Isabel Allende em destaque entre as novidades da Porto Editora para o primeiro semestre de 2014

O Jogo de RipperA Porto Editora apresentou esta semana em Lisboa, na sede do Instituto Camões, as suas novidades literárias para o primeiro semestre de 2014 e dessa forma ficou-se a saber que Isabel Allende (O Jogo de Ripper), Miguel Esteves Cardoso (novo livro de crónicas), Teolinda Gersão (Passagens, na Sextante), João Pedro Marques (O Estranho Caso de Sebastião Moncada) e Miguel Miranda (A Fome do Licantropo e outras histórias) terão novos livros.
Além disso, em janeiro, a Porto Editora inicia a publicação das obras de Dashiel Hammett, arrancando com os títulos O Homem Sombra e A Maldição dos Dain.
Outras novidades serão Canadá, de Richard Ford, e Zacarias Escarcela, de Aleksandr Soljenítsin (este na chancela Sextante), assim como Convergente, de Veronica Roth, História de um caracol que descobriu a importância da lentidão, de Luis Sepúlveda, A Resignação, de Luís Miguel Rocha, e Perfumes, de Philippe Claudel, entre muitos outros.

Sinopses de algumas das novidades

A fome do Licantropo e outras históriasA fome do Licantropo e outras histórias
– Miguel Miranda (Porto Editora)
«A Fome do Licantropo e Outras Histórias é um conjunto de vinte e cinco contos, ordenados alfabeticamente, onde se abordam artes, ofícios e vocações, das mais vulgares às mais estranhas e inopinadas. Este mostruário (ou «monstruário») não exaustivo viaja por territórios do absurdo e da insanidade da natureza humana, iluminando as zonas de penumbra de vidas aparentemente vulgares. Entres outros, causarão perplexidade os acontecimentos na cidade de Malvados durante a visita do vedor, a verdadeira história da morte do grande mestre de xadrez Alekhine, a fixação do jardineiro por gardénias, a absintaria do recoveiro, a filosofia de vida do soba, as peripécias do yeti, do zombie ou do licantropo.»

O Estranho Caso de Sebastião Moncada – João Pedro Marques (Porto Editora)
«
Correm tranquilamente os primeiros dias de junho de 1832 quando um casal desconhecido vem alojar-se numa estalagem da Foz do Douro. Ele é um homem de meia-idade e porte altivo, chamado Sebastião Moncada, e ela, uma mulher mais nova, de olhar assustado e gestos inquietos.
O casal chega rodeado de uma atmosfera de mistério, cuja persistência vai exigir a intervenção da Polícia. Mateus Vilaverde é o oficial da Guarda Real que fica encarregado do caso, mas a sua investigação complica-se extraordinariamente com a chegada do exército liberal de D. Pedro, que, desembarcado nas praias do Mindelo, ocupa a cidade do Porto. É, então, num cenário de guerra que Mateus vai descobrindo a história de Sebastião Moncada. Mas à medida que o vai fazendo vê-se impelido a investigar-se a si próprio e a confrontar-se com os seus afetos, desejos e fantasmas.
Tendo como pano de fundo o Portugal das Guerras Liberais e o estoicismo das gentes do Porto, cercadas durante mais de um ano pelo enorme e impiedoso exército miguelista, O Estranho Caso de Sebastião Moncada é um romance sobre a importância do acaso e das coincidências na vida humana e sobre a coragem necessária para enfrentar e viver as consequências de um grande amor.»

O Homem SombraO Homem Sombra – Dashiell Hammett (Porto Editora)
Publicado originalmente em folhetins em 1934, O Homem Sombra é o último romance de Dashiell Hammett, adaptado com enorme êxito ao cinema e à televisão.
Uma secretária é assassinada e o suspeito é o seu patrão, famoso e rico investigador científico e antigo cliente de Nick, que desaparece. Uma intricada teia de mentiras, traições e assassínios vai envolver Nick, um famoso detetive particular de origem grega, agora homem de negócios e algo alcoólico, que aceita uma investigação na qual as personagens marcantes são mulheres: belas, vingativas, manipuladoras.»

A Maldição dos DainA Maldição dos Dain – Dashiel Hamett (Porto Editora)
«Gabrielle Dain Leggett é uma jovem, bela e rica herdeira, devota da morfina e de cultos religiosos. À sua volta parece existir uma maldição que assassina violentamente os que a cercam. Trata-se de uma maldição familiar ou de facto de algo muito mais humano e perigoso?
Obra-prima do suspense, A Maldição dos Dain é um dos casos mais bizarros de Continental Op, um detetive frio e duro, imune às manipulações mas capaz de gestos generosos e salvadores.»

O Jogo de Ripper – Isabel Allende (Porto Editora)
«
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de são Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.
Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade.
Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, da existência de uma ligação entre os crimes. Quando Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério e descobrir o assassino antes que seja demasiado tarde.»

Zacarias Escarcela e outros contos – Aleksandr Soljenítsin (Sextante)
«Escrito em 1965, «Zacarias Escarcela» é um dos últimos textos soviéticos de Soljenítsin. O autor-narrador faz o relato de um passeio de bicicleta, na companhia da mulher, em busca da história russa. Neste conto, bem como nos outros cinco que compõem a presente antologia («A bem da causa», «Miniaturas», «A mão direita», «Que pena!», «A procissão pascal»), Soljenítsin, poeta das miniaturas existenciais, nunca abdica de uma ironia sempre presente em surdina, nem de um leve sopro poético que torna o insignificante em símbolo.

Convergente – Veronica Roth (Porto Editora)
«
A sociedade baseada em fações em que Tris Prior sempre acreditou está agora completamente desfeita – destruída pela violência da luta entre poderes e marcada pela perda e pela traição. Por isso, quando lhe é dada a possibilidade de explorar o mundo para além dos limites que lhe foram dados a conhecer, Tris sente-se mais do que preparada para a aventura. Talvez do outro lado da barreira ela e Tobias possam finalmente encontrar um futuro em comum, livre de complicações, lealdades complexas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais alarmante do que a que deixou para trás. Velhas descobertas depressa se tornam insignificantes. Revelações explosivas alteram as decisões daqueles que ama. E, uma vez mais, Tris terá de lutar para compreender a complexidade da natureza humana, ao mesmo tempo que enfrenta escolhas de coragem, lealdade, sacrifício e amor.»

The Girl You Left Behind (título original) – Jojo Moyes (Porto Editora)
«Esta é a história de duas mulheres separadas por um século, unidas pela determinação em lutar por aquilo que mais amam e que têm em comum um quadro.
França, Somme. 1916. Quando o hotel gerido por Sophie é requisitado pelas forças alemãs, o Komandant vê um retrato de Sophie pintado por Édouard, seu marido, e uma perigosa obsessão pelo quadro e pela própria Sophie instala-se.
Um século mais tarde, o retrato de Sophie encontra-se pendurado numa parede da casa de Liv Halson. Quando Liv conhece Paul McCafferty está longe de imaginar que o homem que a faz sentir de novo viva e por quem se apaixona, lhe trará a maior desilusão – a família de Sophie contratou Paul para conseguir reaver o quadro desaparecido.»

A Primeira Guerra Mundial – John Keegan (Porto Editora)
«A Primeira Guerra Mundial marcou o nascimento do mundo moderno. Um conflito de ferocidade sem paralelo que se estendeu muito para além do seu epicentro e que rompeu com a relativa paz e prosperidade associada ao século anterior.
No ano em que se celebra o centenário deste marco histórico, apresentamos um livro exaustivo e abrangente sobre a guerra e todas as campanhas que tiveram lugar do princípio ao fim do conflito.»

História de um caracol que descobriu a importância da lentidão – Luis Sepúlveda
«Livro muito semelhante à História de um gato e de um rato que se tornaram amigos, a presente obra introduz uma nova personagem na espantosa galeria inventada pelo grande autor chileno.
Trata-se desta vez de um caracol – um caracol que descobre a importância da lentidão e, ao mesmo tempo, o valor da memória e a verdadeira natureza da coragem.»

Canadá – Richard Ford (Porto Editora)
«Quando os pais de Dell Parsons, de quinze anos, assaltam um banco, a sua vida, idêntica à de tantas outras crianças, ver-se-á alterada para sempre. A detenção dos pais coloca em perigo o futuro de Dell e da sua irmã gémea, Berner. Revoltada, Berner decide fugir de casa. Mas Dell não fica completamente abandonado. Um amigo da família encoraja-o a atravessar a fronteira para o Canadá na esperança de ali poder reiniciar a sua vida em melhores condições.
Já nas pradarias canadianas, Dell encontrará refúgio em Arthur Remlinger, um enigmático fugitivo americano cuja frieza oculta um carácter sombrio e violento. Será nesse novo ambiente que Dell reconduzirá a sua vida e enfrentará o mundo dos adultos.»

Passagens – Teolinda Gersão (Sextante)
«Ana morreu e, durante o seu velório, “ouve” a família e os amigos.
Os segredos das famílias. As mentiras, as histórias falsas, que dão origem a memórias falsas. Os grandes erros que alguém comete, e são pagos pelas gerações seguintes. Mesmo que se queira apagá-los, silenciá-los, estão lá. E voltam à superfície para serem pagos.»

A Resignação – Luís Miguel Rocha
«
Qual a verdadeira razão para a resignação do Papa Bento XVI?
No seu novo romance, Luís Miguel Rocha desvenda os segredos que levaram o Papa Bento XVI a resignar do trono de São Pedro, uma decisão inédita na história da Igreja Católica que originou algo sem precedentes: a coexistência de dois Papas.
Terá sido por razões de saúde, como o Vaticano anunciou, ou por pressões políticas que jamais serão tornadas públicas? Os mistérios de tão inesperada decisão serão revelados em A Resignação

P0erfumes – Philippe Claudel (Sextante)
«Em 63 vinhetas, que vão de “Abeto” a “Viagem”, Philippe Claudel evoca outros tantos perfumes da infância e da adolescência. Cada evocação faz ressurgir um mundo esquecido do qual sobrevivem certos traços: o pai que se barbeia, o protetor solar da mãe, o cabelo sedoso das primeiras namoradas, a canela dos bolos e o vinho quente, o feno dos campos, o pulôver do tio… Ao longo do livro desenha-se uma paisagem de abetos, de campos de terra negra e rios, e um mundo de gente simples e verdadeira regressa, pessoas que nasceram na mesma cama onde viriam a morrer. Prestando-lhes homenagem, Claudel conta a sua própria vida, as suas origens, a sua Nancy natal, os seus pais e irmãs, como nunca o fizera antes.

As Leis da Fronteira – Javier Cercas (Assírio & Alvim)
«Uma impetuosa história de amor e desamor, de enganos e violência, de lealdades e traições, de enigmas por resolver e de vinganças inesperadas.
No verão de 1978, com Espanha a sair ainda do franquismo e sem ter entrado definitivamente na democracia, um adolescente chamado Ignacio Cañas conhece por acaso Zarco e Tere, dois delinquentes da sua idade, e esse encontro mudará para sempre a sua vida. Trinta anos mais tarde, um escritor recebe o encargo de escrever um livro sobre Zarco, transformado nessa altura num mito da delinquência juvenil da Transição. O que o escritor acaba por encontrar não é a verdade concreta de Zarco mas uma verdade imprevista e universal, que nos diz respeito a todos. Um admirável romance que confirma Javier Cercas como uma das figuras indispensáveis da narrativa europeia contemporânea.

As três últimas novelas – Thomas Mann (Sextante)
«A mulher atraiçoada, considerada por Thomas Mann o reflexo gémeo de A morte em Veneza, foi a última novela que escreveu. Mais de uma década antes, surgia As cabeças trocadas – “Admito sinceramente que não estou longe de a considerar uma obra-prima”, confessa o autor. Entre ambas as novelas, escreveu a história de Moisés, em A Lei, ainda inédita em Portugal.»

Filhos sem Filhos – Enrique Vila-Matas (Assírio & Alvim)
«Neste livro, uma história breve e singular de Espanha nos últimos 40 anos — a idade de Kafka quando morreu em Kierling —, os protagonistas dos diversos episódios são todos filhos sem filhos, pessoas que não desejam nenhuma descendência, portadoras de uma personalidade distante da sociedade e que, contra tudo o que se possa pensar, não reivindicam nenhuma ajuda já que só podem alimentar-se de si próprios, de modo a prosseguir a sua verdade; inventando uma espécie de indiferença distante, ligando-se à realidade apenas por intermédio de um fio invisível como o da aranha. Todos os personagens parecem, assim, estar em sintonia com o que Kafka escreveu no seu diário, em agosto de 1914: “Hoje a Alemanha declarou guerra à Rússia. À tarde fui nadar”, já que todos colocam no mesmo nível o plano histórico e o pessoal. Filhos sem Filhos, um livro audaz e surpreendente.»

 

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