«A Fera Perfeita», prequela de «After Earth – Depois da Terra», «ataca» a 1 de novembro

AfterEarth_FeraPerfeitaA Fera Perfeita, prequela de After Earth – Depois da Terra, chega às livrarias a 1 de novembro numa edição Saída de Emergência. O livro, escrito por Michael Jan Friedman, Robert Greenberger e Peter David, e por mim (Rui Azeredo) traduzido, conta o que se passou em Nova Prime antes do ocorrido no filme que saiu recentemente em vídeo, realizado por M. Night Shyamalan e protagonizado por Jaden Smith e Will Smith.

Sinopse: «Após o êxodo da Terra, os humanos sobreviventes instalaram-se num planeta remoto, Nova Prime. Quando uma força alienígena, conhecida por Skrel, desceu dos céus, o Corpo Unificado de Patrulheiros, uma elite defensiva, resistiu corajosamente. Decorreram séculos sem que houvesse mais ataques, e muitos colonos convenceram-se de que os recursos aplicados na manutenção da força militar seriam mais bem gastos noutras áreas. Mal sabiam o que estava para se abater sobre Nova Prime – algo sedento de sangue.
Conner Raige, último representante de uma linhagem de guerreiros valorosos, é um dos mais promissores cadetes dos Patrulheiros. Os antepassados de Conner estiveram na linha da frente da vitória da humanidade sobre os Skrel. Mas quando estoira uma guerra mortífera, Conner tem de enfrentar uma fera completamente diferente – porque, desta vez, os Skrel trouxeram uma arma secreta: ferozes máquinas assassinas concebidas para eliminar a humanidade de Nova Prime… e do universo.»

Novidades Editoriais de Outubro (VIII)

Capa Sniper AmericanoSniper Americano – Chris Kyle (com Scott McEwen e Jim DeFelice) (Vogais)
«Chris Kyle foi o sniper de elite mais letal de sempre. Os rebeldes iraquianos chamavam–lhe “O Demónio”. Entre os seus irmãos Navy SEALs, era conhecido como “A Lenda”…
Em fevereiro de 2013, Chris Kyle (38 anos) foi covardemente assassinado por um antigo marine.
Chris Kyle, membro do SEAL Team Three da Marinha dos EUA, serviu quatro missões de combate no Iraque. Foi o atirador especial mais letal de sempre, detendo o recorde de 160 mortes como sniper, confirmadas oficialmente pelo Pentágono. Chegou a ter a cabeça a prémio no Iraque – 52 mil euros era o valor da recompensa. Recebeu duas Estrelas de Prata, cinco Estrelas de Bronze com um V (por valentia em combate), duas Medalhas da Marinha e dos Marines, e uma Comenda da Marinha.
Após as suas comissões tornou-se instrutor-chefe das equipas de Snipers dos SEALs. Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, aos 38 anos, em circunstâncias trágicas, assassinado, num campo de tiro, por um antigo marine. Deixou para trás a mulher, Taya, e dois filhos.
Uma biografia que chegará ao Grande Ecrã em 2015, pelas mãos de Clint Eastwood, com Bradley Cooper a assumir o papel de Chris Kyle e, simultaneamente, a produção do filme.» 

O Sabor ParaisoO Sabor do Paraíso – Icek Erlichson (Bertrand)
«Reconstruído a partir das páginas que compunham a obscura publicação das memórias de Erik Erlichson, em iídiche, sobre a Segunda Guerra Mundial, a sua condição de judeu, prisões sucessivas em campos de trabalho e campos de morte, nazis e soviéticos, O Sabor do Paraíso é um retrato duro, comovente e mordaz da luta pela sobrevivência.
São praticamente inexistentes os documentos que tão bem e pormenorizadamente retratam o dia-a-dia nos gulags estalinistas, assim como a sua extensão geográfica e a brutalidade que se impunha sobre a União Soviética durante a guerra.»
25 de outubro

Atlas do Corpo e da Imaginação_frenteAtlas do Corpo e da Imaginação – Gonçalo M. Tavares (Editorial Caminho)
«Atlas do Corpo e da Imaginação é um livro que atravessa a literatura, o pensamento e as artes passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo, discurso acompanhado por imagens de “Os Espacialistas”, colectivo de artistas plásticos.
É um livro para ler e para ser visto e é também, de certa maneira, uma narrativa – com imagens que cruzam, com o texto, os temas centrais da modernidade.
Neste Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares revisita ainda a obra de alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, partindo de Bachelard e Wittgenstein, passando depois por Foucault, Hannah Arendt, Roland Barthes, mas também por escritores como Vergílio Ferreira, Llansol ou Lispector, entre muitos outros. Arquitectura, arte, pensamento, dança, teatro, cinema e literatura são disciplinas que atravessam, de forma directa e oblíqua, o livro.
Com o seu espírito claro e lúcido, Gonçalo M. Tavares conduz-nos com precisão e entusiasmo através do labirinto que é o mundo em que vivemos.»
29 de outubro

Capa D. Francisca de BragançaD. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia – Maria João Fialho Gouveia (Topseller)
«D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia é um romance apaixonante inspirado numa cuidada investigação histórica, que nos dá a conhecer a vida de uma invulgar princesa portuguesa, que viveu uma longa e ousada história de amor o homem da sua vida, o filho do rei de França.
D. Francisca de Bragança nasceu no Rio de Janeiro em 1824, filha de D. Pedro IV de Portugal e da imperatriz D. Leopoldina da Áustria. Ficou órfã de mãe aos dois anos de idade, e durante toda a vida pesou sobre os seus ombros o fantasma da morte da mãe, grávida do sétimo filho, segundo os rumores assassinada às mãos do próprio marido.
Aos treze anos, a irreverente princesa conheceu D. Francisco d’Orléans, filho do rei de França, por quem se apaixonou perdidamente. Teria de esperar seis anos pelo dia do desejado casamento, e consequente partida para Paris, onde, agora a princesa de Joinville, depressa se impôs pela sua beleza, ousadia e espontaneidade, conquistando o petit nom de Belle Françoise.
Apaixonados e comungando de um ardor pela liberdade, os príncipes de Joinville entregaram-se a uma vida de boémia, numa Paris que fervilhava de arte, cultura e conhecimento, privando com intelectuais e artistas pelos Grands Boulevards e pelas salas de espetáculos. Apesar das intrigas cortesãs, que atribuíam amantes à princesa e romances ao seu consorte, e da queda da monarquia francesa, que obrigou os príncipes a um exílio forçado em Inglaterra, o casal de príncipes nunca se separou, e viveu um amor puro e cúmplice até ao fim dos seus dias.»

capapeq_Padeira_de_aljubarrotaPadeira de Aljubarrota – Mulher de Armas e Heroína de Portugal – Maria João Lopo de Carvalho (Oficina do Livro)
«
Quando, a 22 de outubro, chegar às livrarias o novo romance de Maria João Lopo de Carvalho baseado na agitada vida da Padeira de Aljubarrota, a percepção dos portugueses sobre uma das suas maiores heroínas vai, necessariamente, mudar. A lenda de Brites de Almeida, cuja acção terá contribuído para combater o invasor Castelhano em finais do século XIV, ganha outra dimensão. A autora leva-nos a descobrir uma mulher extraordinária, corajosa e forte mas também uma mulher com desejos e sonhos, para quem o relacionamento com os homens foi bem mais do que um pormenor. Ao episódio de bravura que a História consagrou juntam-se muitos outros de sedução, sensualidade, aventura e romance, dando origem a uma história de amor, traição e coragem em tempos de crise, condição que o povo português, afinal, sempre viveu de perto.
Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam  com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.
Este é o romance nunca feito sobre a maior heroína da nossa história, cruzando a voz de Brites de Almeida com a voz de D. Beatriz de Portugal. Asas e Raízes, imaginação e rigor histórico no período mais conturbado que Portugal viveu na época medieval. 600 anos depois do seu feito heróico, a enorme popularidade da padeira e a sua figura inspiradora permitiram a Maria João Lopo de Carvalho criar um romance com outro ritmo, bem ao jeito do leitor que aprecia as peripécias de uma lutadora e corajosa mulher do povo que marcou a diferença num tempo em que sangue, suor e lágrimas não faltavam por terras de Portugal. E que melhor exemplo de bravura para os portugueses num período de lutas tão complexas como as que travamos todos nós nos dias de hoje?»
22 de outubro

bt-cvfCarlos da Veiga Ferreira: Os editores não se abatem – Sara Figueredo Costa (Booktailors)
«“Sim, conheci bastantes figuras da edição mundial, como o Peter Mayer, ou o Antoine Gallimard, que às vezes ainda vejo, a Beatriz de Moura, da Tusquets, de quem me tornei amicíssimo, o Jorge Herralde, da Anagrama, de quem também me tornei amigo, e vários outros, muitos deles amigos próximos.
Carlos da Veiga Ferreira: Os editores não se abatem é uma entrevista de vida com um dos mais marcantes profissionais da história recente da edição portuguesa.
Em quatro décadas de carreira, Carlos da Veiga Ferreira publicou em Portugal mais de 700 livros. Com uma vida dedicada à edição, foi, como o próprio descreve, “um editor muito à antiga, quase à século XIX”.
O seu nome surge diretamente associado à Teorema, na qual permaneceu cerca de 30 anos, tendo prosseguido com a criação da Teodolito em 2011. Através destas editoras, Veiga Ferreira publicou grandes nomes da literatura mundial, como Italo Calvino, Jorge Luis Borges, W. G. Sebald, Quino, Bret Easton Ellis ou Douglas Coupland.
Neste livro, o editor deixa ainda a memória da sua passagem pelo associativismo livreiro e pelos círculos editoriais de todo o mundo, dentro dos quais testemunhou as principais transformações na edição ao nível global. O reconhecimento desta carreira tem-lhe chegado de diversas formas, das quais é exemplo a distinção do governo francês como grau de Grande Cavaleiro das Artes e das Letras, em junho de 2013.»

capa_quando jesus chorou_lowQuando Jesus Chorou – Bodie e Brock Thoene (Clube do Autor)
«Uma história de fé e de amizade que evoca o período mais importante da vida de Jesus.
Bodie e Brock Thoene são autores de mais de 65 livros de ficção histórica mas nenhum deles estava ainda publicado em Portugal. A estreia acontece com a obra Quando Jesus Chorou, um romance histórico ambientado nos dias que mudaram o mundo para sempre.
Tendo como pano de fundo o período que antecede a crucificação e ressurreição de Cristo, este livro desvenda as conturbadas circunstâncias que marcaram a Judeia no tempo de Cristo e narra o dia-a-dia dos homens e mulheres que testemunharam alguns dos momentos mais importantes da vida de Jesus.
Através da amizade entre Jesus e Lázaro, o homem que ressuscitou dos mortos num dos mais extraordinários acontecimentos narrados na Bíblia, Bodie e Brock Thoene evocam neste livro um período fascinante do nosso passado e de forma envolvente, rigorosa e inesquecível dão ao leitor um raro vislumbre do poder e do amor de Cristo.»

pe-prazer80 Dias – A Cor do Prazer – Vina Jackson (5 Sentidos)
«Summer Zahova, agora uma violinista de renome, regressa a Londres – o lugar onde tudo teve início. Livre, sem compromissos numa cidade onde domina a volúpia, Summer envolve-se em inúmeras aventuras, aproveita as oportunidades excitantes, com que se depara, e viaja pela Europa, cumprindo alguns dos seus sonhos.
Quando o inestimável violino de Summer é roubado, eis que o carismático Dominik reaparece na sua vida. Nenhum deles consegue reprimir a atração que ainda sentem um pelo outro, mas o passado deixara marcas, e ambos sabem que o amor e a paixão nem sempre andam de mãos dadas.
Summer sabe que se brincar com o fogo pode acabar por se queimar, mas, no entanto, há alguns prazeres a que é difícil dizer não…»

pe-cavaloCavalo de Fogo – Congo – Florencia Bonelli (Porto Editora)
«A cirurgiã pediátrica Matilde Martínez abandona Paris rumo ao Congo levada por um sonho: aliviar o sofrimento das crianças vítimas da violência e da fome que imperam naquele país africano. No entanto, deixou para trás uma difícil história de amor que não consegue esquecer.
Por outro lado, o mercenário Eliah Al-Saud chega ao Congo movido por uma ambição: apoderar-se de uma mina de coltan, o minério mais cobiçado pelos fabricantes de telemóveis, que lhe renderá enormes lucros. Mas, acima de tudo, para recuperar Matilde, que considera a razão da sua vida.
Os traumas e segredos que os distanciaram em Paris continuam latentes e, rodeados por um contexto cruel e injusto, a reconciliação parece impossível. Mas Matilde e Eliah tentarão fazer tudo para que o seu amor triunfe.»
25 de outubro

«Uma Verdade Incómoda» – John le Carré

Uma Verdade IncómodaQue eu gosto de romances de espionagem, não é segredo para ninguém, ou pelo menos não o é para quem costuma seguir este blogue. Assim sendo, após tantos anos de afastamento, da minha parte, tornava-se inevitável, mais cedo ou mais tarde, um regresso a John Le Carré, um dos mestres do género e com a obra amplamente editada em Portugal. Por motivos vários isso só aconteceu agora, mas acertei em cheio, ao fazê-lo com este Uma Verdade Incómoda, editado pela altura de verāo pela Dom Quixote.
Desde logo destaco, além da escrita de qualidade (bem tratada pelo ótima traduçāo de J. Teixeira de Aguilar), o refinado sentido de humor que cruza a obra, abordando uma temática séria, e preocupante, com uma leveza inteligente e nunca chocante. A mesma leveza, mas essa mais chocante, com que determinados personagens do romance encaram as ações tomadas, ou por tomar, que envolvem vidas, literalmente, de terceiros.
É preocupante pensar que estes livros de ficção muitas vezes se inspiram em casos ou situações reais, e le Carré, bom conhecedor do meio político e da espionagem, é useiro e vezeiro nisso. As asneiras cometidas pelos serviços secretos chocam, mas o que efetivamente espanta é o modo como os superiores, e entre estes encontram-se altas patentes do governo de sua majestade, tentam abafar tais fracassos, passando por cima de tudo e todos sem olhar a meios, com o objetivo único de sair incólume ou beneficiado, até, das situações.
Le Carré não poupa praticamente ninguém, numa forte crítica ao seguidismo e à ambição sem limites. Gere com suprema sabedoria a gestação e a educação das personagens, dando-nos suavemente a conhecendo as respetivas personalidades, unindo aos poucos os pontos da trama, com uma leveza que nos leva a pensar: «Como é que cheguei aqui sem dar por nada?»
Tudo se passa no meio de uma elite, no caso britânica, que só brilha a superfície, contra a qual pouco se pode fazer. E se os peões ao menos achassem que estavam a ser movidos em função do bem comum, a coisa não estaria mal. Mas como não podia deixar de ser, o bem é outro… ou para outros.
Uma frescura surpreendente num octogenário e uma lucidez na escrita e na argumentação de fazer inveja a outros especialistas do ramo.
As descrições de ambientes são fundamentais em qualquer romance, e num deste tipo mais ainda, pois ajudam a compreender melhor as personagens e as suas atitudes. Seja em gabinetes, no terreno, em operações armadas, ou na pacata ruralidade britânica, as cenas são descritas com uma precisão e uma «cor» que dispensam longa frases descritivas, enumerativas e diretas; o ambiente criado por le Carré envolve-nos com subtileza, «estamos lá», literalmente.      

Autor: John le Carré
Título Original:A Delicate Truth
Editora: Dom Quixote
Tradução: J. Teixeira de Aguilar
Ano de Edição: 2013
Páginas: 363

Sinopse: «Uma operação de contraterrorismo, baptizada com o nome de código Vida Selvagem, está a ser montada na mais preciosa colónia britânica – Gibraltar. O seu objectivo: capturar e raptar um importante comprador de armas jihadista. Os seus autores: um ambicioso Ministro dos Negócios Estrangeiros e um fornecedor privado de equipamentos de defesa que é também seu amigo íntimo. A operação reveste-se de tal delicadeza que nem o chefe de gabinete do ministro, Toby Bell, tem acesso a ela.
Suspeitando de uma desastrosa conspiração, Toby procura impedi-la, mas é rapidamente colocado no estrangeiro. Três anos decorridos, chamado por Sir Christopher Probyn, um diplomata britânico aposentado, ao seu arruinado solar da Cornualha, e seguido de perto pela filha deste, Toby vê-se obrigado a escolher entre a sua consciência e o dever para com o serviço. Mas se a única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons nada façam, como pode ele manter-se calado?»

«Uma Outra Voz», de Gabriela Ruivo Trindade, conquista Prémio Leya 2013

Foto Gabriela Ruivo TrindadeO romance Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade, venceu o Prémio LeYa 2013, segundo foi anunciado a 15 de outubro. A obra premiada foi escolhida entre 491 originais, oriundos da Alemanha, Angola, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Guiné-Bissau, Itália, Luxemburgo, Macau, Moçambique, Portugal, Reino Unido e Suécia.
O livro de Gabriela Ruivo Trindade, que tem 43 anos, nasceu em Lisboa e vive em Inglaterra, será editado em 2014. Trata-se do primeiro livro da autora, que o enviou sob o pseudónimo Ella Rui.
O júri, segundo uma nota de imprensa divulgada pela Leya, destaca «a consistência do projecto narrativo que procura, através de várias gerações, e com o foco em personagens de grande força, sobretudo femininas, retratar a transformação da sociedade e dos modelos de vida numa cidade de província, no Alentejo». Outro realce do júri vai para «a originalidade com que o autor combina o individual e o colectivo, bem como a inclusão da perspectiva do(s) narrador(es) no desenho cuidado de um universo de vastas implicações mas circunscrito à esfera do mundo familiar ao longo de  um século de História». Por fim, «a exploração ficcional de registo diarístico e a inclusão da fotografia dão um sinal de modernidade formal  a esta obra premiada por maioria do júri».
O júri do Prémio Leya 2013 foi constituído pelos escritores Manuel Alegre (presidente), Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda por José Carlos Seabra Pereira (professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Lourenço do Rosário (Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo) e Rita Chaves, professora da Universidade de São Paulo.

Novidades Editoriais de Outubro (VII)

SonoSono – Haruki Murakami (Casa das Letras)
«“Há dezassete dias que não durmo”
Assim tem início a história que Haruki Murakami imaginou e escreveu sobre uma mulher que, certo dia, deixou de conseguir dormir. Pela calada da noite, enquanto o marido e o filho dormem o sono dos justos, ela começa uma segunda vida. E, de um momento para o outro, as noites tornam-se de longe mais interessantes do que os dias… mas também, escusado será dizer, mais perigosas.
29 de Outubro

NWNW – Zadie Smith (Dom Quixote)
«Este novo e brilhante romance tragicómico de Zadie Smith segue quatro londrinos – Leah, Natalie, Felix e Nathan – que ao chegarem à vida adulta procuram uma maneira de sair de Caldwell, o bairro social da sua infância. Desde as casas particulares até aos parques públicos, no trabalho e no lazer, a sua Londres é um lugar complexo, tão bonito quanto brutal, onde as ruas principais escondem as vielas mais esconsas, e onde tomar os caminhos mais seguros nos pode conduzir a um beco sem saída.
O leitor encontrará aqui hóspedes e anfitriões, pessoas com poder e pessoas que não o têm, pessoas que vivem em locais especiais e pessoas que não vivem em parte nenhuma. E muitos outros tipos de pessoas.
Todas as cidades são assim. Vidas encostadas umas às outras. Mundos separados.»
31 de Outubro

sex-araAra – Ana Luísa Amaral (Sextante)
«Primeiro: a prosternação diante do altar. A hesitação diante da proliferação dos ritos: sacrifício, louvor, cântico, narrativa. Figuras e vozes, acólitos. Insurgências. Japoneiras e túneis do sentido. Discrepância a todas as vozes acumulando num sentido. Não único, mas unívoco. Desde a infância. Segundo (como se diz de um andamento ou de um painel): o tríptico dentro do tríptico das DUAS IRMÃS: a narrativa oblatória e clara da paixão sáfica. Ardente e casta.
Sem falso pudor. Vergonha é não te amar. A oferenda lírica. Terceiro: não é coisa de rasgar como romance este romance. Assente na pedra do lar um prisma multifacetado e translúcido: o amor único, a palavra. A brisa do arado sobre a ara.
Maria Velho da Costa»
18 de outubro

Continente SelvagemContinente Selvagem – A Europa no Rescaldo da Segunda Guerra Mundial – Keith Lowe (Bertrand)
«As paisagens tinham sido devastadas, cidades inteiras arrasadas e mais de trinta e cinco milhões de pessoas mortas. Em quase todo o continente, as instituições que agora tomamos como certas – a polícia, os media, os transportes, os governos locais e nacionais – estavam completamente ausentes ou irremediavelmente comprometidas. A taxa de criminalidade subia em flecha, as economias colapsavam e a população europeia encontrava-se no limiar da fome.Neste estudo pioneiro sobre os anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, Keith Lowe descreve uma Europa que permanecia atormentada pela violência, em que diversos segmentos da população ainda não tinham aceitado o fim da guerra. Descreve a limpeza étnica e as guerras civis que dilaceraram as vidas das pessoas comuns, do mar Báltico ao Mediterrâneo, e o estabelecimento de uma nova ordem mundial que trouxe, por fim, a estabilidade a um continente estilhaçado.»
18 de outubro

qe-sombrasSombras da Meia-Noite – Lara Adrian (Quinta Essência)
«Num deserto gelado mergulhado na escuridão, as linhas entre o bem e o mal, amante e inimigo, nunca são pretas ou brancas, mas desenhadas em tons de meia-noite. Algo inumano surgiu nos confins gelados do Alasca, deixando uma carnificina indizível na sua esteira. Para a piloto Alexandra Maguire, os assassínios trazem recordações de um evento horrível que ela testemunhou em criança e evocam uma inexplicável sensação de alteridade que há muito tempo sentia dentro de si mesma, mas nunca compreendera totalmente… até que um desconhecido sedutor e sombrio com os seus próprios segredos entra no seu mundo. Enviado de Boston para investigar os selvagens ataques e parar a matança, o vampiro guerreiro Kade tem os seus próprios motivos para regressar ao frio e proibitivo local do seu nascimento. Assombrado por uma vergonha secreta, Kade logo percebe a verdade surpreendente da ameaça que enfrenta, uma ameaça que porá em perigo a frágil união que formou com a corajosa e determinada jovem que desperta em si as paixões mais profundas e os anseios mais primários. Porém, ao trazer Alex para o seu mundo de sangue e trevas, Kade deverá enfrentar os seus demónios pessoais e o mal ainda maior que pode destruir tudo o que ele mais ama.»

«Trocado por Miúdos»: um livro de perguntas para crianças e adultos na idade dos porquês

miudosTrocado por Miúdos, uma edição Porto Editora, é apresentado como um livro de perguntas para crianças e adultos na idade dos porquês. Segundo a editora, trata-se de uma obra que apresenta «as respostas de dezenas de personalidades a perguntas colocadas por crianças de todo o país».
Trocado por Miúdos destina-se a ajudar as Aldeias de Crianças SOS e é lançado a 26 de outubro, no Pavilhão do Conhecimento.

Sobre o livro: «A curiosidade insaciável das crianças deixa os mais crescidos muitas vezes sem resposta. Por isso, antes que uma criança perguntasse “porque é que não há um livro que responda aos meus porquês?”, a Porto Editora avançou para o projeto Trocado por Miúdos, que agora chega às livrarias em forma de livro em parceria com as Aldeias de Crianças SOS – cada exemplar vendido representará 1 € para aquela instituição.
Através de e-newsletters enviadas para escolas, professores e pais, de um site dedicado (www.portoeditora.pt/trocadopormiudos) e de um passatempo via Facebook, a Porto Editora desafiou crianças dos 6 aos 12 anos a colocarem perguntas relacionadas com diferentes áreas do conhecimento – Filosofia, Religião e História; Artes (incluindo Literatura, Música, Cinema, Teatro, Arquitetura, Design e Artes Plásticas) e Língua Portuguesa; Ciências e Saúde; Media e Novas Tecnologias; Política, Economia, Cidadania e Solidariedade.
Ao todo, foram enviadas mais de 1600 perguntas, tendo sido selecionadas 117 para serem respondidas por um painel de especialistas composto por 44 personalidades de relevo e que inclui Alexandre Quintanilha, Alice Vieira, António Mega Ferreira, Assunção Esteves, Edite Estrela, Francisco Pinto Balsemão, George Stilwell, Irene Flunser Pimentel, João Canijo, João César das Neves, João Ferreira do Amaral, José Barata-Moura, Mário Cordeiro, Nuno Lobo Antunes, Teresa Lago, entre muitos outros.
O resultado é um livro de perguntas para crianças e adultos na idade dos porquês, com respostas redigidas com clareza e humor, o que, a par das perguntas desconcertantes e curiosas feitas pelas crianças, contribui para que Trocado por Miúdos seja tão esclarecedor quanto divertido.»

Álvaro Magalhães homenageia o amigo com «O Senhor Pina»

aa-pinaA Assírio & Alvim publicou O Senhor Pina, livro-homenagem a Manuel António Pina da autoria de Álvaro Magalhães (texto) e Luiz Darocha (ilustrações). O lançamento do livro terá lugar na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, a 18 de novembro, data de aniversário de Manuel António Pina.
O livro é, segundo a editora, «de uma homenagem comovente prestada por Álvaro Magalhães, um dos seus grandes amigos».  É composto por dezasseis ficções «que erguem um retrato íntimo, sensível e muito bem-humorado do poeta Manuel António Pina, desde o seu modo peculiar de olhar a vida e a literatura até à sua relação com Joanica-Puff, o Urso com Poucos Miolos que ele tanto admirava».

Novidades Editoriais de Outubro (VI)

aa-afluentesOs Afluentes do Silêncio – Eugénio de Andrade (Assírio & Alvim)
«Os Afluentes do Silêncio constitui uma das raras incursões de Eugénio de Andrade no território da prosa. Uma prosa “nítida como um muro de cristal, rolada como os seixos musicais, fugindo em claras, esbeltas cadências, direita, pausada e firme”, como nos diz tão eloquentemente Nuno de Sampayo. O prefácio a esta edição, cuidadosamente revista, é assinado por João de Mancelos que, sobre Eugénio de Andrade, diz que “O tempo saberá recordar este homem com coração de pássaro”.»
11 de outubro

aa-obscuroObscuro Domínio – Eugénio de Andrade (Assírio & Alvim)
«A presente edição de Obscuro Domínio, publicado pela primeira vez em 1972, inclui um magnífico prefácio do poeta António Ramos Rosa, para quem “Obscuro Domínio é mais um belo livro de Eugénio de Andrade, um livro em que se nos deparam belíssimos poemas, e talvez alguns dos mais magníficos de toda a sua obra.”
11 de outubro

A Dama e o UnicórnioA Dama e o Unicórnio – Maria Teresa Horta (Poesia) António de Sousa Dias (Música) (Dom Quixote)
«Conjugando numa unidade indivisível a tecedura das tapeçarias quatrocentistas La Dame à la Licorne com uma original interpretação da intriga nelas urdida, Maria Teresa Horta cria uma obra poética que se desdobra por vários cantos – “Arte e Ofício”, “As Personagens”, “As Tapeçarias”, “O Mito”, “À mon seul désir”, “A Sedução”, “Posse” e “A Eternidade” –, numa apaixonante e mágica composição que o modelo gráfico acompanha.
Com esta obra complexa, na qual uma sensualidade imanente subjaz ao lirismo com que a tragédia é tecida nos seus 72 poemas, a poetisa dá voz a um fascínio que remonta ao final dos anos 50, em Paris, quando se lhe depararam as tapeçarias numa primeira visita ao Musée de Cluny, actual Musée National du Moyen Âge.
George Sand, Balzac, Jean Cocteau, Rilke, Marina Tsvétaïeva e a americana Hilda Doolittle figuram entre os escritores e poetas seduzidos pela que é considerada uma das obras-primas da arte medieval.
O presente livro é ainda valorizado por um CD com a cantata profana do compositor António de Sousa Dias sobre a poesia de Maria Teresa Horta dita pela actriz Ana Brandão.»
29 de Outubro

el-australiaOs Portugueses Descobriram a Austrália? – Paulo Jorge de Sousa Pinto (Esfera dos Livros)
«“Felizmente, tem havido também historiadores, académicos e sábios que vão pondo a História nos eixos. Porém, um lado da guarda desse passado tem sido descurado: a divulgação. O simples facto de sermos um país onde não há uma caravela, para lá entrar, ver e tocar (…), diz da importância de livros como este Os Portugueses Descobriam a Austrália? – 100 Perguntas Sobre Descobrimentos Portugueses” Ferreira Fernandes, In Prefácio.

Os Descobrimentos representam a Idade de Ouro da História de Portugal, e continuam a suscitar uma especial curiosidade junto de todos os que se interessam pelo nosso passado. Uma temática recheada de mitos por desfazer e mistérios por desvendar, factos e curiosidades por rever ou redescobrir, mas também ideias-feitas, estereótipos e controvérsias que continuam a povoar o nosso imaginário. Estas 100 perguntas formam um guião de uma visita à fascinante época dos Descobrimentos que nos permite compreender melhor a forma como um povo pequeno conseguiu, entre o desejo de conhecer e a vontade de descobrir, abrir-se ao mundo, espalhar-se pelos cinco continentes e alterar, de forma irreversível, o curso da História de culturas, impérios e civilizações.»

?????Gerir o Stresse Em Tempo de Crise – Conceição Espada (Pergaminho)
«
As dificuldades financeiras são uma das principais causas de stresse; contudo não é necessariamente a precariedade financeira que causa o stresse, mas antes a forma como se reage. A preocupação com dinheiro, a ansiedade derivada da instabilidade financeira ou profissional, a angústia gerada pelos diversos aspetos desgastantes da vida quotidiana em épocas de recessão – todos estes elementos levam a uma acumulação de stresse. Porém, estes momentos de crise são também grandes oportunidades de mudança de vida. Chegando os níveis de stresse a um ponto de crise, mesmo para as pessoas mais céticas e resistentes a gestão de stresse torna-se um imperativo.
Ao longo do livro encontra-se uma análise informada do fenómeno do stresse nos seus diversos aspetos, bem como conselhos indicações muito práticos para o gerir. É ainda complementado com vários exercícios e atividades, bem como por um diário que permitirá fazer uma gestão personalizada do nível de stresse.
Gerir o Stresse em Tempo de Crise é um manual prático que ajuda a repensar a vida e convida a transformar o quotidiano numa experiência de autodescoberta e crescimento.»
11 de outubro

pe-encantaEncantamentos – Kathryn Harrison (Porto Editora)
«No primeiro dia de 1917, ano de todas as mudanças na Rússia, o corpo de Rasputine é resgatado das águas geladas do Neva, em São Petersburgo. Horas mais tarde, as duas filhas do Monge Louco são levadas para o palácio e acolhidas pela família imperial, pois a czarina espera que Masha, a mais velha, consiga salvar o filho Alyosha, o enfermiço herdeiro do trono. Masha não tem o misticismo magnético do pai, mas descobre o dom encantatório das suas histórias. E é com elas que, sempre entre a vida e a morte, os dois adolescentes conhecerão o amor e um país imenso, a Rússia, que Alyosha nunca chegará a governar.
Inspirando-se na vida aventureira da filha de Rasputine, Xerazade russa que viria a ser domadora de leões na América, Kathryn Harrison retrata uma era em que a História se impacienta e o mundo mudaria, com a Revolução Bolchevique e o fim da lendária dinastia dos Romanov.
18 de outubro

qtz-estranho_goa_finalUm Estranho em Goa – José Eduardo Agualusa (Quetzal)
«Um escritor parte para Goa à procura de uma lenda – o Comandante Maciel, de seu verdadeiro nome Plácido Afonso Domingo, antigo comandante de guerrilhas, em Angola, ou, segundo outras versões, um agente infiltrado da polícia política portuguesa. O que encontra é uma lenda maior, e muitíssimo mais fascinante. Um Estranho em Goa é um roteiro por um território antiquíssimo, onde a realidade e a magia se passeiam de mãos dadas.
“O Diabo nunca anda muito longe do Paraíso” – lembra um dos personagens. Neste maravilhoso romance – que é, também, uma biografia do Diabo –, ele pode estar em toda a parte. O que une, afinal, um traficante de relíquias religiosas, uma bela e misteriosa historiadora de arte, especializada na recuperação de livros antigos, ou um sedutor empresário neopagão? E quem é Plácido Domingo?»
Reedição
11 de outubro

pe-casaraoDuarte e Marta – O Casarão Assombrado – Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira (Porto Editora)
«Duarte e Marta vão passar um fim de semana num velho casarão perto da Guarda, cujo proprietário acredita que está assombrado. Eles assistem a estranhos fenómenos, como passos intrigantes e um assustador choro de criança vindos de dentro de um quarto fechado há décadas, inscrições que surgem nas portas, objetos que desaparecem e até a súbita aparição de uma figura misteriosa ao fundo de um corredor.
Os jovens tentam descobrir se tudo se deve a um fantasma que paira sobre a casa ou a outra coisa qualquer. Será que vão conseguir?»

«A Magia das Aldeias de Montanha», de Paulo Alexandre Loução, apresentado a 15 de outubro

esq-aldeiasA Magia das Aldeias de Montanha – À descoberta dos segredos da Serra da Estrela, da autoria de Paulo Alexandre Loução, Severina Gonçalves e António Balcão Vicente, será apresentado a 15 de Outubro, às 18h30, no restaurante do El Corte Inglés, piso 7, em Lisboa. Além dos autores vão intervir na apresentação da obra, uma edição Ésquilo, o presidente do Município de Seia, Carlos Filipe Camelo, e o presidente da ADIRAM – Associação de Desenvolvimento da Rede de Aldeias de Montanha –, Jorge Brito. Está também prevista a presença do prefaciador, o arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles.

Sobre o livro: «Este livro resulta de estudo coordenado pelo Prof. Paulo Alexandre Loução e realizado para a rede de Aldeias de Montanha [ https://www.facebook.com/aldeiasmontanha ] a fim de dar a conhecer o inestimável património natural, cultural e imaterial das Aldeias de Montanha da Serra da Estrela. Nele encontramos a ESTRELA, um enfoque inovador e holístico na abordagem à mais importante serra portuguesa, lugar de origem dos míticos Lusitanos, esplendor dos mais belos horizontes, factor identitário do mais profundo do ser português.
Todas as Aldeias de Montanha divulgadas nesta obra são analisadas do ponto de vista histórico – a memória –, na perspectiva das suas tradições e costumes – imaginário e tradições –, e dos seus lugares mais significativos. Este olhar triplo abre-nos as portas às mais excelsas experiências e aventuras pelas deslumbrantes paisagens naturais e culturais do Homem de Montanha, criador de um multi-sistema de vida, secular, com o qual ainda hoje podemos tomar contacto e que nos proporciona a vivência de factores vitais da nossa essência como seres humanos. Como firmaram Suzanne Daveau e José Mattoso este território é o “centro e coração de Portugal”.»

Clube do Autor lança a 17 de outubro «Há Sempre Uma Primeira Vez», de Margarida Rebelo Pinto

ca-Ha- sempre uma primeira vezO Clube do Autor anunciou que a 17 de outubro sai o novo livro de Margarida Rebelo Pinto, Há Sempre Uma Primeira Vez, descrito pela editora como «retrato atual e bem humorado sobre as complicadas relações entre homens e mulheres, sobre o que dizem as mulheres e os homens entendem e vice versa».

Sinopse: «Quando o meu filho Lourenço tinha quatro anos perguntaram-lhe na creche o que era o amor. Respondeu: o amor é casar, e se não der resultado, é carregar os sacos de compras da mãe, que é fraquinha e precisa de ajuda, conta a autora nas primeiras páginas do novo livro.
Escrito com o humor e a sabedoria que lhe são característicos, Margarida Rebelo Pinto parte de histórias do dia-a-dia, episódios banais da vida em casal, peripécias em que muitos leitores se vão reconhecer para fazer um tributo aos sentimentos que iluminam a vida a dois.
Por isso, este não é apenas um livro sobre o amor. É também um livro sobre mágoas e expectativas frustradas, desilusões e recomeços. Nas relações, não há culpados ou inocentes, bons ou maus, justos ou pecadores.
O amor tem muitas caras e formas variáveis, tanto pode ser fiel quanto traiçoeiro, fugaz quanto eterno, sereno quanto inquietante. Mas no fundo todos queremos amar e ser amados, todos desejamos ter sorte no eterno jogo do dar e do receber atenção, carinho e afeto, escreve Margarida Rebelo Pinto.
E se ninguém duvida que todos precisamos de amor, é verdade que não nascemos ensinados para manter uma relação a dois. Os homens queixam-se que não compreendem as mulheres e as mulheres reclamam da falta de jeito dos homens para os assuntos do coração. Será sempre assim?
Há sempre uma primeira vez para tudo na vida e com o amor verdadeiro é sempre a primeira vez. E ainda bem, conclui a escritora no prefácio do livro.
Há sempre uma primeira vez é por isso um livro para homens e mulheres de todas as idades, porque todos podem aprender com ele e todos devem cultivar a capacidade de sonhar, sempre.»