«Alex Cross – A Caça» – James Patterson

Capa Alex Cross - A CaçaO destino, ou, mais propriamente, o trabalho, fez com que um livro do norte-americano James Patterson finalmente me viesse parar às mãos, e aos olhos. Já era tempo, pois com mais de 280 milhões de livros vendidos em todo o mundo e já editado há mais de um ano em Portugal, por via da Topseller, sendo eu apreciador de policiais já quase tinha a «obrigação» de conhecer este autor. E isso aconteceu com A Caça, cujo protagonista é o detetive e psicólogo Alex Cross, que já por mais de uma vez foi levado ao cinema.
Na verdade não me deparei com grandes surpresas, além das do enredo, naturalmente, o que é natural, pois, goste-se ou não de Patterson, ele é um escritor competente, que segue uma fórmula de sucesso mais do que comprovada. O ritmo é intenso e não há cá preâmbulos. O enquadramento da ação é feito logo à base de um crime terrível, descrito com pormenor. Bem, na verdade houve uma coisa que me surpreendeu ligeiramente na escrita de Patterson, a brutalidade. Não estava à espera, num livro tão «mainstream», de deparar-me com cenas tão macabras e sangrentas. Mas ainda bem que assim foi, pois tais cenas enquadram-se na perfeição no tipo de história que é contada, que envolve violentos gangues e senhores da guerra africanos.
Uma família é assassinada com requintes de malvadez e Alex Cross envolve-se no caso mais do que seria de esperar numa situação normal, pois a mãe assassinada fora uma sua antiga namorada dos tempos de estudante. Obcecado com o caso, acaba por ir a África para tentar cortar o mal pela raiz, ou seja, encontrar o Tigre, o chefe do gangue por detrás do crime. Ao tentar desvendar o que o motiva, Alex Cross lança-se, sem qualquer apoio e total desconhecimento, num mundo selvagem, tanto a nível urbano, na caótica Nigéria, como na própria selva e zonas inóspitas de África, onde nas grandes minas, no Sudão, encontra verdadeiros escravos. As páginas passadas em África são as melhores deste livro, pois a descrição de ambientes, tanto as decrépitas prisões onde é enfiado, como o caos urbano, os campos de refugiados ou as paisagens naturais, consegue cativar, para lá da ação trepidante típica do autor.
Entre a violência pura e dura e jogos de bastidores de gabinetes povoados de fatos e gravatas, Alex Cross lida com um caso de uma dimensão que o surpreende e que, como não poderia deixar de ser, está pejado de voltas e reviravoltas, o expectável num bom policial.
Entretanto, paralelamente à investigação de Alex Cross, vamos conhecendo a sua complicada vida familiar (é um viúvo com filhos e uma nova namorada), mas sempre com os devidos enquadramentos para que o leitor que só agora conheceu o protagonista não se sinta «marginalizado». Como já referi, Patterson é um verdadeiro profissional, e sabe bem o que faz.
Em suma, trata-se de um policial competente e cativante, que impele o leitor a ler sempre mais uma página, um «truque» que resulta ainda melhor com a eficaz opção por capítulos bastante curtos e preenchidos de ação. Mais do que considera-lo com um estilo cinematográfico, compararia Alex Cross – A Caça a um bom episódio de uma série policial.

Autor: James Patterson
Título Original: Cross Country
Editora: Topseller
Tradução: Ana Beatriz Manso
Ano de Edição: 2013
Páginas: 384

Sinopse: «Uma cidade mergulhada no caos. Um assassino de uma crueldade assombrosa. Só um homem será capaz de o travar.
O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.
O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC. Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.
Conseguirá Alex caçar o seu inimigo, ou será ele próprio a caça?»

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