Novidades Editoriais de Novembro (V)

sex-viagemA Última Viagem – Laurent Gaudé (Sextante)
«Durante um festim na Babilónia, por entre risos e música, Alexandre, o Grande, cai subitamente por terra, febril. Os seus generais cercam-no, receiam o fim mas preparam já a sucessão, disputando a sua herança e o privilégio de dispor dos seus restos mortais. Um estranho mensageiro parte dos confins da Índia rumo a Babilónia. E, num templo longínquo, uma mulher jovem de sangue real é de novo chamada para junto do homem que derrotou o seu pai. O dever e a ambição, o amor e a fidelidade, o luto e a errância conduzem as personagens à embriaguez de uma última cavalgada. Numa escrita de fôlego épico, A última viagem segue o cortejo fúnebre do grande imperador, libertando-o da História e abrindo-lhe a infinitude da lenda.»
22 de novembro

A Misteriosa Mulher da ÓperaA Misteriosa Mulher da Ópera – Afonso Cruz, Alice Vieira, André Gago, Catarina Fonseca, David Machado, Isabel Stilwell e José Fanha (Casa das Letras)
«Um desafio. Sete autores. Catorze mãos. Sete personagens inesquecíveis. Uma história única.
Uma trama arrebatadora, passada entre as avenidas de Paris, a Rua Heróis de Quionga, o Teatro Nacional de São Carlos, o cais de Xabregas e um cacilheiro que parte para Veneza deixando um cadáver para trás.
Caríssimos leitores, uma recomendação que vai direita ao vosso coração: lede e não tenhais receio de chorar pois as páginas que ireis devorar levaram um tratamento psicoquímico que as deixa totalmente imunes à bendita humidade das vossas lágrimas.»
26 de novembro

el-gunguGungunhana. O Último Rei de Moçambique – Manuel Ricardo Miranda (Esfera dos Livros)
«Gungunhana, o gigante e temido rei de Moçambique, era o homem que todos queriam. Mouzinho de Albuquerque, o oficial da cavalaria portuguesa, ambicionava honra e fama. Ao iniciar a marcha até Chaimite tinha como missão capturar o régulo africano e submeter as populações locais ao poder da bandeira nacional. Sousa, senhor de possessões em terras moçambicanas, junta-se a Mouzinho de Albuquerque com um único e secreto objetivo: matar, com as suas próprias mãos, Gungunhana e vingar-se da traição da sua mulher Kali, que fugiu para se tornar amante do Leão de Gaza, como era conhecido. Já Pedro, braço direito do comandante português, tinha sede de aventura e descoberta. Talvez assim conseguisse esquecer um desgosto de amor que lhe atormentava a alma.  O autor Manuel Ricardo Miranda transporta-nos, neste empolgante romance, para o universo africano dos finais do século XIX. Pela sua escrita vivemos as cerimónias iniciáticas, assistimos às grandes caçadas de elefantes, aos combates entre tribos, sentimos o cheiro do capim. E percebemos que África é um território com alma própria, mística, onde a realidade muitas vezes não é o que parece. Após uma marcha de três dias, as tropas portuguesas alcançam, cercam Chaimite e prendem o último rei de Moçambique. Mouzinho tinha nas mãos o homem que sempre desafiou a soberania e as autoridades portuguesas, não olhando a meios para atingir os seus fins. Sem recear inimigos ou os revesses do destino. Em Portugal todos festejam o enorme feito. Mas, estes homens, movidos pela ambição desenfreada de glória e poder, cedo percebem que as cinzas, o sangue, os gritos os marcaram a ferro e fogo nestas terras quentes que parecem amaldiçoadas. A felicidade foge por entre os dedos e as suas vidas ficarão para sempre destroçadas.»

Gente Feliz Com LágrimasGente Feliz Com Lágrimas – João de Melo (Dom Quixote)
Por ocasião dos 25 anos da sua primeira edição, a Dom Quixote relança este livro que, sem dúvida, marcou várias gerações de leitores.
Romance de uma família que se desfaz e refaz pelas paragens onde a levam os bons e maus augúrios que motivam a sua dispersão, Gente Feliz com Lágrimas é uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas.
Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo, e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos.
Distinguido com cinco importantes Prémios Literários.
19 de Novembro

Fado AlexandrinoFado Alexandrino – António Lobo Antunes (Dom Quixote)
«Um livro que narra o regresso e reencontro de quatro ex-combatentes da guerra colonial, o modo como a vida se lhes transtornou e se destruiu. A história prende a atenção pela narrativa articulada, por vezes irresistivelmente divertida, em que personagens e personalidades convincentes, bem desenhadas, vivem uma intriga de acontecimentos múltiplos e surpreendentes peripécias de timbre trágico e cómico, do quotidiano banal ao sucesso mais insólito.
O grande romance sobre o 25 de Abril.
Edição comemorativa (1983-2013)»
26 de Novembro

pla-descobriO Meu Primeiro Livro – Os Descobridores do Mundo – Sérgio Luís de Carvalho (Planeta)
«Hoje, o nosso planeta parece-nos pequeno e familiar. Mas, em tempos, foi um mundo cheio de segredos e mistérios. No passado, ir à China, à América ou à Austrália era uma aventura tão grande para os europeus como hoje é ir a um planeta desconhecido!
Só uma classe muito especial de viajantes, ousados e corajosos, conseguiu sonhar, planear, enfrentar as viagens, os mares, as lendas sobre monstros e perigos, e alargar o mundo que então conhecíamos: Marco Polo, Vasco da Gama, Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Fernão Mendes Pinto, James Cook
Não sendo uma obra de ficção, vai proporcionar muitas horas de leitura divertida aos mais novos.
Um feito apenas possível, graças à escrita leve mas rigorosa de Sérgio Luís de Carvalho, e às ilustrações de Alex Gozblau que dão vida nova às grandes aventuras dos mares e das terras exóticas e trazem-nas, com cor, frescura e humor, aos jovens leitores.»

pla-ultiaA Última Árvore – Maria Inês Almeida (texto) e Sebastião Peixoto (ilustrações) (Planeta)
Um livro que abre clareiras, no fim da história, para saberes mais sobre as árvores e começares a olhar para elas de outra maneira. E que é impresso em papel ecológico – sim, porque os livros também nascem das árvores, sabias?
Queremos árvores e livros que cresçam connosco, com muitas folhas verdes e vida dentro!
Um rapazinho vai a caminho da escola e vê um velhote, que pensa estar a falar sozinho mas afinal está a falar…para uma árvore!
A partir daqui desenrola-se uma história de amizade a lembrar a melhor tradição de O Principezinho: a amizade do velho senhor por aquela árvore e a descoberta do mundo por parte do rapazinho.
Afinal, aquele homem vem defender a sua amiga de toda a vida – a árvore, a última árvore, que querem abater – e acaba por sensibilizar toda a comunidade para a defesa daquele ser vivo, que é um autêntico tesouro e os faz unir a todos por uma causa.»

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