Alfredo Cunha e Adelino Gomes apresentam-nos «Os Rapazes dos Tanques»

04634_3D_1Os Rapazes dos Tanques, obra de Alfredo Cunha (fotografia) e Adelino Gomes (texto), será lançado a 25 de março, em Lisboa, pela Porto Editora. O álbum será apresentado às 18h30 no Torreão Poente da Praça do Comércio.
Segundo a editora, este é o livro que, «pela primeira vez, dá voz conjunta a militares das unidades de Cavalaria que estiveram frente a frente no dia 25 de Abril de 1974 – entre eles, o cabo-apontador celebrizado por Salgueiro Maia».
tanques1Os Rapazes dos Tanques contém imagens e testemunhos exclusivos dos homens (oficiais, sargentos e praças) que estiveram frente a frente no Terreiro do Paço e no Carmo, no dia 25 de Abril de 1974.
Segundo a Porto Editora, «as fotografias de Alfredo Cunha e as entrevistas conduzidas por Adelino Gomes levam-nos a (re)viver aquelas horas e a percebermos as dúvidas, os receios, a ansiedade, a tensão, a esperança, as alegrias vividas por cidadãos que, depois desse dia, regressaram, na maior parte dos casos, ao anonimato. E a conhecer, também, o olhar que esses homens têm sobre o país, quarenta anos depois».
Pela primeira vez, prossegue a nota de imprensa, «é dada voz a furriéis e cabos que não obedeceram às ordens de fogo do brigadeiro comandante das forças fiéis ao regime – um ato de justiça aos que estando, numa primeira fase, na defesa do regime arriscaram a vida e souberam estar à altura do desafio. Entre eles está o cabo apontador cuja ação Salgueiro Maia considerou decisiva para a vitória das forças revoltosas».tanques2

Os Autores (biografias da autoria da Porto Editora)

Alfredo Cunha nasceu em Celorico da Beira.
Influenciado pelo pai, optou por uma carreira em fotografia de reportagem. Como repórter fotográfico começou no Notícias da Amadora, em 1971. Seguidamente colaborou com O Século e O Século Ilustrado (1972), a Agência Noticiosa Portuguesa – ANOP (1977) e as agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987).
Foi fotógrafo dos presidentes da República António Ramalho Eanes e Mário Soares.
Foi editor de fotografia no jornal Público, no Grupo Edipresse, na revista Focus, no Comércio do Porto e no Jornal de Notícias. Colaborou com Ana de Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Foi diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais. Tem publicados vários livros de fotografia.

Adelino Gomes (n. 1944) exerceu a atividade quotidiana de jornalista durante 42 anos, na rádio, na televisão e na imprensa escrita e foi provedor do ouvinte da RDP (2008-2010). É coautor, com Paulo Coelho e Pedro Laranjeira, do duplo álbum O dia 25 de Abril, relato dos acontecimentos militares no Terreiro do Paço e no Largo do Carmo (sucessivamente reeditado). É docente na pós-graduação em Jornalismo do ISCTEIUL/Media Capital (Estudos Críticos e Deontologia dos Media) e investigador associado do CIES-IUL.

Nascente edita «Coragem – Ultrapassar o Medo e Promover a Autoconfiança», de Debbie Ford

Capa Coragem - Ultrapassar o medo e promover a autoconfiançaAcaba de ser editado Coragem: Ultrapassar o Medo e Promover a Autoconfiança, da norte-americana Debbie Ford, primeiro livro que traduzi para a Nascente, da editora 20|20.
Debbie Ford, autora bestseller de desenvolvimento pessoal, partilha nesta obra pormenores íntimos da sua vida, nomeadamente a dependência de drogas, uma traição dolorosa, um divórcio e um diagnóstico de cancro.
Ao longo da sua jornada para superar tais problemas, revelando, como explica, a coragem que sempre residiu dentro dela, a autora descobriu sete princípios poderosos, que decidiu partilhar com os seus leitores. Segundo a própria, «estes princípios irão revelar a sua coragem e mudar a sua vida, permitindo que confie em si mesma e se expresse sem medo».

Assim, o livro propõe ao leitor que:

• Descubra como aceitar e vencer as suas falhas, dúvidas, fraquezas e medos.
• Aprenda a ser confiante e a sentir-se bem com a sua vida.
• Encontre a sua verdadeira força, explorando a parte de si que tem o poder de concretizar tudo.

Em suma, Debbie Ford apela: «Liberte-se dos seus medos e inseguranças. Converta-os em poder, força e confiança.»
É possível ler os primeiros capítulos da obra em www.nascente.pt.
Coragem: Ultrapassar o Medo e Promover a Autoconfiança tem 256 paginas e está à venda por 16,59€

n-dfBiografia cedida pela Nascente
«Debbie Ford é conferencista, formadora e especialista em transformação pessoal. Durante mais de 20 anos, orientou dezenas de milhares de pessoas no processo de aprenderem a amar, a confiar e a reconhecer como são.
Pioneira na inclusão do estudo e da integração da sombra humana na psicologia moderna e nas práticas espirituais, foi produtora executiva do filme The Shadow Effect, um documentário transformacional apaixonante e visualmente empolgante com a participação de Deepak Chopra e Marianne Williamson. Fundadora do Ford Institute for Transformational Training, organização de formação emocional e espiritual, recebeu o prémio Alumni pela sua contribuição nos campos da Psicologia e da Espiritualidade.»

Rui Azeredo

Novidades Editoriais de Março (V)

asa-informadoraA Informadora – Lindsey Davis (ASA)
«Roma, ano 89 DC. As regras ditam que uma mulher deve ser submissa e modesta. Não deve levantar a voz, vestir roupas extravagantes, sair à noite, beber ou desafiar a autoridade… e muito menos envolver-se em assuntos criminais.
Flávia Albia contraria todas estas normas (e mais algumas). Vive sozinha na zona boémia de Roma, cultiva amizades pouco recomendáveis e não se coíbe de lutar pelos seus direitos. Filha de um detetive, Flávia decidiu desde cedo seguir os passos do pai. Mas a investigação é uma profissão masculina. Para ser respeitada, ela sabe que terá de ser a mais rápida, a mais perspicaz, a melhor.
Flávia é a única a reparar que o número de mortes inexplicáveis tem vindo a aumentar na cidade. Por não terem ligação entre si nem indícios de violência, não levantaram suspeitas. As denúncias de Flávia são ignoradas pelas autoridades, que estão demasiado ocupadas com a organização dos Jogos de Ceres, o momento alto do ano. E até mesmo a própria Flávia, distraída com a perspetiva de um novo romance, não vê que a morte está demasiado perto de casa…»

ra-expressoO Desconhecido do Norte Expresso – Patricia Highsmith (Relógio D’Água)
«Guy Haines quer divorciar-se da sua infiel esposa, Miriam, de modo a poder casar com a mulher que ama, Anne Faulkner. Numa viagem de comboio para ir falar com a esposa, Guy conhece Charles Anthony Bruno, um psicopata que lhe propõe “trocarem assassinatos”.
Bruno matará Miriam se Guy se comprometer a matar o pai de Bruno. Nenhum deles tem um motivo para o fazer, e por isso a polícia não teria razões para suspeitar de qualquer um deles.
Mas as coisas não correm como Guy esperava…
A partir desse momento, e contra a sua vontade, Guy Haines vê-se encurralado num pesadelo de culpa e numa insidiosa fusão de personalidades.»

asa-palcoMorte em Palco – Caroline Graham (ASA)
«Todos os atores adoram um bom drama e os membros da Causton Amateur Dramatic Society não fogem à regra. Românticas cenas de amor, momentos de ciúme e desespero, reconciliações operáticas, egos em fúria… as emoções estão ao rubro nesta produção amadora da peça Amadeus. Todavia, até as mentes mais criativas têm de admitir que assassinar o protagonista em palco é um pouco excessivo. Felizmente, o inspetor Tom Barnaby está na plateia e assume o controlo da situação. Da ex-mulher ressabiada a inesperados amantes secretos e atores invejosos, não lhe faltam suspeitos. O que parece faltar-lhe, sim, é objetividade. O bom inspetor conhece perfeitamente todos os envolvidos, são seus vizinhos e amigos, e por isso mesmo, conseguirá ver quem eles realmente são?
25 de março

asa-perversoLigeiramente Perverso – Mary Balogh (ASA)
«A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada… e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?
18 de março

ts-Deseja-meDeseja-me – J. Kenner (Topseller)
«Ele era o único homem que ela não podia evitar. E o único homem a quem ela não conseguia resistir.
“Para mim, a nossa obsessão é ferozmente, incrivelmente real. Para o Damien é um jogo. O Damien precisa de mim, precisa de estar em controlo. As suas necessidades são palpáveis: ele precisa de sentir prazer. Lindíssimo e absolutamente brilhante, é também alguém que vive uma enorme tortura interior. Somos, em todos os aspetos, o par perfeito.
Concordei em ser só dele, mas agora quero que ele seja só meu. Quero que nos amemos para além das fronteiras mais doces do nosso êxtase, até aos desejos mais profundos das nossas almas. Quero que o fogo que arde entre nós nos consuma. Mas existem recantos obscuros dentro do Damien que nem a nossa paixão mais selvagem poderá tocar. Anseio por conhecer os seus segredos, anseio pelo momento em que ele se entregue a mim como eu me entreguei a ele. Mas os nossos passados sombrios tanto nos poderão juntar como afastar… irremediavelmente.”»

gra-1975Mil Novecentos e Setenta e Cinco – Tiago Patrício (Gradiva)
«Trás-os-Montes, 1975. Numa época confusa, há amores tardios, mortes adiadas, fugas e regressos triunfais, infidelidades descobertas dentro de armários, alfaiates e coveiros desempregados, mulheres que lavam no ribeiro e rapazes que as espreitam, ferroviários, comerciantes e vários tipos de pobres: esfomeados, deserdados, perseguidos e protegidos que tentam subir as escadas dos antigos e dos novos proprietários. Um romance brilhante, de um humor irresistível e onde cabe tudo, pela pena de um autor já reconhecido como voz a um tempo regional e universal, no que à essência humana diz respeito.»

gra-batalhaA Batalha – 14 de Agosto de 1385 – Pedro Massano (Gradiva)
«Páginas de História de Portugal iluminadas pelo traço inconfundível de Pedro Massano e as palavras dos cronistas da época. Um relato épico de um acontecimento marcante, com pranchas arrebatadoras e de grande beleza. A Batalha de Aljubarrota pela mão de um mestre, para oferecer e guardar para si.
Este livro descreve o que foi um dia decisivo para Portugal. A 14 de Agosto de 1385, o exército comandado pelo rei D. Juan de Castela foi derrotado, no campo de S. Jorge, por uma força muito inferior de portugueses.
Os heróis dessa jornada memorável foram Nun’ Álvares Pereira, D. João I, e a hoste heterogénea de quantos combateram sob as suas ordens.
O autor Pedro Massano procurou, de acordo com as fontes históricas da época – Froissart, Castañeda, o próprio D. Juan e, sobretudo, Fernão Lopes – fazer justiça a esses quantos que souberam dar-nos uma nova vida e reinventar o seu país.»

Novidades Editoriais de Março (IV)

PrintPai, Tiveste Medo? – Catarina Gomes (Matéria-Prima)
«Quarenta anos depois do fim da Guerra Colonial, a memória do conflito continua viva em muitos portugueses. Não só pelas marcas deixadas nos militares que combateram, mas pela forma como ela se propagou junto das suas famílias, nomeadamente dos filhos. Para os que tiveram um pai a combater em África, a guerra também foi deles, apesar de nunca terem sequer disparado uma arma. A jornalista Catarina Gomes, filha de um ex-combatente da Guerra Colonial, reúne neste livro 12 dessas histórias. Entre livros gastos, cartas antigas de madrinhas de guerra, malas empoeiradas, cabeças de animais e relatos distantes, cada uma desses filhos herdou uma história e foi atrás de um passado para perceber um pouco melhor o pai que regressou ou que nunca chegaram a conhecer.»
20 de março

Para IsabelPara Isabel – Antonio Tabucchi (Dom Quixote)
«Como definir uma história como esta? À primeira vista poderia parecer um romance fantástico, mas talvez fuja a todas as definições possíveis. Tabucchi deu-lhe um subtítulo: “um mandala”, mas na realidade, segundo critérios ocidentais, trata-se afinal de uma investigação, uma busca que parece conduzida por um Philip Marlowe metafísico. Mas nesta investigação espasmódica e peregrina, à metafísica vem juntar-se um conceito muito terreno na vida: sabores, lugares, cidades, imagens que estão ligadas ao nosso imaginário, aos nossos sonhos, mas também à nossa experiência quotidiana. O leitor português reconhece neste livro uma geografia familiar (Lisboa, Barcelos, Cascais e a Arrábida), mas a acção desloca-se também para o Extremo Oriente (Macau), para a Suíça e para a Itália. E esses mesmos lugares surgem-nos então, através do olhar de Antonio Tabucchi, surpreendentemente transfigurados.»
25 de Março

pe-canadaCanadá – Richard Ford (Porto Editora)
«Seria difícil para Dell Parsons imaginar o quanto a sua vida se alteraria no dia em que os pais, desesperados, decidem assaltar um banco. A consequente detenção lança sérias ameaças sobre o futuro incerto de Dell, que se verá ainda mais desamparado após o repentino desaparecimento da sua irmã gémea. Mas Dell não ficará sozinho: uma amiga da família decide resgatá-lo do desnorte, levando-o numa viagem de autodescoberta ao longo da fronteira do Canadá, com o objetivo de lhe oferecer novas perspetivas de vida. É durante essa viagem pelas pradarias de Saskatchewan que Dell é recebido por Arthur Remlinger, um norte-americano que transporta doses iguais de carisma e mistério. A procura de harmonia e paz, debaixo do vasto céu azul da pradaria, parece revelar-se infrutífera à medida que Dell vai cedendo à vertigem de Remlinger e aos tormentos e impulsos homicidas que inspira. Conseguirá Dell descobrir a força de carácter necessária para reencontrar um rumo para a sua vida?»
21 de março

JosefinaJosefinaKate Williams (Casa das Letras)
«O futuro não parecia promissor para a jovem da Martinica que fora abandonada em Paris pelo marido aristocrata. Contudo, sempre engenhosa e determinada a manter-se na sociedade parisiense, Josefina procurou refúgio num convento, onde sublimou a voz rouca e a graciosidade sensual que se tornaram os seus poderosos atributos. No período de Terror que se seguiu à Revolução, sobreviveu ao cativeiro e emergiu como figura central de um universo de festas profundamente mundanas. Inebriante, promíscua e encantadora, dominou os jornais e surpreendeu o mundo ao encorajar os avanços de um soldado corso, baixo e marginalizado, seis anos mais novo do que ela. Josefina foi a famosa anfitriã e exímia diplomata, a consorte perfeita para o ambicioso, embora desagradável, Napoleão e juntos formaram um casal formidável que desenvolveu uma relação extraordinariamente intensa e apaixonada. Com ela a seu lado, Napoleão tornou-se Imperador Supremo e Josefina coleccionou uma caixa de jóias com mais diamantes do que a de Maria Antonieta.»
25 de Março

aa-maraa-cristoDia do Mar e O Cristo Cigano – Sophia de Mello Breyner Andresen (Assírio & Alvim)
«Dia do Mar [com prefacio de Gastão Cruz] é o segundo livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1947. Aqui, como de resto em muita da sua obra, a poeta busca a perfeição, a pureza e a harmonia, utilizando alguns lugares recorrentes como o mar, a praia, a casa e o jardim. Visitando a infância, onde aprendeu a ouvir as vozes das coisas, o mar é aqui uma fonte de purificação e um lugar onde tudo adquire sentido. O Cristo Cigano foi publicado pela primeira vez em 1961 e sobre ele teve uma grande influência o poeta João Cabral de Melo Neto. No prefácio de Rosa Maria Martelo a esta edição podemos ler que “[…] O Cristo Cigano é um livro absolutamente singular no conjunto da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, ao que não será alheio o facto de ter sido escrito sob o signo do encontro da autora com um poeta que também tinha a paixão da geometria e do concreto e a mesma solidariedade com o sofrimento humano”
14 de março

capa_HaMilAnosHá Mil Anos Que Não Te Via – Alexandra Solnado (Pergaminho)
«Esta narrativa espiritual conta a história de um amor kármico. Pietro é um jovem sensível e sonhador, oriundo de uma humilde família da Toscana, que parte para Roma, para estudar História de Arte. Inês, nascida no bairro lisboeta da Ajuda, é inteligente, responsável e sobretudo ambiciosa, uma autêntica “guerreira”. Não podiam ser mais diferentes. Mas uma força inexorável atravessa o próprio tempo para os juntar. Pietro e Inês vivem, ao longo de séculos, gerações e incarnações, um dramático e poderoso amor, que atravessa as fronteiras do próprio tempo. Roma, Lisboa e Sintra são os idílicos cenários deste irresistível, contagiante e mágico amor, que conta com as sábias e bem-humoradas intervenções de um Anjo “consagrado em alminhas resistentes”.»
14 de março

PrintAlém da Literatura – João Bigotte Chorão (Quetzal)
«A literatura que não seja apenas exercício linguístico ou texto sem contexto persegue um alto objectivo: é uma aventura espiritual que, sem descurar a importância da linguagem e a circunstância histórica, se preocupa sobretudo com o destino do homem e com o fim dos tempos. O debate de ideias pressupõe cultura e senso cívico, e nós somos um povo de apaixonados e repentistas. Não conversamos: discutimos. Temos fé e temos rasgo, e a fé dispensa da procura e o rasgo dispensa do estudo. João Bigotte Chorão pertence ao número de autores que privilegiam as “grandes famílias” de que falava Raïssa Maritain, em que se integram Almeida Garrett, Camilo, Malheiro Dias, João de Araújo Correia, Torga, Tomaz de Figueiredo, Eliade, Papini, Machado de Assis.»
21 de março

dq-AntiFragil_Capa_aprovacaoAnti-Frágil – Nassim Nicholas Taleb (Dom Quixote)
«O autor do best-seller O Cisne Negro e um dos pensadores mais importantes do nosso tempo, revela de que forma podemos sobreviver e até prosperar num mundo de enorme incerteza.»
25 de março

«Passagens», de Teolinda Gersão, sai a 21 de março – autora é a convidada do Porto de Encontro de 23 de março

sex-passagensPassagens, o novo romance de Teolinda Gersão, será editado pela Sextante a 21 de março, dois dias antes de a autora ser a protagonista da próxima edição do Porto de Encontro. Este encontro com os leitores terá assim lugar às 17h00 de 23 de março no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett. A sessão terá a participação de Nuno Carinhas e José Carlos Tinoco.
Segundo a editora, Passagens «é um livro de celebração da vida, dos seus desafios e das suas complexidades». O romance começa com «um cenário de luto, mas que é, na verdade, um olhar penetrante sobre a vida e a sua complexidade, através de personagens de quatro gerações de uma família». Ainda segundo a Sextante, «por meio de diferentes vozes abordam-se grandes temas universais, como o amor, o sexo, a vida em comum, com os seus encontros e desencontros, o nascimento das novas gerações, o decurso do tempo e a morte, que não é mais do que uma passagem».
«Os segredos das famílias. As mentiras, as histórias falsas, que dão origem a memórias falsas. Os grandes erros que alguém comete, e são pagos pelas gerações seguintes. Mesmo que se queira apagá-los, silenciá-los, estão lá. E voltam à superfície para serem pagos.»

«Convergente», o ansiado final da trilogia Divergente, de Veronica Roth, chega a 21 de março

Convergente_Veronica_RothConvergente, o tão aguardado derradeiro da trilogia Divergente, de Veronica Roth, tem saída agendada para 21 de março, anunciou a Porto Editora. Vem na altura ideal, pois a 3 de abril estreia em Portugal a adaptação cinematográfica de Divergente, realizada por Neil Burger, e que conta com interpretações de Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet e Ashley Judd.
Veronica Roth, que tinha apenas 23 anos aquando da publicação do primeiro volume, foi considerada em 2012 a melhor autora pelos GoodReads Choice Awards, depois de Divergente ter sido eleito em 2011 o melhor livro e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012.

Sinopse: «A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.»

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Novidades Editoriais de Março (III)

pre-modO Escândalo Modigliani – Ken Follet (Presença)
«O Escândalo Modigliani foi publicado pela primeira vez em 1976. Apesar de ser uma das primeiras obras de Ken Follett, evidencia já a sua mestria como contador de histórias. É um thriller com um ritmo trepidante e um enredo surpreendente, mas é também uma sátira ao universo dos marchands, das galerias e do mercado de arte.
Quando Dee Sleign, uma jovem formada em História de Arte a passar o verão em Paris, se depara com a pista de um Modigliani desconhecido que o pintor terá oferecido a um amigo, comunica a sua descoberta ao tio, Charles Lampeth, dono de uma conceituada galeria de arte em Londres e que de imediato contrata um detetive para descobrir o quadro. Dee parte então para Itália atrás das pistas que tem, desconhecendo que uma série de outras pessoas vão no seu encalce, na esperança de encontrarem o quadro antes dela.»

Elixir_ImortalidadeO Elixir da Imortalidade – Gabi Gleichmann (Bertrand)
Um romance apaixonante que se estende por mil anos na história da Europa, desde a Lisboa de 1140 até à Oslo dos nossos dias, protagonizado pela família Espinosa.
Desde o século XI que a família Espinosa tem vindo a passar de pai para filho um manuscrito secreto que contém o segredo da imortalidade. Agora, passadas 36 gerações, o último descendente desta longa e ilustre cadeia, Ari Espinosa, não tem um filho a quem passá-lo. É no leito de morte que começa a escrever a sua narrativa, na esperança de salvar a família do esquecimento.
As duas grandes fontes de Ari para a história da sua família são uma arca cheia de documentos amarelos, herdada do avô, e as histórias do tio Fernando, que em criança o encantaram e ao irmão Sasha. Falavam do envolvimento dos Espinosas em alguns dos mais importantes acontecimentos culturais europeus e eram intercaladas com narrativas de tirania, criatividade e revolta social: o Portugal medieval, a Espanha de Torquemada, a Amesterdão de Rembrandt, a Revolução Francesa, a Viena de Freud e os horrores das duas Grandes Guerras.
O Elixir da Imortalidade é um misto de verdade e ficção que reescreve a história da Europa através de narrativas cheias de humor, imaginação, escândalo e tragédia e que vêm a reforçar a ideia de que «a única coisa que pode dar a imortalidade aos humanos nesta terra é a sua capacidade de recordar.»
14 de março

pre-bemalHalf Bad – Entre o Bem e o Mal – Sally Green (Presença)
«Na Inglaterra dos nossos dias, bruxos e humanos vivem aparentemente integrados. Na realidade, os bruxos têm a sua própria sociedade secreta, as suas regras e a sua guerra, que divide os Bruxos Brancos, considerados «bons», e os Bruxos Negros, odiados e perseguidos pelos Brancos. O herói, Nathan, é filho de uma Bruxa Branca e de um Bruxo Negro e, portanto, considerado perigoso. Nathan é constantemente vigiado pelo Conselho dos Bruxos Brancos desde que nasceu e aos 16 anos é encarcerado e treinado para matar. Mas Nathan sabe que tem de fugir antes de completar 17 anos e a sua determinação é inabalável.
Half Bad é o romance de estreia de Sally Green e o primeiro volume de uma nova trilogia do género fantástico aguardado por todo o mundo com grande expectativa.»

PrintCidades da Noite Vermelha – William S. Burroughs (Quetzal)
«Um viciado em ópio perde-se na selva; homens fazem guerra a um império de mutantes; um jovem e belo pirata confronta-se com a sua execução; e a população mundial está infetada por uma epidemia radioativa. Estas histórias ligam-se através de uma narrativa maior de mutilação e caos.
Cidades da Noite Vermelha, publicado em 1981, marca uma nova etapa na escrita de William S. Burroughs, que desenvolve aqui a sua poética plástica, recorrendo à incorporação de variadíssimos níveis de linguagem e diferentes meios de expressão artística, como a pintura ou a música.
A ação desenvolve-se em dois planos, fazendo-nos navegar entre o século XVIII, em que a atuação de um grupo de piratas se rege pelos «Artigos» do capitão James Mission (que antecederam em cem anos os princípios da Revolução Francesa), e o século XX, em que um detetive investiga o desaparecimento e a morte ritual de um rapaz.
Em Cidades da Noite Vermelha, William S. Burroughs satiriza duramente as sociedades modernas, através de uma história de sexo, drogas, doença e aventura.»
21 de março

País de AbrilPaís de Abril – Uma Antologia – Manuel Alegre (Dom Quixote)
«
Neste livro estão reunidos os poemas de Manuel Alegre que previram e anunciaram a Revolução de Abril. Poemas que falam de Abril antes de Abril e de Maio antes de Maio.
Em O Canto e as Armas, escrito em 1967, há aqueles quatro versos de «Poemarma» que, decerto, anunciam o primeiro comunicado da Revolução:

Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.
»
25 de março

aa-vidroO Vidro – Luís Quintais (Assírio & Alvim)
«Visitando, com grande fulgor, alguns dos lugares paradigmáticos na poesia do autor, O Vidro faz alusão a fragmentos de Anna Calvi, António Damásio, Edmond Jabès, Fernando Pessoa, Martin Amis e T.S. Eliot.
“Haverá biografia? Quando tinha seis ou sete anos, por aí, lançava bolas a uma parede, batia-as violentamente com uma raquete empenada, batia-as desalmadamente. As bolas voltavam a mim, agressivas, rápidas, capazes de me matar, não fosse eu hábil no desvio do momento que em mim se antecipava como uma voz que já não reconheço nem escuto. O demónio virá como uma bola de ténis quebrando o vidro da biografia. Milimetricamente, recordo-me. Por duas vezes não era uma bola de ténis, mas balas à procura de uma vítima, eu próprio, sentado no muro fronteiro à casa. Quero ainda quebrar o vidro. Vou quebrá-lo. Vou quebrar esta mão do lembrar.”»

pe-caseiraGRA Comida Caseira de Ramsay – Gordon Ramsay (Porto Editora)
Esta obra propõe mais de 120 receitas muito simples. Quem o salienta é o autor, que considera que “a comida caseira tem de ser rápida, e tem de ser deliciosa”.
Por outro lado, o livro procura ajudar a recuperar o prazer de cozinhar e de partilhar com a família e os amigos o melhor da comida caseira, desde os pequenos-almoços quotidianos aos jantares de sábado.
Mas Ramsay adverte: “se pensa que isso não é para si, está muito enganado: vou ajudá-lo a preparar pratos magníficos. Só precisa das receitas deste livro”. A crítica corrobora. O jornal britânico Daily Mail, por exemplo, considera que o livro é “Uma inesperada lufada de ar fresco” e que, com ele, Gordon Ramsay “deixou de lado o grande aparato e regressou aos princípios básicos”.
Comida Caseira é a segunda obra de Gordon Ramsay publicada pela Porto Editora, depois de Cozinha sem limites (2013).»

Chakall_capa pequena10 por 10 – Chakall (Oficina do Livro)
«Para esta época acelerada e de poupança, tempo é dinheiro mais do que nunca. Com a sua habitual criatividade e humor, o chef Chakall propõe-lhe um conjunto de receitas rápidas e pouco dispendiosas.
É o resultado de um trabalho em que a arte do improviso e a vontade de confeccionar pratos com o que sobra de outras refeições se juntam numa combinação eficaz, económica e surpreendente.
Por menos de 10 euros e em menos de 10 minutos, cozinhe estes pratos deliciosos e
imaginativos para a família e para os amigos – e saboreie a vida em boa companhia.
Comece a cozinhar sem gastar muito tempo e dinheiro!»

capa_MetodoTappingO Método Tapping – Nick Ortner (Pergaminho)
«Um sistema inovador para uma vida sem stresse.
O Método Tapping, também conhecido como EFT, é uma técnica de desbloqueio emocional que ajuda a melhorar diversos aspetos da vida. Através desta técnica, consegue-se resolver problemas e conflitos causados por bloqueios energéticos a nível mental, emocional e físico.
Este método foi já usado com milhares de pacientes em todo o mundo para tratar problemas desde a ansiedade, a dor crónica, a dependência até à obesidade e o stresse. O tapping é muito simples de aprender e de pôr em prática: pode ser aprendido em apenas alguns minutos, ser praticado em qualquer lado e muitas vezes produz resultados imediatos.
Esta técnica revolucionária funciona com base nos princípios da acupunctura tradicional, combinados com os ensinamentos da Psicologia moderna, a EFT trabalha sobre os meridianos específicos, concentrando-se ao mesmo tempo nas emoções ou nos sentimentos negativos. Recorrendo ainda a afirmações, o tapping ajuda o sistema nervoso a reequilibrar os níveis energéticos do corpo e a gerar reações emocionais e físicas mais saudáveis.
Através de exercícios, instruções e explicações claras e acessíveis, O Método Tapping ajuda a ultrapassar quaisquer problemas oriundos de bloqueios emocionais e energéticos, e ter uma vida mais saudável e positiva.»

O Bando das Cavernas 7O Bando das Cavernas: A Lua é um Queijo – Nuno Caravela (Booksmile)
«Aqui está o n.º 7 desta divertida coleção, 100% portuguesa, que continua a provocar gargalhadas pré-históricas nos leitores mais novos! Uma coleção composta por livros vindos dos confins dos tempos, recheados de aventuras. Tocha, Ruby, Menir, Kromeleque, Tzick e Sabre. Eles são um grupo muito especial de amigos que nasceram da fértil imaginação de Nuno Caravela, autor dos textos e ilustrações.
Nesta nova aventura, o teu Bando preferido decide ir até à Lua para provar se ela é, ou não, um queijo. Será que vão conseguir ultrapassar obstáculos como o beijo real da Rã-inha, as partidas dos Guerreiros Engraçadinhos ou as picadas das terríveis formigas-migalhedo, que picam como migalhas de pão esquecidas à noite na cama? Junta-te a eles e vem descobrir a que sabe a Lua! A diversão e a aventura estão garantidas. Junta-te ao Bando!»

Novidades Editoriais de Março (II)

Os MemoráveisOs Memoráveis – Lídia Jorge (Dom Quixote)
«Em 2004, Ana Maria Machado, repórter portuguesa em Washington, é convidada a fazer um documentário sobre a Revolução de 1974, considerada pelo embaixador americano à época em Lisboa como um raro momento da História. Aceite o trabalho, regressa a Portugal, contrata dois antigos colegas, e os três jovens entrevistam vários intervenientes e testemunhas do golpe de Estado, revisitando os mitos da Revolução de Abril. Um percurso que permite surpreender o efeito da passagem do tempo não só sobre esses heróis, como também sobre a sociedade portuguesa, na sua grandeza e nas suas misérias.
Transfiguradas, como se fossem figuras sobreviventes de um tempo já inalcançável, as personagens de Os Memoráveis tentam recriar o que foi a ilusão revolucionária, a desilusão de muitos dos participantes e o árduo caminho para uma Democracia.»
11 de março

Historia Revolucao_EHistória do Povo na Revolução Portuguesa 1974-75 – Raquel Varela (Bertrand)
«“A luta política assume nas sociedades contemporâneas, em condições de calendário eleitoral estável, essencialmente, a forma da luta entre os partidos. Quando uma revolução se coloca em movimento, no entanto, tudo pode ser subvertido, porque milhões de pessoas inativas ou até desinteressadas despertam para a luta social. Este livro apresenta-nos uma rigorosa investigação sobre a revolução portuguesa que ambiciona dar voz aos que não tiveram voz. Nos livros de história eles são, não poucas vezes, invisíveis. Mas são os rostos comoventes destas grandes massas populares que oferecem sentido àquelas maravilhosas fotografias da revolução portuguesa. Anónimos, os seus retratos nas manifestações dizem-nos tudo o que precisamos de saber sobre a esperança e a frustração, a fúria e o medo, o entusiasmo e a ilusão, e tudo aquilo que oferece grandeza à vida e não cabe em palavras. Foram eles que fizeram a revolução. Nas páginas deste livro bate um coração que tem respeito e admiração por essa gente.”
Valério Arcary, historiador»
14 de março

planoK_Beleza_coisas_frageis_finalA Beleza das Coisas Frágeis – Taiye Selasi (Quetzal)
«Um dia, Kweku Sai, um cirurgião de renome, americano de origem ganesa, abandona a sua família, na América, e regressa ao Gana. É uma família africana da “nova geração” a viver na América. Folásadé Savage (Folá) abandonou a Nigéria e partiu para a Pensilvânia, onde conheceu o seu marido Kweku. O filho mais velho, Olu, segue as pisadas do pai e é um médico brilhante; Kehinde é uma pintora cujos quadros atingem cotações elevadas no mercado de arte; Taiwo, uma aluna brilhante, é uma notável pianista; e Sadie está na lista de espera para entrar em Yale. É esta família que Kweku abandona quando regressa ao Gana, onde morre – à porta de casa, na sua cidade natal, Acra. As notícias da morte de Kweku correm rapidamente mundo fora e acabam por reunir a família. A Beleza das Coisas Frágeis (Ghana Must Go) conta a história destas pessoas – e mostra os caminhos que as reaproximam.
Neste seu belíssimo e eletrizante romance de estreia – o retrato de uma família moderna –, Taiye Selasi desloca-se com elegância através do tempo, mostrando que só a verdade pode curar as feridas escondidas.»

cf-expA Experiência – Ferreira de Castro (Cavalo de Ferro)
«Elogiado pela crítica como romance de grande intensidade psicológica e apontado como um dos textos mais subversivos do autor, A Experiência é uma das obras menos conhecidas e ainda menos lidas de Ferreira de Castro. Um texto surpreendente que aqui conhece, pela primeira vez, a sua edição autónoma, que pretende finalmente trazê-lo à luz e restaurar a sua importância literária.
Januário e Clarinda, personagens inesquecíveis deste romance, conhecem-se ainda crianças no asilo e dali sairão para o mundo. As suas vidas, porém, precocemente destinadas à clandestinidade, só aparentemente seguirão cursos separados, para logo se juntarem de novo na grande cidade, lugar de sonhos desfeitos e de inocência perdida, e depois, como num círculo vicioso, retornarem ao ponto de origem: esse mesmo asilo, outrora denominado «Experimental» por querer ministrar uma educação diferente, e agora tornado prisão.»

ts-suspeitoPrivate: Principal Suspeito – James Patterson (Topseller)
«Uma ex-namorada assassinada. Investigações à margem da lei.
A Private é a agência de investigação mais eficiente do mundo, criada para resolver de forma discreta os problemas dos ricos e poderosos. Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, é o seu dono. Os agentes da Private são os mais inteligentes e rápidos, e dispõem das tecnologias mais avançadas.
Desta vez, é o próprio Jack Morgan que se torna o principal suspeito da morte da sua ex-namorada. Ao mesmo tempo que é vigiado pela polícia, a Máfia obriga-o a recuperar 30 milhões de dólares em material farmacêutico roubado, e a bela presidente de uma cadeia de hotéis pede-lhe que investigue uma série de assassínios ocorridos nas suas propriedades. Numa luta contra o tempo para provar a sua inocência, Jack tem de enfrentar os inimigos mais fortes e inteligentes de sempre.»

Nova Teoria do SebastianismoNova Teoria  do Sebastianismo – Miguel Real (Dom Quixote)
«Nova Teoria do Sebastianismo é um ensaio que reflecte sobre o mito sebastianista como alucinação racionalmente falsa mas sentimentalmente verdadeira e nos dá a conhecer os autores que trataram o tema, desde Bandarra e Padre António Vieira até aos filósofos contemporâneos, passando por Fernando Pessoa, António Quadros, António Sérgio e Eduardo Lourenço.
O presente título insere-se numa colecção na qual foram já publicados dois outros títulos de Miguel Real: Nova Teoria do Mal e Nova Teoria da Felicidade enquanto propostas para uma ética do século XXI.»
18 de março

O Enredo ConjugalO Enredo Conjugal – Jeffrey Eugenides (Dom Quixote)
«Início da década de 1980. Nas universidades americanas, os jovens com preocupações intelectuais discutem literatura, devoram Derrida e Roland Barthes, e ouvem Talking Heads. Mas Madeleine Hanna, aluna aplicada de Estudos Ingleses e romântica incurável, prepara a sua tese sobre Jane Austen e George Eliot – autoras a quem de deve o enredo conjugal que está no cerne dos melhores romances ingleses. Enquanto Madeleine estuda as motivações intemporais do coração humano, a vida real, sob a forma de dois rapazes muito diferentes – o carismático e intenso Leonard Bankhead e um velho amigo com inclinações místicas, Mitchell Grammaticus –, atravessa-se no seu caminho. Mas quando os três terminam os seus cursos universitários e se vêem confrontados com a vida no mundo real, têm de imaginar um desfecho para o seu próprio enredo conjugal.
Com uma subtileza desconcertante e uma enorme compreensão e afeição pelas suas personagens, Jeffrey Eugenides revivifica as energias motivadoras do Romance, ao mesmo tempo que cria uma história tão contemporânea e surpreendente que parece o diário íntimo das nossas próprias vidas.»
18 de março

Capa KakeboKakebo – O livro de contas da poupança doméstica (Vogais)
«Tem um controlo total das suas despesas e receitas? Em que produtos e serviços gasta o seu dinheiro? Sabe valorizar as coisas para além do seu preço? Chega ao final do mês sempre de bolsos vazios?
O Kakebo, livro de contas da poupança doméstica, é a solução inovadora que os japoneses usam todos os dias para gerir as suas economias pessoais e retirar o máximo proveito do dinheiro.
Esta é a ferramenta que o ajudará a controlar a economia do seu lar e da sua família, e gerir o seu consumo de uma forma mais adequada.
No fim do plano simples de 12 meses terá aprendido a poupar e a gastar melhor o seu dinheiro — para obter uma vida melhor! Os objetivos serão definidos por si, e o Kakebo ajuda-o a alcançá-los.
• Registe e controle todas as suas despesas e receitas.
• Analise os seus resultados mês a mês e resuma-os em gráficos anuais.
• Mantenha um registo atualizado de todas as suas contas, sem ter de recorrer a folhas de cálculo complexas e confusas.
• Perceba quais são as suas despesas menos necessárias e mais dispensáveis.
• Saiba claramente quanto, como e em que produtos e serviços pode e deve gastar o seu dinheiro.

O Kakebo é um método perfeito para pessoas com emprego estável, por conta própria ou desempregadas, casados, solteiros, adolescentes ou adultos — a forma mais simples, acessível e eficaz de gerir o seu dinheiro.»

DQ-eclinio_do_ocidenteO Declínio do Ocidente – Niall Ferguson (Dom Quixote)
«Um dos mais importantes e polémicos historiadores britânicos considera que os quatro pilares que provocaram a ascensão do Ocidente estão agora a provocar a sua decadência.»
11 de março

te-o conde negroO Conde Negro – Tom Reiss (Texto Editores)
«A quase desconhecida história do General Alexandre Dumas que inspirou o filho a escrever o clássico O Conde de Monte Cristo. Filho de uma escrava e de um aristocrata francês nasceu no actual Haiti e em França chegou a comandar os exércitos nacionais no auge da Revolução, derrotado apenas pelo implacável Napoleão que não tolerava que o primeiro general negro de um exército ocidental além de inteligente fosse bonito.
Vencedor do Prémio Pulitzer em 2013.»
31 de março

A Minha AutobiografiaA Minha Autobiografia – Alex Ferguson (Casa das Letras)
«Rica em episódios e em opiniões acutilantes, a história apaixonante de Sir Alex Ferguson tem início em Govan, nas docas de Glasgow. Na sua caminhada épica e na carreira de treinador de sucesso europeu sem precedentes, no Aberdeen e nas 27 épocas triunfantes à frente do Manchester United, estiveram sempre espelhadas a sua honestidade e a capacidade de surpreender.
Treinador de qualidades extraordinárias, Sir Alex conta como firme, mas carinhosa e encorajadoramente, lidou com jogadores de topo, de Ryan Giggs a Roy Keane, Eric Cantona e Ruud van Nistelrooy, e conviveu com um crescente número de estrelas mundiais como Ronaldo ou David Beckham, que viam nele uma figura paternal. Por vezes, Fergurson fala de forma provocatória das rivalidades com o Liverpool, Arsenal, Chelsea e, mais tarde, Manchester City, e não foge ao seu subtil sentido de humor na altura de abordar as relações competitivas com Arsène Wenger e José Mourinho.»
11 de março

Novidades Editoriais de Março (I)

1001-guerraA Guerra Eterna – Joe Haldeman (1001 Mundos)
«Em 1997 a Terra entra pela primeira vez em contacto com os extraterrestres tauranos. Este encontro marca o início de uma guerra impiedosa. As autoridades terrestres decidem enviar um contingente de elite, e preparam um programa de treino quase inumano, destinado a produzir soldados capazes de aguentar tudo.
William Mandella é um desses soldados.
A fim de viajar até à frente de batalha, os soldados têm de atravessar portais chamados collapsars, que causam uma distorção espácio-temporal, fazendo com que o tempo subjetivo da nave seja mais lento que o tempo “real” do universo. Ou seja, quando Mandella regressa a casa após dois anos, quase três décadas passaram na Terra. E conforme viajam para mais longe, maior é a dilatação, passando de décadas para séculos inteiros.
A luta mais cruel que estes soldados terão de travar será a sua batalha pessoal contra o tempo.»

1001-coroaA Coroa – Joe Abercrombie (1001 Mundos)
«Logen Novededos poderá ter apenas mais uma batalha dentro dele, mas será das grandes. A guerra devasta o Norte, o rei dos homens do norte mantém-se firme e apenas um homem poderá travá-lo. O seu mais velho amigo e inimigo. Chegou o momento do Nove-Sangrento.
Com demasiados mestres e sem tempo suficiente para lhes obedecer, o superior Glokta trava uma guerra diferente. Uma guerra secreta em que ninguém estará seguro e onde ninguém merecerá confiança. E, se os seus dias de espadachim ficaram para trás, é uma sorte que a chantagem, as ameaças e a tortura nunca saiam de moda.
Jezal dan Luthar decidiu que conquistar a glória é um processo demasiado doloroso e volta costas à vida militar par se entregar a uma vida simples com a mulher que ama. Mas o amor também pode ser doloroso… e a glória tem o hábito desagradável de se acercar de um homem quando menos a espera.
Com o rei da União no seu leito de morte, os camponeses revoltam-se e os nobres enfrentam-se, tentando roubar-lhe a coroa. Ainda ninguém acredita que a sombra da guerra está prestes a cobrir o coração da União. Só o Primeiro dos Magi tem um plano para salvar o mundo, mas há riscos. Nada será mais arriscado, afinal, do que violar a Primeira Lei…
Logen Novededos poderá ter apenas mais uma batalha dentro dele, mas será das grandes. A guerra devasta o Norte, o rei dos homens do norte mantém-se firme e apenas um homem poderá travá-lo. O seu mais velho amigo e inimigo. Chegou o momento do Nove-Sangrento.»

pe-sophieO Olhar de Sophie – Jojo Moyes (Porto Editora)
«Somme, 1916. Sophie vive numa vila ocupada pelo Exército alemão, tentando sobreviver às privações e brutalidade impostas pelo invasor, enquanto aguarda notícias do marido, Édouard Lefèvre, um pintor impressionista, que se encontra a lutar na Frente. Quando o comandante alemão vê o retrato de Sophie pintado por Édouard, nasce uma perigosa obsessão que leva Sophie a arriscar tudo – a família, a reputação e a vida. Quase um século depois, o retrato de Sophie encontra-se pendurado numa parede da casa de Liv Halston, em Londres. Entretanto, Liv conhece o homem que a faz recuperar a vontade de viver, após anos de profundo luto pela morte prematura do marido. Mas não tardará que Liv sofra uma nova desilusão – o quadro que possui é agora reclamado pelos herdeiros e Paul, o homem por quem se apaixonou, está encarregado de investigar o seu paradeiro… Até onde estará disposta Liv a ir para salvar este quadro? Será o retrato de Sophie assim tão importante que justifique perder tudo de novo?»
7 de março

pe-florPrazer Ardente – Lisa Kleypas (5 Sentidos)
Procurou-lhe de novo a boca, abriu-lha, mergulhando naquela seda húmida, quente, com um sabor íntimo que o punha doido.
Depois de três temporadas em Londres em busca de pretendente, o pai de Daisy Bowman informa-a de que deverá arranjar marido. E depressa.
E se Daisy não conseguir desencantar um candidato adequado, terá de se casar com um homem da escolha do pai: o cruel e emproado Matthew Swift.
Daisy está aterrorizada, mas uma Bowman jamais admite a derrota. E, por isso, a jovem decide fazer os possíveis para arranjar outro pretendente que não Matthew.
Mas Daisy não contava com o charme inesperado de Swift… nem com a sensualidade escaldante que depressa brota entre ambos, acabando por descobrir que, apesar de os segredos e intrigas que o destino teima em impor, o homem que sempre odiou poderá ser aquele com que sempre sonhou.»
7 de março

el-19141914, Portugal no Ano da Grande Guerra – Ricardo Marques (Oficina do Livro)
«Como era o quotidiano dos portugueses no ano em que eclodiu a I Primeira Guerra Mundial? A estátua do Marquês do Pombal acabara de ser aprovada, Lisboa tinha 450 mil habitantes, Ricardo Jorge e Alfredo da Costa eram médicos a lutarem com surtos de febre tifóide e as mortes de recém-nascidos. Dos 3500 automóveis existentes no país, nenhum deles, conseguia ir de Lisboa ao Algarve, por faltarem vários quilómetros de estrada entre Ervidel e Aljustrel e entre Almodôvar e S. Braz. Eis alguns dos deliciosos detalhes contados neste retrato do Portugal do século passado feito pelo jornalista do Expresso
31 de Março.

oo-falcaoO Falcão de Bonaparte – Marina Morais Pinheiro (Opera Omnia)
«O Falcão de Bonaparte é uma história de guerra, mas é, sobretudo, uma história de amor. É a história de um amor proibido entre um tenente francês e uma enfermeira portuguesa. E é também a história de amor de um povo pela sua pátria. O Falcão de Bonaparte leva-nos numa viagem pelos bastidores da guerra; pelos quartéis e pelos acampamentos militares onde se decidiam as estratégias; e pelos cenários terríveis dos campos de batalha. Com a II Invasão Francesa como pano de fundo, o romance espelha o triunfo do amor sobre a guerra e o sacrifício de um povo que batalhou de peito aberto contra o inimigo.»

edi-arcoCoisas do Arco da Ovelha – Pequeno tratado do banal familiar ­– João Habitualmente (Edita-me)
«
O dia-a-dia é tão evidente que não dá origem a grandes meditações. Eis a constatação com a qual Coisas do arco da ovelha está completamente em desacordo.
A vida banal duma família da classe média contada sob a forma de diário é o pretexto para erigir as coisas elementares do quotidiano em fontes de inesperado.
A ironia e o humor atravessam os dias desta família, convocando dilemas que vão desde a educação das crianças às interrogações sobre o rumo actual da nossa sociedade ou à perplexidade perante a morte.
O autor não precisou de inventar muito, posto que escreveu o banal da sua própria família ao longo de oito anos durante os quais os seus dois filhos passam de meninos a rapazes.
Deste livro bem poderia portanto dizer-se que é o contrário dos desenhos animados quando avisam que that’s all folks – estamos perante um escrito onde, em estreita obediência à lei de Lavoisier, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.»

«O Bibliotecário», de A. M. Dean, leva-nos até à Biblioteca de Alexandria

ca-bibliotecarioO Clube do Autor editou recentemente O Bibliotecário, romance da autoria de A. M. Dean, «conceituado historiador especializado em culturas antigas», informa a editora, e «há muito fascinado pela Biblioteca Real de Alexandria, o maior arquivo de conhecimento da Antiguidade». Ainda segundo o Clube do Autor, «os pormenores fornecidos no romance acerca deste milagre do mundo antigo são fiéis à realidade, bem como a atmosfera de mistério que rodeia o derradeiro destino do extraordinário legado literário egípcio, confirma o autor».

Sinopse: «Emily Wess e Arno Holmstrand são os protagonistas da história, que desde as primeiras páginas conduzem o leitor até à biblioteca perdida de Alexandria, um importante centro de estudos no Egito entre o século III a. C. e até cerca de 30 a. C., e acerca do qual deixam de existir referências a partir do século VI.
O que terá sucedido? Será possível a biblioteca ter passado à clandestinidade? Será possível ter sobrevivido, de alguma forma, até aos nossos dias? Será possível ainda existir, mas noutro local? E se sim, onde poderá estar?
O intruso inspirou e, sem sequer pestanejar, disparou dois tiros consecutivos, que se alojaram no peito de Arno. A escuridão da sala cresceu. Arno Holmstrand ficou a ver a silhueta do seu assassino perder a nitidez. Depois pareceu afastar-se. A escuridão aumentou. E depois mais nada.
Ou, pelo contrário, tudo sucede a partir daqui no enredo construído por A. M. Dean. Com a morte de Arno, o leitor acompanha Emily na descodificação de várias pistas, por lugares e tempos historicamente magníficos e bem documentados, até que todas as respostas estejam finalmente respondidas.»