Novidades Editoriais de Setembro (III)

pe-crisePalavras em tempo de crise – Luis Sepúlveda (Porto Editora)
«A escrita, o compromisso político, as amizades, o exílio e as viagens são elementos indissociáveis numa vida fascinante como a de Luis Sepúlveda.
Nestas páginas, entrelaçam-se histórias pessoais, histórias dos trabalhadores e suas lutas, gritos de dor perante a exploração criminosa do meio ambiente, reflexões pungentes sobre a crise económica que atingiu a Europa e encenações de momentos partilhados com amigos, entre eles Pablo Neruda, José Saramago e Tonino Guerra. E emerge, acima de tudo, o Luis Sepúlveda homem: as lembranças do difícil passado no Chile, o destino dos seus companheiros dispersos no exílio e o seu reencontro numa pequena baía do Pacífico, uma viagem pelo deserto de Atacama, mas também alguns vislumbres da vida pessoal, as memórias de um fiel amigo de quatro patas, a alegria de se sentar a uma mesa de refeições com a família alargada e receber o epíteto de “velho”. E, acima de tudo, a certeza de ter vivido “uma vida de formidáveis paixões”.»
13 de setembro

cam_opt_na_esfera_do_mundoNa Esfera do Mundo – Vol. IV – História de Portugal – António Borges Coelho (Editorial Caminho)
«Este IV volume da História de Portugal de António Borges Coelho é inteiramente dedicado ao século XVI português. Por aqui, um texto ao mesmo tempo rigoroso e de grande plasticidade, poderá o leitor ficar a conhecer as grandezas e misérias do século de ouro da nossa história nacional.»

capa_LagoAvesso-def-frente copyO Lago Avesso. Uma Hipótese Biográfica – Joana Bértholo (Editorial Caminho)
«
Ella Bouhart, coreógrafa consagrada, vive num sexagésimo quarto andar, no centro de uma metrópole, de onde avista um enorme jardim, ao fundo do palco, observa a cada dia as diferentes tonalidades de um lago. Esse lago representa o seu horizonte, até onde não é capaz de ir, os territórios da sua vida que se sente incapaz de ocupar. Isso, e o seu avesso.»

cam_a_bruxa_cartuxaA Bruxa Cartuxa na Floresta dos Segredos – Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (Editorial Caminho)
«
A Bruxa Cartuxa e os seus ajudantes montaram na floresta um negócio muito original. Mas depressa descobriram que ali todos os habitantes tinham pelo menos um segredo. Alguns eram segredos bons, outros segredos maus e outros realmente péssimos. Que fazer?»

ca-casaredondaA Casa Redonda –  Louise Erdrich (Clube do Autor)
«A Casa Redonda é um romance brilhante, uma obra-prima da ficção literária. Vencedor do National Book Award de 2012 e eleito um dos melhores romances do ano por diversas publicações, este livro fala de sentimentos poderosos e lança nova luz sobre a maneira como a maturidade pode alterar a relação entre pais e filhos. Erdrich aborda o amor, o ressentimento, a necessidade e as obrigações que unem as famílias. A autora abarca neste livro o trágico, o cómico, um mundo espiritual bem presente nas vidas das suas personagens tão humanas, e uma história sobre um caso de injustiça que, infelizmente, é um reflexo do que acontece hoje no nosso mundo.»

ca-biblioA Biblioteca Perdida do Alquimista – Marcello Simoni (Clube do Autor)
«O segundo livro da trilogia medieval protagonizada pelo mercador Ignazio de Toledo (o primeiro foi O Mercador de Livros Malditos, bestseller internacional) é um romance com a alquimia perfeita entre História e mistério.
Primavera de 1227. A rainha de Castela desaparece de forma misteriosa. Estranhos boatos correm pelo reino e alguns sugerem até uma intervenção do maligno. Ignazio de Toledo é convocado por Fernando III, o Santo, à sua corte e incumbe o mercador de relíquias de procurar a rainha, presumivelmente sequestrada pelo conde de Nigredo, um alquimista. Em Córdova, para onde foi convocado, Ignazio encontra um velho magister que lhe fala de um livro que todos procuram e que poderá fornecer-lhe indícios sobre o sucedido. Mas no dia seguinte o velho magister é encontrado morto, envenenado…»

ca-possivelE tudo era possível – José Jorge Letria (Clube do Autor)
«José Jorge Letria partilha neste livro momentos únicos da História de Portugal com a paixão e o olhar distanciado de quem teve a ventura de testemunhar e de participar em acontecimentos que marcaram este país num período de viragem. O encontro com José Afonso, as listas negras da PIDE, os sopros de liberdade de Paris, a noite que anuncia a Revolução de Abril, o regresso dos exilados, Angola depois da independência, a geração de jovens que deu o seu melhor em cada dia que passava. Eis as histórias de uma vida que seguem a marcha da História de Portugal, desde o final da década de 60 até aos alvores da década de 80 do século XX.»

ca-terraA Conquista da Terra – E.O. Wilson (Clube do Autor)
«Trata-se de uma obra revolucionária sobre a verdadeira origem da condição humana, da autoria do prestigiado biólogo duas vezes distinguido com o prémio Pulitzer. Baseado numa pesquisa longa e pioneira, A Conquista da Terra é uma nova história da evolução, apresentada num tom distinto e provocatório, com implicações em campos tão diversos como a antropologia, a psicologia social, a neurociência e a história religiosa. Neste livro, o autor defende que «a origem da humanidade moderna foi um golpe de sorte, bom para a nossa espécie durante algum tempo, mau para o resto das outras formas de vida para sempre». E. O. Wilson é um dos mais proeminentes biólogos e naturalistas de todo o mundo e o mais aclamado herdeiro de Darwin.»

Paginas Melancolia Contentamento_1Páginas de Melancolia e Contentamento – António Sousa Homem (Bertrand)
«Um dos cronistas que há mais tempo escreve na imprensa portuguesa volta a reunir os seus textos. As Páginas de Melancolia e Contentamento contém crónicas publicadas no Correio da Manhã, aos domingos, entre 2011 e 2013. Estas páginas trazem-nos, mais uma vez, reflexões, do residente em Moledo, sobre Portugal e os portugueses

“O Doutor Homem gosta de lembrar que vem dos tempos do Titanic. Conheceu um Portugal de antigamente, aquele Portugal que se considerou vencido com a derrota do miguelismo, e que passou a encarar a vida pública com enorme suspeita, duvidando de ideias como “o progresso” ou ‘a modernidade’. É provável que muitos leitores destas crónicas recusem esta espécie de conservadorismo elevado, à Chateaubriand; mas bastantes serão sensíveis ao ceticismo com que Sousa Homem vê certos “avanços” da pedagogia ou da tecnologia. Um conservador é uma relativista: não porque mude de convicções mas porque sabe que as convicções mudam. E porque como ensinou o Eclesiastes, não há nada de novo debaixo do sol.”
Pedro Mexia, no Prefácio.

“Tenho vivido durante a República, assistido a vários desmandos que culminaram na escolha do dr. Salazar, e colecionando memórias dos anos de fogo da pátria, o velho Doutor Homem, o meu pai, tentava convencer-nos, à mesa, de que o país era um apeadeiro acolhedor para quem gostasse de legumes frescos, de um clima dotado de alguma razoabilidade e de momentos à espera de serem cuidados. Mas, no restante, pouco havia a fazer: nem na economia, nem na organização política, nem nas letras, nem nas boas maneiras, salvando-se talvez o Vinho do Porto e, no extremo, o seu alfaiate. A salvação do mundo estava, portanto, fora dos seus desígnios. Grande leitor e bibliófilo, desconfiava sobretudo ‘dos intelectuais’, que decidira serem pessoas pouco confiáveis, decepcionantes e amargas. Este pessimismo dava-lhe parte da sua infinita bonomia.”
António Sousa Homem»
20 de setembro

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