«Inferno» – Dan Brown

ber-infernonDepois de O Símbolo Perdido, que pareceu pouco mais ser do que um lembrete aos seus fãs de que ainda andava por aí, Dan Brown consegue com Inferno (edição Bertrand) voltar a entusiasmar quase ao nível de O Código Da Vinci. O mesmo efeito será praticamente impossível de alcançar tendo em conta que mantém a fórmula, recorrendo ao mesmo protagonista (Robert Langdon) e à mesma estrutura (descodificar enigmas, passo a passo, até à solução final). O Código Da Vinci, apesar de toda a onda mediática criada, surpreendeu os leitores que nunca tinham contactado com a obra de Dan Brown. Agora, para conseguir surpreender de novo, o escritor norte-americano terá de fazer algo completamente original, mas provavelmente neste momento ele desejará isso tanto quanto os seus fiéis seguidores, ou seja, nada.
Assim, o que se pode esperar de Inferno? Uma história trepidante, desenvolvida logo a partir de um início a cem à hora, cujo ritmo nunca abranda e com uma bem doseada série de voltas e reviravoltas. Uma coisa ninguém pode negar: Dan Brown é um profissional e cumpre como poucos a sua missão (prender o leitor). Eu fui «apanhado», e ainda bem, por uma história que me levou a Florença, depois, na altura certa, a Veneza e, por fim, a Istambul, não por acaso todas elas cidades históricas e carismáticas, onde o leitor se sente envolvido não apenas pelo enredo como também pela paisagem. Terá sido aí que, em parte, O Símbolo Perdido, patinou. Washington, por muito interessante que possa ser, a um português, ou europeu, pouco mais diz do que o facto de ser a capital dos Estados Unidos, e, se virmos bem, não há leitor que não aprecie um cenário que o envolva. E Dan Brown por norma aproveita bem os cenários que escolheu (e isso verifica-se em Inferno), servindo de guia ao descrever pormenorizadamente os locais, tanto ao nível estético como histórico, encaixando bem essas descrições no enredo, em doses bem ponderadas.
Resolvido esse problema a contento, até porque é sabido que os americanos adoram as históricas cidades europeias, passemos ao enredo em si, mais uma vez bem montado e estruturado, com tudo a funcionar muito bem a partir do momento em que encontramos um Langdon sem memória num hospital de Florença.
Tendo por pano de fundo o problema da sobrepopulação da Terra, e uns fanáticos defensores de medidas radicais para pôr fim a essa «enfermidade», Inferno ainda assim é uma companhia descontraída para umas horas de leitura bem passadas.
Já deu para perceber que o livro tem os condimentos todos para dar certo. Não há aqui grandes rasgos de imaginação, mas também, confessem lá, não era disso que estavam à espera, pois não? Então aproveitem e desçam ao Inferno com Dan Brown e Robert Langdon.

Sinopse: «“Procura e encontrarás.” É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou de como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences. Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas. Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença – esculturas, quadros, edifícios –, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível… Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.»

Autor:
 Dan Brown
Título Original: Inferno
Editora: Bertrand
Tradução: Fernanda Oliveira, Ana Lourenço e Tânia Ganho
Ano de Edição: 2013
Páginas: 551

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2 responses to “«Inferno» – Dan Brown

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