Novidades Editoriais de Março (IV)

PrintPai, Tiveste Medo? – Catarina Gomes (Matéria-Prima)
«Quarenta anos depois do fim da Guerra Colonial, a memória do conflito continua viva em muitos portugueses. Não só pelas marcas deixadas nos militares que combateram, mas pela forma como ela se propagou junto das suas famílias, nomeadamente dos filhos. Para os que tiveram um pai a combater em África, a guerra também foi deles, apesar de nunca terem sequer disparado uma arma. A jornalista Catarina Gomes, filha de um ex-combatente da Guerra Colonial, reúne neste livro 12 dessas histórias. Entre livros gastos, cartas antigas de madrinhas de guerra, malas empoeiradas, cabeças de animais e relatos distantes, cada uma desses filhos herdou uma história e foi atrás de um passado para perceber um pouco melhor o pai que regressou ou que nunca chegaram a conhecer.»
20 de março

Para IsabelPara Isabel – Antonio Tabucchi (Dom Quixote)
«Como definir uma história como esta? À primeira vista poderia parecer um romance fantástico, mas talvez fuja a todas as definições possíveis. Tabucchi deu-lhe um subtítulo: “um mandala”, mas na realidade, segundo critérios ocidentais, trata-se afinal de uma investigação, uma busca que parece conduzida por um Philip Marlowe metafísico. Mas nesta investigação espasmódica e peregrina, à metafísica vem juntar-se um conceito muito terreno na vida: sabores, lugares, cidades, imagens que estão ligadas ao nosso imaginário, aos nossos sonhos, mas também à nossa experiência quotidiana. O leitor português reconhece neste livro uma geografia familiar (Lisboa, Barcelos, Cascais e a Arrábida), mas a acção desloca-se também para o Extremo Oriente (Macau), para a Suíça e para a Itália. E esses mesmos lugares surgem-nos então, através do olhar de Antonio Tabucchi, surpreendentemente transfigurados.»
25 de Março

pe-canadaCanadá – Richard Ford (Porto Editora)
«Seria difícil para Dell Parsons imaginar o quanto a sua vida se alteraria no dia em que os pais, desesperados, decidem assaltar um banco. A consequente detenção lança sérias ameaças sobre o futuro incerto de Dell, que se verá ainda mais desamparado após o repentino desaparecimento da sua irmã gémea. Mas Dell não ficará sozinho: uma amiga da família decide resgatá-lo do desnorte, levando-o numa viagem de autodescoberta ao longo da fronteira do Canadá, com o objetivo de lhe oferecer novas perspetivas de vida. É durante essa viagem pelas pradarias de Saskatchewan que Dell é recebido por Arthur Remlinger, um norte-americano que transporta doses iguais de carisma e mistério. A procura de harmonia e paz, debaixo do vasto céu azul da pradaria, parece revelar-se infrutífera à medida que Dell vai cedendo à vertigem de Remlinger e aos tormentos e impulsos homicidas que inspira. Conseguirá Dell descobrir a força de carácter necessária para reencontrar um rumo para a sua vida?»
21 de março

JosefinaJosefinaKate Williams (Casa das Letras)
«O futuro não parecia promissor para a jovem da Martinica que fora abandonada em Paris pelo marido aristocrata. Contudo, sempre engenhosa e determinada a manter-se na sociedade parisiense, Josefina procurou refúgio num convento, onde sublimou a voz rouca e a graciosidade sensual que se tornaram os seus poderosos atributos. No período de Terror que se seguiu à Revolução, sobreviveu ao cativeiro e emergiu como figura central de um universo de festas profundamente mundanas. Inebriante, promíscua e encantadora, dominou os jornais e surpreendeu o mundo ao encorajar os avanços de um soldado corso, baixo e marginalizado, seis anos mais novo do que ela. Josefina foi a famosa anfitriã e exímia diplomata, a consorte perfeita para o ambicioso, embora desagradável, Napoleão e juntos formaram um casal formidável que desenvolveu uma relação extraordinariamente intensa e apaixonada. Com ela a seu lado, Napoleão tornou-se Imperador Supremo e Josefina coleccionou uma caixa de jóias com mais diamantes do que a de Maria Antonieta.»
25 de Março

aa-maraa-cristoDia do Mar e O Cristo Cigano – Sophia de Mello Breyner Andresen (Assírio & Alvim)
«Dia do Mar [com prefacio de Gastão Cruz] é o segundo livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1947. Aqui, como de resto em muita da sua obra, a poeta busca a perfeição, a pureza e a harmonia, utilizando alguns lugares recorrentes como o mar, a praia, a casa e o jardim. Visitando a infância, onde aprendeu a ouvir as vozes das coisas, o mar é aqui uma fonte de purificação e um lugar onde tudo adquire sentido. O Cristo Cigano foi publicado pela primeira vez em 1961 e sobre ele teve uma grande influência o poeta João Cabral de Melo Neto. No prefácio de Rosa Maria Martelo a esta edição podemos ler que “[…] O Cristo Cigano é um livro absolutamente singular no conjunto da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, ao que não será alheio o facto de ter sido escrito sob o signo do encontro da autora com um poeta que também tinha a paixão da geometria e do concreto e a mesma solidariedade com o sofrimento humano”
14 de março

capa_HaMilAnosHá Mil Anos Que Não Te Via – Alexandra Solnado (Pergaminho)
«Esta narrativa espiritual conta a história de um amor kármico. Pietro é um jovem sensível e sonhador, oriundo de uma humilde família da Toscana, que parte para Roma, para estudar História de Arte. Inês, nascida no bairro lisboeta da Ajuda, é inteligente, responsável e sobretudo ambiciosa, uma autêntica “guerreira”. Não podiam ser mais diferentes. Mas uma força inexorável atravessa o próprio tempo para os juntar. Pietro e Inês vivem, ao longo de séculos, gerações e incarnações, um dramático e poderoso amor, que atravessa as fronteiras do próprio tempo. Roma, Lisboa e Sintra são os idílicos cenários deste irresistível, contagiante e mágico amor, que conta com as sábias e bem-humoradas intervenções de um Anjo “consagrado em alminhas resistentes”.»
14 de março

PrintAlém da Literatura – João Bigotte Chorão (Quetzal)
«A literatura que não seja apenas exercício linguístico ou texto sem contexto persegue um alto objectivo: é uma aventura espiritual que, sem descurar a importância da linguagem e a circunstância histórica, se preocupa sobretudo com o destino do homem e com o fim dos tempos. O debate de ideias pressupõe cultura e senso cívico, e nós somos um povo de apaixonados e repentistas. Não conversamos: discutimos. Temos fé e temos rasgo, e a fé dispensa da procura e o rasgo dispensa do estudo. João Bigotte Chorão pertence ao número de autores que privilegiam as “grandes famílias” de que falava Raïssa Maritain, em que se integram Almeida Garrett, Camilo, Malheiro Dias, João de Araújo Correia, Torga, Tomaz de Figueiredo, Eliade, Papini, Machado de Assis.»
21 de março

dq-AntiFragil_Capa_aprovacaoAnti-Frágil – Nassim Nicholas Taleb (Dom Quixote)
«O autor do best-seller O Cisne Negro e um dos pensadores mais importantes do nosso tempo, revela de que forma podemos sobreviver e até prosperar num mundo de enorme incerteza.»
25 de março

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s