cima por detrás de um painel que desliza. A nossa fação deixa-me estar diante dele de três em três meses, no segundo dia do mês, que é quando a minha mãe me corta o cabelo.
Sento-me no banco e a minha mãe fica de pé atrás de mim com as tesouras, a dar ao dedo. Os cabelos vão caindo no chão, onde formam anéis de um louro pálido.
Quando acaba, a minha mãe afasta-me os cabelos do rosto e apanha-os num nó. Está muito calma e concentrada no que está a fazer. Tem praticado assiduamente a arte de se abstrair. Mas de mim já não posso dizer o mesmo.»
(Porto Editora, 2012. Tradução de Pedro Garcia Rosado)Divergente_Veronica_Roth

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