Novidades Editoriais de Outubro (IX)

sex-casaA Casa de Matriona seguido de Incidente na estação de Kotchetovka – Aleksandr Soljenítsin (Sextante)
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A casa de Matriona é não só uma das mais belas obras de Soljenítsin como também uma das que mais influenciaram a literatura russa. Velha camponesa reformada, Matriona esconde um coração puro e uma alma justa. Sempre pronta a ajudar apesar da miséria em que vive, ela acolhe em sua casa o narrador, um professor regressado do Gulag que vai encontrar nessa casa a Rússia profunda, ainda impregnada de cristianismo. A tragédia entra no relato com a chegada do cunhado de Matriona, um velho ganancioso que tinha sido seu namorado…
Relato de grande lirismo popular, esta novela marcou o início da procura das raízes russas destruídas pela revolução.
Em Incidente na estação de Kotchetovka, o tenente Zotov, em plena Segunda Guerra Mundial, vê surgir, por entre comboios de soldados selvagens, um homem afável, à civil, que perdeu os seus papéis militares. Zotov é conquistado pelas suas boas maneiras. Mas, pouco a pouco, a dúvida insinua-se…»

pe-portoPorto – Viagem ao Passado – Germano Silva (Porto Editora)
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Neste novo volume, Germano Silva abre aos leitores as portas dos locais de tertúlias mais bem frequentados do século XIX, passa pela Praça dos Leões e desce aos Clérigos, desafia a subir à Praça da Batalha onde encontramos o Teatro S. João, para logo convidar a ir ao Café Majestic recuperar o fôlego antes de rumar à descoberta de muitos outros lugares que fazem do Porto uma cidade de identidade forte e singular, que molda a personalidade de gentes que sentem a sua cidade como poucos.
“Germano Silva é um poeta. Um poeta do Porto. Na sua pena e na sua mente, as avenidas rimam com praças, os quelhos com ruas, as travessas, os largos, os terreiros ritmam melodias de um passado rico de estórias fascinantes.”»
Alberto S. Santos, in Prefácio

el-exploradorExploradores Portugueses e Reis Africanos – Frederico Delgado Rosa e Filipe Verde (Esfera dos Livros)
«Alcançar o interior de África era o objetivo de todos. Exploradores portugueses, em rivalidade com os seus congéneres britânicos e de outras nações, procuravam realizar o velho sonho de ligar Angola a Moçambique, dando a conhecer os mistérios dos seus povos e da sua geografia. Um desafio avassalador, dificultado pela fome, sede, cansaço extremo e doença. A milhares de quilómetros do seu mundo, envolvidos em querelas de vida ou de morte, no meio de estranhos com quem o mal-entendido era a regra, estes homens temiam morrer ou, no mínimo, enlouquecer. Ao longo do século XIX diversas viagens de exploração levaram homens como Serpa Pinto ou Capelo e Ivens a alcançar o estatuto de heróis, que ainda hoje perdura no imaginário coletivo. Outros houve, que caíram no esquecimento, apesar de terem vivido aventuras igualmente extraordinárias. Nas faustosas capitais dos poderosos reinos africanos, cujos soberanos detinham um estatuto sagrado e um poder de vida e morte sobre os seus súbditos, há muito tempo que se ouvia falar do longínquo Muene Puto, o rei de Portugal. Ao chegarem a estes impérios, os exploradores portugueses despertaram enorme curiosidade. Mas rapidamente se viam envolvidos numa teia de exigências, caprichos régios e intrigas palacianas das quais se libertavam com muita dificuldade. Frederico Delgado Rosa e Filipe Verde trazem-nos um livro original sobre a extraordinária história da exploração de África no século XIX. Amplamente ilustrado, esta obra recupera os relatos empolgantes destas viagens, que são hoje uma janela sobre um mundo desaparecido, em prelúdio da partilha de África pelas potências europeias.»

gui-agustinaCaderno de Significados – Agustina Bessa-Luís – Selecção, organização e fixação de texto por Alberto Luís e Lourença Baldaque (Guimarães)
«“Os papéis dispersos de um escritor exprimem subitamente as pequenas dimensões da vida criadora; e, ao serem recolhidos em volume, permitem uma breve leitura que dura o tempo inteiro de uma obra. Os escritos aqui reunidos, muitos sem data, encontram-se em folhas soltas, em cadernos de notas, em espaços brancos de impressos, em margens de livros, dispersos em pastas de congressos, em gavetas de móveis. Tal como se disse dos papéis de Proust (Essais et Articles), os de Agustina provam que ‘nunca deixou de escrever, nunca deixou de experimentar, de inventar, de procurar, de encontrar’. Sempre escreveu mesmo em férias, em viagem, durante debates – sempre em busca de atingir o mistério das coisas.” Alberto Luís in prefácio»

???????????????A Promessa – Lesley Pearse (Ediçoes ASA)
«No início de julho de 1914, a Europa vive os seus últimos dias de inocência.  A jovem Belle realizou os seus sonhos. A uma infância pouco comum seguiram-se anos dramáticos, ao longo dos quais quase cedeu ao desespero. Mas a sua coragem e determinação prevaleceram. A sua vida é agora feliz. Está casada com Jimmy, o seu primeiro amor, e conseguiu abrir a elegante loja de chapéus que sempre desejou.
Mas a História do mundo está prestes a mudar. A I Guerra Mundial vai arrastar consigo milhões de pessoas. Belle e Jimmy abdicam de tudo para defenderem o seu país. São ambos destacados para França, onde Jimmy vai arriscar a vida nas trincheiras e Belle conduz uma ambulância da Cruz Vermelha. É um tempo de devastação sem precedentes em que sobreviver a cada dia representa uma vitória. E é quando o passado menos ocupa os seus pensamentos que Belle será obrigada a confrontá-lo pela derradeira vez. Bastará um momento. Um homem. Um olhar.
Entre a luta pela sobrevivência, uma paixão proibida e a lealdade devida a um grande amor, Belle está perante uma escolha impossível. Mas ao viver na pele um dos mais sangrentos conflitos da História, terá ela poder sobre o seu destino?
A Promessa é a continuação da história de Belle, a inspiradora heroína de Sonhos Proibidos.

pe-diarioDiário de Um Sargento – Memórias de Angola (1896-1898)  – Adriano Parreira (Porto Editora)
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O testemunho verídico do quotidiano de um sargento português, que apresenta um quadro impressivo da Angola dos finais do século XIX.
Adriano Parreira estava numa das salas de trabalho do LISHCNRS, em Paris, quando foi surpreendido com a entrega em mãos de um manuscrito com o título Diários:1897 a 1898 – África e Guerra. Foi em outubro de 1985, mas foram precisos 22 anos para que o investigador, professor catedrático e primeiro Embaixador angolano junto às Nações Unidas lesse, enfim, o manuscrito e percebesse o seu inegável valor histórico.
Diário de um Sargento – Memórias de Angola (1896-1898) reflete o profundo e meticuloso trabalho de Adriano Parreira na transcrição e anotação do manuscrito do segundo-sargento António d’Araújo, um descendente de uma família aristocrata caída em desgraça. Inconformado com a sua condição, António d’Araújo encontrou em África o ambiente propício para a sua personalidade complexa, excêntrica e exuberante, como se percebe ao longo de um diário através do qual narra as suas aventuras e desventuras por terras de Angola.»

pe-dicioDicionário de Etnologia Angolana – Adriano Parreira (Porto Editora)
O Dicionário de Etnologia Angolana, organizado por Adriano Parreira ao longo de 25 anos de trabalho de investigação na área das ciências sociais, é uma obra de dimensão ímpar que representa um contributo único para a consolidação da consciência cultural das sociedades angolanas. Trata-se do resultado de um grandioso esforço de manter vivo um património imaterial de valor inestimável.
M. L. Rodrigues de Areia, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, classifica este dicionário como sendo um “instrumento indispensável para pesquisas futuras” ao pôr em destaque “a diversidade cultural e as potencialidades de uma grande nação em construção”.
O Dicionário de Etnologia Angolana regista cerca de 30 000 conceitos, organizados alfabeticamente, e respetivas definições detalhadas, constituindo-se como um manual rigoroso, de consulta fácil e acessível, ao serviço de todos aqueles que se interessem pelo conhecimento dos aspetos mais relevantes da vida cultural e social dos povos e nações de Angola.»

civ-duclaA Menina que não queria ler livros – Luísa Ducla Soares (Civilização)
«A Menina que não queria ler livros é uma divertida história sobre uma menina que não gostava de receber livros de presente e inventava mil e uma formas de lhes dar uso sem os ler…
Será que algum dia vai descobrir o prazer da leitura?»

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