Bertrand lança a 19 de julho «O Albatroz», de Teresa Lopes Vieira

EnsaioO Albatroz é o título do novo romance de Teresa Lopes Vieira, autora de Os Diários da Mulher Peter Pan e de O Gato Persa Social Club. O livro será editado pela Bertrand e estará à venda a 19 de julho.

Sinopse: «Jesus é um comediante desempregado que procura refúgio na casa do pai morto, em pleno centro de Lisboa. Liberdade, a sua irmã, uma pseudoatriz de novela cuja carreira foi propulsionada por uma participação num reality show.
No meio de memórias, certas questões colocam-se: o que acontece quando perdemos tudo? Podemos ser criminosos apenas por acaso? Porque é que os nossos familiares são, por vezes, os nossos piores inimigos?
Um enredo de reencontros, fugas, memórias e colisões familiares inevitáveis, mas também uma história de amizade entre irmãos.»

«O desafio do livro foi o de colocar um homem na casa onde viveu a sua conturbada juventude, sem que dela consiga sair. Despojá-lo de emprego, amigos e qualquer outra base social, o que o descarta cada vez mais do mundo tal como o conhecemos.
Apesar de tudo gravitar em volta do mesmo centro físico, o enredo é bastante dinâmico. As coisas acontecem ao personagem, apesar dele próprio. É obrigado a enfrentar a irmã, uma atriz de novela em crise existencial. É perseguido pela rapariga das pizas e tem de conviver com todo o tipo de pessoas do seu passado, inclusive um pai que já morreu mas que parece pairar sobre tudo. A razão da morte deste último revela-se cada vez mais sombria e parece ser aquilo que une toda a gente, numa qualquer finalidade incógnita.
Queria portanto mostrar uma espécie de tentativa falhada de suicídio social, em que não se percebe bem se o personagem sofre de agorafobia ou se simplesmente não quer mais viver a vida dos outros. Refletir sobre a problemática do até que ponto a sociedade nos ajuda a manter a sanidade mental. Jesus é uma espécie de “palhaço triste” a quem tudo corre mal mas que não parece querer fazer nada para melhorar a situação.
Um duplo homicídio torna tudo pior e confirma o afastamento social dos irmãos, as peças-chave do romance. Este, no fundo, trata de memórias, conflitos familiares e de um certo modo, de loucura. Mas também é uma história de amizade entre dois irmãos.» Teresa Lopes Vieira

«A Felicidade em Albert Camus», de Marcello Duarte Mathias, recuperado pela Dom Quixote

A Felicidade em Albert CamusA Felicidade em Albert Camus, obra de Marcello Duarte Mathias originalmente editada em 1975 (no Brasil), e reeditada em Portugal em 1978, vai ter nova edição, agora com a chancela Dom Quixote.
O livro, que em 1978 recebeu o Prémio de Ensaio da Academia das Ciências de Lisboa, estará à venda a partir de 22 de julho.
Esta nova edição deste ensaio coincide com a celebração do centenário do nascimento de Albert Camus (1913-1960), Prémio Nobel da Literatura em 1957 e autor de obras como O Estrangeiro e A Peste.

Protagonistas de «Orgulho e Preconceito» envolvidos num crime? P. D. James dá a resposta em «Morte em Pemberley»

pe-morte«E se os protagonistas de Orgulho e Preconceito fossem suspeitos de um homicídio?» Esta é a pergunta que serve de apresentação a Morte em Pemberley, um policial da autoria de uma das damas do crime, P.D, James, que vai buscar as personagens do clássico de Jane Austen para as colocar no centro de uma trama policial.
O livro será lançado a 12 de julho pela Porto Editora.

Sinopse: «1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy – o famoso par de Orgulho e Preconceito –, casados há já seis anos e com dois filhos, não podiam estar mais felizes na imponente propriedade rural de Pemberley. Até ao dia em que Lydia, uma das irmãs Bennet, chega à mansão gritando que o marido foi assassinado na floresta.
Em Morte em Pemberley, P. D. James combina as suas duas maiores paixões: a literatura policial e a obra de Jane Austen. O romance é uma clara homenagem à grande autora novecentista, mas faz justiça também às melhores histórias de assassinato, seguindo a tradição dos grandes romances de mistério sobre a aristocracia inglesa. Ou não fosse P. D. James a grande senhora do crime nas terras de Sua Majestade…»

«Trans Iberic Love», de Raquel Freire, apresentado pela Divina Comédia como o primeiro romance «queer» português

dc-transTrans Iberic Love, obra de Raquel Freire editada pela Divina Comédia, é apresentada pela sua editora como o «primeiro romance queer português».

Sobre o livro: «Trans Iberic Love é a história de duas pessoas do século XXI que se apaixonam perdidamente uma pela outra e pela revolução que protagonizam do movimento Queer dos anos 2000 ao dos Indignados em 2011.
Maria nasceu no Porto em 1974 com a Revolução dos Cravos. Filha única de uma família culta da burguesia republicana, é uma rebelde que desde a infância questiona as regras que lhe são impostas como mulher. É uma escritora habitada pelo desejo de transformar o mundo, que defende novos paradigmas como a quarta vaga do feminismo e a pansexualidade.
José nasceu em Barcelona em 1987 com a construção da União Europeia, numa família da elite intelectual catalã-francesa. Nunca se sentiu “mulher”. Considerado um pequeno génio, destaca-se como sociólogo ao criar uma identidade trans, entre o feminino e o masculino. Identifica-se como pirata e guerrilheiro do género.
Juntos ultrapassam todas as fronteiras, mergulham num mundo novo, questionam a identidade sexual, nacional, ideológica, de classe, de género e tentam viver no amor do dia-a-dia esta revolução de comportamentos.»

«Envolvida», de Sylvia Day, editado pela 5 Sentidos

5-envolvidaEnvolvida, o terceiro livro da série Crossfire, de Sylvia Day, chegou a Portugal numa edição 5 Sentidos, da Porto Editora, sucedendo a Rendida e Refletida.

Sinopse: «Desde que vi o Gideon pela primeira vez, percebi que ele tinha algo de que eu precisava, algo a que eu não conseguia resistir. Percebi-lhe também uma alma perigosa e atormentada – tal como a minha. Envolvi-me. Eu precisava dele tanto como precisava que o meu coração batesse. Ninguém sabe o quanto ele arriscou por mim e o quanto eu fui ameaçada; ninguém imagina quão negra e desesperada se tornou a sombra dos nossos passados. Entrelaçados nos nossos segredos, tentamos desafiar o destino. Definimos as nossas próprias regras e rendemo-nos completamente ao intenso poder da obsessão.

Alan Furst e Juan Marsé animam o mês de julho da Dom Quixote

O Amante BilingueO Mundo na EscuridãoO Mundo na Escuridão, de Alan Furst, e O Amante  Bilingue, de Juan Marsé, são duas novidades de julho de literatura estrangeira da Dom Quixote. O primeiro sai a 15 de julho e o segundo é já no dia 8 que está à venda.

O Mundo na Escuridão – Alan Furst
«Paris, 1940. A vida elegante do produtor de cinema Jean Casson é ameaçada pela ocupação alemã de Paris, mas Casson descobre que, com bastante dinheiro, compromissos e ligações, não precisa de abdicar dos prazeres da vida parisiense. Algures dentro de Casson, porém, há uma veia romântica. Quando lhe oferecem a oportunidade de participar numa operação do serviço secreto britânico, esse idealismo dá-lhe a coragem de a aceitar. Uma missão simples, mas que corre mal, e Casson percebe que deve arriscar tudo – a carreira, a mulher que ama, a própria vida.
Uma brilhante recriação de França – o seu espírito no momento da derrota, o seu valor no momento do renascimento.»

O Amante Bilingue – Juan Marsé
«Juan Marés vê-se enganado e abandonado pela sua mulher, pertencente à alta burguesia catalã, e pela qual está loucamente apaixonado. Mergulhado no desespero e na indigência, converte-se num solitário e num marginal, um desprezível músico de rua que ganha a vida a tocar acordeão, deambulando pelos bairros antigos de Barcelona, e que concebe um estratagema delirante: fazer-se passar por outro homem, um charnego típico e impostor chamado Faneca, e reconquistar a sua ex-mulher com essa personalidade usurpada. Tudo começa com uma brincadeira, um jogo de máscaras, um piscar de olho em frente ao espelho. Mas a falácia adquire uma dinâmica imprevista e, a partir de certo momento, a personagem fictícia começa a ganhar terreno à real, a máscara devora Marés e apodera-se da sua vontade, da sua memória e da sua língua.»

«despaís – Como Suicidar um País», de Pedro Sena-Lino, chega a 12 de julho

pe-despaisPedro Sena-Lino, autor de 333, está de regresso, a 12 de julho, com um novo romance, intitulado despaísComo suicidar um País, uma edição da Porto Editora. Trata-se, indica a editora, de um romance «sobre o estado da nação: a história de como Portugal poderia acabar em 2023».
Na sexta-feira, dia 12, às 13h00, numa praça de Lisboa, o autor lidera um flash-mob, que simula uma manifestação, recorrendo a textos do livro. Mais tarde, às 18h30, no Grémio Literário (Rua Ivens, 37), ainda em Lisboa, recebe para um debate sobre o possível fim de Portugal em 2023 (cenário traçado no livro) Carvalho da Silva, José Vítor Malheiros, Ludovic Heyraud, Madalena Resende e Ronaldo Bonnachi.

Sobre o livro: «VENDE-SE PAÍS
VISTAS DE MAR, BOAS ÁREAS, BOA LOCALIZAÇÃO, LUZ NATURAL, CLIMATIZADO NATURALMENTE
“O país foi fundado sobre uma loucura e mantido sobre uma série de outras. É um erro histórico particularmente sobrevivente e produtivo, uma doença crónica marítima.”

O livro mostra um país dependente da ajuda externa, pobre, emigrado, desempregado, envelhecido. Gerido por políticos corruptos, ou líricos sem ligação à realidade, acaba vendido em partes, como depois de uma insolvência.
O romance inicia-se com uma situação inimaginável hoje: e se houvesse um referendo sobre o fim do país – e este ganhasse? Será impossível? Esta é a história de como virtualmente isso poderia um dia acontecer. Eis o cenário: o país mergulhado no enésimo pacote de apoio externo, as reformas totalmente congeladas, a escola pública paga, o desemprego e a emigração galopantes; os bancos a falir; entre vários outros aspetos igualmente negativos.»